Tiva

1 First Day.


Notas iniciais
Esse capitulo se passa na S03E01, logo depois da morte de Kate.

Ziva não era nova nessa profissão. Ela estava nos Estados Unidos com uma missão: matar Ari, seu meio irmão problemático. Ela não podia acreditar que ele matara uma agente inocente, tudo em nome de uma vingança estupida.

Sua missão era clara: encontrar Ari, matar ele e deixar claro que agora ninguém estava a salvo da justiça.

Entrando pela primeira vez na NCIS, Ziva observou a morena com uma tatuagem no pescoço e cabelo preto. Ela tinha um estilo gótico atrevido e parecia estar chorando. Ela não podia julgar.

O homem de cabelos curtos estava ao lado dela e a estava confortando. Talvez eles fossem mais do que amigos, mas isso não queria dizer que eles engatariam uma relação.

Ela chegou finalmente na sala principal, olhando para a imensidão de agentes e telefones tocando. Um rapaz parecia olhar para a mesa a sua frente, mas ela duvidava que ele a estava olhando.

De repente a bolha dele estourou e ele percebeu que ela estava lá.

— Eu ligo depois. – Tony clicou no telefone, tentando obter uma compostura. – Olá.

— Sexo por telefone? – Ziva perguntou quase timidamente.

— Não. – Tony tentou sem sucesso despistar. – Estava com um amigo palavras para jogar charadas sábado à noite.

— Joga charadas no sábado à noite? – Ziva se sentou na cadeira a sua frente.

— Já jogou? – Tony devolveu com uma pergunta, intrigado pela bela mulher a sua frente.

— Charadas? Nunca pelo telefone. – Ziva afrouxou o lenço da cabeça.

Tony pensou por um momento, tentando não parecer excitado pelo fato de Ziva estar relaxada a sua frente e nem saber seu nome.

— Eu acho que começamos com o pé direito. – Tony se levantou. – Eu sou o agente Anthony DiNozzo e eu não estava jogando charadas pelo telefone. Eu estava lembrando da minha parceira que morreu.

— Nua? – Ela se perguntava se haveria alguma chance de ele fazer isso com ela algum dia.

— Não. Sim. – Tony teve a decência de corar. – Eu não sou o primeiro a fazer isso.

— Ah não. – Ziva disse. – Muitas mulheres fazem isso.... Com homens bonitos.

Ela estava se divertindo com Tony um pouco.

— E as vezes até com uma mulher. – Ziva adorou o olhar chocado de Tony.

— Agora você está me provocando. – Tony voltou para sua mesa, tentando não corar com a provocação. – Você ainda não disse seu nome.

— Ziva David. Mossad. – Ela mostrou as credenciais para Tony. – Vim falar com o agente especial Gibbs.

— É israelense. – Era uma afirmação de Tony.

— Muito bem. – Ziva ficou impressionada. – O jeito como associou as coisas.

— No que eu posso te ajudar? – Tony tentou de novo.

— Em nada. – Ziva finalmente se levantou. – Vim tentar impedir que o agente especial Gibbs mate um agente disfarçado do Mossad.

— Ari Haswari? – Tony logo fez a conexão e se aproximou dela. – Eu te desejaria sorte, mas eu também quero o homem morto.

E Ziva não pode deixar de ver a dor em Tony.

Aos poucos, ela foi aprendendo a rotina do escritório. Ela não se sentiu mal em matar Ari. Ele se tornou um problema diplomático e quando eles se tornavam assim, a melhor coisa era matar.

— Vou escoltar o corpo dele de volta para Israel. – Ziva apertou a mão na de Gibbs. – Obrigado por tudo, agente Gibbs.

— Foi um prazer, Ziva. – Gibbs sabia que havia mais na agente enquanto ela saia do porão.

Ele fez um x no chão, significando o local onde ele havia acabado com Ari.

Tony se viu encarando o cartão que Ziva lhe dera. Depois da conversa com ela do lado de fora do hotel, ele se apaixonou pela garota. O jeito que ela o provocara sobre a amante lésbica fictícia o deixou corando.

— Tony, você pode me ajudar com algo no meu laboratório? – Abby tinha uma desculpa perfeita para falar a sós com Tony.

— Claro, super Abbs. – Ele a acompanhou e esperou que aquela tarefa simples o distraísse um pouco.

Abby parou o elevador e Tony a olhou quase incrédulo.

— Por que fez isso, Abby? – Tony se virou para ela. – Se isso for porque eu comi a única barrinha de cereal da máquina de vendas, me desculpa.

— Isso não tem a ver com cereal, Tony. – Abby olhou para ele. – Eu vi como você olhava para Ziva. Você sente algo por ela?

— Eu não sei. – Tony confessou. – Mas ela estava aqui apenas para uma missão e ela foi embora agora.

— Tony, você correu por meia cidade apenas para tentar alcançar uma mulher. – Abby cruzou os braços. – Acho que você poderia fazer uma viagem.

— Apenas não é tão simples, Abby. – Tony religou o elevador e os dois foram em silencio para o laboratório.

Abby estava frustrada com a cabeça dura de seu colega. Mas ela não podia fazer nada por agora. A verdade era que apesar de gostar de Ziva, ela se sentia em dúvidas quanto a gostar dela. Ela tinha medo de se apegar como fez com Kate e Ziva ir embora ou morrer.

Mais tarde, em seu apartamento, Tony olhava para a revista masculina e pensava no artigo que Ziva tinha lhe dito apenas para provocar ele.

— Será que eu deveria? – Tony pegou o celular e apesar de discar os números dela, ele desconectou antes mesmo que tivesse tempo de a ligação conectar.

Ele jogou o celular na cama e se deitou. Seu bocejo foi o maior que teve. Ele fechou os olhos, sonhando com a bela israelense. Eles estavam caminhando com as roupas tradicionais e em um momento, longe de qualquer olhar, eles se beijaram.

Tony acordou no momento em que o beijo se tornou mais profundo. Ele podia sentir o gosto de chocolate e morangos dela.

Indo para o banheiro, ele jogou agua no rosto e tomou um banho frio, tentando se livrar das imagens que o deixavam doido.

Ziva tinha o mesmo problema, mas com Tony. Ela poderia ter achado ela meio esnobe e talvez meio esquisito, mas teve que admitir que ele era um belo homem.

Ela olhou pela janela do avião onde estava naquele momento e pelo menos teve tempo de se acostumar e de não colocar a não ente as pernas. Não seria algo bonito gemer e todo mundo a ouvir.

— Senhorita David, telefone para você. – A aeromoça passou o telefone de bordo e se preparou para falar.

— David. – Ela falou ao telefone.

— Oi filha. – Era o diretor David. – Eu espero que a missão tenha sido completamente terminada.

— Sim, ele matou Ari. – Ziva resolveu mentir sobre a morte de Ari.

— Perfeito. – Eli suspirou. – Eu sei que ele era seu meio-irmão, mas ele se tornou um problema depois de matar a agente Todd.

— Eu entendo. – Ela desligou o telefone, tentando não entrar em detalhes sobre ela mesma tendo que matar Ari.

Ela pediu o telefone e ligou direto para Jenny Shepard. Ela era a diretora e Ziva queria uma mudança. E talvez encontrar algo mais.