Together

9 Chapter 08 — Return of the undead


Notas iniciais
Gente, olha, gostei desse capítulo viu? estou fervilhando de ideias, acho que vocês não vão gostar, mas vai ser muito importante, e talz... Tipo... Vocês vão ver... dá para perceber... Tipo... Sei lá... Podem dizer que foi inútil dizer isso, mas esse capítulo vai assegurar um romance mais próspero para Dean e Sam... Além do mais, criei mais casais, uhuuuul...

Minha cabeça doía. Apalpei, ainda no escuro, a cueca Box branca que larguei no criado mudo, e vesti-a. Olhei ao relógio que marcava cinco horas e trinta minutos. Não era para estar acordado tão cedo, mas parecia que tinha amanhecido. A luz do sol tomava espaço pelas frestas das janelas e banhava o chão do quarto com feixes alinhados de luz.

Sentei-me à borda da cama e passei a mão pelos cabelos. Meu coração palpitava fortemente, estava suado, apesar de estar com meu pênis ereto, tendo em minha cueca a demarcação clara de cada veia, centímetro e curva da anatomia de meu membro, estava assustado, e não excitado.

Tinha um péssimo pressentimento daquela manhã. Um medo misturado com nostalgia. Algo que me apertava à boca do estômago e tapava os dutos que conduziam ar aos meus pulmões. Pus-me de pé e andei até o toalete, encarei o espelho enquanto jogava água gelada na minha cara. Peguei uma toalha branca enrolada em uma prateleira na parte superior da parede e deixei-a pronta para uso, tomaria um dos banhos mais longos da vida.

Ainda não tinha me acostumado com toda aquela parafernália digital que Castiel tinha equipado na casa. Tudo parecia muito, interativo pro meu gosto. Banheira que regulava temperatura com painel touchscreen, geladeira que ambientava seu interior para economizar energia conforme a temperatura, fazendo leituras periódicas de dez minutos em dez minutos, e isso é o de menos... Até sensores de movimentos para extermínio de baratas e ratos essa casa tinha. Parecia um cenário daqueles filmes de ficção científica onde a qualquer momento, por qualquer motivo, podemos ser dominados por robôs e vendidos para a galáxia mais próxima.

É, acho que preciso parar de assistir Doctor Who.

Com três toques no painel esmeralda na banheira, e pequenos buracos na mesma começaram a expelir água na temperatura que tinha sido requisitada. O líquido transparente subiu e me envolveu em segundos, parando na altura do meu queixo.

Minha cabeça ainda doía, mas tentei relaxar um pouco. Apertei no mesmo painel dois botões e caiu de um pequeno buraco na parede uma pequena quantidade de um líquido espesso e branco. Um pouco mais na frente outro líquido fora expelido por circunferência semelhante, dessa vez azul. A água começou a se agitar, e em pouco tempo espumou.

Após sair do banho, me sequei e desci as escadas só com a calça jeans habitual. O dia estava quente e o relógio marcava apenas seis e vinte e sete da manhã, o que indicava um calor maciço pela frente.

Castiel acordou e preparamos o café juntos. Além do bom dia costumeiro, não falamos sobre nada, reinava uma atmosfera semelhante à de uma fática conversa de elevador, citando efeitos climáticos ou notícias do telejornal das sete. Os dias caíam na rotina cada vez mais, sem Dean aqui tudo se tornava fatídico e monótono.

XXX

— Dean, eu pedi à Meg Masters que se juntasse ao nosso grupo, tem algum problema? — Castiel se dirigiu a mim e engatou o carro em frente à entrada de pedra do prédio, descemos com nossas mochilas e andamos em direção ao grande portão da faculdade. — Achei que se fossemos fazer tudo sozinho seria muito difícil, e além do mais...

— Sim, sem problemas, eu sei, sem o Dean aqui, precisamos de alguém para o grupo, mesmo que não fosse questão de dificuldade, conseguiríamos sem problemas, mas a professora não iria gostar de um membro a menos. — Interrompi-o.

— Que bom que entende. — sorriu.

Subimos três lances de escada e chegamos à sala do primeiro ano. Aqui o sistema de aulas era diferente do que lá no ensino médio. Os professores quem trocavam de sala ao invés de os alunos executarem essa tarefa. Pareceu-me, a princípio pelo menos, mais organizado...

— Bom dia classe. Como devo ter citado na aula passada temos um aluno novo conosco. — A professora Cassandra começou o discurso de apresentação. Já estávamos na metade do primeiro bimestre, e as provas mensais estavam chegando, eu não desejaria ser esse aluno, seja quem for. — Vamos, não precisa ter vergonha, vem... — A professora quase o pegando pela mão, trouxe à frente da sala e começou o falatório. — Venha Kevin... — Quando o garoto parou e olhou para nós, a professora prosseguiu — Sala, esse é Kevin Tran. Ele é novo no nosso país, então espero que vocês possam auxilia-lo nas matérias... Eu irei encaixa-lo no grupo com menos integrantes que é composto por... Lindsay, Mickey e Charles. Não, espera, vejo que o Winchester e o senhor Castiel estão sozinhos também... Então é isso, Kevin, deixo-o aos cuidados de Castiel e Sam Winchester.

Levantei a mão e acenei para o garoto, o chamando, a professora teve de praticamente empurra-lo para nós, repetindo “Vamos Kevin, são eles... Vamos...”. Depois de muito custo ele veio até nós, sentando na cadeira vaga na nossa esquerda.

— Você não disse que a Meg estava no nosso grupo Cass? — A aula da Cassandra foi rápida. Química, uma matéria interessante. Sempre imaginei professores de química e biologia como pessoas frustradas com a vida, mas isso não vem ao caso. — E agora, ela é quem defini os grupos, vamos ter que arrastar ele o resto do ano? O garoto deve ser uma porta! — Disse intensamente, porém não aumentei o volume.

— Desculpe Sam, eu não tenho autoridade para mudar a Meg de grupo sem a Meg na aula! — Ironizou.

— Senhor Winchester, com todo o respeito, ainda não nos conhecemos e perdoe meu inglês, mas eu não poderia deixar que me julgasse pelo meu comportamento na sala mais cedo. Eu fico completamente apavorado quando posto em público, e ali havia público suficiente para me dar um ataque cardíaco. Enfim, eu poderei ser de grande utilidade para seu grupo, em qualquer matéria que seja, era o primeiro da minha escola, que por sua vez era a primeira do país. — Humildade é tudo. — Minha mãe me trouxe para cá, para eu poder cursar essa faculdade inútil enquanto ela definha em um leito de morte. — Kevin simplesmente surgiu às nossas costas e sentou-se ao nosso lado. Tirou um sanduíche de dentro de uma caixa transparente e começou a comer.

— Eu... Kevin... Nós... — Minhas palavras saíram torpes e esganiçadas, era como se estivesse vendo o próprio diabo.

— Não tem problemas, só, não repita isso, sim? — Kevin se levantou num impulso só, sorriu, e andou em direção à cafeteria.

— Ele... É. Bom, pelo menos ele não ficou bravo — Sorri para Castiel, que por sua vez ainda estava pasmo com o ocorrido.

Eu e Castiel ficamos até mais tarde na escola, em lugares diferentes, mas nos comunicávamos de vez em quando. Fosse por SMS ou por ligação. Ele estava na aula extra com Crowley, o professor de Negócios e Marketing, já eu estava amarrado em uma árvore, em baixo de uma luz oscilante no fim do estacionamento, o canto mais escuro. Já tinha passado das sete, hora que normalmente escurece. Minha boca vertia um pouco do sangue e em minha bochecha sentia um filete escorrer, provavelmente vinha da testa, ou sobrancelha. Vi uma figura se aproximar, essa pessoa segurava alguma coisa na mão, algo grande e duro, pois foi o impacto dessa coisa a última coisa que senti antes de apagar novamente.

XXX

Escuridão. Era a única coisa que me rodeava. Escuridão, podridão, cheiro de sangue seco. A dor em minha cabeça era insuportável. Não achei que fosse aguentar, a cada vez que levantava a cabeça, como se uma agulha perfurasse-os, todos os nervos de meu corpo doíam, principiando-se no cume da cabeça. Ouvi passos, distantes. Minha visão ainda se habituava à cena toda, mas já consegui situar que estava, ainda, amarrado em uma cadeira e que na minha frente, estalando os dedos ao som de “I Write Sins Not Tragedies” Lúcifer. O maldito tinha feito tudo aquilo?

— Olá Sam... Parece que não tem nenhuma princesa para te ajudar hoje, sim? — Riu e me encarou. — Olhe Sam, olhe o que o seu namoradinho fez na minha cara — Karl sorriu, e vi cicatrizes no seu rosto, cicatrizes que Dean fez aquele dia, no dia em que me salvou. — Agora Sam, agora você vai ser minha putinha. E vamos ver o que eu posso fazer com seu rostinho.

— ... — Eu tentei gritar, me mover, ou coisa do gênero, mas senti, sugando minha saliva e dificultando a reposição da mesma na minha boca, um pano, que me impediu. Uma corda me atava à cadeira, mas isso não seria problema por muito tempo, porque logo ele começaria a me torturar, me bater, ou sei lá o que ele pretende.

— Shh... — Pousando bem perto de meu rosto, Karl alçou voo da cadeira onde estava e encostou seu indicador na minha boca tapada — Fique quieto Sam, ninguém vai te ouvir, e mesmo que ouça, ninguém vai te achar.

Karl disse que continuaria de onde paramos, e deu início a seções de afogamento, enfiando e tirando minha cabeça em um tonel com litros e litros de água, mas não qualquer água, esse líquido era fedido, quase espesso, não pude evitar engolir aquilo em meio minhas tentativas de respirar. Após isso, estapeou meu rosto e me deu joelhadas. Acordei em outra câmara, dessa vez, uma luz no fim da sala piscava de forma sincronizada, deduzi que fosse uma filmadora, mas não dei muita atenção, pois percebi que o frio que sentia no corpo não era devido à água, o que é a última coisa de que lembro, mas sim culpa de minha nudez. Em baixo de mim, uma placa de metal sólido sustentava meu corpo na vertical. Sem roupa alguma. Minhas pernas afastadas.

— Farei cicatrizes em você Winchester, que serão mais do que exteriores. — Karl sussurrou antes de pressionar contra minha coxa lâminas — E está vendo aquilo ali? — Apontou para a luz — É minha chance de ver e rever, e rever, e rever. Infinitamente — A cada entonação, fazia um leve corte em minha pele.

De uma grande caixa, tirou alguns pedaços de madeira, que mais pareciam tacos e começou a força-los em minha entrada. Vez por vez, forçava mais, senti nitidamente quando ele jogou todos longe e gritou, dizendo que nada entrava. Ele pegou o maior deles, e disse que então teria que dar outra utilidade para os maiores. Depois de dito isso começou uma série de espancamentos, não suficientes para matar, ou para me deixar inconsciente, mas fez muito estrago.

Ele enfiou coisas menores em mim, em vários lugares, eu gritava de dor e definhava cada vez um pouco mais do que antes. Tudo pareceu eterno. Quando eu pensei que não aguentaria mais, ele disse que tinha cansado de brincar comigo, e que isso seria suficiente para saciar a vingança dele. Ele disse que só tinha uma última tortura. E que depois estaria nas mãos do destino.

Um grande tonel, cheio de gelo e água. Correntes suspensas e uma máscara de oxigênio. “Eu não quero carregar uma alma nas minhas costas, mas não me arrependerei nunca disso” ele disse ao pé de meu ouvido. Fez um furo em meu braço e espetou uma agulha conectada a um fio branco. Acorrentou-me e jogou em meio ao gelo, apenas minha cabeça estava para fora, mas não por muito tempo. Em meu nariz, um dispositivo bombeava o ar, em minha boca, outro jogava o ar expelido para fora.

Uma porta foi fechada acima de mim, e eu estava preso dentro daquela caixa. Ele saiu, e disse que me deixaria ali até ele voltar, ou até eu morrer. Eu não conseguia respirar. Desmaiei. Morri? Irei encontrar o Dean nesse limbo congelante? Espero que não, não desejo ser visto assim...

XXX

— Senhor, senhor, qual o seu nome senhor? — Meu rosto foi estapeado inúmeras vezes, abri o olho, vultos, sombras, uma luz tão forte acima de mim. Estava molhado. — Sem pulso, ele está morrendo, vamos, vamos, corram! — Imagino que seja a enfermeira. A luz ficou mais forte. E mais forte, e mais... — 1... 2... 3... Afasta! — Gritou — Mais uma vez! 1... 2... 3... Afasta! Temos pulso? — Uma doce voz feminina respondeu que sim. Não era para eu estar ouvindo, era para eu estar morto. Certo?

— Sam? É você?

Notas finais
Geeente, alguma imposição sobre eu fazer um romance Crowley X Kevin? Tipo, essa imagem que está me motivando: http://25.media.tumblr.com/tumblr_mbdvruLBIk1rz2a9vo1_500.jpg (Tradução: "E depois de fazer suas unhas, iremos comprar sapátos novos" ) Slá, achei fofo... Enfim, se gostou do chapter deixe um review... é broxante não ter reviews... sério... muito... desanima... demais... HASUHASHAHUS enfim, bjus lindos, vou dormir, espero que gostem do capitulo, estou correndo para adiantar a fic *-*