Together

8 Chapter 07 — March 27


Notas iniciais
Aweeeeee Nyah voltooooou *-* Perfect *-* Booom, eu demorei muito pra postar esse capítulo, foi quase um mês, mas deixa eu explicar... Leeeeeeembra da feira de conhecimento? (Por falar nisso, ela foi um sucesso!) Então, passei uns 10 dias ocupado nela, e quando eu terminei, fui escrever o chapter, mas nesse meio tempo, o nyah entrou em manutenção.. É... ~~le voz da Dora Aventureira~~ Dessépçionédi! Enfim, está aí o capítulo, quem for bem atento vai perceber um easter egg nesse... Algo muito, muito sutil, e (outra dica) no começo da fanfic. Okay, então amiguxos, passou um tempinho desde que o Dean ta em coma, e eu sei que mesmo que na realidade, para eles estarem estudando, levaria 3 mêses, encurtei as férias deles para 1, pulei esse mês, e voilà, a fic está de volta nos trilhos... Ou quase...

— “[...] E quando meus olhos contemplarem a luz da lua iluminar seus lábios pela última vez, sorrirei, espalhando minha mão pelos seus cabelos e beijando seus lábios maculados com o sangue de nosso inimigo.” — Ditei, pausando a leitura e limpando a garganta. — “Assim, adormeceremos com apenas uma certeza; a de que ela nunca acordaria.”.

— Muito obrigado Sr. Winchester... — O professor Pavarell tinha entregado à sala uma cópia de um romance escrito por Beack, uma escritora anônima, pois o mesmo usava Beack como um claro pseudônimo. — O que o Sr. Winchester acaba de ler é o trecho final da novela medieval Arturiana Rosas Negras. Aqui na mesa tenho cópias para todos vocês, esse é o livro que iremos trabalhar no decorrer do semestre.

— Senhor Pavarell — Castiel, que sustentava seu lápis com a ponta de seus dedos indicadores e médios, um sobre o outro “prensando” o lápis entre os mesmos. Após obter a atenção do professor, Castiel prosseguiu — Quem foi Beack?

— Pouco se sabe sobre ela. Suas novelas não foram muito famosas, pois não foram escritas na época em que as demais foram. Elas são consideradas hoje como uma releitura, adaptação ou mesmo paródia, poucos consideram ela como uma escritora de novelas arturianas autênticas... — Pavarell explicava como se falasse de sua vizinha. Era natural como tudo que fazia. — Bom, sabe-se também que ela por muitas vezes se colocou no meio da trama, há romances e histórias paralelas que foram inspiradas em suas próprias desilusões amorosas. Todo escritor faz isso cedo ou tarde, mas ela foi a primeira a levar tudo a um nível tão profundo e ao mesmo tempo tão sublinear...

— Você parece admirar muito as obras dela professor... — A voz veio do fundo da sala, não reconheci sua origem. Seria interessante eu identificar a mesma, sendo que só conheço Castiel dessa turma. Parecia ser de uma garota.

— Na verdade... Qual o seu nome mesmo? — Pavarell se referia à garota, perguntando-lhe retoricamente seu nome e prosseguindo sem se deixar intervir pela resposta — Eu apenas descobri o nome "—Beack" algumas semanas atrás, e muitas de suas obras ainda desconheço, mas pretendo muito brevemente terminar minha coleção com todas minhas obras... O grande problema é que toda a sua história subsistira arduamente desde que fora escrita, há quase 600 anos. Por volta de 1430 ou 1450 D.C. O gênero o qual foi deveras inspirador para Beack surgiu no século XIV... Mas isso não é importante — Claro que se o sinal não tivesse tocado décimos de segundos antes da última frase de Pavarell, ele teria continuado, e mesmo que continuasse, ninguém entende essas palavras...

XXX

— “Perceval era muito restrito e não tinha nada além da velha colheita de sua mãe para cuidar, até que um dia, durante um passeio na floresta, se encontrou com cinco outros cavaleiros [...]” — Minha voz ecoava na pequena sala e, ao lado de Dean, em uma poltrona azul-celeste, lia o livro que foi dado pelo Paravell.

— Ele continua lendo para o amigo todos os dias... Mesmo depois de um mês e morando a 50 minutos da cidade... Fiquei sabendo que ele até já mudou de escola... Parece que prefere cuidar do amigo vegetando a viver a vida dele. Será que ele não percebe que ele está perdendo a vida dele? Desperdiçando-a? — Cada palavra cochichada pela enfermeira foi captada pelos meus ouvidos, mas eu já me acostumei com seus comentários, então simplesmente continuei a leitura.

— “[...] Eles foram, então, em busca do Santo Graal, o cálice que aparou o sangue de Jesus Cristo durante a crucificação [...]” — Assim que terminei a leitura incessante desse capítulo, se Castiel ainda não tiver chego, irei à procura do Doutor, quero saber se há alguma notícia sobre Dean... — “[...] Seus pai e irmãos, eram, assim como os cinco cavaleiros que o encontraram na floresta, da távola redonda. Sua mãe não ficou muito satisfeita em saber que ele sairia de sua casa e seguiria o exemplo dos outros três; contudo ela não poderia evitar a partida de seu filho. [...]”

XXX

— O que ele disse sobre o Dean, Sam? — Castiel perguntava rotineiramente — Tem alguma previsão?

— O mesmo de sempre, que seu corpo está pronto para acordar, mas não está pronto ao mesmo tempo. Que ele está estável e curado de tudo, que o coágulo não deixou sequer cicatriz, quanto mais sequelas, mas que ele não parece reagir, tanto a estímulos externos, para acorda-lo do coma induzido — que se tornou não induzido – quanto estímulos internos. Seu corpo inteiro produz tudo como se ele estivesse andando, falando, correndo, amando, sofrendo, tendo medo, felicidade, alegria, pavor. — Enquanto eu falava já sentado no carro, onde o diálogo se iniciou, ele ligou o carro e observei a paisagem se desvencilhar de minha vista enquanto o carro se movimentava.

— Estranho isso não é? É como se ele estivesse preso dentro de sua própria mente... É um tanto assustador. Ás vezes me pego perguntando-me se ele está lúcido, trancado pelas tramas de seu próprio cérebro. — Um tanto mórbido, Castiel me fez refletir um pouco sobre algo que nunca tinha pensado. Será que Dean tem consciência de tudo que eu falo para ele? E mais, será que ele vai lembrar tudo isso? Espero que não

— Vamos mudar de assunto. — falar de Dean como se ele não fosse mais uma figura presente é deprimente e estranho — Começou a ler o livro?

— Sim, Paravell não tinha nenhum livro mais legal para nós não? — disse com certo desprezo.

— O livro tem suas virtudes...

XXX

The day we met,

(No dia em que nos conhecemos)
Frozen I held my breath

(Congelado eu prendi a respiração)
Right from the start

(Desde o princípio)
I knew that I'd found a home for my Heart beats fast

(Eu soube que eu tinha achado um lar para o meu coração disparar)

Eu não sabia que você tocava Sam. — Castiel, encostado à porta, observava e ouvia atentamente. A música, que era cantada a plenos pulmões, tomava um tom suave em minha voz. O sentimento que transmiti não foi desespero, e sim tristeza. — Mas, por favor, continue, vamos, pode continuar, eu gostei.

— Eu, aprendi um pouco observando meu pai. Depois eu comecei a tocar para impressionar garotas, e eventualmente... Você sabe. — Senti meu rosto queimar. A brisa que vinha de fora (pela janela, na qual sento sempre que desejo evitar a ferrugem dos dedos) era reconfortante, como a carícia de um amante apaixonado.

— É... violão tem seus dons. Já eu teria problemas se quisesse impressionar alguma garota com um piano, não seria tão fácil. — Deu um sorriso de canto e jogou o pano, que provavelmente ele estava usando para secar a louça, no braço da cadeira. Ditou em minha cama, de bruços, com ambas as mãos no queixo e me observava enquanto balançava seus pés para lá e para cá no ar. — Vamos, termine a música. Não ligue para a minha presença.

— Eu não sabia que você tocava piano — exclamei casualmente

— Okay, okay, depois fazemos esse jogo de perguntas e respostas, agora, toque! — Ordenou

Colors and promises

(Cores e promessas)
How to be brave

(Como ser corajoso)
How can I love when I'm afraid to fall

(Como posso amar quando estou com medo de cair)
But watching you stand alone

(Mas observando você aguentar sozinho)
All of my doubt suddenly goes away somehow

(Todas as minhas dúvidas de repente foram embora de alguma forma)
One step closer

(Um passo mais perto)

— Você toca muito bem... E canta também... — Castiel sentou na cama e observava o teto de uma forma como o observando.

— Obrigado. Adoraria ver você tocar qualquer hora. — Pedi então colocando a perna que antes se posicionava no largo e comprido parapeito da janela, onde estava sentado e cantava observando a noite, com o violão apoiado, para dentro do quarto.

— Obrigado, mas eu não toco tão bem quanto você. — Castiel pegou o pano e voltou a seus afazeres, mas eu não desistiria tão facilmente.

— Senhor Castiel... Castiel... Agora que eu percebi, eu não sei seu segundo nome. — Andei atrás dele pensando se talvez tivesse simplesmente me esquecido, ou se nunca sequer ouvira falar no mesmo.

— É... Eu não gosto muito desse assunto Sam. — Castiel continuou andando, entretanto agora parecia aflito.

— Mas qual o problema no seu segundo nome? — Insisti

— Eu não os conheci. — Disse seco

— O que? Quem? — Pergunte

— Quem mais, ora? Meus pais! Eu fui adotado quando nasci, e eu chamo meus pais adotivos de pais, pois mesmo com os defeitos eles me moldaram, mas eu não vim deles... Ninguém sabe quem é meu pai ou minha mãe, então meu apenas mantive meu primeiro nome, Castiel, por que foi o que veio escrito junto com o bilhete deixado na cesta que fora posta na porta do orfanato. “Castiel, saiba que não foi por falta de amor.” — Ele dizia aquilo como se não houvesse peso algum, apenas fosse um assunto delicado, mas percebi que ele sentia muito mais com aquilo do que demonstrava.

— Eu... — Principiei

— Eu sei, você não sabe o que dizer, está sem palavras, ou coisa do gênero, ouço isso há 16 anos. Todos dizem o mesmo. — Gesticulou

— Mas você não tem 17? — Perguntei

— Ninguém sabe. Quando eu cheguei no orfanato, já estava relativamente grande para um bebê recém-nascido, então não tem como saber minha idade. Meu aniversário é baseado em quando eu cheguei ao orfanato, mas faz cinco anos que não comemoro. Desde que minha mãe morreu. — Tudo o que ele dizia era carregado de emoções disfarçadas, conhecia Castiel o suficiente para saber que ele não demonstra emoção quase nenhuma, mas também sei que as sente. Principalmente quando o assunto era Dean.

— Quando você chegou ao orfanato? — Já na cozinha, peguei o pano de sua mão e ajudei-o a secar as peças da louçaria enquanto ele as guardava e prosseguíamos com a conversa.

— Dia 27 de Março. — Praticamente sussurrou — Junto com você.

— Primeiro como você sabe que meu aniversário é 27 de março? Segundo, como assim fazemos aniversário juntos? Terceiro, porque nunca me contou? — Eu não esperava que fizéssemos aniversário juntos, nunca sonhei com isso!

— Desculpe, mas isso é mês que vem ainda, eu ia contar, eventualmente. — Disse.

— Exato! É mês que vem! Seu pivete! — Dei-lhe um cascudo na cabeça.

E COMO NÃO DÁ PARA POSTAR IMAGEM NEM NAS NOTAS INICIAIS NEM NAS FINAIS, VAI AQUI MESMO A FOTO DA FEIRA DE CONHECIMENTOS *-* Viu? eu não vagabundeei, estava fazendo trabaiu... :3

Notas finais
*-* Gostaram? Gostaram? Receio que não, eu odiei esse capítulo, só postei porque to com preguiça de escrever outro, mas enfim, recompensarei no próximo *-* Eeei, viram que eu mudei o nome da Fic né? O que era I'm never changing who I am, ficou Immortal Alexandria's Ring, assim fica mais fácil para escrever/falar... Tipo... IAR... Viu? IAR... *-* Enfim.. espero que tenham gostado... Prometo não mudar mais Okay, descobriram quem/o que é o easter egg? Bom, espero que tenham gostado, eu não gostei muito... Até mais amigos, e se gostaram, se não gostaram, se odiaram, se amaram, se são indiferentes, de qualquer forma, deixem reviews?