Notas iniciais
Lady: Oie pessoal, espero que gostem desse cap, ele está bem emocionante, e é narrado pelo Daniel. Annary: Bem, eu praticamente dei a minha vida por esse capítulo, então eu também espero. Sentem-se, e preparem para uma aula de história grega no meio das férias!!!

PoV Daniel

Para ser sincero, acho mesmo que tínhamos chance contra esse bicho, seja lá qual for o nome.

Para começar, estávamos em cinco, e todos estávamos armados. A Aracne, pelo que Lena gaguejou, estava parada, provavelmente esperando que déssemos o primeiro passo, e Heitor não hesitou em fazê-lo, tirando um arco todo detalhado com algo parecido com hexagramas das costas e atirando na mulher aranha antes que eu pudesse falar alguma coisa sobre o que eu chamo no meu mundo de “estratégia”. A flecha foi veloz, e poderia ter surtido algum efeito se o monstro não tivesse estendido uma de suas oito patas e pegado a arma antes que a atingisse.

–Tolos! –Sibilou a coisa, partindo a arma ao meio. –Acham que uma simples arma Nephilim vai me matar? Esperava ter que enfrentar uma batalha aqui, mas ao visto vai me sobrar só um massacre para fazer. Só fui derrotada uma única vez, fui trapaceada uma única vez, e mesmo vocês tendo a arma jamais terão a verdadeira causa.

–De que raios ela tá falando? –Emily gritou, virando para nossa direção e deixando as costas para o bicho.

–A questão não é essa –respondi, a espada de ferro empunhada na direção do ser. –A questão é: por que raios esse bicho fala?!

–Aracne, Aracne... –Murmurou Gabriel, enquanto estávamos recuando estrategicamente para ter tempo de pensar em um plano já que o bicho não ia morrer por lâmina. –Lena Microscópica, você não tinha estudado isso?

–Você resolve me deixar irritada justo em uma situação dessas?

–Nunca se sabe quando é a última vez que vou poder irritar alguém –Gabriel terminou, dando de ombros.

–Ei, vocês dois! –Caroline chamou- Sei que acabaram de se reencontrar e são amigos de longa data, mas dá pra agilizar aí? Tem um monstro quase nos matando aqui!

–Tempo, precisamos de tempo! –Respondi a Roll, que logo gritou para Gabriel e Ems irem ajuda-la a deter o monstro enquanto eu e Helena nos afastávamos para criar algo e levávamos Heitor conosco antes que ele acabasse se matando lutando sem pensar.

–Tá, tá! –Lena falou, mudando a posição de sua lança. –Aracne era uma mulher, tecelã, que, segundo a lenda, aprendeu tudo com a deusa Atena. Ela...

–Resumindo: Aracne ficou com sede de poder, Atena não gostou, as duas competiram, nenhuma perdeu mas Atena ficou com raiva por ter sido superada e transformou a pobre mulher em uma aranha para tecer pelo resto da vida. Pronto, acabou, e não adiantou nada toda essa perda de tempo! Vamos lutar agora?

–Claro que não! –Eu disse, me virando para ele enquanto ele era fuzilado pelo outro lado pelo olhar de Helena. Na minha opinião não era Atena a única a ficar com raiva por ter sido superada nesse momento. –Não ouviu o que o monstro disse? Temos a arma necessária para detê-lo, mas falta algo.

–E qual seria a arma?-Perguntou Heitor, enquanto eu virava a cabeça para ver como os outros iam na função de distrair o monstro. Ems estava sofrendo, Aracne parecia ter um interesse maior nela, mas Gabriel estava dando o melhor de si rasgando a pele do monstro(que para piorar se regenerava depois de um tempo) para atrair o bicho para o outro lado e Roll fazia o que podia para ajudar na defesa com a prima. –Punhos, flechas, espadas, lanças, punhos...

Helena tremia, mas dava pra ver que estava se empenhando mais em buscar uma resposta do que os punhos de Heitor. Eu pensava também, até que tive uma ideia.

–Pergunta para qualquer um dos dois: quais são as armas de Atena segundo a mitologia?

–Lança e escudo –responderam ao mesmo tempo.

–Então essa não deveria ser a arma que deveríamos usar?

–Quem quer um escudo e uma lança para matar um monstro? –Perguntou Helena, se distanciando o mais que seu braço permitia das duas armas. –É do Instituto, então podem ficar.

–Qual é o seu problema com aranhas? Porque tá na cara que tem um –disse Heitor, convicto.

–O mesmo problema que você tem com pensar.

–Querem parar de discutir? –Quase gritei com eles, só não o fiz porque temia chamar a atenção para nós novamente, ao mesmo tempo que via o desenvolvimento da luta do outro lado, e não ia nada bem. –Não vamos ganhar nada com isso. Tem gente quase morrendo ali –apontei com a cabeça para a luta –,para que possamos pensar. Já temos a arma, tudo o que deve faltar é um ponto fraco na couraça dessa coisa. Mas onde será? Talvez se...

–Ponto fraco! É isso! –Exclamou Lena, enquanto firmava suas armas nas mãos e corria em direção à batalha antes que eu pudesse simplesmente ver o que ela queria fazer.

–Ué, chegou a hora de agir por impulso sem ser controlado e ninguém me avisa? –Heitor perguntou, olhando de um lado para o outro com um sorriso maléfico. –Para a batalha!! Por Turquia!!!

Ele correu para a batalha, me deixando para ir também. Mas chegamos quase tarde. Helena acabara de empurrar Emily para fora do caminho de Aracne, usando para se proteger o escudo, e empurrando a lança para Ems.

–A cabeça! –Gritou para ela, enquanto se encolhia atrás do escudo para bloquear um ataque da aranha.

Entendi de primeira, e por sorte Emily também. Enquanto Heitor dava flechadas no bicho, que ao mesmo tempo recebia chicotadas de Roll e cortes de Gabriel enquanto tentava atingir qualquer um.

Era o mais distante do bicho, mas acabou se revelando algo bom. De trás do bicho, há uma boa distância em cima de uma árvore, Emily estava quase em uma posição perfeita para atacar o bicho, ele só precisaria se virar para mim, então peguei minha espada e a joguei da melhor forma que pude com todo o peso sobre Aracne, que a fez manter todas as atenções sobre mim enquanto se virava, ficando em uma posição perfeita, dando a Emily a oportunidade e a conclusão do plano de atingir a cabeça do ser com a lança, que gerou a desintegração quase imediata do mesmo, só restando gosma corrosiva por todo o espaço.

Todos pareciam bem no fim. Emily estava com gosma por quase toda a roupa, minha espada e a lança igualmente gosmadas e os outros com pequenos vestígios da substancia, que não os impediram de comemorar, exceto por Helena.

–Meu vestidinho! Meu pobre vestidinho! Todo com gosma! Justo porque era o que eu mais gostava!!

–Para com o drama, Lena Microscópica –disse Gabriel, chegando até ela e a abraçando, no que eu suspeitava ser um jeito de deixa-la ainda mais gosmada. –Você deve ter vários vestidos, e ainda está viva.

–Como você sabia que o ponto fraco era a cabeça, Helena? –Perguntou Emily, apenas segundos antes de eu fazer a mesma pergunta.

–Bem –começou, olhando frio para mim e para Heitor –,se tivessem me deixado concluir minha história sem preferir consultar resumos de internet que agora podemos chamar de resumos de Heitor, saberiam que Atena, com raiva de Aracne, bateu na cabeça da moça com a parte sem ser afiada da lança antes que ela quisesse se matar e Atena se apiedasse transformando ela nesse monstro que acabamos de matar. Foi fácil!

–Sabe, Helena –disse Heitor, olhando duro para a garota e dizendo seu nome com raiva –,se quer manter suas amizades, é melhor manter sua boca calada sobre o que acha dos outros –concluiu, saindo para dentro do Instituto.

–E você diz que eu que sou a dramática, Gabe!

Começamos a rir, mais pelo nervoso do que pelo que Lena disse, mas fomos interrompidos por Roll.

–Galera, sei que devíamos comemorar, mas não acham essas aranhas partindo da gosma para o outro lado da cerca estranhas não?

Sem entender o que ela dizia, olhamos para o lugar onde Aracne se dissolveu. De lá, partiam inúmeras aranhas, provavelmente do tamanho do meu dedo mínimo e pretas, para até o muro que cercava o Instituto. Não sabia quantas já tinham atravessado, mas que já tinham era certo.

–Isso não parece ser boa coisa –disse Emily.

–Isso não parece ser boa coisa ao quadrado –concordou Gabriel.

–Isso não parece ser boa coisa ao cubo –falou Caroline.

Pensei um pouco, e depois me veio a mente uma notícia não muito boa.

–Era um teste.

–Teste? Teste para quê? –Perguntou Gabriel, parecendo extremamente confuso, assim como os outros, menos Lena que tinha uma cara de pavor.

–Acho que a Organização de Monstros Gregos Unidos estava querendo ver se os Caçadorezinhos da região estavam a altura de enfrenta-los, afinal –disse a garota, me fazendo concordar com a cabeça.

–Então não terminou? –Perguntou Roll.

–Acho que nem começou.

Notas finais
Lady: Obrigada por terem lido, não esqueçam de comentar!! XOXO Annary: E agora, quem poderá os salvar?!