Together

10 Chapter 09 — The Awakening


Notas iniciais
Amiguxoooos... Não demorei muito né amores? Enfim... Estava tão desanimado! Tão! Mas aí eu fiz algo que me puxou dos confins do tédio e me revigorou de forma deveras efetiva, até meu vocabulário voltou regenerado! Chega de enrolação... Vamos aos negócios...

Dean’s P.O.V.

— Então Dean, me diga, como se sente sendo prisioneiro de sua própria mente? — A figura preta perguntou.

Eu não tenho força para responder as suas perguntas há muito tempo. Não consigo mais pensar em nada a não ser o Castiel e o Sam. Eu só queria sair daqui, mas aqui é minha própria mente. Todas as semanas, todos os dias, todos os meses e todos os anos que passei aqui. Essa figura disse que fora de meu corpo só se passaram dois meses. Eu não posso acreditar nisso. Será que até a noção do tempo eu perdi? A única pista que tinha era o reflexo do sol que batia no chão do fim do corredor daquela saleta.

No fim de todo dia, o chão fica laranja, e eu só consigo pensar nisso como sendo o crepúsculo. O amanhecer ocorre de forma parecida, mas é um pouco mais complicado para ver. Minhas correntes não permitem muito movimento. A câmara onde eu estou é circular, com dois corredores, um frontal e outro traseiro, as correntes me seguram pelos tornozelos, pulsos e pescoço, sendo ligadas entre si não permitem que eu me levante. E ainda por cima, mesmo que permitissem a coleira é presa ao chão.

Dias passam e passam. Acima de minha cabeça eu vejo uma abertura pequena e essa abertura aumenta gradativamente até que todo o domo está aberto, caído ao chão, destruído. Como se eu vivesse dentro de um ovo, e esse ovo acabara de rachar. Mais a frente encontra-se um portão, dourado e reluzente. Tudo aquilo parecia mágica. Mas estava cansado demais para ligar. O portão se abre e as correntes se quebram. Além do portão vejo um garoto, se parece com Sam, mas é menor e magricela.

Com dificuldade de levantar fui em direção ao portão. Corri o mais rápido que pude. Corri com todas as minhas forças. Corri até cair de dor, e mesmo assim, levantei-me e voltei a correr. Além do portão, um declínio. Desci toda a colina. Acima de minha cabeça, lá no alto, via-se o céu e reinando em seu trono de ouro, o Sol. Enquanto observava o céu, falhei em minha visão e caí, e caído, adormeci. Pela primeira vez em toda minha escravidão própria eu dormi e dormindo eu acordei.

XXX

Sam’s P.O.V.

— Ele estava na rua, eu encontrei-o e liguei para a ambulância... — A menina, que me achou na rua, ouvi-a falando com alguém. Essa dor na cabeça já estava se tornando minha amiga. — Isso, aí eu liguei para você Cass. Não... Não. Ele está bem e está acordando. É, você é o único amigo dele que eu achei na agenda telefônica do celular dele, vem logo. Sim, Hospital Saint Prayer. Ala 205, quarto 831. Sim, eu deixei avisado na recepção, só falar que é o Castiel.

— É, acho que eu tenho que te agradecer, aparentemente você salvou minha vida. — Encontrei dificuldade para falar, não consegui me mover e minha visão estava horrível. — Quem é você?

— Meu nome é Jo, Jo Harvelle. Estava voltando para casa e encontrei você no meio da rua, jogado, nu, e estava com várias partes do seu corpo moles, onde tinha ossos. Pensei que tinham te espancado, mas quando chegamos ao hospital — Ela me metralhava com coisas das quais eu não lembrava, mas pudera, estava inconsciente. — eles disseram que você tinha sido torturado, pois sofreu privação de Oxigênio, de Água, de Comida. Acabei de ligar para o Castiel, seu amigo.

— Como que você sabe o número do Castiel? — perguntei ainda tonto

— Ei, calma, tente não se movimentar, você sofreu muitas fraturas. Algumas tiveram de ser operadas. No total, você passou por três cirurgias hoje. Só para colocar ossos no lugar, eles estavam se calcificando erroneamente. — Após uma pausa, continuou — Quem quer que tenha feito isso com você, deixou o seu celular lá, junto a seu corpo. Não parece que te queria vivo mesmo né garoto?

— Foi... o Karl... Nós tivemos uma briga no colégio, meu amigo deu uma surra nele.

— E agora ele veio se vingar? — Antecipou.

— Exato

As horas se passaram e sentia cada centímetro do meu corpo doer. Agulhas entravam e saíam do meu corpo a todo instante para fins diversos. Parei de contar na amostra de sangue para verificar drogas. Tinha gesso nos braços e pernas. Meu tronco estava imobilizado e eu usava um colar cervical.

Castiel veio ao hospital o mais rápido que pode e entrou em pânico quando me viu. Ficava repetindo e repetindo que tinha achado que eu havia morrido, perguntando onde eu estava e o que tinham feito comigo. Expliquei para ele que Karl tinha vindo para se vingar naquela noite na escola.

Durante as noites, sonhava e tinha ataques de pânico, foi assim durante semanas. Até que o hospital trouxe uma psiquiatra. Ela utilizou métodos um tanto eficazes para saber o que tinha acontecido durante minha estadia no cativeiro. Ouvi Castiel dizendo algo sobre processo com ela, que queria Karl na cadeia. Eu prefiro que ele morra, mas o que ele conseguir está bom para mim.

O que mais me afligiu durante as duas semanas que fiquei ali foi estar longe de Dean. Eu não tinha vontade de lutar para sair daquele lugar. Fisioterapia, hidroterapia, exercícios e um quilo de remédios por dia, incluindo analgésicos e anti-inflamatórios. No dia em que recebi alta no hospital a psiquiatra disse que queria continuar me vendo, pois precisaria de muito tempo para apagar todas as lembranças e me fazer supera-las. Em duas semanas com ela e meus pesadelos acabaram, mas parecia que nunca mais seria o mesmo. Ela disse que lutaríamos contra isso junto, semanalmente. Espero que ela esteja certa.

Voltando para minha moradia, a rotina voltou a ser quase a mesma. Escola, trabalho, casa. Toda terça-feira teria que implantar um “consulta” entre o trabalho e a casa, mas tudo bem... Ela só me prende durante 1 hora.

— E então Castiel? Como vai Dean? — Perguntei novamente

— Os médicos estão pensando na possibilidade de desligar os aparelhos Sam... Dizem que se ele não voltou em quatro meses... — Castiel falou baixo, em um tom preocupado, e não era por menos!

— NÃO! Não podem! Ele vai sair dessa, ele vai! Não tem como o Dean morrer, não tem, simplesmente não tem! — Castiel me abraçou no mesmo instante e começou a falar para eu ter calma — Você não entende Castiel? Isso significa que Dean nunca mais vai andar por aqui, que ele nunca mais vai falar com a gente? Ele tem 17 anos! Ele não pode morrer, definitivamente, não pode!

Eu corri até o quarto onde guardamos as roupas de Dean. Peguei a sua velha jaqueta de couro e me cobri com ela. Recordei-me do passado que vivemos, lembrei tudo que ele dizia para mim. Eu me dei conta pela primeira vez, que eu não sei nada sobre Dean Singer. Ele se tornou tão importante e ao mesmo tempo, todo o nosso convívio se resumia apenas em escola.

Eu vaguei em meus pensamentos até que adormeci, me transportando para um mundo diferente, onde Dean andava, falava e cantava. Dançava e me puxava para dançar. Onde tudo o que ele era, continuava a existir presente na vida de Castiel e na minha. Dormi ali mesmo, deitado e encolhido na cama que ainda tinha o cheiro de Dean. Todas as suas roupas foram conservadas. Algumas tinham cheiro da fumaça do incêndio, mas eram poucas, pois o fogo não chegou a subir a entrar em seu quarto.

— Boa noite Dean — suspirei.

XXX

No meio da noite eu acordei com o som estridente do telefone. O relógio de Dean marcava duas e vinte da manhã, quem ligaria uma hora dessas? Corri as escadas e cheguei à cozinha, onde se encontra o telefone acima da copa.

— Quem é? — Castiel com uma calça de moletom cinza e sem camisa apareceu e perguntou assim que peguei o telefone — Uma hora dessas...

— Sim. Sim, eu entendo. Claro, sim estamos indo agora mesmo. — Exclamei para a voz doce e suave no telefone.

— O que foi Sam? — Com um copo de leite que estava prestes a se espatifar no chão dei-o a notícia.

— O Dean. — Não conseguia acreditar no que estava acontecendo, meus olhos foram invadidos por lágrimas e elas transbordaram em meu peito. Tudo o que eu sonhei. Tudo. Eu poderia voltar a sonhar com isso? O Dean finalmente acordou? — Ele acordou.

Castiel não conseguiu pronunciar uma única palavra. Também, pudera, eu mal consegui dizer quatro. Pegamos o carro e voamos até o hospital. Chegando lá Dean estava conversando com a enfermeira, aparentemente um exame de rotina. Corri e entrei no quarto, me agarrei a ele, abracei seus ombros largos e repousei minha cabeça em seu pescoço, soluçando como uma criança e chorando como um bebê. “Você voltou... Você voltou!” repetia.

Nenhum de nós se conteve. Castiel, um pouco pasmo, ficou ali, parado por alguns segundos, como se processasse lenta, porém eficazmente tudo que estava acontecendo. Quando se deu por si, caiu sobre nós e, depois de tanto tempo sem sentir o abraço apertado do elo que perpetuávamos em nossa amizade. Os três, como numa trindade sagrada, não havia maneiras de evitar nossas lágrimas de caírem.

— Quando ele vai para casa Doutor? — Perguntei ao médico encarregado do caso Singer, já na antessala do quarto de Dean, longe o suficiente, para que não ouvisse qualquer notícia desanimadora — Dias? Semanas? De quanto tempo estamos falando?

— Ele está perfeito! É como se nunca tivesse saído da órbita, digamos assim... Por mim ele vai hoje mesmo, mas temos de manter ele pelo menos vinte e quatro horas aqui... Procedimento padrão, perdão... — O doutor disse pesaroso — Mas... Porque não aproveitam esse tempo e fazem uma festa de boas-vindas para ele? Seria Digno.

— Isso é uma ótima ideia doutor, uma ótima ideia realmente. — Olhei para o nada com o dedo indicador e o polegar apoiando o queixo. Eu pretendia planejar algo imenso, mas não tinha ideia de como. — Castiel! — Chamei-o para longe de Dean — Temos muito a fazer. Vamos, temos de nos despedir de Dean e arrumar tudo.

— Arrumar tudo o que?

— Você verá Castiel.

Notas finais
Enfim, esse capítulo não foi como eu queria, ou foi digno do resto da fic, achei bem inferior. Eu escrevi ele algumas vezes, mas eu não consegui tanto acordar o Dean de uma forma surpreendente, tanto quanto não consegui fazer o drama "Sam apanhando" de forma trágica... Acho que no fundo preciso de alguém para me ajudar com o enredo, como um Co-autor ou um Beta mega fodasticamente superdotado... Porque sei lá... o Enredo ta parecendo muito sem sal... '-' Ou eu que to exigindo demais dessa fic... Sejam sinceros, eu to indo mal ultimamente né? Não ta saindo do jeito que era antes, espontâneo, parece que ta forçada né? Sei lá... Pode ser que eu esteja exigindo demais de minha pessoa, mas não sei... Ah, enfim... Deixem review com seu ponto de vista, ultimamente tenho precisado mais do que nunca de incentivo para continuar escrevendo a fic... Abandonar eu nunca que vou, porém estou precisando de um incentivo para poder escrever mais rápido, ter mais ânimo, sei lá... Bjus, amo vocês... E leitores fantasmas: APAREÇAM, EU NÃO MORDO :3 (só de vez em quando... :P)