Time After Time

4 Thinking Out Loud


Notas iniciais
Link para música que dá título ao capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=lp-EO5I60KA&list=PLMlCSWORiugpNbKmKAfyO9RHWQoJ7W9nY&index=33

– Acho que ainda estou dormindo. — Vanessa parou no meio da escada. — Vou voltar para o quarto, deitar na cama, fechar os olhos e levantar de novo. Tenho certeza que não terei essa visão.

– Quer dizer que você anda sonhando comigo Vanessinha? — Clara estava parada na sala.

– Clarinha são 8:30 da manhã, é domingo, o que você veio fazer aqui?

– Cuidar da Marina.

– A casa esta cheia de gente cuidando da Marina, agora mesmo a Érica esta dando banho na Marina. — A ruiva terminou de descer as escadas.

– Como assim a Érica esta dando banho na Marina? — Clara subiu a escada como foguete.

– Bom... deixa eu ir atrás dos meus croissants. — Vanessa foi saindo de casa.

Enquanto Vanessa sai para ir na padaria atrás dos seus amados croissants, Clara entrou como uma bala no quarto de Marina e foi para o banheiro sem pedir licença. Entrou Érica sentada perto da banheira, ela e a fotógrafa riam e a morena invadiu o banheiro.

– Ah, oi Clara! — Érica levantou. — Bom dia.

– Bom dia. — Ela entrou e abaixou dando um beijo nos cabelos de Marina.

– Bom dia. — A fotógrafa falou. — O que você veio fazer aqui?

– Eu disse que vinha, vou passar o dia aqui. — Olhou para loira. — Pode deixar que eu ajudo a Marina no banho.

– Não. A Érica é mais qualificada. Já se acostumou a me carregar.

– Acha que eu não posso te carregar? Não me faz rir Marina. Pode ir Érica.

– Fica Érica! — Marina insistiu.

– Mari, olha para Clara. A mulher é forte e você uma pena. Bom... como você dispensa a Ingrid no domingo, Flavinha já deve ter descido para fazer o café, vou lá ajudar. Clara, qualquer coisa pode chamar.

– Não vou precisar. — Falou firme e a loira saiu.

Érica desceu as escadas e foi para cozinha, Flavinha já estava por lá e Gisele, que procurava a receita de um bolo:

– Vanessa já saiu? — A loira perguntou.

– Foi atrás dos croissants. — Flavinha disse

– Bolo de cenoura Gi? — Gisele fez que sim com a cabeça. — Minha especialidade, deixa que eu faço. Me ajuda com a calda.

– E a Marina? — Gisele olhou.

– Com a namorada. A mulher é fogo. — A loira comentou.

– Clara esta aqui? — Flavinha parou o suco que fazia.

– Deixei ela dando banho na Marina. Acho que ela não gosta de mim.

– Clara é um amor. Ela é inofensiva. — Gisele defendeu a irmã postiça.

– Tão inofensiva quando um Tiranossauro Rex. Gente, quando ela entrou no banheiro eu me senti com a cabra que eles botam na jaula do T-Rex no Jurassic Park. — As meninas riram. — Mas, é linda.

No banheiro, Marina olhou para Clara séria.

– Eu disse que era melhor você ficar em casa.

– Você não vai se livrar de mim. Ainda mais agora que o Ivan saiu de férias e ficou super feliz para viajar com tio. Meu tempo esta livre, acho até que virei passar uns dias aqui. É bom que dá tempo para o Cadu sair do apartamento. — Marina ficou curiosa com aquilo tudo, mas se fez de forte.

– Acho que não vai dá. Gisele, esta num quarto, Flavinha e Érica também e o último livre, ainda esta como um hospital, já que no primeiro mês eu precisei de quarto especial. Ah, ainda tem o do meu pai, que passa a maior parte do mês aqui.

– Sua cama é grande, cabe as duas. Desiste Marina, você esta em desvantagem. — Marina jogou os braços na água. E logo depois suspendeu para que Clara.

– Você me faz odiar ainda mais esta nesse estado. E Clara, veste o roupão ali, se não você se molha. — Assim Clara fez e depois pegou a toalha para receber Marina no colo.

– A loira tem razão, você é leve. Acho que estou carregando um bebê.

– O nome dela é Érica.

– Ok, Érica esta certa, meu bebê. E olha para mim, você vai voltar a andar. — Disse assim que sentou Marina na cama.

– Clara... — Olhou nos olhos dela. — Os médicos disseram que as chances são menores que 50%. — A morena abaixou para ajudar Marina a vestir a calcinha, a branca segurou nela para ajudar.

– Você vai voltar a andar. Poderia ser um porcento de chances, não vai desistir, eu não vou desistir. Quero falar com seu médico amanhã. — Antes de Marina protestar. — Não é um pedido. Vou falar com ele sim. Mas, me diz uma coisa, você procurou outros médicos fora do país? Eles possuem tratamentos melhores.

– Acontece que eu não tenho saco para ir na esquina. Só vou no hospital porque preciso, mas para lugar nenhum. Se lá as pessoas já me olham com pena. Apontam a grande fotógrafa que agora é cadeirante. Não vou me humilhar em publico dessa maneira.

– Não é humilhação, você estará lutando por você. E estarei do seu lado. — Ela levantou e viu que a roupa que Marina vestiria era uma camisola. Foi até o closed e pegou outra. Voltou com um short e uma blusa fresquinha.

– Que roupa é essa?

– Vamos andar um pouco no calçadão.

– Não. Pega minha camisola, eu não vou.

– Vai e vou estar ao seu lado, para tudo. Sempre. — Deu um beijo na testa da fotógrafa.

– Eu disse que te queria longe e …

– E eu não vou. Entendo que você esteja machucada, mas com o tempo você vai perceber que não podemos fugir uma da outra para sempre. Vou estar o seu lado para tudo porque eu te amo. Eu te amo!