Titanic - A Garota Congelada
12 Capítulo Doze
Notas iniciais
Bem, aqui está o capítulo doze! Não se esqueçam de dizer o que acharam, por favor!
Como eu disse antes, a fic está mesmo chegando ao fim, então obrigada a todos que estão acompanhando ela e ajudaram no andamento da fic! serão mais dois ou três capítulos e o epílogo, eu acho...
Espero que gostem!
Boa Leitura
21 de janeiro de 2013 – 10:11 – Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo, Brasil
-Como assim todos os vôos para Nova Iorque estão cancelados? – perguntou Peter, nervoso.
-Parece que está ocorrendo uma tempestade lá e os vôos não foram liberados, senhor. –respondeu a moça, paciente.
-Mas é um vôo de emergência! – falou o jovem, batendo a mão com toda a força no balcão.
-Senhor, eu não posso fazer nada. Sinto muito! – respondeu a moça.
-Obrigado. – o jovem saiu do balcão e foi em direção a Jack e sua mãe.
-E então? – perguntou a mãe.
-Vem comigo. – Peter pegou a única mochila deles que havia ali e foi em direção a uma porta.
-Aonde vamos? – perguntou a mulher.
-Você vai ver.
A mulher, que estava segurando Jack, seguiu o filho. Eles entraram em um lugar onde havia alguns jatinhos.
-Quem é você? – perguntou um homem que havia ali, o qual estava enxugando as mãos com um pano todo sujo. – Ninguém tem permissão de entrar aqui, ainda mais com crianças. – o homem apontou para Jack.
-Olha, eu to pouco ligando para isso. Você sabe dirigir um desses? – perguntou Peter, apontando para um jatinho.
-Sei sim, por que? – o homem perguntou.
21 de janeiro de 2013 – 10:20 – Centro de Pesquisas, Nova Iorque
Melissa estava desacordada, presa em uma cama no meio de uma sala toda branca, com alguns computadores e vários cientistas, todos em volta da cama com a garota.
Um cientista se aproximou segurando uma agulha, todos se afastaram e o cientista colocou uma máscara. Lentamente injetou a agulhano braço esquerdo da jovem e se afastou rapidamente.
A menina abriu os olhos, que estavam vermelhos, e tentou se mexer, seus olhos começam a sangrar e ela desmaia novamente.
Os cientistas, todos em silêncio, se reaproximam da jovem, checando seus batimentos cardíacos e respiração, estava tudo certo. Os olhos da garota param de sangrar e um dos cientistas anota algo em sua prancheta. Philip apenas observa de uma sala ao lado, a qual o vidro só tem visão de um dos lados.
Mais uma vez o mesmo cientista aparece, desta vez trazendo uma agulha com um líquido rosado, injeta do braço direito da garota, mas nenhum sinal.
Passados exatos 30 segundos após a injeção desse último, Melissa abre os olhos, que dessa vez estão normais, ela olha para os lados, confusa, e começa a tentar sair, gritando para que eles o soltassem.
-Podem soltá-la. A experiencia não fez efeito algum nela. — surge uma voz no microfone, Philip.
Todos obedecem a ele, Melissa se senta na cama e apenas encara cada um daqueles rostos.
-O... O que vocês fizeram comigo? — perguntou ela, com o ódio explicito em sua voz. Ninguém responde. Lágrimas começam a escorrer no rosto de Melissa. — EU PERGUNTEI: O QUE VOCÊS FIZERAM COMIGO? — ela gritou, dando um pulo da cama e cravando as unhas no pescoço de um dos cientistas, justo o que injetara os dois líquidos nela.
O homem solta um grito de dor, os outros cientistas tentam pegá-la mas ela consegue desviar de todos.
Melissa saiu correndo pelos corredores, sendo seguida até pelos armários que Philip chama de seguranças, mas ninguém conseguiu pegá-la, exatamente como da última vez.
Chegou a saída do Centro de Pesquisas, sai em disparada pelas ruas, seus cabelos soltos e os curiosos a observando. Foi perseguida por um bom tempo, até que entrou em uma estreita rua, onde os seguranças não a viram entrar.
Diminuiu a velocidade, até voltar a andar normalmente. Ofegante, faz uma parada para respirar, só então percebe uma enorme placa escrito: Ferncliff Cemetery.
Este nome era semelhante para Melissa, que vasculha suas lembranças em busca de algo a ver com isso. Então a voz de Philip vem a sua mente. Seus pais morreram no naufrágio, seus corpos foram encontrados e enterrados no Ferncliff Cemetery, aqui em Nova Iorque.
A jovem passa pelos enormes portões de ferro do cemitério.
21 de janeiro de 2013 — 13:47 — Jatinho se aproximando de Nova Iorque
-Mas que droga! Eles mentiram para mim falando que estava tendo uma tempestade aqui, que idiotas! — gritou Peter, olhando pela janela.
-Nossa... Mas que rápido a gente chegou... — falou Jack, esfregando os olhos, acabara de acordar.
-Eu também achei, Jack... Mas vai saber, né? — falo Katheryn, que já tinha pego um carinho pelo pequeno.
-Por favor, coloquem os cintos, a gente vai pousar. — falou o piloto.
Todos colocaram os cintos e esperaram pelo pouso, que foi bem sucedido.
21 de janeiro de 2013 — 14:00 — Ferncliff Cemetery, Nova Iorque
Melissa estava lá a um bom tempo, ajoelhada na frente dos túmulos dos pais e da sua irmã. Lágrimas e mais lágrimas escorriam por seu delicado rosto, sua roupa toda branca estava suja de terra. Ela não tinha para onde ir, não sabia onde Peter estava. Melissa estava novamente perdida em Nova Iorque.
21 de janeiro de 2013 — 14:21 — Centro de Pesquisas, Nova Iorque
-Eu estou me danando se vocês vão ou não conseguir encontrá-lá! Eu quero ela aqui! Essa garota não pode sumir de novo! Vocês viram o jeito que ela reagiu as substâncias? Ninguém NUNCA conseguiu resistir aquilo! — gritou Klavy, batendo a mão na mesa do escritório.
-Sim senhor. — os homens saíram do escritório.
Logo em seguida a secretária, com um olhar preocupado, entra no escritório.
-Senhor... — a mulher fala.
-O que foi? — pergunta ele, ignorante.
-Peter, Katheryn e mais uns cinco policiais estão na entrada querendo falar com o senhor. Eles disseram que o local está cercado e não querem que ninguém saia machucado... — essas foram as últimas palavras que se pode entender da moça, logo após ouve-se um grito dela da entrada do Centro e os policiais preparam suas armas.
-Eu sabia que um dia isso ia acontecer... — falou para si mesmo o velho. — E ainda diziam que uma saída de emergência pelo subsolo era ridícula.
O homem esconde sua arma no casaco, pega um papel dentro de uma gaveta da mesa e empurra ela. Abre uma porta no chão e desce umas escadas, fecha a porta. Começa a andar por um corredor abafado e mal iluminado, olhando toda hora para o papel em sua mão, que na verdade era um mapa do subsolo.
Peter abre a porta com toda a força, seguido por alguns policiais que vasculham o local.
-Não tem como ele ter fugido. O local está cercado. — comentou um policial.
-Meu pai não é nenhum tipo de mutante... Ele com certeza fugiu por algum lugar... — Peter olha para o chão, o local onde a mesa normalmente está. — FILHO DA MÃE!
Peter corre para o local, abre a porta e pula, seguido pelos policiais.
-Será que eles vão ficar bem? — perguntou Jack, que estava no colo de Katheryn.
-Eu espero que sim. Agora é melhor irmos... — falou a mulher, preocupada.
21 de janeiro de 2013 — 14:32 — Ferncliff Cemetery, Nova Iorque
Melissa ainda estava encarando o túmulo de seus entes queridos quando vê, de longe alguém surgindo do chão. Primeiramente tem a leve impressão de que seja um zumbi, mas percebe que era a pessoa que ela mais odeia no mundo todo.
Philip Klavy.
Notas finais
Não sei quando o próximo capítulo sai. Terça ou quarta, talvez.
Obrigada por tudo! Espero que tenham gostado!
Beijos e até o próximo capítulo! o/o/
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