Together By Fate.
24 Capítulo 23 - Ciumes e clones dos pais.
Sexta 6:45
Pov Sophia.
- Tua mãe ligou. – Bernardo disse enquanto eu descia as escadas
— Agora? – eu perguntei indo até a cozinha, pegando uma maçã e colocando na mochila
— Agora a pouco. – ele disse andando até a porta e abrindo-a
— E o que ela queria? – eu disse saindo de casa e esperando ele fechar a porta
— Eles voltam amanhã. – disse enquanto segurava minha mão e começávamos a andar
— Já? Por que? – eu perguntei surpresa
— Por causa do colégio... – eu interrompi ele
— A gente não vai ficar estudando lá sendo interno, vai? – eu disse tensa e ele assentiu com a cabeça
— Parece que sim... – eu interrompi ele de novo
— Minha mãe enlouqueceu? – eu disse parando de andar. Ele me puxou sem me deixar parar de andar
— Sua mãe e o meu pai também... – eu interrompi ele mais umas vez, mas ele não me deixou falar – Dá pra me deixar completar alguma frase? – ele disse irritado
— Tá, desculpa. – ele me olhou incrédulo e eu devolvi o olhar – Que foi?
— Você... Pedindo desculpas... – ele parou de andar e dessa vez fui eu que continuei a puxá-lo
— Ei, eu tenho educação. – eu disse fazendo ele rir – Mas e você, por que ficou tão irritadinho do nada?
— Eu vou ter que ficar preso naquela escola. Isso me irrita. – ele disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo
— Isso também me irrita, mas pense pelo lado positivo... – ele me interrompeu
— E tem lado positivo? – ele disse num tom pessimista
— Claro que sim! Eu vou estar lá. – eu disse rindo
— É, e isso é bom. Muito bom. – ele disse rindo.
*
Sexta, 09:30
- Isso é ridículo! – Thalassa disse colocando sua bandeja na mesa e se sentando – Acreditam que nós so vamos poder sair de duas em duas semanas? E mesmo assim, só no sábado e domingo? – ela dizia indignada
— Vocês vão ficar também? – Páris perguntou olhando pra mim e Bernardo
— Sim. – Bernardo respondeu curto e grosso. Páris me olhou confuso
— O que deu nele? – Pietro perguntou curioso
— Tpm, provavelmente. – eu disse fazendo com que eles rissem e Bernardo me olhasse irritado. Eu olhei pra ele e revirei os olhos – Ele tá assim porque não quer ficar preso na escola. Porque ele é um menino rebelde que gosta de liberdade! – eu disse com escárnio. Eu poderia ter continuado a provocar ele se não fosse pela cotovelada que ele me deu.
— Olhem pra a porta. – ele disse baixo o suficiente para que os outros 4 ouvissem. Quando eu olhei pra a porta da cantina e vi que Felipe e a amiguinha nova dele, Thaisa tinham acabado de entrar e tinham acabado de sentar numa mesa, sozinhos. Eu me senti estranha, com um misto de tristeza e raiva. Um nó se formou na minha garganta e eu percebi que começaria a chorar a qualquer momento. E eu não iria chorar na frente de todo mundo.
— Soph amiga, você tá bem? – Helena perguntou enquanto ela e os outros 4 me olhavam preocupados.
— Não. – eu disse me levantando e saindo o mais rápido que pude da cantina, sentindo as lágrimas nublarem meus olhos. Eu saí sem rumo e fui parar no corredor dos armários. Respirei fundo e esmurrei a porta do meu armário – que pela primeira vez, eu tinha achado sem nenhum trabalho. Era ridículo sentir ciúmes de Felipe. Era ridículo sentir algo por Felipe. Abri meu armário e comecei a pegar os livros da aula seguinte com grosseria e ainda chorando com raiva de mim mesma.
— Vai quebrar tudo. – eu escutei a voz de Bernardo do meu lado. Eu enxuguei as lágrimas e olhei pra ele irritada
— Cuida das suas coisas que eu cuido das minhas. – eu disse jogando as coisas de qualquer jeito no armário
— Eu cuido das minhas coisas. Cuido muito até. – ele disse com um tom de arrogância na voz e cruzando os braços
— Bom pra você. – eu cuspi as palavras. Ele sorriu sarcástico
— Isso tudo é ciúmes do Felipe? – ele disse como se se divertisse com o fato.
— Não é ciúmes! – eu disse fechando meu armário com um baque, virando as costas e começando a andar. Ele me puxou pelo braço, fazendo com que eu o encarasse e quase me fez derrubar os livros que eu segurava
— Quer dizer que muda de nome quando é você quem sente? – ele disse irônico
— Me erra, Bernardo! – eu disse contorcendo meu braço para que ele soltasse. Ele riu arrogante
— Sophia, você não percebe que o melhor pra você é... – eu interrompi ele
— Vai dar uma de Ares agora? Achando que sabe o que é melhor pros outros?
— Não me compara com meu pai! – ele disse se ofendendo. Eu sorri sem humor
— Tá falando igualzinho a ele! Cuidado, Bear querido. – eu disse com azedume
— Olha, Sophia, eu só queria te dar um toque sobre o que é melhor pra você... – eu interrompi ele de novo
— Um toque? Assim? Com essa arrogância toda? – eu disse exasperada. Ele me olhou incrédulo
— Eu não sou arrogante, Sophia! – ele disse levantando o tom de voz
— É sim! Se faz de coitadinho, fala e faz coisas bonitinhas, mas quando quer mostras as garras faz igualzinho ao papaizinho autoritário! – eu disse descontando toda a minha raiva nele — foi errado, eu sei. Foi a vez de Bernardo esmurrar o armário com força. Eu olhei pra a cena e deu uma risadinha cínica.
— Eu não sou igual a ele! – ele disse praticamente gritando. Eu me soltei do aperto da mão dele
— Três toques, Bernardo: Um. Fala baixo comigo. Dois. Se quiser continuar fingindo que não é a cópia do seu pai, vai ter que fazer melhor. E três. Quem bate porta aqui sou eu! – eu disse me virando e indo pro banheiro.
Quando eu voltei do banheiro a raiva que eu sentia de Felipe tinha sido transferida pra Bernardo. Entrei na sala e pra minha surpresa ele era o único que estava lá. Respirei fundo e encarei a porta, já pensando em sair da sala e voltar quando tivesse mais gente
— Pode sentar, eu não mordo não. – ele disse sem me encarar e apontando pra a minha cadeira, que era do lado da dele.
— To vacinada. – eu sorri com sarcasmo enquanto jogava meus livros na minha mesa e me sentava
— Contra mim? – ele perguntou me olhando surpreso
— Pensa que você descobre. – eu disse pegando meus fones de ouvido. Antes que eu pudesse colocar os fones, ele segurou minha mão
— Vai começar o ataque? – ele disse me olhando fixamente
— Quem ataca é você. – eu disse com raiva, fazendo ele soltar minha mão
— Sophia, qual é a sua? – ele perguntou indignado – Ta parecendo a sua mãe!
— Como é que é? – eu olhei pra ele incrédula
— É! Você fala do meu pai, mas é igualzinha a sua mãe! Sempre tem um jeito pra descontar seus problemas nos outros. – ele disse irritado
— Falou o filho de Ares Dolohov! Filho ou clone? Eis a questão! – eu disse realmente irritada
— É melhor que ser louca! – ele disse levantando a voz
— Quem é louca? – eu disse me levantando e encarando ele
— Você! Você é louca, Sophia! – ele também se levantou
— Louca por que eu não caio nos seus joguinhos de sedução? – ele se aproximou de um jeito que eu pensei que ele fosse me bater
— Que joguinhos, garota? – ele disse realmente com raiva
— E depois a louca sou eu? Fala sério, garoto! Pensa ai quais são os joguinhos... – eu disse, mas antes que eu tivesse qualquer outra atitude, Pietro e Tessy entraram na sala
— Ei, ei, ei! – Pietro disse correndo pra se meter entre nós e segurando Bernardo com o braço
— Ei, ei, ei, o que? – eu perguntei encarando ele também — Solta ele pra ver se ele vai me bater!
— Sophia, vocês não vão brigar agora! – Tessy se meteu e me puxou fazendo com que eu me sentasse
— Tem hora pra brigar? – eu disse quase gritando com ela e me sentando
— Tem sim! E não é agora! – Pietro disse protegendo-a
— Agora e nunca. Não vale a pena, não. – Bernardo disse se sentando ao meu lado e encerrando a discussão.
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