Together

23 Tudo certo, no tempo certo.


Notas iniciais
OE Gente, nem preciso explicar né? Não sabem o quanto eu chorei por ter feito aquilo com a história hahah Mas pensei rápido, e resolvi fazer uma nova Novo capítulo, espero que gostem Beijão!!!! Boa Leitura amores!!!!!

— Droga. – resmunguei voltando a me sentar no banquinho, escondendo o meu rosto na palma de minhas mãos. – Como eu sou burra. – choraminguei baixinho.

— Ei... – León me chamou, colocando uma mexa do meu cabelo atrás da orelha, mas eu o ignorei. – O que houve?

— Eu sou muito burra. – falei mais alto, sentindo os meus olhos encherem de lágrimas.

— Olha pra mim. – ele pediu. – Eu não vou entender se você não me disser.

Suspirei e tirei minhas mãos no rosto, voltando a olhar nos olhos verdes a minha frente, que me encaravam com preocupação. Sorri olhando sua boca avermelhada e toquei a minha levemente, mal podia acreditar que nós havíamos nos beijado de novo. Parecia até sonho. Suspirei e me concentrei em seus olhos.

— Francesca. – murmurei.

— O que tem?

— Sou uma péssima amiga.

— Por quê?

— Ela sempre me cobrou para que eu me abrisse mais com ela, porque ela é minha melhor amiga, e já desconfiava que tivesse algo de errado acontecendo comigo. E agora ela deve estar muito brava, já que eu escondi que estava apaixonada por alguém e...

— Está apaixonada por mim?

— Esse não é o ponto. – semicerrei meus olhos e ele sorriu lindamente.

— E qual é o ponto?

— A Francesca! Ela deve estar triste comigo.

— Claro que não, ela não viu nada de mais, relaxa.

— Nada de mais? Nada de mais?! – me alterei. – Nós estávamos nos beijando.

— Tem algum problema nisso? – ele perguntou pegando a minha mão esquerda que estava mais fria do que o normal.

— Não, quer dizer, sim, não. Argh! Você está me confundindo!

— Em todo esse tempo que te conheço, eu nunca vi você deste jeito. – ele sorriu bobo para mim, e eu juro que não entendi aquele sorriso. – Você é linda até irritada.

— E você está me distraindo. – tentei não soar manhosa demais.

— Não se preocupe com a Francesca, tenho certeza que ela vai entender. – acariciou meu rosto e eu abaixei a cabeça. – Não vamos estragar nossa tarde, por favor. – pediu aproximando seu rosto e erguendo o meu queixo até perto de sua boca.

— Tudo bem. – falei em um fio de voz, e logo me perdi em pensamentos em mais um dos doces beijos de León.

***

— Adorei passar à tarde com você. – León disse soltando a minha mão, enquanto eu abria a porta de minha casa.

— Não quer entrar? – perguntei torcendo para que ele dissesse sim.

— Não, acho melhor não. – sorriu. – Seu pai pode não gostar muito.

— Tá brincando? Meu pai te adora.

— Pode até ser, mas acho que ele não curte quando estou com a filha mais nova dele. – acariciou meu rosto e eu fiz uma careta. – Até logo. – me roubou um selinho.

— Até. – sorri boba.

Fiquei olhando ele se distanciar, até perdê-lo de vista. Estou parecendo realmente uma boba apaixonada. Olga provavelmente se encantaria por me ver caidinha de amores pelo galã do colégio. Mas assim que voltei para a realidade, lembrei das palavras de Ludmila de hoje mais cedo. Estou custando acreditar que a minha irmã já ficou com o cara que eu sou apaixonada. Sacudi a cabeça e decidi não pensar mais nisso.

Entrei em casa e fechei a porta, prevendo que logo, logo Ludmila iria vir com aquele papo de ficar longe do León. Suspirei e tomei um susto com me virei e dei de cara com Diego, Francesca e papai. Eles estão em pé, no meio da sala, me encarando como se eu fosse um alienígena.

— O que estão fazendo aqui? – eu perguntei baixo pela surpresinha dos meus amigos. Diego e papai se entreolharam.

— Você está encrencada! – Francesca disse correndo até mim.

Arregalei os olhos e corri também. Subi as escadas o mais rápido que pude com minha amiga doidinha atrás de mim. Corri pelo corredor até chegar ao meu quarto, porém não deu tempo de fechar a porta e logo Francesca estava ali comigo, me olhando com as mãos na cintura e a respiração acelerada, assim como eu, por conta da corridinha. Ficamos uns segundos nos olhando, e quando menos percebemos estávamos rindo, como duas idiotas.

— Você vai me contar tudo! – ela disse parando aos poucos de gargalhar. – Minhas bochechas estão doendo de tanto rir. Socorro!

Caí de costas na cama e ela deitou ao meu lado. Ficamos as duas encarando o teto, sem falar nada. Eu sei que ela estava esperando o meu tempo, como sempre fez. E eu tinha que ser honesta. Ela é minha amiga. Amigas contam tudo uma a outra.

— Gosto do León. – falei depois de uns minutos em silêncio.

— Agora eu sei

Virei meu rosto encontrando o olhar carinhoso de Francesca e um sorrisinho pequeno. Ela me olhava com admiração, e eu nunca vi ninguém me olhando assim, nem meu pai. Mordi o canto da bochecha, eu estava morrendo de vergonha, aposto que minhas bochechas estão mais vermelhas que os pimentões que a Olga compra na barraquinha do seu Osvaldo.

— Achei que você nunca me diria essas coisas. – ela disse. – Você sabe que eu sou sua amiga, e que pode confiar em mim, sempre. E eu nunca vou te julgar, sempre estarei do seu lado, em todos os momentos.

— Agora eu sei também. – quebrei nosso contato visual, e me sentei na cama, ela fez o mesmo.

— Desde quando vocês estão... Hm... Juntos? – perguntou.

— Dei meu primeiro beijo ontem Fran. – falei abraçando o meu próprio corpo, encostando minhas costas na parede e encolhendo minhas pernas, virando quase uma bolinha, de tão constrangida que eu estou. – Acho que estamos “juntos” desde então.

— Você nunca tinha beijado antes? – perguntou e eu não fui capaz de olhá-la, apenas neguei com a cabeça. – Não precisa se fechar no seu mundinho por ter me contado isso. Esqueceu que eu nunca vou te julgar?

— Eu nunca tinha achado ninguém interessante, ninguém que me atraísse, nem no meu antigo colégio. Até que eu vim para cá, e conheci o León.

— O galã da escola. – Francesca riu. – Boa escolha pelo menos.

— Eu gostei dele no instante em que ele me olhou nos olhos. – murmurei sorrindo como uma idiota. – Acho que foi a primeira vista. – ri.

— Você é a pessoa mais fofa que eu já vi em toda a minha vida. – Francesca disse pulando em cima de mim, me abraçando apertado. – Sério, não existe ninguém como você, Vilu.

— Não sei se isso é bom ou ruim. – falei rindo do seu ataque.

— É ótimo! Isso significa que você é única! Não existe ninguém como você. E isso te torna especial. León deve gostar de você por isso.

— É... – pensei um pouco. – Mas você acha que ele gosta de verdade? – perguntei insegura e ela abriu um sorriso.

— Pela primeira vez estou te aconselhando, sem ser invasiva. – segurou minha mão. – Mas sim, eu acho que ele gosta. León tem cara de ser verdadeiro em tudo o que faz.

— Tem mesmo. – concordei. – Mudando de assunto, eu... – ela me interrompeu.

— Não vamos mudar não! Eu quero saber de tudo! – ela disse desesperada me fazendo gargalhar.

— Calma. É que eu esperava uma reação completamente diferente. Pensei que você iria ficar brava comigo, por não ter contado.

— Eu fiquei quando eu vi vocês dois, acredite, pensei que todo esse tempo de amizade não tinha significado nada, ainda mais depois que descobri que o Diego sabia dos seus sentimentos pelo León e eu não. Fiquei mal. Eu sou sua amiga antes do Diego, achei que primeiro você contaria para mim, não para ele. – disse triste.

— O Diego te contou que sabia? – perguntei rindo. – Eu só contei, porque ele foi o primeiro a perceber e me ouviu quando ninguém parecia se importar comigo, só por causa disso que ele sabe. E aos poucos, acabamos amigos, você sabe, ele é uma pessoa em que eu posso confiar.

— Então isso significa que você não me acha confiável?

— Claro que não. Isso significa que agora tenho dois amigos em que posso confiar. Apenas isso. – sorri.

Quando a Fran abriu a boca para dizer algo, a porta do meu quarto se abriu e Diego apareceu.

— Seu pai me mandou aqui pra saber se está tudo bem.

— Tá tudo ótimo, aproveita e me explica direito essa história de León e Violetta que eu quero até os mínimos detalhes.

***

Notas finais
O que acharam?????? Até mais!!!!!!