Notas iniciais
Oi, tudo mundo! Como estão? Este capítulo é como uma continuação do anterior, é o dia seguinte. Acho que dá para entender, mas sempre bom avisar. Poreja: verter pelos poros, destilar.

Na manhã seguinte, Draco a encontrou no ateliê, o cômodo adjacente ao quarto. Usando apenas a camisa social dele, em uma visão inacreditável e deslumbrante demais, Astoria acrescentava pinceladas sobre uma tela. Predominavam os tons de azul e verde, como algo que poreja paz e satisfação.

— Seu trabalho parece diferente agora.

— Um artista sempre deixa transparecer um pouco da sua experiência pessoal — comentou. — Quando pintei aquele quadro, aquele que não gostou, eu ainda vivia com meus pais e me sentia...

— Sufocada? É, eu consegui perceber isso.

— Foi por isso que não gostou? Por que se reconheceu na pintura?

— Sim.

Notas finais
E aí, o que acharam? Me digam nos comentários :* Até agora, essa foi a pior palavra do desafio. Eu sempre odeio quando vem algum verbo conjugado no presente, porque eu narro no passado. E todo desafio tem um verbo assim, todo. Para piorar, o significado do verbo de hoje não era exatamente um dos mais fáceis de se encaixar. No fim, acho que deu certo. Bom, aqui a gente conheceu um pouco do passado da Astoria (o tanto que é possível conhecer em 100 palavras). Eu sempre coloco a Astoria com problemas familiares, como alguém que se sentia um peixe fora d'água, sufocada pela cobranças e pelas expectativas dos pais. O trabalho dela reflete a mudança que ela viveu depois que decidiu caminhar com as próprias pernas. Ela agora é uma mulher independente e livre. E o Draco não gostou daquela tela lá do início só por motivos bobos como "qualquer um poderia ter feito isso", mas por reconhecimento, foi algo que o tocou em nível pessoal e isso é sempre incômodo. Acho que minhas notas são maiores que a própria drabble, mas eu sou geminiana, gente, eu falo demais mesmo HAHAHA. Beijos e até a próxima :*