To Be Who I Am
2 O fantasma do Poynter volta.
Notas iniciais
Primeira vez que um dos McGuys é citado, é importante que você leia o capitulo para entender o que vem depois.
— Acho que ta bom por hoje pessoal – Nells. Eu mau reparei que já estava de noite e que meu estomago clamava por comida. - Vamos subir por que a barriga da Mayne ta anunciando fome hahah – brincou Brut. Sim, mania de Nells de chamá-lo assim, acabei pegando também. Subimos as escadas rindo e comemos rindo. O quintal da casa dava para o nada, ou para uma montanha que segundo Nells quando nevava era o lugar mais lindo do mundo. Era também um lugar perfeito pra relaxar, ou no meu caso, compor uma musica. O céu era a coisa mais linda que eu conseguia pensar neste momento. Todo cheio de estrelas, todo convidativo. Todo... — Olá – Brut entrou no quintal e encostou na pilastra. — Oi – respondi. — Tentando compor?? – perguntou ele olhando para uma folha no piso. Sorri constrangida. — Tentando... Definitivamente, tentando – respondi, ele sorriu e sentou do meu lado. — Quer ajuda? – perguntou me, na verdade eu não queria. — Acho melhor não, quero tentar compor ela sozinha. — Sem ajuda você não conseguirá – ele brincou. — Nells e Victor conseguiram – respondi. Parecia mais uma guerra de quem estava com a razão ou com a ultima palavra. — Claro que não – ele olhou tão horrorizado que me forçou a ri dele – né... que foi? — É que foi muito engraçado como você falou – eu ria tanto. Ele fingiu não ouvir e continuou. — Bom, os dois fizeram juntos todas as musicas (cinco) da banda – seu desprezo ao falar era tão cômico que eu fingir não ri, mas não agüentei. Soltei uma risadinha e ele me olhou de lado, querendo me matar. — Okay, parei – ri. Brut parecia ser engraçado. — Nells me disse que você fazia umas piadas sem graça, é... ela tinha razão – ele fez pirraça. — TA DOIDO? Eu não fiz piadinha nenhuma pra você – Oo. E assim eram as minhas conversas com Brut, se bem que em uma tarde sem nada pra fazer nossas conversas não passavam de meros. — Bom dia – ele falava. — E ae – eu respondia. Era mais um “bom dia pra você também” mas eu costumava abreviar. — Serio pessoal, a gente precisa se divertir... então que tal uma pizza agora ein? – Victor largou o violão de lado e pulou do sofá, Brut virou a cabeça junto com o pescoço, mas seu corpo não demonstrava entusiasmos. — Que tal a gente Pedir pizza? – sugeriu Nells, estávamos todos sentados no sofá da sala. — Mas eu quero sair dessa casa, não agüento mais, eu quero ver o céu escuro... – Victor. — Vai lá fora e ergue a cabeça – falou Nells sem animo. — Dá um tempo Poynter, eu quero ar, eu quero vente – Victor. — Já disse, taca a cara lá fora e respira – Nells parou olhando perplexa pra ele – e para de me chamar de Poynter, aquele moleque é ridículo – bradou Nells. Me Interessei pela estória. — Que Poynter? – quis saber. Brut pareceu desconfortável e levantou-se do sofá. — A Nells ano passado conheceu, só de passagem aquele loirinho do Mcfly durante um show deles aqui perto. O Problema foi que a gente tinha entrada para os bastidores e o cara gamo na Nells, fico de olho nela o tempo todo e disse que ela era “Gatchenha” – Brut não pareceu nenhum pouco simpático. Sentou novamente no sofá e encarou Nells – então ele prometeu que voltaria a vê-la de novo — Victor ficou olhando de mim para Nells e de Nells para o céu lá fora. — Dá um tempo vai, eu não vou ficar falando disso – ela fez birra e cruzou os braços. Victor levantou-se e abraçou-a por trais. — Fica assim não Nellzinha, as coisas vão piorar quando a gente for aceito pela gravadora – ele brincou beijando o pescoço dela. Não sei, não me senti bem vendo aquilo. Meus olhos fixaram em Victor e meu coração parou. Como eu podia ainda gostar dele? Simples, quando a gente não se esforçar para esquecer a gente convive com aquilo. Os dois ficaram ali brincando. Nells deu um selinho nele e Brut gemeu baixinho. — Pow Nells, ta me traindo? – perguntou Brut, ele parecia mesmo se importar com aquele beijo, parecia realmente incomodado com aquela cena, e eu também não me senti bem. — Vamos pedir pizza – falou uma Nells toda feliz, Victor segurava-a pela cintura, Brut levantou emburrado e saiu da sala indo para a cozinha, mas resmungou algo baixinho (vão tomar no cu vocês dois) que apenas eu consegui ouvir – Você vai comer né May? – perguntou Nells. Eu ainda estava parada olhando pra Victor e quando senti que ele estava notando fugi dos seus olhos e levantei-me do chão. Sorri tentando disfarçar, mas não adiantou muito.
— Claro, vamos sim – Nells soltou-se e Victor veio até mim. — Que foi May? – ele ficou me olhando. — Nada, saudades da família sabe... – menti. Ele me abraçou e me olhou. — Logo passa – disse feliz. Os dois saíram da sala brincando de cócegas um no outro e eu preferi ficar ali, não queria ver aquelas cenas novamente. Pensamentos constantes. Se você vai conviver com eles, adapte á eles. E Acredite May, ele não esta afim de você. Era só isso que eu precisava acreditar, que Victor não estava e nunca estará afim de mim, isso é frustrante eu sei, mas as cenas ainda não haviam acabado naquela noite pra completar a minha tristeza.
Notas finais
Proximo capitulo continua sendo só da banda, algumas revelações importantes sobre os quatro numa brincadeira chamada: Verdade ou Desafio. Não perca
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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