Notas iniciais
Anny: Oie! Olhem como somos rápidas!! Lady: Olá, aqui está mais um cap, foi narrado pela Emily, espero que gostem!

–O Cérbero? – Perguntou Helena praticamente pulando do sofá para olhar Daniel.

–O que? – Falou Daniel com uma cara confusa.

–Roll, você jurou para mim que não traria gente louca pra esse lugar! – Falei me levantando.

–Pensei que já tivesse quebrado essa regra trazendo você, Milly. – Falou Roll se virando com uma caixa grande na mão.

Pude ouvir os risinhos vindo de Lena e Daniel, e simplesmente revirei os olhos.

–Ele era um monstruoso cão de múltiplas cabeças que guardava a entrada do reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem mas jamais saírem, despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. – Falou Lena com uma cara sinistra.

–Você oficialmente me trouxe a um manicômio. – Falei me jogando em uma cadeira.

–Levante essa bunda preguiçosa daí, guie Daniel ao quartod ele junto com Lena, depois tem estão livre, mas amanhã acordem cedo porque vão limpar o porão! – Falou Roll – Livros vão para biblioteca, se tiver alguma arma lá, levem pra sala de armas e caso encontrem algum papel amassado vindo da Clave me entreguem.

–Abram o portal de novo, não quero limpar porões! – Falou Daniel.

Roll revirou os olhos.

–Ah e Emily seus pais esqueceram isso aqui, na última visita deles. – Falou Roll me entregando a caixa que segurava.

–Ele vieram aqui recentemente? – Perguntei.

Ela assentiu.

Peguei a caixa dela e a coloquei no sofá.

–Depois eu vejo o que está ai dentro.

Começamos a ir em direção ao corredor cheio de portas de sempre, haviam mais quartos do que eu podia contar.

Daniel entrou em um dos primeiros quartos e simplesmente jogou as malas dentro e fechou as portas.

–Não vai arrumar? – Perguntou Lena.

–Posso fazer isso depois.

–O que fazemos agora? – Perguntou Lena mechando os pés como se estivesse impaciente.

–O que quisermos, eu vou abrir uma caixa cheia de tralhas dos meus pais. – Falei começando a andar.

Percebi que eles estavam me seguindo.

–Sério mesmo que não tem nada melhor para fazer? – Perguntei.

–Na realidade não. – Falou Daniel com um sorriso de canto de boca.

Chegamos a sala e comecei a abrir a caixa.

Haviam roupas, papeis velhos, mas nada aprecia importante até o fim da caixa.

Outra caixa preta estava lá, desta vez de couro.

Abri ela e haviam duas lâminas grandes douradas brilhantes na caixa.

–Wow! – Falou Lena. – Isso brilha bastante.

–São sua? – Perguntou Daniel.

–Se fossem minhas, não estariam em caixas, estariam expostas na minha parede ou cravadas em algum demônio. – Falei pegando as lâminas.

–Acho que já li algo sobre elas. – Falou Roll da porta. – Dizem que são mágicas, podem matar qualquer coisa facilmente, por isso são douradas, seus pais iam te dar no seu aniversário de 18 anos, mas acho que pode pegar elas agora.

Sorri e fiz alguns movimentos com elas nas mãos.

–Pode dividir com os amiguinhos? – Perguntou Lena.

Revirei os olhos guardando as lâminas.

–Vamos jantar! – Gritou Roll.

–Pode me emprestar elas? – Perguntou Roll fazendo uma cara quase fofa.

–Não! – Falei seguindo a mesa.

Nós jantamos, depois ficamos conversando sobre besteiras e logo todos foram dormir.

****Manhã seguinte****

Acordei com gritos de Roll.

Abri a porta somente de pijama e pude ver Roll com um megafone gritando.

–Acordem preguiçosos, vocês tem um porão para limpar!

–Cale a boca Roll! – Falei batendo a porta.

Tomei um banho e me vesti com uma calça de couro, uma regata preta e um par de botas.

Saí e Roll olhava para minha porta com Daniel e Lena ao lado dela.

Roll com as roupas pretas de sempre.

Lena usava um vestido roxo meio esvoaçante, sandálias trançadas, e tinha uma trança em seu cabelo castanho chocolate.

Daniel com uma camisa polo branca, calças jeans pretas e um all star.

–Pensamos que tinha morrido no banho. – Falou Lena.

–Seria um jeito bem cheiroso de se morrer. – Falei. — Só tenho que pegar meu vaso de flores para encher de água.

Entrei rapidamente e peguei o vaso.

Primeiro fomos a sala do portal, Roll pegou umas coisas e quando íamos sair um garoto caiu do portal.

O garoto se levantou e lá estava ele.

Alto, os olhos azuis profundos, os cabelos cor de chocolate, vestindo uma camisa de manga longa branca, marcando seus músculos, uma calça jeans e seus coturnos.

Ele tinha crescido...

Todos os meus pensamentos foram interrompidos por Lena correndo e gritando.

–Gabe! – Ela pulou em seus braços e o abraçou.

–Lena, que saudade! – Falou Gabriel.

Eles pareciam se conhecer a bastante tempo.

Me distraí e o vaso caiu se espatifando.

Lena se soltou dele e ambos olharam para mim.

–Ems? – Perguntou Gabriel.

–Gabriel? – Perguntei.

–Oh não, esse Gabriel é o seu ex? – Perguntou Roll chocada.

Assenti.

–Vocês namoraram? – Perguntou Lena que balançava a cabeça entre mim e Gabriel.

–Eu vou pegar uma vassoura... – Falei escapando o mais rápido possível dali.

Eu só queria pegar minhas lâminas e cravar elas em meu coração.

Voltei com uma vassoura minutos depois e percebi que Gabriel tinha desaparecido magicamente como eu queria.

Aquilo era uma das piores coisas que poderiam acontecer...

Me abaixei no chão e comecei a limpar todos os cacos.

–Não vai falar comigo? – Percebi Gabriel falando em pé me olhando.

E nesse momento me senti com uma formiguinha prestes a ser pisada.

Por um gigante chamado sentimentos.

–Quer que eu seja sincera? – Falei tentando me manter o mais fria possível.

–Quer ajuda? – Ele perguntou.

–Não. EU não quero a porcaria da sua ajuda, quero que você vá embora, e nunca mais volte!

Percebi que tinha falado isso muito mail alto do que devia e agora todos os olharem da sala estavam em mim.

–Por que não vamos indo ao porão? – Perguntou Roll tentando desfazer toda a cena que eu tinha feito.

–Ótimo e levem ele junto. – Falei empurrando Gabriel para eles. – Eu vou terminar de limpar isso e vou.

Eles saíram logo em seguida.

Terminei varrer os cacos espalhados pelo chão, joguei tudo fora, mas ao invés de ir a droga do porão fui a sala de treinamento.

Peguei as duas lâminas na parede e comecei a desferir vários golpes do manequim.

E essa era eu, explosiva e descontando tudo em um pobre manequim, agora quase todo quebrado.

–Ems, sei que está brava, mas não desconte no manequim. – Falou Roll na porta.

Larguei as lâminas que caíram no chão.

–Outro garoto chegou, não quer conhecer ele?

–Não gostaria, principalmente não pingando de suor, mas como sou uma pessoa muito educada eu vou... – Falei.

–Ótimo, pensei que teria que fazer um discurso para te fazer ir, foi mais fácil do que pensei.

Peguei uma toalha qualquer e tentei secar meu rosto no caminho.

Chegamos a sala do portal.

–Estava correndo uma maratona? – Perguntou Lena.

–Creio que não seja da sua conta. – Falei jogando minha toalha cheia de suor em cima dela.

Ela estirou a língua para mim e voltou a observar o garoto esguio e alto, de cabelos loiros ondulados e curtos, pele levemente bronzeada e olhos cinzentos.

–Sou Heitor Clasen! – Falou ele.

Em seguida uma onda de apresentações tomou conta da sala.

–Sou Emily Herondale! – Falei da forma mais ríspida possível, e em seguida recebi uma cotovelada de Roll. – Eu falei que viria, não falei que seria educada.

–Lena pode levar Heitor até o corredor dos quartos? – Perguntou Roll.

Lena assentiu e arrastou Heitor porta a fora.

–Vou tomar um banho e se eu morrer lá dentro, vai ser a melhor notícia do dia. – Falei.

–Não vai não. – Falou Roll segurando meu braço. – Você me forçou a usar meu método Roll de resolução das coisas. Você e Gabriel vão organizar todos os livros que eles tiraram do porão.

–Não! – Falei. – Prefiro que me mate a ter que fazer isso.

–Pare de drama! – Falou Roll.

–Para o bem do Instituto, não devíamos fazer isso. – Falou Gabriel.

–Pela primeira vez concordo com ele.

–Os dois pra biblioteca! – Falou Roll como em um ultimato.

Andamos até a biblioteca e assim que entramos vimos 3 pilhas enormes de livros velhos e cheios de poeira.

Começamos a pegar os livros e colocar na prateleira.

–Por que está tão brava comigo? – Perguntou Gabriel.

–Porque você foi embora! – Falei depois de um longo silêncio.

E depois disso ele não falou mais nada pelo resto da arrumação.

E logo as pilhas desaparecerem e os livros estavam todos organizados.

–Eu vou indo... Até o jantar. – Falei.

–Ems... Eu só fui por causa do meu irmão. – Ele falou.

–Você não me deve explicação. Agora eu vou indo, porque minha rinite está atacando. – Falei passando a mão em algumas lágrimas que caíram.

Saí dali o mais rápido possível deixando ele sozinho.

Estava na porta da sala de armas quando ouvi um grito.

Era um grito bem alto, mas não parecia nem um pouco de menininha.

Peguei minhas duas lâminas que estavam na caixa agora na sala de armas e comecei a correr.

Saí do Instituto e encontrei Lena de frente com uma aranha gigante, não só uma aranha, uma mulher no corpo de uma aranha.

Lena parecia ter pavor de aranhas, estava branca e paralisada.

–Pessoal, para o jardim e tragam armas, e alguma para Lena! – Gritei o mais alto que pude. – Lena! Calma! – gritei para ela.

Logo em seguida a aranha tentou dar um bote em Lena, consegui pôr as lâminas na frente dela e a protege-la por pouco.

–Não se preocupem, demorem o quanto quiserem! – Gritei.

E segundos depois todos saíram armados, Gabriel além de suas lâminas carregava uma lança e um escudo para Lena.

Ele entregou a ela e paramos todos de frente a aranha.

–O que diabos é isso? – Perguntou Daniel.

–A A....A. – Falou Lena.

–Desembuche Lena! – Gritei.

–A Aracne! – Ela gritou.

–Nunca imaginei que isso iria acontecer no meu Instituto. – Falou Roll.

–E eu não imaginei isso no meu primeiro dia. – Falou Heitor.

Logo em seguida estávamos prontos para atacar a Aracne, como um verdadeiro time, pela primeira vez.

Notas finais
Anny: Tretas!! Lady: Obrigada por terem lido, e a todos que estão participando e comentando!! XOXO