Together
7 Pequena Festa!
***Francesca***
—Isso não é certo...
Escutei um murmúrio e abri meus olhos. Eu tinha o sono bem pesado, mas hoje eu estava leve que era uma maravilhava. Peguei meu celular em baixo do travesseiro para ver a hora. Eram sete e meia da manhã. Olhei para cima e vi Violetta se mexendo na cama. Acho que ela estava sonhando, mas ela não era de falar no meio da noite.
Meio atordoada, levantei da cama de baixo, e sentei-me na cama dela. Eu não iria conseguir dormir de novo, uma vez acordada, difícil de pegar no sono outra vez, então iria acordar ela também, para me fazer companhia.
—Violetta – chacoalhei seu braço. – Violetta, acorda. – chacoalhei mais forte, mas a mesma permanecia como pedra. – Caramba, acorda! – meio que gritei pelo quarto e a ela não moveu um músculo. – Violetta!
—Eita que foi?! – disse assustada. – Está ficando maluca?!
—Não, se você tivesse o sono mais leve, eu não precisara ficar gritando como uma louca. – falei fechando a cara.
—Tá, tá! Mas por que me acordou? – perguntou se sentando e esfregando os olhos. – São sete e pouco da manhã, e a senhorita está toda agitada.
—Você me acordou sua infeliz. – falei emburrada também. – E a propósito o que “Não é certo”? — perguntei me lembrando do murmúrio dela.
—Como assim?
—Você murmurou: “isso não é certo”, juro que fiquei sem entender, com o que você estava sonhando?
—Sei lá, já até esqueci. – disse desviando o olhar e eu sabia que ela estava mentindo. – Foi só um sonho, nem me lembro direito. – continuou tentando me convencer, mas não funcionou.
—Você está muito estranha ultimamente, e não se esqueça daquilo que eu te disse, quando quiser, pode me contar tudo o que se passa nessa sua cabecinha maluca, tão indecifrável.
Ela concordou e eu me levantei, indo até o banheiro de seu quarto. Eu já conhecia tudo ali dentro, afinal, eu já dormi várias vezes na casa de Violetta, sim nós somos muito amigas, pelo menos eu acho isso, já não sei, ela.
***Violetta***
—Francesca! – gritei, já fazia mais de meia hora que ela estava lá dentro, e eu precisava tomar um banho. – Chega né garota?!
—Relaxa estressadinha, eu já estou saindo. – falou e eu pude ouvir o chuveiro sendo desligado.
Minutos depois Francesca saiu com uma toalha azul enrolada no corpo e outra branca enrolada nos cabelos. Sorridente. Nem parecia aquela garota que acordou mal-humorada de horas atrás.
Peguei minhas coisas, e voei para dentro do banheiro.
Eu me lembrava do sonho perfeitamente. Liguei o chuveiro, e comecei a tomar um banho bem quente, o que eu não era acostumada a fazer. O sonho parecia ter sido tão real, que ficava atormentando em minha mente. Com certeza eu estou ficando doida.
***
Descemos para tomar café, e todos estavam lá, menos León. Achei estranho, mas não falei nada, pois Diego sabia de tudo, e aquilo só deixaria ainda mais estampado o quanto eu sou louca pelo Vargas.
—Violetta, o que acha de darmos uma festa na piscina? – Ludmila perguntou tomando um gole do café que estava em sua xícara.
—Hoje? – perguntei confusa e ela assentiu. – Pode ser. – dei de ombros pegando uma torrada e a geléia.
****
Estávamos fazendo à pequena “festa na piscina”. Olga havia feito alguns petiscos, e o pessoal colocou umas músicas bem agitadas.
—Nossa, nossa hein Fran, que corpinho. – Diego disse assim que viu Francesca se desfazer de sua saída de praia, ficando apenas com o biquíni. Ela mostrou a língua. Marco fechou a cara com o comentário e eu ri.
Eu ainda estava com o meu vestido, e não ia tirar tão cedo. Eu não gosto muito de piscina, além do mais, não sei nadar. Passei protetor solar em minhas pernas, e me sentei nas espreguiçadeiras que estavam lá fora, observando os meninos jogarem bola dentro da água.
—Não vai entrar amiga? – Francesca perguntou prendendo os cabelos.
—Não, não estou muito a fim. – falei pegando o meu celular.
—Aff... Sério? Em um calorão desses, você vai deixar de entrar na piscina? – perguntou espantada e eu assenti tranquilamente. – Eu hein, você tá doente amiga? Com febre? – perguntou colocando a mão em minha testa.
—Não sua idiota. – respondi rindo. – Eu estou ótima.
Ela resmungou alguma coisa e entrou na piscina com Ludmila. Fiquei observando o pessoal. Natália estava com León, conversando, aparentemente. Peguei meu celular, e fiquei mexendo e jogando, não tinha nada para fazer mesmo.
***
—Oh Castillo. – escutei Maxi me chamar. – Será que da pra parar de dormir? – perguntou rindo. Sim, eu havia caído em um soninho muito bom.
—Ai para! – falei mal-humorada e ele riu mais ainda.
Levantei-me e fui até a borda da piscina. Não tirei o vestido, pois só ia ficar com os pés dentro da água. Não estava a fim de molhar o meu corpo.
—Hey Castillo. – León, que estava dentro da piscina, disse vindo nadando até mim, e come sempre, meu coração acelerou. Devo dizer como ele estava maravilhoso com aquele cabelo molhado? – Por que não entra, em vez de ficar aí, só molhando os pés?
—Não estou a fim. – respondi batendo os pés devagar na água.
—Não está a fim? Sério? O dia está quente, e você não vai aproveitar em uma piscina como está? Francamente... Você está doente? – perguntou rindo, e eu neguei um pouco constrangida. Ele fez a mesma pergunta que a Fran, ri na minha mente. – Entra logo e para de frescura.
—Não, sério León, eu não quero. – falei o olhando seriamente.
Eu não sabia nadar, e digamos que piscina de minha casa era funda o suficiente para eu conseguir me afogar, e também eu não queria passar vergonha, por ser a única a não saber nadar ali. Eu era baixinha, não passava de 1,60 de altura. Todos dali eram altos, a água ficava em meu pescoço.
—Vem logo Castillo. – disse pegando em minha mão e me puxando.
—Já disse que não León! – falei um pouco irritada.
—Sério, por que não quer entrar? – perguntou.
—Não vou falar, você vai rir de mim. – falei envergonhada.
—Não vou, pode confiar.
—E-Eu... Eu não sei nadar. – falei baixo.
—É eu suspeitava... – ele disse com um sorriso de lado. – Mas entra aqui, prometo não ficar fazendo aquelas brincadeirinhas sem graças de afundar as pessoas.
—Não, essa piscina me cobre inteira praticamente. – rimos.
—Você baixinha, fazer o que. – ele riu. – Mas vai... Eu te seguro, se for o caso.
Suspirei. Eu não queria entrar. Depois de tentar convencê-lo a não querer entrar, ele me convenceu de entra sim. Olhei para trás, e Natália se encontrava deitada de barriga para baixo, tomando sol, ela nem estava prestando atenção em nada.
Coloquei minhas mãos na barra do vestido, e tirei o mesmo de meu corpo, ficando com o meu biquíni vermelho, que Fran havia escolhido para mim. Percebi o olhar de León, mas acho que foi coisa da minha mente mesmo. Entrei na piscina, e como previsto, a água chegava a minha boca, o que era uma ironia, pois a mesma batia no peito de León.
—Está vendo só. – falei ficando na pontinha dos pés.
—Tem razão, você é muito pequenininha. – ele disse apertando meu nariz, tirando o sarro de minha cara e eu mostrei-lhe a língua. – Vamos dar um mergulho?
—Já falei que não sei nadar. – retruquei cruzando os braços.
—Mas nunca é tarde para aprender. – disse olhando dentro de meus olhos, e eu não consegui protestar. – Vamos? É só prender a respiração e soltar quando estiver lá embaixo.
Assenti. Eu fiz natação quando eu era pequena, mas digamos que, eu não gostava muito de água, então desaprendi rapidinho. Nós nos olhamos, e logo mergulhamos juntos, a princípio fiquei parada de olhos fechados, sem soltar o ar que estava preso em meus pulmões, eu estava com medo.
Senti algo pegando em minhas mãos, e abri os olhos com certo receio, encontrando León fazendo sinal positivo com a mão. Ele começou a me puxar, e eu deixei o meu corpo flutuar dentro da água. Ficamos apenas alguns segundos nadando, pois não tínhamos mais fôlego, e León, que ficou o tempo todo segurando a minha mão, me puxou de volta para a superfície.
—O que achou? – ele perguntou, tirando alguns fios que estavam grudados em meu rosto. – Não foi tão ruim né?
—É... Não foi. – rimos. – Obrigada. – agradeci e já ia saindo da piscina.
—Opa, aonde você vai? Pensei que tinha gostado do nosso mergulho. – disse segurando o meu braço.
—E eu gostei – falei rindo. – Mas eu preciso sair. Sua namorada já está me olhando estranho. – falei apontando com o olhar a Natália nos olhando enciumada.
—Deixa, ela é assim mesmo. – León disse dando de ombros e eu sorri. – Agora você fique aqui – ele disse me puxando para perto dele e eu ri quando meus pés escorregaram no piso da piscina e eu fui parar em cima dele.
Ele riu comigo e nossos olhares se encontraram. Ele era tão... Sexy? É talvez essa seja a palavra que o define por inteiro. Estava adorando sentir o calo de sua pele. Meus risos cessaram, assim que eu percebi que ele olhava para os meus lábios. Minhas bochechas devem ter corado bruscamente com aquilo.
—León Vargas! – escutei o grito estressante de Natália.
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