Time After Time (Klaroline)

22 Capítulo 22 - Wildest Dream


Notas iniciais
Olá, meus leitores maravilhosos!! Boa leitura... P.S: O nome do capítulo é uma adaptação da música "Wildest Dreams" da Taylor Swift - uma das minhas favoritas do 1989.

Caroline terminava de decorar seu quarto com algumas luzes que mais pareciam pisca pisca de árvore de natal em volta de seu mural de lembretes, que ficava em cima de sua mesa onde colocava suas maquiagens. Foi até a sala testar o computador que Enzo havia instalado juntamente com a internet. Estava em perfeito funcionamento, o que a fez suspirar aliviada. Era a vez de colocar a louça na cozinha: pratos vermelho-sangue deram vida a um armário branco com portas parcialmente transparentes e copos da mesma transparência que as portas ficavam à disposição na bancada quase vazia. Vasilhas, panelas e demais recipientes de várias cores e tamanhos foram preenchendo o vazio dos armários.

Deitou-se em sua mais nova cama, caindo no sono pouco tempo depois.

Subia as escadas da casa dos Mikaelson correndo. Olhou para trás e viu a distância entre ela e Klaus diminuir ainda mais. Quando ia fechar a porta do quarto dele, seu braço impediu a ação. Largou a porta e foi chegando cada vez mais para trás, implorando para que ele parasse de andar ao seu encontro. Seu sorriso aumentava ainda mais a medida que ele se aproximava, assim como o dele. Quando viu que não teria escapatória, puxou-o pela camisa e se jogou na cama, fazendo os dois mergulharem em um colchão tão macio quanto a pele de Caroline.
– Por que não vivemos isso antes? — ela o encarava em cima dela.
– Não apresse as coisas. — lhe beijava o rosto e o pescoço — Temos todo o tempo do mundo!

As coisas ficaram mais quentes. Klaus subia a blusa da loira apenas com o caminhar de suas mãos, acariciando-a. Ela, por sua vez, tirava a camisa dele com certa violência, cravando suas unhas em suas costas rígidas e completamente desnuda. Distribuia beijos em toda a barriga de Caroline enquanto desabotoava o short com uma das mãos, mantendo-se erguido com o apoio da outra. Soltou um leve gemido quando a boca de Klaus encontrou sua peça íntima, pressionando sua cabeça no local com a intenção de intensificar o que ele fazia. Passou sua boca pelo interior das coxas dela, que se contorceu com o prazer que sentia e clamava pelo nome dele cada vez mais alto. Caroline desabotoou a calça jeans que ele usava com certa dificuldade, empurrando-a para os pés dele com seus pés, deixando à mostra sua boxer branca.

Os gemidos de prazer eram cada vez mais altos, ela mal conseguia se controlar em meio as penetrações dele. Ele soltava uns gemidos quando Caroline mordiscava sua orelha e susssurrava algumas coisas indiscretas. Quando chegavam ao clímax...

– CAROLINE! — a voz gritou.

Ela abriu os olhos atabalhoadamente, assustando-se com tudo que havia acontecido naquele momento. Piscou inúmeras vezes a fim de ter certeza que aquilo não havia passado de um sonho maluco e completamente sem noção. Encarava Enzo em sua frente com um sorriso idiota no rosto.
– O que? — respondeu com certo mau humor no tom — Como entrou?
– A chave embaixo do vaso de plantas. Eu que te pergunto. Estava com um sorriso de orelha a orelha. Estava sonhando?
– Eu? Não! — mentiu — Só estava tendo um bom sono.
– Posso saber o motivo do sorriso?

Gelou. Ele nunca poderia saber o sonho erótico que tivera com Mikaelson. Nem ela sabia o motivo do sonho, mas tinha sido bom. Sua mente entrou em conflito com o sentimento que corria ali naquele momento, fazendo-a pular da cama e ficar em pé na frente do namorado.
– Enzo, por que não vamos jantar em algum restaurante?
– Podemos ir no do seu...
– NÃO! Não quero ir lá hoje.
– Faz tempo que não vamos lá. É bom que faço uma visita a ele.
– Qual a parte do "não quero ir lá hoje" não entendeu? — ela quase desenhou.
– Você está estranha. — ele falou sério — Não quer ir tudo bem, mas não precisa ser grossa.
– Desculpe... — ela esgrefou a cabeça com as duas mãos — Quer ir, vamos. Vou só tomar um banho e colocar uma roupa.

Ela se lembrou de que hoje seu pai estaria no restaurante e não precisaria dar de cara com Klaus. Tomou um banho rápido, passou o secador nos fios, colocou uma calça jeans clara, uma blusa azul escura com transparência e uma sapatilha branca e dourada.

O restaurante estava cheio, como de costume. Caroline soltou um suspiro aliviado quando viu seu pai aparecer na porta principal, sinal de que Klaus realmente não trabalharia hoje. Assim que passou pela porta, avistou o britânico se aproximar. Seu corpo travou e as memórias do sonho invadiram sua mente como um trovão. Pôs-se a encará-lo com o olhar perdido em seus olhos azul esverdeados, parecendo tentar encontrar uma resposta para o que havia acontecido mais cedo. Organizou sua mente — ou pelo menos tentou — e cumprimentou os dois. Apertou o braço de Enzo e seguram para uma mesa.
– Você está esquisita hoje... — ele analisou — Primeiro está sorrindo; depois quase arranjamos uma briga e agora está apreensiva. Posso saber o que está passando nessa cabeça?
– Não é nada... Acho que é o nervosismo de morar sozinha. — foi breve — Vamos mudar de assunto? Como foi a reunião de hoje?
– Care, é amanhã a reunião. — ele segurou o riso — Tem certeza que não quer falar?
– Se eu falar, vai me deixar quieta? — ele assentiu — Sonhei que eu estava num parque de diversões. Até ai não tem nada demais, mas depois entrei em uma casa mal assombrada e acordei com uma mulher estranha cortando meus cabelos. Desde então estou me sentindo perseguida. — mentiu descaradamente.
– Amor, você tem certeza? — dessa vez ele gargalhou — Não tem ninguém te perseguindo!
– Enzo, eu sei o que sonhei e não pretendo ter mais esses sonhos loucos e impróprios.
– Impróprios? São apenas maus sonhos.
– Vamos pedir, por favor.

Eles olhavam o cardápio que Caroline parecia saber de cor, mas precisava entreter sua mente. Se não fosse o desfile de Klaus por entre as mesas, o cardápio ajudaria. Ele passava de um lado para o outro com uma expressão leve, como se estivesse observando o andamento do serviço por todo o salão. Não conseguia tirar o sonho da cabeça por mais que tentasse. Com ele por perto, o sonho parecia cada vez mais real e a seu alcance. Observava cada detalhe no corpo do britânico, desde seus braços definidos na camisa pólo azul marinho que usava até suas coxas nem tanto trabalhadas no jeans que moldava suas pernas. Assim que Enzo tirou os olhos do cardápio, Caroline voltou os olhos para o dela.
– Já escolheu? — perguntou ao namorado como se nada tivesse acontecido.

O jantar transcorreu sem mais o assunto do sonho, mas Caroline ainda o tinha bem vivo dentro de sua memória. Sua mãe sempre dizia: "Se sonhou com uma pessoa antes de dormir, pode ter certeza que ela estava pensando em você". Foi com essa frase que sua cabeça deu um nó completo. Estaria ele pensando nela ou é apenas mais uma coisa que as mães levam como aquelas frases que foram passando de geração em geração?
– Vai dormir em casa ou no apartamento? — Enzo perguntou.
– Ainda não sei... — foi cortada pelo celular do moreno.
– Só um minuto. — pediu licença e se afastou do barulho, indo para fora do restaurante.

Caroline pegou o celular e mandou mensagem para Elena. Precisava desabafar com ela o que havia acontecido, já que não ia esquecer tão cedo. Esperava a resposta com as mãos em cima da mesa, batendo os dedos na mesma — sim, ela tinha esse toque. Ele a respondeu um pequeno texto mandando a amiga passar lá.
– O senhor perfeito te abandonou? — escutou uma voz conhecida ecoar em seus ouvidos, pulando de susto.
– Não faça mais isso Klaus! — arregalou os olhos tentando evitar o aumento do tom de voz.
– Desculpe. — riu — Como está a mudança? Não aparece lá em casa faz tempo.
– Acabei tudo hoje. Acho que agora vou poder descansar um pouco e ficarei mais livre.

Não conseguia olhá-lo nos olhos. Quando os olhares se encontravam parecia que algo estava prestes a explodir. Cada memória voltava em sua mente em uma velocidade absurda, fazendo-a voltar a imaginar como seria o final daquele sonho louco.
– Por que está com essa cara? — perguntou a ela.
– É a única que tenho, infelizmente. — voltou os olhos para o celular. Queria mandá-lo embora junto com as lembranças recém chegadas em sua mente, mesmo que tivesse de ser grossa com ele.
– Que bom que só tem essa. Já pensou se eu tivesse me apaixonado por outra? — ambos se entreolharam confusos. Assim que percebeu ter falado demais, pôs as mãos nos bolsos dianteiros da calça e manteve uma expressão irredutível. Ela, por sua vez, continuou encarando-o como se mandasse ele continuar a falar. — Eu... Bom, acho melhor eu ir.
– Concordo. — soltou um riso.
Bill observava a cena de longe. Notou que ambos estavam com um sorriso idiota no rosto, assim como adolescentes apaixonados faziam no primeiro encontro.
– Klaus, tudo certo? — ele parou o britânico com seu braço.
– Sim, nenhum problema. — demonstrou certa irritação — Consegue dar conta sozinho? Não estou me sentindo bem...
– Vá para casa, consigo me virar. Acho que até Caroline pode me dar uma ajuda. O que acha?

Ele assentiu. Foi até sua sala pegar seus pertences e desceu para o estacionamento. Não acreditava que aquela frase idiota havia saído de sua boca daquele jeito e bem em frente a única pessoa que não podia ter escutado. Bateu a cabeça no volante, ainda com raiva daquilo ter escapado. Precisava dirigir. Deu vida ao carro e saiu na velocidade permitida. Encarava a cidade já escura, com as luzes dando um espetáculo mesmo que paradas. O vento passava por sua janela como um raio, trazendo o frescor de una noite amena e agradável. Ele sentia que precisava desabafar com alguém. Deu meia volta e foi até a casa da primeira pessoa que veio em sua mente: Elena.
– Klaus?! — ela não entendeu nada.
– Desculpe vir sem avisar, mas... Posso?
Elena deu passagem a ele, que logo se acomodou no sofá.
– Por que está desse jeito? Parece que viu uma assombração.
– Elena, não sei o que eu faço. Eu sinto que amo a Ingrid, que tudo é real, está tudo perfeito entre nós. Só que quando tudo parece certo, vem a Caroline e bagunça tudo.

Ela ficou sem palavras. Esperava tudo, menos uma declaração daquelas. Sentou-se ao lado dele, passando suas mãos nos braços dele.
– São maduros o suficiente para saberem no que se meteram. Você está com a Ingrid e Care com Enzo. Deve ser normal pensar isso, mas são só pensamentos. — tentou convencê-lo de que não havia nada errado — Sei que foi traumático tanto pra você quanto pra ela, que o tempo não apaga e que a "friendzone" incomoda.
– Parece que quanto mais tentamos nos desapegar, mais tudo aquilo que vivemos vem à tona e fode com tudo. — ele disse com raiva.
– Sou uma péssima psicóloga, mas sou acima de tudo sua amiga. Não sei como Caroline se sente com Enzo, mas sei que ela não está completamente feliz. Era diferente com você, sabe? Ela era mais aquela Forbes do ensino médio, era mais divertida...
– Ingrid me encorajou a manter a amizade com ela como éramos antes. Eu estou tentando, mas isso está me fazendo surtar. Não posso me aproximar demais, tenho que ser cauteloso até porque ela tem alguém e eu também.
– Caroline sabe que não pode fazer com que tudo volte ao normal, assim como você. Então...

Ela foi interrompida pelo barulho da campainha. Sabia quem era e gelou. Havia esquecido de ligar para a amiga e avisar para não passar depois que saísse do restaurante. Caminhou até a enorme porta de madeira e abriu-a devagar.
– Preciso respirar! — ela entrou como um raio — Enzo me encheu de perguntas e eu mal podia falar por ser muito... — ficou estática quando viu Klaus no sofá encarando-a fixamente — O que está fazendo aqui?
– Eu precisava falar com Elena.
– Por que não me avisou? — ela cruzou os braços — Podia ter me ligado.
– Eu me esqueci.
– Já estou de saída, não ia demorar mesmo. — ele abraçou Elena — Obrigado.
– Quando precisar pode vir. Não precisa avisar. — retribuiu o abraço.
– Tchau, Caroline. — ele passou por ela sem cumprimentá-lá.
– Tchau. — esperou a porta bater — O que foi isso? Elena, o que ele disse?

Ela conseguiu enrolar Caroline e não contou o motivo do britânico ter aparecido lá. Pediu para a amiga contar o que tanto a atormentava. Caroline conto detalhe por detalhe do que havia sonhado, arrancando exclamações de Elena que não sabia como reagia a cada fala da loira.
– Caroline Anne Forbes, tem noção do que acabou de me contar?
– Tenho! É por isso que estou aqui. Não sei mais como olhar pra ele depois desse sonho louco. E cada vez que o vejo sinto uma vontade louca de saber como esse sonho terminaria.
– Escutou o que disse? — Elena arregalou os olhos.
– Eu sei que é errado! Estou com o Enzo, gosto muito dele, quero ficar com ele... Mas depois desse sonho não sei o que está acontecendo comigo. Eu olhava pro Klaus e só conseguia lembrar dos meus gemidos enquanto tudo aquilo acontecia.
– Minha amiga tendo sonhos eróticos com seu ex. Qual vai ser o próximo? Sr. e Sra. Mikaelson e seus três filhos?
– Não brinque com isso! — bateu de leve na amiga.
– Só tem um jeito de descobrir como esse sonho termina: transando com ele
– ELENA! — gritou e se levantou — Está me incentivando a trair o Enzo?
– Eu só falei. Isso ai veio da sua mente. — puxou-a para sentar novamente — Só quero que seja feliz, seja com o Enzo ou com o Klaus.
Caroline desabafou mais algumas coisas que a consumiam no momento, quase sempre com relação a Enzo e Klaus.

Deixou a casa da amiga e foi para a casa de seus pais. Foi para seu quarto, que estava quase vazio se não fosse a cama e os armários. Havia deixado algumas peças de roupa no guarda roupa, de onde tirou um pijama. Foi até o banheiro e encarava seu rosto recém-molhado no espelho. Precisava dormir e sonhar com outra coisa que não fosse Klaus e sexo.

Notas finais
O que acharam? Talvez eu poste um capítulo amanhã