Together

7 Chapter 06 — Déjà Vu


Notas iniciais
UFFIS... Maior chap da história... Bom, muita coisa acontece aqui. MUITA COISA MESMO. Eu acho que foi o melhor capítulo de toda a história e prevejo muita gente me xingando no fim da fic... Bom amores... só aviso que daqui 2 capítulos +/- o dean volta, mesmo não tendo realmente "ido" a lugar algum... hehehe... Tenho umas coisas para falar bem importantes então por favor, leiam as notas finais...

Ah, e se voces verem as notas iniciais e finais dos outros capitulos, os simbolos e acentos ficaram todos estranhos, que nem abaixo, eu escrevi negócios e fica direitinho, mas quando adiciono outro chapter, ele fica assim, todo estranho... =///

Agora vamos aos negócios...

A sala é preta. As paredes cheiram a carne morta, acho que existia algum animal morto a minha frente, mas não tenho coragem de olhar para baixo. Vejo em uma tela na minha frente partes da minha vida que nunca pensei que tivesse empurrado tão longe, cavado tão fundo, jogado tão alto; que nem mesmo eu fosse procurar, ou achar.

A sala é branca. Nas paredes eu vejo pendurados brinquedos e doces. Os sentimentos mais felizes que já vivi na minha vida tomam forma uma segunda vez. Lembro-me de tudo que passei de bom na vida e tudo isso que passa pela minha cabeça é projetado na mesma tela que há alguns minutos me assombrava. Memórias que eu esqueci ou memórias frescas, como as da festa.

A sala é azul. Nas paredes vejo encravados rostos, máscaras e faces, com meios sorrisos e olhos tristes. Com as lágrimas vertendo e em seus lábios um filete de sangue que, mesmo fino, era constante e de um vermelho escarlate. Na tela vejo todas as pessoas as quais decepcionei, assim como todas as quais me decepcionaram.

A sala é vermelha. As mesmas máscaras, faces e rostos que me assombravam alguns segundos atrás se modificam para olhares brutos, para bocas e testas contraídas, maxilares rijos e olhos fixos. Na tela vejo os socos de raiva que dei na parede em tantas as vezes que senti ódio de meu pai. Meu pai... Quantas vezes eu o vi nessa sala? Seus olhares de reprovação, de decepção, de raiva e de medo.

A sala é roxa. Vejo nas paredes vários corações púrpuros desenhados com tinta vermelha. A tela agora exibe várias cenas estáticas de homens que amei. Lembro-me de todos que me amaram de volta e os que não o fizeram também. Vejo os que me amavam em segredo e escondiam isso dos outros por vergonha. Vejo os que me fizeram ser quem sou. Vejo inclusive os que me decepcionaram. Vejo todos. Todos.

A sala é verde. Nas paredes vejo cadernos pregados, vejo vários lápis, e lapiseiras. Na tela vejo Sam; o novato. Vejo-o em todos os momentos nos quais eu pensei nele, o vejo em todos os momentos nos quais o observei em segredo.

A pior coisa em presenciar novamente algo que te assombrou durante tanto tempo, é talvez lidar com todo o processo de reabilitação mais uma vez. Eu não esperava que um dia eu fosse estar do outro lado da história. Nunca pensei que um dia eu veria o mundo como ele viu. Antes de não aguentar tudo aquilo sendo empurrado por dentro de seu corpo, invadindo seu pulmão e impedindo-o de respirar e ir para o mesmo lugar que ela. Pelo menos eu não me juntei a eles. Não que eu não gostaria que isso acontecesse.

XXX

A PARTIR DESSE PONTO DA HISTÓRIA EU QUERO DAR UMA VARIADA, ENTÃO SE PREPAREM PARA ALGUNS CAPÍTULOS SENDO NARRADOS PELO SAMMY LINDO TESUDO OKAY?

— Oi... Você recebeu alguma notícia Cass? — Quando vi Castiel passando por aquelas portas de vidro, meu coração quase parou por um instante. — Estou preocupado... Já faz dias!

— Se acalme Sam. Ele ficou mais tempo do que nós lá dentro. É normal que demore a acordar. Impressiona-me nós não termos ficado do mesmo jeito. — Pelo vidro, víamos Dean repousando. Sua face serena quase nos dava uma nostálgica sensação de que ele estava em paz. Mas eu sabia que não era assim, não me pergunte como, mas eu sentia! Não podia ser assim... Depois de tudo que aconteceu na segunda feira passada... — Sam... Posso fazer uma pergunta? Eu não toquei no assunto desde então e eu não demonstrei curiosidade, mas... O que o Dean fez pra você na festa?

Nós íamos estudar na casa do Dean naquele dia... Saímos da escola e fomos direto para lá. Todos os três.

X – FlashBack ON – X

— Vamos para casa terminar o trabalho hoje? — Com a mochila nas costas, Dean pergunta para mim e Castiel. O trabalho em questão era da professora de Física. Precisávamos colocar em prática, de alguma forma, o movimento uniformemente variado.

— Não sei... Por mim tudo bem. — Castiel disse e fomos andando em direção a saída

— E você Sam? Vem? — Chutando uma pedra no meio da rua, balancei a cabeça afirmativamente e continuamos andando, mas parece que não foi suficiente. — Sam! Qual é a sua? Desde aquela porra de festa você não fala nada, não conversa comigo, não olha para mim, só responde o que eu pergunto e desse jeito ainda! Que porra é essa? Os olhos de Dean estavam soltando fogo, parece que tudo que ele tinha guardado por tanto tempo foi solto tão rápido que ele demorou a assimilar tudo e perceber o que tinha feito.

— Eu estou normal Dean — A verdade é que eu não estava, mas não pretendia discutir com ele na esquina da escola, a esse ponto com todas as pessoas da mesma olhando — Só estou um pouco pensativo, distante.

— Sério Sam? Jura? Porque não parece que você está pensativo! Alguma coisa aconteceu naquela festa para te deixar assim? Eu fiz alguma coisa? Sam! Eu preciso saber, essa dúvida está me deixando louco! E olha que legal! Agora eu não consigo parar de falar! Porque se eu parar significa que você vai começar a falar e eu não quero que você fale, eu não quero ouvir a resposta, seja lá o que eu tenha feito ou que você tenha feito, ou qualquer um de nós tenha feito. Caralho, eu só quero meu amigo de novo caramba! É muito a pedir? — Quando terminou todo o discurso, olhou para mim e eu pude ver o desespero em seus olhos. Como se tudo que ele tivesse fosse eu, como se eu fosse alguém da família dele ou coisa parecida, foi quase assustador, senti em minhas costas um peso que eu não tinha percebido ter até então. Não me sentia tão ligado a ele, mas parece que ele se sentia assim comigo. — Anda! Fala alguma coisa!

— Dá para a gente conversar sobre isso na sua casa? — Olhando para nós, com os olhares curiosos, toda a escola estava parada perto da gente.

— Não, não dá! — Gritou

— Dá sim! — Peguei-o pelo braço e o puxei, arrastei-o até a casa dele, Castiel nos seguiu um pouco relutante, ele queria nos deixar a sós para resolvermos tudo, mas qualquer coisa que tivéssemos para resolver poderia ser resolvida na frente dele! Ele gritava para eu soltar ele eu praticamente ignorei. As pessoas, tanto perto da escola, quanto no caminho para casa, olhavam e se assustavam. Ele não calou a boca um segundo sequer. Chegando em frente a casa dele começamos a discutir, ele falou que não ia gritar comigo na rua e me puxou para dentro, eu queria continuar aquela discussão, mas também não queria aqueles olhares das pessoas, então entrei de bom grado

Ele, calmamente, olhou no fundo dos meus olhos, me despiu com sua sinceridade, me colocou na defensiva usando a verdade como ataque, foi ao ponto proibido entre dois homens, algo que não devemos sequer cogitar, não devemos pensar, é um tabu!

— Sam, eu te beijei? — Quando ele disse aquilo minha barriga se revirou, meus olhos perderam o foco, minhas pernas bambearam, minhas mãos tremiam e eu suava feito um porco.

— N-não! — E era verdade...

— Então me fala Sam, o que eu te fiz? — O tom de desespero ficou em frente à escola, a atmosfera agora era calma, pacífica, parecia que estávamos tendo uma discussão muito comum entre casais de namorados, isso me assusta. Tenho que sair dessa situação, e rápido!

— Dean, o Cass está aqui, temos que terminar a pesquisa, e temos que estudar para prova amanhã, você realmente quer discutir isso agora? — Apelei ao seu senso lógico. Não era possível que ele continuasse pensando da mesma forma depois dessa.

— Você... Você tem razão. Podemos conversar sobre isso outra hora, certo? — com um tom delicado de sarcasmo ele concordou, mas não estava nada feliz.

Subimos as escadas e fomos ao seu quarto. Ele nos indicou a cama e sentamos nela. O projeto de Física era complexo. Tentamos de tudo para simular algo que se adequasse ao tema. Movimento Uniformemente Variado era bem complexo. É fácil, mas simular algo que tenha esse tema...

Tentamos mudar de tema, fazer outra coisa. O tema era livre, só achamos que M.U.V. seria fácil... Ledo engano, a única exigência era de ser um tema livre. Fui ao banheiro e deixei os dois mexendo com as ferramentas. Achamos um projeto de Bobina de Tesla abandonado na garagem de Dean e só precisaríamos trocar algumas peças para funcionar. Ele disse que apresentou aquilo para a sala dele na 7ª série e que era só trocar o que estragou.

Quando tentamos iniciar a máquina, tudo ocorreu totalmente bem, a descarga elétrica ao bastão de ferro, era tudo muito bonito, eu era a “força” do grupo, enquanto Castiel e Dean eram os cérebros. Depois de algum tempo no projeto, estava tudo quase pronto, estávamos na sala de Dean, a casa estava fechada e o dia quente. Pensei em tirar a camisa, mas depois do que Dean me disse na festa eu preferi evitar qualquer coisa...

Eu não sei como reagir a tudo isso. Não faço ideia de o que dizer para evitar maus entendidos, qualquer coisa que possa nos constranger ou o constranger. Não quero nutrir nada que não deva ser nutrido. E não quero que ele sofra.

Fui tomar um copo de água enquanto os meninos davam apenas uns toques finais da máquina. Tudo estava pronto. A bobina estava na sala, levaríamos para a escola na manhã seguinte, Castiel e eu passaríamos com o carro de Cass e levaríamos Dean e o aparato todo. Dean nos fez lanches como da última vez, só que dessa vez ele usou alguns temperos franceses na salada, algo que era delicioso, picante e impronunciável!

Bob chegou do serviço, pelas suas vestimentas deduzi que era mecânico, cumprimentei-o cordialmente e meu cumprimento foi recebido com igual educação, ele parecia de bom humor, acho que se houvesse mais tempo para isso, provavelmente o alemãozinho diria que estava surpreso por seu pai ter gostado de mim. Conversamos sobre esportes, desde corridas até hipismo.

Ele até se sentou para comer dizendo “Ei filho, você não faria um desses lanches com coisas chiques dentro para o seu bom e velho pai?”.

Claro que Dean, não parecia apreciar muito o tempo com o pai, mas acho que quando ele acordar, ele vai ver que esse momento foi muito bem aproveitado.

No fundo, ele aproveitou.

Após alguns minutos de conversa, Castiel já tinha entrado no assunto junto com o alemãozinho e todos confraternizaram como uma família. Bob poderia ter seu jeito rude de vez em quando, mas parece que ele tinha seus lados bons, mesmo que aparentemente fosse bem raro vê-lo assim, Bob parecia legal. Eu me senti feliz ali, Bob fez, por alguns instantes, um papel tão importante e que eu não tive; de pai. Deduzo que Cass se sentiu da mesma forma.

— E então, o que vocês pirralhos estão fazendo aqui em? — Se levantando da mesa, passando pela copa e avistando a Bobina de Tesla, Bob começou a vasculhar como se fosse uma especiaria, a arte minuciosa da qual utilizou, parecia a mesma com a qual um pintor avalia um quadro, ou um arqueólogo avalia uma peça de museu. — Parece bem interessante...

— Pai, não mexa nisso, é perigoso... — Dean tentou alerta-lo de um perigo iminente. Bob do outro lado da parede apenas resmungou algo que pareceu um “sei... sei...” e continuamos a secar e limpara louça suja do café. — E você Sam? Não vai mesmo me contar o que é que aconteceu na festa? Eu não esqueci não...

— Droga Dean, não da pra você esperar seu pai sair de perto pelo menos? — Colocando o prato junto com os outros na prateleira, olhei para Dean com um olhar de reprovação, o qual o menor acatou e se silenciou.

— Gente, eu acho que seria legal eu ir embora e vocês dois conversarem a sós... — Castiel olhou para nós e, o garoto que pouco falou durante o dia resolveu se ausentar. — Sam tem a chave e nossa casa é aqui perto então não acho que esteja me esperando para ir... Vou apenas pegar minhas coisas lá no quarto okay? — Castiel dizia como se aquela não fosse praticamente sua 2ª casa.

— Tudo bem Cass...

Cass pegou todas as suas coisas e ia a levando para fora da casa, eu e Dean retornamos à conversa, a qual começou a esquentar, eu não queria dizer o que Dean tinha dito para mim, mas parece que comecei a me contradizer muito, a louça já estava abandonada, Dean com uma mão na torneira fechava e abria-a loucamente, hora ele começava a falar feito uma metralhadora e a fechava cessando os enxágues, ora se acalmava e abria-a novamente, voltando ao ciclo de sabão, água, escorredor, sabão, água e escorredor... Ouvimos um barulho na sala, mas não demos atenção, Dean apenas gritou ao seu pai, para que o mesmo tivesse cuidado e não quebrasse nada.

Quando eu decidi dizer tudo, dizer o que Dean tinha me confessado, dizer que ele me falou que me amava da forma mais natural do mundo enquanto bêbado, dizer que estávamos jogando videogame enquanto Castiel dormia, e que ele se inclinou, deitou em meu colo, olhou em meus olhos e disse “Sam, eu te amo sabia?”, dizer que bêbado eu beijei seus lábios e acariciei seus cabelos, mas que ele não lembrava de nada pois já dormira quando tomei coragem para aquilo. Quando eu, mesmo incerto de o que sentia, decidi me abrir para ele, que no momento é a pessoa mais especial da minha vida. Quando finalmente tomei coragem para isso, ele olhou em meus olhos, arregalou os seus de forma desesperada e somente gritou uma palavra; FOGO!

Havia fumaça por toda a sala, a bobina tinha explodido, o corpo de seu pai remanescia estático no chão, queimado dos pés à cabeça, o cheiro de queimado era insuportável, não sei como não percebemos antes. Dean se agarrou ao seu pai, eu tive de tira-lo de junto de seu pai à força, toda a fumaça, o cenário caótico, tudo aquilo já havia acontecido. Eu não me lembro de como aconteceu, mas eu sei que aconteceu, e só de pensar que foi daquele jeito que minha mãe morreu. Minha cabeça começou a girar, eu já não aguentava Dean, o mesmo se soltou de minha mão e, após eu ouvir o baque oco de sua cabeça em uma proeminência dos enfeites de parede, o vi jogado ao chão, desacordado e indefeso. Tinha o dever de retira-lo de lá, em contrapartida tinha em minha cabeça uma confusão só minha. Os flashes de memória, tudo que eu via era como se fosse há 17 anos, como quando minha mãe morreu.

Meus sentidos se exauriam de forma avassaladora. Caí jogado ao chão e tentava alcançar Dean. Após alguns esforços eu me juntei a seu corpo e cobri nossas cabeças com minha jaqueta. A fumaça estava por todo lado, a fumaça que quando foi percebida não era quase nada, já tomava todos os cantos da casa, de cima a baixo. A cortina foi a primeira a se tornar um condutor do fogaréu. Logo após os sofás se fizeram de vítima. O forro da casa que era de madeira se findou com o tempo caindo sobre alguns pontos da casa. Tudo o que eu sei agora são coisas que eu vi nos destroços da casa depois de acordar em uma maca com um tubo de oxigênio ligado às minhas narinas.

Ouvi outro barulho oco, dessa vez foi a porta atrás de mim. Castiel, um anjo iluminado foi enviado pelo senhor a nosso socorro. Ele pegou Dean em um braço e me carregou no outro, meus sentidos ainda não haviam voltado, mas ainda estava acordado. Minha vontade de tirar meu pequeno alemãozinho daquela situação não foi o suficiente para reanimar meu corpo em prol do mesmo, no entanto foi o bastante para me manter acordado para diminuir os danos a respiração do mesmo.

Castiel não via passagem pela porta da entrada, pelo caminho que veio, pois uma parte do forro desabou, teve de ir para a porta da cozinha que dava acesso ao quintal traseiro. Ele não conseguiria levar nós dois juntos, eu me desgrudei dele e sussurrei ao seu ouvido “salva o Dean e se der me busque”. Ele não quis me ouvir e me puxou pela camiseta, e olhando nos meus olhos eu consegui ouvir suas palavras, elas diziam “ou eu saio daqui com os dois, ou ninguém sai!”.

Eu me apoiei em deu ombro e o menor dos três nos carregou até a saída. Seus passos eram vagarosos e curtos, mas ele estava tentando. Enquanto lá dentro, tinha certeza de minha morte, sabia que nunca sairia de lá e que Castiel tinha assinado um termo suicida. Pois Castiel não era forte o bastante para nos tirar de lá com vida.

Acho que ele reza muito, por que com certeza existe alguém lá em cima que vela por esse rapaz. Ele me levou para fora da casa, levou Dean para fora da casa e os três estão vivos. Ligamos para os bombeiros e para a ambulância, Dean não reagia... E ainda não reage.

X – FlashBack OFF – X

— Então você ia dizer que o ama? — Castiel e eu já tínhamos saído do hospital andávamos pelas ruas mais longas até chegarmos a nossa casa, pois quando chegávamos, lembrávamo-nos dele cozinhando, e de tudo que era possível o ver fazendo, Dean ainda não acordou, mas precisávamos continuar a vida, não quero soar como se ele fosse morrer, mas...

Os médicos disseram que o coma dele foi totalmente induzido. Devido à batida, ele teve um traumatismo craniano muito sério. Tudo está bem agora, todavia a fumaça inalada afetou muito seu pulmão, deixando o cérebro sem oxigênio e fazendo seu coração sobrecarregar para oxigenar o sangue. Já que não havia oxigênio. O coma foi um procedimento para que seu corpo gastasse menos energia com processos como pensar, falar e coisas que ele não fará dormindo e assim se concentrasse toda essa energia em acordar, o que ele faria, cedo ou tarde.

— Não, ele quem disse que me ama. Eu não sei o que dizer para ele, não sei o que fazer... Eu não quero decepcionar ele, mas eu não sei... Eu beijei ele sabe? E eu gostei. Eu só não sei o que quero. Sempre gostei de garotas, eu sempre me dei bem com elas, não sei como é ficar com um homem, deve ser... Eu não sei... Só não sei como proceder... — Eu disse isso mesmo? Deus... O que eu fiz... Acho que não tem problema, ele é meu amigo, ele é legal...

— Você tem curiosidade? Digo... beijar um garoto? — Abrindo o portão da sala entramos na casa. Castiel olhava para mim de uma forma inusitada, não conseguia o traduzir, não sabia se a qualquer momento ele me beijaria o que seria estranho, ou se ele estava sacaneando comigo... Nunca vi Cass com garotas, mas nunca o vi com garotos também.

— Ah... De certa forma. Eu não estou apaixonado pelo Dean, mas eu vejo nele algo mais do que um amigo sabe? Amor é muito para o que eu sinto por ele, mas ele não é apenas meu amigo...

A resposta foi dada após alguns “Aah... Assim... Não sei... Sabe?” e algumas outras formas de enrolar o menor enquanto eu tirava a camisa e sentava no sofá ao lado dele. Olhava desatento pela janela, evitando o ver, quando senti suas mãos quentes segurarem meu pescoço e selarem um beijo quente e úmido entre nossos lábios. Ele afastou seu rosto, vi seus olhos azuis me encararem e me senti como nunca me senti com uma mulher. Eu estava maleável e condutível pelo seu calor. Parecia que ele não se importava com o enterro de Bob na mesma manhã, ou com Dean no hospital. Não sei se era uma forma de simplesmente esquecer os problemas, só sei que se for, deu muito certo. Ele guiou meu corpo pelo sofá e me repousou delicadamente, ele estava acima de mim, voltou a selar seus lábios doces no meu, eu abri passagem para sua língua. Senti sua macia pele em contato com a minha.

Minha língua explorava levemente os segredos dos lábios de Castiel. Sentia cada pedaço, cada curva, cada sabor, seu hálito fresco. Sentia seus lábios em meu pescoço, roçando o nariz em minha orelha, mordendo o lóbulo, sugando-o. Sentia cada membro inquieto de meu corpo se retorcendo em efeito ao seu toque. Ele voltou para minha boca, dessa vez feroz, mordia meus lábios, puxava-os me provocava, sorriamos, nossos olhos estavam cerrados, mas sentíamos tudo a nossa volta.

Afastou os beijos, descolou nossos corpos, olhou para mim.

— O que é isso Cass? — Estou confuso ora bolas!

— Você não gostou? — Seu sorriso meigo me dominava, tinha vontade de beija-lo mais, de abraça-lo, sentia vontades novas, coisas que nunca tinha experimentado, entretanto são coisas ótimas.

— Eu adorei só que eu acabei de te falar que o Dean está gostando de mim... Isso não é... Errado? — Meu medo era o Dean e ele brigarem. Eu acho que estou disposto a ter alguma coisa mais séria com o Dean, mas estou confuso, isso é errado não é?

— Somos amigos, isso nunca vai mudar, não temos família e a única família que tínhamos está no hospital, em um leito de enfermidade. Acho que assim fica mais fácil de passar por tudo e qualquer coisa... — e ele está certo, a cada toque que recebia em minha pele era algo novo... Era algo que me tirava desse planeta. E me acalmava fabulosamente.

— Acho que você está certo... Ei... Você é virgem? Não estou te chamando para transar, é só uma pergunta que me ocorreu... Afinal, somos amigos e estamos nos catando e sei lá pareceu que não teria problema e...

Castiel me interrompeu com outro de seus beijos quentes e macios. Resmungou um “não” enquanto beijava meu pescoço mais uma vez, dessa vez ele circulava o meu pomo de adão com os lábios, roçando-os lá superficialmente, causando alguns arrepios. Olhou nos meus olhos, riu, e continuamos a nos beijar até cairmos no sono, dormimos o resto daquela tarde nublada, porém quente e a noite eu comprei lanches para comermos... Eu não estou apaixonado por Castiel, acho que essa pegação no sofá foi de fato inesperada, mas veio a calhar.

Espero que o Dean acorde logo. Não consigo deixar de pensar em o que ele está passando. Ele também perdeu a mãe em um incêndio, não deve ter sido uma experiência boa passar por aquilo novamente...

— Boa noite Dean — Meu último suspiro antes de adormecer com Castiel em meus braços foi empenhado em chamar o nome de outro homem. O que está acontecendo comigo? O que estou fazendo? Isso é errado? Tão errado?

Devo ser...

Condenado?

Qual é o meu crime?

Amor?

XXX

Aqui começa uma pequena pausa na narrativa de Sammy para complementar um pouco os primeiros parágrafos após esse capítulo só alguns momentos Dean vai narrar, de o que se passa na cabeça dele, durante o coma.

As figuras ainda me assombram, negras, vermelhas, azuis, roxas... Todas as cores me trazem tristeza. Saber que meu pai morreu e que todas as memórias que eu tenho, são odiando e detestando ele... Onde eu estou? Essas correntes que me atam a essa cadeira são tão presas e apertadas... Isso machuca... Às vezes a sala fica totalmente negra e algumas figuras negras vem me atormentar... Lá vem eles de novo! Não!

Sammy? Cadê você amor?

Notas finais
Bom, gente, na minha escola, toda vez que estamos no fim do ano, os professores organizam uma feira de conhecimentos, pode fazer sobre qualquer coisa, e eu decidi, junto com meu grupo, que fariamos sobre Sexo, pois é um assunto sério e que muita gente tem vergonha/n gosta de falar... Então a gente vai fazer algo do tipo "Sem tabu, sem pudor, sem terror" e assim, isso ta me sobrecarregando, eu fiquei encarregado de Variedade do sexo... falarei sobre variedade de gênero/sexo, sobre identidade de gênero, vou falar sobre produtos eróticos, como que os adquire, se todo mundo pode comprar, se tem um limite de idade, tudo que todo mundo quer saber mas nunca pergunta pra ninguém... pelo menos eu sempre quis saber se eu poderia comprar algo da sex shop com 15 anos e.e' e bem, a feira é sexta feira que vem, dia 1/11... se eu n conseguir escrever nada durante essa semana, por favor não me matem... mas eu ainda amo vocês E a I'm never changing who i am...

Genteeee... Eu seeeei, eu seeeeeeei... sou um cuzão.. Mas o bobby morre na história original então... Morra na minha fic tmb... Eu to começando a perceber uma coisa... Eu n coloco destaque nenhum nos personagens femininos... Mães, esposas... nada... Pretendo colocar alguma no próximo chapter okay?

Amigooos, acho que eu compensei a demora não??? 4000 palavras é bastante porra! Nunca pensei que eu conseguiria escrever tanto! Essa fic é minha bebezinha... e eu tenho tanto a contar ainda...

Sobre Sastiel... SIM EU SEI, não são o melhoooor ship do mundo... mas sei lá, estavam os dois lá, tristes, frágeis... porra... foi só uns beijinhos... e isso foi uma alavanca enooooooorme para o relacionamento Sam - Cass que estava bem fraquinho... E se eles se catarem mais durante o coma do dean, sera pra melhor okay? E n vou colocar çequiçu entre eles...

Sobre o limbo do Dean... Eu n sei o que fzer disso... Eu espero que quando o dean volte ele seja totalmente bem recebido, e pá... e o Sammy n vai ter que passar pela fase "porra o que eu sou" bla bla bla junto com o dean, quando o dean acordar o sammy já vai ter pensado bastante sobre tudo... Bom ,acho que é isso... espero que seja isso... Desculpe se eu demorei mto pelo capítulo, mas eu particularmente ameeeei... bjus gente... Como diz minhas amigas lindas e alguns amigos lindos divos tmb (vocês meus leitores fofos, vocês *-*)... Beijackles e Padakisses *-*

(Não ousem esquecer da review okay seus lindos? Vlw Flw)