Together By Fate.
25 Capítulo 24 - Fogo e gasolina.
Notas iniciais
Sexta, 20:30
Pov Bernardo
Eu não falei com Sophia durante o resto do dia. E ela também não veio falar comigo. Sabe, no começo até pensei que pudéssemos ser “amigos”. Comecei a ver ela de outro jeito, como uma garota normal, sem levar em conta todas as nossas desavenças, mas não deu certo. Sophia era uma ingrata, infantil, cega, iludida, mal agradecida e ponto final. Enquanto eu pensava em Sophia, o aviso Game Over apareceu na tela da televisão. Ótimo, mais um motivo pra eu odiar Sophia: Ela me fazia perder no meu jogo preferido. Não tive tempo de começar outra partida porque alguém – que só poderia ser Sophia – bateu na porta do meu quarto. Eu respirei fundo e pedi que ela entrasse. Ela entrou e fechou a porta devagar.
– O que foi, Sophia? – eu disse encarando a televisão. Senti ela sentar do meu lado e suspirar
– Bernardo, eu vim te pedir desculpas... – eu interrompi ela com um sorriso sarcástico
– Eu não quero saber, Sophia. – eu disse ainda sem encará-la
– Bernardo... – ela disse com voz de choro – Me desculpa. Eu não devia ter dito aquelas coisas, eu não devia...
– Eu desculpo. Agora sai daqui. – eu disse apontando pra a porta. Eu não tinha desculpado de verdade e ela pareceu perceber isso
– Bernardo... – ela se levantando e se ajoelhando na minha frente – Olha pra mim. – ela disse pegando meu rosto e me forçando a olhar pra ela. Eu me arrepiei com a intensidade do olhar que ela me dirigia — Eu sei que não foi certo ter descontado minha raiva em você, mas poxa, eu admito, ok? Eu admito que eu sou uma boba, que eu sou uma cega, que eu fui teimosa... – ela falava com uma sinceridade e uma emoção atípica. – Mas Bear, eu não quero que você fique chateado comigo. Não quero que você fique longe, distante... – eu olhei ela confuso
– Por que? Um dia desse você me disse que seria melhor se nós nos afastássemos.
– Bernardo, eu gosto de você. Muito. De um jeito que eu não esperava gostar. – ela falou rápido, como se tivesse medo do que dizia, enquanto acariciava meu rosto.
– Eu também gosto muito de você, Sophia. Mais do que você pode imaginar. – eu disse sincero e isso a fez sorrir tímida.
– É difícil pra mim... Dizer e sentir essas coisas, principalmente depois do... – ela respirou fundo e continuou – Principalmente depois do Felipe. Só que foi mais forte do que eu. Você foi mais forte que eu. – eu sorri involuntariamente e tomei uma decisão
– Sophia, eu quero ser seu namorado. – ela sorriu e eu previ o que iria acontecer – E não debocha! – eu disse enquanto ela ria
– Eu pensei que a gente já namorasse... – ela disse sorrindo. Eu sorri também
– De mentira. Eu quero de verdade. Eu quero você. – ela continuava sorrindo. Ela era linda assim
– E você se importa esse “de verdade” for escondido? – eu franzi as sobrancelhas incrédulo
– Por que? – ela me olhou sem jeito
– Ah, por causa do Pietro, do Páris, da Thalassa, da Helena... Eu não quero ficar brincando de casalzinho. É só esconder deles. – eu olhei pra ela rindo. Era impressionante como ela conseguia ser marrenta nos momentos mais improváveis.
– A gente já brinca de casalzinho... – ela me interrompeu rindo
– Eu sei! Mas tudo bem pra você se durante um tempo for escondido? – eu assenti. Era melhor que nada
– Tudo bem. Escondido é mais gostoso. – eu disse fazendo ela rir ainda mais. De repente ela parou de sorrir
– Bernardo... E se eu for grossa? – ela disse com certa tensão na voz.
– Eu devolvo na mesma moeda e a gente se diverte. – eu disse me divertindo de verdade com a insegurança dela
– Mas e se eu for... – ela disse apreensiva. Eu interrompi ela
– Você é minha. É isso que importa. Minha namorada. – eu disse puxando ela pela cintura e sentando-a no meu colo.
– Sua. – ela confirmou sorrindo e me beijou. Ficamos um bom tempo nos beijando e quando o clima estava esquentando de verdade, meu celular começou a tocar. Sophia soltou um gemido infeliz
– Tem sempre um empata foda! – ela disse se afastando de mim e se jogando na minha cama. Eu respirei fundo tentando me recompor e peguei o celular
– É o Pietro. – eu disse olhando no visor
– Tinha que ser! O mestre dos magos em atrapalhar. Atende logo esse panaca. – ela disse impaciente e eu ri
– Eu sei que você adora ele! Ele também te adora! – ela sorriu irônica
– Manda ele entrar na fila!
– Eles vão vir dormir aqui. – eu disse desligando o celular e olhando pra Sophia que encarava a televisão desligada entediada
– Eles quem? – ela perguntou me encarando desinteressada
– Pietro, Páris, Tessy e Helena. – ela me olhou incrédula
– E você deixou? – ela disse indignada
– Deixei... Por que? – eu disse tentando entender a revolta dela. Ela se levantou e deu um tapa na minha cabeça
– Cabeção! – ela disse exasperada
– Ei, doeu! – eu disse enquanto ela andava até a porta do quarto – Vai pra onde?
– Pro meu quarto, esperar as minhas amiguinhas e fingir que to brigada com meu namorado! – eu corri ate ela e segurei-a pela cintura
– Não tá esquecendo de nada não? – eu disse fazendo ela sorrir maliciosa e me beijar com desejo, colocando as mãos por baixo da minha camisa e arranhando minha barriga. Sophia me beijava com tanta intensidade que era impossível esconder meu desejo. — Quer saber? Já desisti dessa de esconder o jogo. Fodam-se eles. – eu disse tomando folego e guiando ela de volta pra cama
– Eu também acho. – ela concordou ofegante. Os olhos dela estavam cinzas e eu tinha certeza que os meus estavam vermelhos – Tá calor aqui, né? – ela disse tirando minha camisa e jogando-a em algum lugar. Eu aproveitei pra tirar a dela também.
– Muito. – eu concordei deitando ela na cama ao mesmo tempo em que descia minha boca pelo queixo, até ao pescoço dela e alternando entre mordidas e beijos. Enquanto isso, ela arranhava minha nuca com uma mão e a outra percorria meu corpo, me deixando completamente arrepiado e ainda mais excitado. Eu passeei minha mão pelo corpo dela ate chegar aos seios. Abri o sutiã – que tinha, felizmente, o fecho pra a frente – e afastei-o enquanto apertava o seio dela, fazendo-a soltar um gemido baixo no meu ouvido. Ela me beijou de novo, dessa vez num beijo selvagem e levou uma das mãos para meu membro, apertando-o em seguida. Foi a minha vez de gemer. Sophia abriu minha calça com uma habilidade que eu julguei estranha e tirou ela com certa dificuldade, me deixando apenas de cueca. Antes que nós pudéssemos ter qualquer outra ação, escutamos a campainha tocar várias vezes, seguida de alguns berros.
– SOPHIA! BERNARDO! – uma voz que eu reconheci como sendo de Helena nós chamava la embaixo.
– Caralho! – Sophia exclamou enquanto eu saia de cima dela e ela se levantava da cama – Puta que pariu! Tiraram o dia pra atrapalhar!
– Vai, se veste logo! – eu disse pegando minha camisa e minha calça e jogando-os de novo no chão
– Você não vai se vestir? – ela disse me olhando e acabando de vestir a blusa – Seus olhos... Tão vermelhos de verdade. Tipo Crepúsculo, sabe?
– Eu preciso de um banho frio. Bem frio. Muito frio. Um banho dentro da geladeira. – ela me olhou confusa e depois foi abaixando o olhar ate meu baixo ventre e a boca dela se abriu de surpresa
– Ah! – ela corou e disse perturbada tentando desviar o olhar – Eu vou abrir pra eles e digo que você... Ah, foda-se! – ela saiu do quarto praticamente correndo.
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