Tiva

2 Undercover Loves.


Ziva estava parada na frente do apartamento de Tony. Eles haviam acabado de terminar um caso, que terminou com Tony sendo espancado depois de estar disfarçado de assassino.

Ela tinha suas próprias contusões, mas achou que Tony iria gostar de alguma comida e um filme. Sim, era quase impossível encontrar um filme que ele não havia assistido então ela foi com um clássico. Casa Blanca.

O filme era um clássico de 1942 dirigido por Michael Curtis e contava a história de um exilado americano durante a guerra do Vietnã que administrava uma casa noturna na cidade de Casablanca no Marrocos.

Ela adorava as histórias românticas. Batendo na porta de Tony, ela esperou e ouviu passos e logo a porta se abriu.

— Ziva, o que está fazendo aqui? – Tony perguntou, ainda com o rosto inchado de tanto apanhar. – Eu pensei que iria para casa.

— Eu decidi tentar fazer as pazes com você. – Ziva levantou as compras e viu o olhar de Tony. – Eu só preciso que você me deixe tentar.

— Não tenho nada contra tentativas. – Tony se afastou, deixando Ziva entrar. – Então, que filme você trouxe?

— Casablanca. — Ela sorriu um pouco desconfortável, mas visivelmente relaxada. – Seu apartamento é legal. Tem um piano no meio da casa?

— Eu sempre adorei pianos nos filmes. – Tony respondeu. – Talvez seja a sonoridade que eles trazem a sua vida.

— Eu sempre gostei de piano. – Ziva puxou a proteção do piano para cima revelando as teclas.

Tony observou Ziva tocando uma melodia lenta no piano e ele apenas se sentou para apreciar. Ela parecia uma pianista profissional, mas apenas por um momento quando observou uma fina trilha de lágrimas.

— Ei, o que está acontecendo? – Tony a fez olhar para ele. – Sabe que pode me contar qualquer coisa.

— Eu lembrei de Tali enquanto tocava. – Ziva limpou o rosto manchado de lágrimas e foi para a janela. – E em quanto eu sinto a falta dela. Tem noites que eu me pergunto se eu devesse ter impedido que ela fosse.

— Você não poderia imaginar que aquilo iria acontecer. – Tony colocou as mãos sobre os ombros dela e começou a fazer uma massagem. – Às vezes a gente não pode prever o que vai acontecer.

— Tony, quando a gente estava naquele quarto, eu só pensei que você poderia ser morto sem que eu contasse algumas coisas. – Ela viu Tony a olhar em expectativa. – Eu comecei nesse trabalho pela ação e pelo baixo nível de perdas que acontecia. Mas você sabe o que aconteceu?

— Você se apaixonou. – Tony a olhou e abriu e fechou os olhos. – Assim como eu.

— Tony... – Ziva mal conseguia respirar. – Me beije.

— Com todo o prazer. – Tony colocou a mão sobre bochecha dela e a beijou.

Ziva passou os braços pelo pescoço de Tony e ela a ergueu devagar. Ele a levou até o sofá enquanto uma música que ela quase jurava ser Nickelback tocava ao fundo.

— Tony, espere. – Ziva o viu parar. – Eu só não quero que isso seja por impulso, entende?

— Eu entendo. – Tony assentiu. – Mas eu te garanto, Zee, isso não é um impulso, bebida. Eu te amo desde que você apareceu na sede da NCIS. Eu só sou um pouco difícil de demonstrar meus sentimentos.

Ela voltou a beijar Tony com intensidade. Eles mal perceberam quando chegaram no quarto. Tony a deitou na cama que ele tinha em seu quarto e abriu a blusa dela devagar.

Ela apenas puxou a de Tony pela cabeça e começou a passar as mãos pelo peito, cheio de cabelos, mas que ela achava tão Tony.

Ele ficou paralisado com a beleza dela no momento em que a blusa estava aberta. Seu sutiã rendado cobria os seios mais perfeito que ele poderia ter pedido. Ele esperou Ziva assentir antes de continuar.

Tony ficaria feliz em parar se ela não estivesse pronta.

— Eu preciso de você, Tony. – Ziva o encorajou. – Por favor.

“I remember what you wore in our first day/ You came into my life and I thought/ "Hey, you know, this could be something...”

Tony abaixou as calças e depois a calcinha de Ziva e a penetrou, encontrando-se em casa pela primeira vez em sua vida.

— Tony, eu te amo tanto. – Ziva o beijou, deixando tudo mais intenso. – Sim, mais um pouco.

— Você pode agora dizer que eu estou fingindo? – Tony a ouviu rir embaixo dele. – O que é tão engraçado?

— Você quer mesmo saber nesse momento? – Ziva o virou para o colchão, fazendo a cama ranger. – Ou quer esperar?

— Esperar. – Tony beijou Ziva e os dois estavam tão perto do final que ele alcançou entre as pernas dela e a provocou com os dedos.

— Venha para mim, minha doce garota Israelense. – Tony a sentiu aumentar o ritmo. – ZIVA!

— TONY! – Ziva literalmente gritou quando uma onda de prazer invadiu o corpo dela.

— Meu Deus. – Tony olhou para o teto, suado e emaranhado nos lençóis. – Se me dissessem que seria assim, eu teria contado a você sobre meus sentimentos muito antes.

— Você sabe que é a primeira vez que eu sinto um prazer tão intenso? – Ziva olhou para Tony. – Os poucos homens que eu tive são patéticos se comparados com você.

— Não sei se eu deveria ficar ofendido ou feliz com isso. – Tony a puxou sobre ele. – Deus, eu te amo, Ziva David.

— E eu te, Tony DiNozzo. – Ziva começou a se sentir no céu de novo. – Agora, eu sei qual a diferença entre fingimento e a coisa real.

Os dois fizeram amor mais duas vezes antes de finalmente dormirem. A comida foi para a geladeira entre uma e outra sessão de paixão e eles não estavam tentando previr uma gravidez.

Mas uma hora ou outra eles teriam que conversar sobre aquilo.

Acordando primeiro, Ziva se espreguiçou. A cama de Tony era uma de solteiro e apesar de dormir mal, ela se sentia bem.

Ela vestiu uma a camisa de Tony, feliz por um clichê que ela gostava e que ainda era usável.

Olhando para a rua embaixo, ela pensou em como tudo era louco. Ela já havia conseguido que Abby se abrisse com ela, apesar de a técnica ser mais resistente no começo.

— Bom dia, minha linda. – Tony a virou devagar e bebeu um pouco do café que estava na xicara. – O que?

— Nada. – Ziva sorriu. – Eu só estava pensando em como é maluca a vida. Quer dizer e não me leve a mal. Em um momento a gente era apenas colegas de escritório e agora, bem, a gente está literalmente dormindo juntos.

— A vida tem suas surpresas. – Tony sorriu e foi em direção ao banheiro. – Quer vir?

— Só me fizer um novo café depois. – Ziva o viu assentir e deixou a xicara, deixando inclusive a camisa dele e o beijando antes de entrar no banheiro e a porta ser aberta. – Eu te amo.

Eles podiam não saber como seria o futuro, mas sabiam que estariam sempre juntos.