Titanic - A Garota Congelada
13 Último Capítulo
Notas iniciais
Muito obrigada pelos reviews! E também muito obrigada a todos que acompanharam minha fic, vocês realmente fizeram a diferença!
Bem... Aqui está o último capítulo, espero que gostem!
Boa leitura
21 de janeiro de 2013 — 14:35 — Ferncliff Cemetery, Nova Iorque
Ao ver aquele homem, Melissa tomou um enorme susto, mas quando pensou em fugir já era tarde demais.
-Melissa, minha querida! É tão bom te encontrar aqui, você vai me servir de muita coisa! — falou o homem, sarcástico. Melissa começou a recuar, mas o velho segurou seu braço.
-SOLTA ELA, PAI! — gritou Peter, saindo do mesmo lugar pelo qual o velho havia saído, logo em seguida vários políciais apareceram atrás do garoto.
-Mais um mísero passo e o amor da sua vida morre, Peter! — Klavy já estava com Melissa presa, na sua frente e apontando a arma para a cabeça da jovem. — Você escolhe! A cabeça dela vai explodir, é só eu puxar o gatilho! — Peter fez um sinal para que os policiais parassem, todos apontavam as armas para Klavy, que usava Melissa como escudo. — Soltem as armas! — gritou ele, mas ninguém fez nada. — EU DISSE: SOLTEM AS ARMAS! — dessa vez todos estavam de mãos atadas. — Isso mesmo, seus idiotas. Me obedeçam! Eu que mando em vocês agora! — o homem ria.
-Pai, solta a Melissa. — falou Peter, pausadamente.
-Eu não vou soltar ninguém, Peter! Você traiu minha confiança! A pouco segundos atrás você estava apontando uma arma para seu próprio pai! — o homem falava — Eu sempre te criei com a esperança de trabalharmos JUNTOS! Pai e filho, lado a lado! E agora você me trocou por uma mísera garotinha de mais de 100 anos? Eu te criei querendo que você fosse um homem bem-sucedido igual a mim, filho! Agora aí você está!
-Eu NUNCA na minha vida inteira quis ser igual a você! Você é um monstro! NUNCA que eu faria isso que você está fazendo agora, pai! Eu NUNCA que apontaria uma arma para a cabeça de uma pessoa só por causa de uma droga de uma pesquisa! Se liga, pai! Se você me criou para fazer isso — ele apontou para Melissa, que estava com lágirmas escorrendo pelo rosto — sinto em lhe dizer que perdeu seu tempo, pai.
-Mas é um mal-agradecido mesmo, hein? Se EU não tivesse te criado, você estaria jogado em qualquer lugar, seu bastardo! Sua mãe te abandonou, esqueceu?
Bastardo.
Bastardo.
Bastardo.
Essa palavra estava se repetindo na cabeça de Peter.Bastardo.
-Eu te criei como seu fosse MEU próprio filho! Mas você nunca foi! Nem você nem aquela garotinha que nasceu a três anos atrás e eu matei! — o velho gritava, feliz ao ver que Peter estava chocado. — Eu nunca pude ter filhos, Peter! NUNCA! Quando eu soube que sua mãe estava grávida de você eu soube NA HORA que ela estava me traindo! Só que eu esperei! Fingi que não sabia disso! Quando eu soube que ia ser um menino, um garotinho, eu pensei: Nossa, eu vou criar esse garoto, pode ser que ele seja assim, como eu. Só que você está me decepicionando, Peter. Pensei que você, com a convivência, seria igualzinho a mim, mas pelo visto eu pensei errado! Você é igualzinho seu pai biológico, que está morto agora! Mortinho da silva! Seu fim vai acabar sendo igualzinho ao de seu pai!
-Co... Como? — Peter estava espantado com as palavras do pai.
-Eu descobri quando achei uma carta daquele idiota para sua mãe! Quando ela ficou grávida de novo, eu ia me vingar dela e daquele homem! Primeiro matei o pai da criaturinha, depois usei ela como cobaia! Aquilo que eu disse que ela tinha uma doença nunca vista era tudo mentira! Eu só queria uma desculpa para matar a garotinha! E quando eu ia matar sua mãe, ela simplesmente sumiu do mapa! Desapareceu!
-Cala a sua boca. — Peter falou.
-Eu ia te matar também! Mas eu fui um tolo, já tinha pego amor por você! Já tinha pego amor de pai por você! E agora você está aí, querendo me prender! Sabe... — Klavy olhou para a menina que usava como escudo. — Acho que com ela vai acontecer a mesma coisa que aconteceu com sua irmãzinha, seu bastardo!
Bastardo.
A palavra continuava na mente de Peter, mas ele começou a se concentrar em outra coisa. Melissa.
-SOLTA ELA, SEU IDIOTA! — gritou Peter.
O homem começou a gargalhar.
-Quais são suas últimas palavras para sua amada? — o homem já estava preparado para puxar o gatilho.
-Adeus, pai. — o homem se assustou com essas últimas palavras do jovem, mas quando ele menos esperava, alguém bateu em sua cabeça com a arma, fazendo-o soltar Melissa e desmaiar.
-MELISSA! — Peter correu para a garota, que estava caída no chão, pasma. — Tá tudo bem com você? — Peter olhou para cima, onde sua mãe o olhava. — Obrigado, mãe.
-Não foi nada. — a moça sorriu.
-Como você sabia que estavamos aqui?
-Eu sempre soube, seu pai havia me falado.
-Muito obrigada, senhora. — falou Melissa, se levantando.
Os policiais aparceram, junto com uma ambulãncia. Ninguém havia se ferido, apenas Philip, que estava desmaiado.
-E agora, o que vocês vão fazer com ele? — perguntou Peter para um policial, logo depois que Jack apareceu e pulou nos braços de Melissa.
-Ele será julgado, mas depois de odo o ocorrido tenho quase certeza de que ele será preso. — respondeu o policial. Peter concordou e foi para perto de Melissa, que estava com Jack no colo.
-Então... Agora você está a salva, não é? — o pequeno Jack perguntou para Melissa, que sorriu.
-Sim, agora ela está sã e salva, Jack. — respondeu Peter, que chegara perto dos dois.
-Agora a gente vai poder ser uma familia? — o menininho perguntou e os dois jovens coraram.
-Eu não sei... A gente vai poder ser uma família, Melissa? — o jovem perguntou. Melissa sorriu de canto.
-Eu acho que sim. — respondeu ela, olhando para Peter.
-Ei, Jack! Vem aqui! — chamou Katheryn, percebendo o clima dos dois. Jack saiu do colo de Melissa e foi para Katheryn.
-Muito obrigada, Peter, por tudo. — a menina o olhava.
-Não foi nada, princesa. — Peter colocou delicadamente sua mão no rosto da jovem, se aproximou. Eles estavam a milímetros de distância quando um polícial chama Peter, que fica nervoso. — O que foi?!
-É... Senhor, precisamos conversar com o senhor.
Peter revira os olhos, mas vai mesmo assim.
23 de janeiro de 2013 — 08:30 — Suprema Corte de Nova Iorque
-O réu Philip Antony Klavy, na acusação de homícidio pelas vítimas: Carly Lyvey, Robert Mason, Jason Himpery ,Carlos Hayney, Marie Rynler, Michael Rynler, Mike Rynler, Marco Rynler e Jennette Camply. Foi julgado como culpado, com pena de morte.
Após as últimas palavras do juíz, Philip enlouqueceu e teve de ser levado a força para fora da corte. Peter estava feliz, finalmente um monstro a menos no mundo, mas no fundo estava com remorço, fora aquele homem, o que foi julgado a pena de morte, que o criou, incrivelmente com amor e carinho.
-Peter? Está tudo bem? — perguntou Melissa, que vira a cara do jovem.
-Hã? O que? Eu to bem sim. — respondeu o jovem, saindo de seus devaneios.
02 de fevereiro de 2013 — 22:37 — Residência dos Klavy, Queens
Melissa estava no quarto de Jack, que estava pedindo para que ela contasse uma história para ele dormir.
-Mas Jack, eu não sei contar histórias! — falou a menina, pela terceira vez.
-Por favor! Conta qualquer uma, por favor! — a menina suspirou e começou a vasculhar sua mente.
-Bem... Tem uma... Mas é mais uma história tipo de conto de fadas, que tem uma menina e um menino que se amam, pode ser? É uma história que aconteceu de verdade. — a menina lembrara.
-Como você sabe?
-Por que eu vi com meus próprios olhos.
-Conta, por favor! — a menina sentou-se na poltrona ao lado da cama do pequeno.
-Há muitos anos atrás, acho que quase 101 anos, um navio chamado Titanic, que era considerado o maior navio do mundo, ia sair da Inglaterra ce vir para Nova Iorque. Embarcaria nesse navio duas pessoas que nunca se viram na vida, Rose DeWitt Bukater, que era uma jovem da primeira classe, e Jack Dawnson, que era um jovem da terceira classe. Os dois embarcariam no RMS Titanic. Rose iria logo se casar com um homem, chamado Cal Hockley, pelo que me lembro, mas Rose não queria de jeito algum se casar com ele, pricipalmete depois de se apaixonar por Jack. Jack também estava apaixonado por Rose, mas os dois sabiam que aquilo era um amor proibido. No dia 14 de abril, Cal deu de presente um lindo colar para Rose, que nem ligou para aquilo. Cal, revoltado, colocou o colar no bolso do casaco de Jack sem ele perceber e o acusou de o ter roubado. Jack ficou preso em sua cabine, algemado. Rose ficou revoltada com a atitude de Cal, sabia que Jack nunca faria uma coisa daquelas. Então, mais de noite, o navio bateu em um iceberg e começou a afundar. Rose correu para onde Jack estava e, mesmo com a água do mar já batendo em sua cintura ela foi atrás dele e conseguiu soltá-lo. Depois do navio afundar, Jack ajudou Rose, assim como Rose ajudou Jack. Os dois não se soltaram, até um barco vir resgatar Rose.
-Por que o barco só foi resgatar Rose? — perguntou o pequeno Jack.
-Por que... Bem... Jack já tinha congelado.
-E como você sabe tudo isso? — perguntou o menino, sonolento.
-Por que... — um trilhão de imagens invade sua mente, todas do navio. — Eu estava lá no dia, eu era amiga de Rose... — Melissa sorriu ao ver que o menino já havia fechado os olhos. — Boa noite, Jack. — a menina beijou a testa do pequeno.
-Boa noite, mamãe...
Notas finais
Espero que tenham gostado!
Beijos e até loguinho!! o/o/
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