To Be Who I Am

1 Welcome to Pensilvânia


Notas iniciais
Capitulo um pouco grande, mas esta bom.

personagens do capitulo: Mayne, Nells, Bruno e Victor.
Conforme as coisas vão acontecendo, deixe-as acontecerem.

Mayne muito prazer. Tenho exatamente dezessete anos, tenho uma banda e meus pés estão dentro de um avião indo para os Estados Unidos, e isso se chama SORTE. Desde que eu recebi o convite de Nells (jája eu falo sobre ela) para ser guitarrista da banda que ela tem na Pensilvânia minha vida pareceu mudar. Foi assim: de tarde eu estava em casa assistindo TV quando ela me ligou:

— May, você gostaria de ser guitarrista da minha banda? – eu não sabia nem o que pensar, mas isso não era problema certo? ERRADO. Eu poderia até ir, mas como? Onde eu ficaria – o idiota você vai morar comigo e com a minha banda, é obvio. Bem, preciso dizer logo que o baterista e o vocalista são homens.

— E você é baixista... Acertei? – perguntei meio confusa.

- Sim... Agora para de enrolar e vem logo pra cá – e desligou o telefone.

Breve história sobre mim e Nells.

Quando eu tinha quinze anos nós estudamos juntos em um colégio, mas quando ela completou dezessete ela foi pros Estados unidos, porem , aqui no Brasil nós costumávamos tocar juntas, seja para agradar ao publico ou á nós mesmas. Mas quando ela se foi eu meio que tocava sozinha, mas acho que a partir de agora, iremos tocar juntas novamente.

Estiquei meus pés ao ouvir o co-piloto anunciar que iríamos pousar e deveríamos apertar os cistos. Tudo bem que eu já não ouvia mais nada, eu odiava voar, era a sensação mais medonha do mundo, credo.

Ao desembarcarmos, vi o rosto pálido e os cabelos louros amarelados de Nells, eu sentia tanta falta daquele sorriso infantil dela. Aquele sorriso de criança que só quer ser feliz. Corri ao encontro dela, nós abraçamos por um longo tempo.

— Até que em fim em menina. Já estava indo embora – brincou ela.

Pegamos minhas coisas e fomos embora. Nells já estava com dezoito anos, ela é um ano mais velha que eu, e como ela é naturalizada americana ela tem carro, ou seja, nada de metrô. No carro conversamos horrores. Nells não é do tipo de garota fútil, apesar de as vezes ser meio arrogante, o que nós duas tínhamos em comum, ou seja, iríamos nos bicar, mas nada que o tempo não apagasse. Ao chegarmos na casinha que ela havia dito eu pude perceber que nos Estados Unidos não se tem casinha... mas casas grandes que não chegam á ser as mansões que nós vemos dos famosos, mas são as típicas casas de ricos brasileiras. Ela era bem fofinha, toda á cara da Nells, o que tenho certeza ela forçou todos á deixarem que ela escolhesse a cor. Verde e madeira.

Nos dias em que eu havia chegado, nenhum dos meninos estavam em casa, pelo que Nells me contou eles iriam passar o fim de semana com a família para poderem vir de vez e começarem á busca pela tão querida e desejada: fama.

Eu não conseguia entender bem isso, não querendo me enojar, mas já enojando, eu não quero ser famosa, acho que só estou aqui pra conhecer o mundo, por que eu não queria mais viver naquele lugar vazio.

Na segunda feira, os meninos chegaram de manhã e eu mau havia acordado quando ouvi as vozes deles. Achei estranho por que eu sentia que já ás ouvira em algum lugar, o que me era de certo... Errado. Devia ser só uma coincidência. Desci as escadas creme até a sala e vi os dois jogando vídeo game, era algum jogo que eu nunca vira na minha vidinha, mas que parecia diverti-los.

- May! – saldou-me Nells, fazendo os dois meninos se virarem e me mostrarem faces já conhecidas. Sim, por incrível que pareça eu me senti uma idiota vendo os dois ali, Bruno e Victor. Idiotice minha não ter percebido que os dois estavam falando português. Não, eu não poderia conviver com eles. Não daquele jeito. Por que? Eu já fui apaixonada por Victor, o que seria um pecado, ter que conviver com ele, seria demais para mim – vem May – disse Nells. Acordei daquele transe percebendo que estava estática na escada olhando para os dois de boca aberta. Tratei de fechá-la logo e terminei de descer as escadas. Me posicionei ao lado dela e encarei-os com um sorriso fraco.

— Você não me contou nada sobre eles serem da banda – eu cochichei ao pé do ouvido dela.

— Não contei por que eles não são da banda... – ela me encarou perplexa. Apesar de que eu fiquei mais perplexa do que ela. Então... eu não precisaria conviver com eles? Presente dos deuses. Obrigada. Sorri um pouco mais a vontade, Nells me puxou me levando até o sofá.

— Olá – saudou-me Victor. Bruno apenas sorriu simpático. Acho que depois do choque qualquer coisa era bem vinda e foi. Os dois me deixaram mais a vontade, Nells fez brigadeiro e eu reparei que Nells e Bruno se olhavam o tempo todo, o que me deixou um pouco constrangida, por que depois de um tempo eles estavam fazendo brincadeirinhas intimas e Victor saiu da sala para atender um telefonema.

- Pessoal, com licença mas eu vou ver se minha mãe esta online – desculpinha idiota, já que á essa hora minha mãe estaria na rua, e provavelmente ela ainda não aprendeu a mexer no computador. Subi as escadas e entrei no meu quarto. Ele era pequeno, tinha uma espécie de decida em formato de escada em cima dali, onde ficava minha escrivaninha e algumas outras bobeiras minhas. Um tempo depois de eu já ter checado meu e-mail e poder ver que ninguém sentira minha falta no Brasil eu ouvi um barulho de madeira apanhando “toc toc” sorri olhando para a porta. Pensei que fosse Nells, mas me deparei com Victor.

Uma breve história sobre mim e Victor

Ele nunca soube da minha existência, mas eu sempre soube da dele. Ele era bem conhecido na minha cidade, pelo menos ali pelas redondezas. E por incrível que pareça eu me encantei por ele. Sabe amor platônico? Pois é... desde á sétima serie. Prejuízo ao meu coração. Benéfico á musica.

- Posso entrar? – ele estava com a mão na porta, já á afastando.

Sorri e fiz que sim com a cabeça.

Ele não tinha o cabelo louro, mas os olhos eram de um azul tão lindo quanto ás águas mais azuis do Caribe.

- Esta tudo bem? – perguntei. Ele sentou-se na minha cama e me encarou.

- Mais ou menos... – ele passou a mão nos cabelos castanhos escuros – minha namorada acabou de me ligar, ela não ficou muito feliz com uma menina nova na banda, principalmente uma menina que ela não conhece... Ela é bem ciumenta... – espantei-me com o que ele falou. Minha respiração parou, e meu coração me entregou.

- Co-como assim? – gaguejei – achei que vocês não fossem da... banda – meu coração batia tão rápido que eu mau poderia falar, na verdade não sabia nem como estava conseguindo respirar.

Ele me olhou intrigado, seus lábios me convidavam para um baile. Ele passou a língua por ele os deixando molhados e ainda mais convidativos.

- Claro que sou... eu e o Bruno. Achei que você soubesse – ele parecia rir, ou então estava apenas constrangido de ter me jogado uma bomba.

- Então... iremos tocar na mesma banda certo...? – perguntei – claro... você não, você deve ser o vocalista não é...

Ele me olhou mais uma vez sem entender nada.

- Acho que você esta mais perdida do que alfinete num palheiro... – ele respirou fundo, pegou uma cadeirinha de madeira perto da cama e á colocou perto de mim sentando nela – olha... eu sou o baixista, Bruno é o baterista, você será a guitarrista e...

- Nells a vocalista – completei. Ele sorriu.

- Isso, acho que agora você esta pegando o ritmo da banda – ele sorriu satisfeito.

- Então... onde é que nós gravamos? – perguntei.

Ele sorriu, acho que precisarei conversar com a Nells mais tarde.

- Nós gravamos na parte de baixo da casa, ela é isolada por placas sonoras e também nos apresentaremos no final do mês em um clube aqui perto, e estamos com o convite de um amigo nosso que é dono de um pub de rock e ele queria muito que a gente tocasse lá, se conseguimos ser os mais pedidos para tocar lá iremos representar o lugar em um campeonato que tem aqui... Mas depois eu falo dele pra você.

Ficamos conversando mais um pouco, só que esse pouco durou mais do que eu imaginava.

— Eu juro... não to brincando – comentei – eu morro de medo de mar. Sei lá, depois que assisti Tubarões eu penso que sempre terá um em baixo de mim – eu parecia meio infantil. Á essa hora já estávamos na cama conversando. Nada de pornografia, na verdade ele ficava falando da namorada dele o tempo todo, o que me custou um aperto profundo no coração.

- Cara eu te ajudo a surfar...

- NÃO, nem quero... – bradei, que isso eu morro de medo.

- A Nells surfa...

- A Nells é a Nells e ela não tem o juízo no lugar – comentei. A porta fez aquele barulho chato sabe “nheec” olhamos e Nells e bruno adentraram o quarto que já estava meio escuro. Nells trazia uma vasilha com algo preto dentro.

- Fizemos mais brigadeiros – Nells correu se jogando na cama. Baderneira.

- Aeeee a vocalista da banda chego – brinquei. Ela me olhou assustada e olhou furiosa para Victor

- FILHO DA MÃE – ela gritou e pulou em cima dele, jogando a vasilha com chocolate em cima do bruno.

Foi engraçado aquilo, o bruno me olhou simpático e rindo. Ele parecia não entender por que mais uma menina na casa, eu sabia que Nells era muito paparicada por eles, só de saber que eles já foram amigos antes, principalmente Nells e Bruno.

Notas finais
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