Tmnt - 2014
5 Erika part 1
– Na verdade eu vejo você e as outras três tartarugas já faz alguns meses... – começou Erika – mas como não tinha muito haver comigo eu procurei ignorar...
Erika vestiu sua calça jeans escura, sua camisa preta e finalmente seu agasalho com toca, depois se encarou alguns minutos no espelho, ela ficou lembrando-se de tudo que tinha acontecido no mês e fez “sim” para si mesma com a cabeça.
Ela abriu a janela do seu quarto e desceu as escadas de emergência, uma boa altura separava-a do chão, ela olhou para baixo e ficou pensando, “talvez fosse melhor voltar...” com essa já seria a terceira vez que ela faz isso, depois pensou também “como vou subir de volta...?”, ela pensou mais e mais, seu corpo já começava a doer de ficar sem se mexer e por fim ela decidiu descer de uma vez. Ela não gritou ou fez qualquer barulho, a queda tinha sido com certeza muito melhor do que ela supôs que seria. Ela se sentiu muito corajosa, mesmo estando também, muito ansiosa. Ela foi andando pelo beco, primeiro colocou a cabeça pra fora e viu os dois lados “ninguém na rua” pensou e começou a andar.
– “fique calma” – ela ficava pensando – “não vai acontecer nada...”.
Naquela situação qualquer barulho parecia uma ameaça, e qualquer coisa que lembrasse passos podia ser um novo Jack Estripador, ela ficava com as duas mãos no bolso e segurava na direita um canivete fácil de ativar “é só uma prevenção” ela pensou.
Erika não chegou nem a sair do bairro quando decidiu voltar para casa. Ela se sentia um pouquiiiinho mais confiante em relação a andar naquele lugar, mas tinha aula amanhã e alguém poderia entrar no quarto dela por algum motivo e descobrir que ela havia saído de madrugada “não, ninguém vai me procurar...” ela pensou fazendo uma careta.
De repente, ela ouviu barulhos de motor de carro, estava há algumas quadras de distância, mesmo assim ela se escondeu por reflexo em outro beco. Os prédios que formavam aquele beco eram provavelmente os mais altos do bairro, ela subiu as escadas de forma hesitante porque tinha medo que alguém do condomínio ouvisse e chamasse a polícia ou tomasse uma providencia por conta própria, mas ser hesitante e silenciosa funcionou: ninguém chamou polícia nenhuma ou, embora ela não saiba, chegou se quer a ouvir seus passos.
Do alto do prédio ela viu um carro tipo trailer, ela pegou o monóculo do bolso da calça e viu algo realmente estranho: duas tartarugas verdes gigantes lutando com homens de terno em cima da vã. Ela abaixou o monóculo piscou algumas vezes com uma expressão espantada, depois olhou de novo, agora havia além daquelas coisas estranhas um outro tipo de criatura que parecia uma aranha amarela muito peluda correndo atrás do carro. Dessa vez Erika olhou para baixo com um sorriso feito de 100% de nervosismo.
– “acho que vou para casa...” ela pensou ainda com as pernas meio trêmulas e com suor no rosto.
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