Time After Time
4 Thinking Out Loud
Notas iniciais
– Acho que ainda estou dormindo. — Vanessa parou no meio da escada. — Vou voltar para o quarto, deitar na cama, fechar os olhos e levantar de novo. Tenho certeza que não terei essa visão.
– Quer dizer que você anda sonhando comigo Vanessinha? — Clara estava parada na sala.
– Clarinha são 8:30 da manhã, é domingo, o que você veio fazer aqui?
– Cuidar da Marina.
– A casa esta cheia de gente cuidando da Marina, agora mesmo a Érica esta dando banho na Marina. — A ruiva terminou de descer as escadas.
– Como assim a Érica esta dando banho na Marina? — Clara subiu a escada como foguete.
– Bom... deixa eu ir atrás dos meus croissants. — Vanessa foi saindo de casa.
Enquanto Vanessa sai para ir na padaria atrás dos seus amados croissants, Clara entrou como uma bala no quarto de Marina e foi para o banheiro sem pedir licença. Entrou Érica sentada perto da banheira, ela e a fotógrafa riam e a morena invadiu o banheiro.
– Ah, oi Clara! — Érica levantou. — Bom dia.
– Bom dia. — Ela entrou e abaixou dando um beijo nos cabelos de Marina.
– Bom dia. — A fotógrafa falou. — O que você veio fazer aqui?
– Eu disse que vinha, vou passar o dia aqui. — Olhou para loira. — Pode deixar que eu ajudo a Marina no banho.
– Não. A Érica é mais qualificada. Já se acostumou a me carregar.
– Acha que eu não posso te carregar? Não me faz rir Marina. Pode ir Érica.
– Fica Érica! — Marina insistiu.
– Mari, olha para Clara. A mulher é forte e você uma pena. Bom... como você dispensa a Ingrid no domingo, Flavinha já deve ter descido para fazer o café, vou lá ajudar. Clara, qualquer coisa pode chamar.
– Não vou precisar. — Falou firme e a loira saiu.
Érica desceu as escadas e foi para cozinha, Flavinha já estava por lá e Gisele, que procurava a receita de um bolo:
– Vanessa já saiu? — A loira perguntou.
– Foi atrás dos croissants. — Flavinha disse
– Bolo de cenoura Gi? — Gisele fez que sim com a cabeça. — Minha especialidade, deixa que eu faço. Me ajuda com a calda.
– E a Marina? — Gisele olhou.
– Com a namorada. A mulher é fogo. — A loira comentou.
– Clara esta aqui? — Flavinha parou o suco que fazia.
– Deixei ela dando banho na Marina. Acho que ela não gosta de mim.
– Clara é um amor. Ela é inofensiva. — Gisele defendeu a irmã postiça.
– Tão inofensiva quando um Tiranossauro Rex. Gente, quando ela entrou no banheiro eu me senti com a cabra que eles botam na jaula do T-Rex no Jurassic Park. — As meninas riram. — Mas, é linda.
No banheiro, Marina olhou para Clara séria.
– Eu disse que era melhor você ficar em casa.
– Você não vai se livrar de mim. Ainda mais agora que o Ivan saiu de férias e ficou super feliz para viajar com tio. Meu tempo esta livre, acho até que virei passar uns dias aqui. É bom que dá tempo para o Cadu sair do apartamento. — Marina ficou curiosa com aquilo tudo, mas se fez de forte.
– Acho que não vai dá. Gisele, esta num quarto, Flavinha e Érica também e o último livre, ainda esta como um hospital, já que no primeiro mês eu precisei de quarto especial. Ah, ainda tem o do meu pai, que passa a maior parte do mês aqui.
– Sua cama é grande, cabe as duas. Desiste Marina, você esta em desvantagem. — Marina jogou os braços na água. E logo depois suspendeu para que Clara.
– Você me faz odiar ainda mais esta nesse estado. E Clara, veste o roupão ali, se não você se molha. — Assim Clara fez e depois pegou a toalha para receber Marina no colo.
– A loira tem razão, você é leve. Acho que estou carregando um bebê.
– O nome dela é Érica.
– Ok, Érica esta certa, meu bebê. E olha para mim, você vai voltar a andar. — Disse assim que sentou Marina na cama.
– Clara... — Olhou nos olhos dela. — Os médicos disseram que as chances são menores que 50%. — A morena abaixou para ajudar Marina a vestir a calcinha, a branca segurou nela para ajudar.
– Você vai voltar a andar. Poderia ser um porcento de chances, não vai desistir, eu não vou desistir. Quero falar com seu médico amanhã. — Antes de Marina protestar. — Não é um pedido. Vou falar com ele sim. Mas, me diz uma coisa, você procurou outros médicos fora do país? Eles possuem tratamentos melhores.
– Acontece que eu não tenho saco para ir na esquina. Só vou no hospital porque preciso, mas para lugar nenhum. Se lá as pessoas já me olham com pena. Apontam a grande fotógrafa que agora é cadeirante. Não vou me humilhar em publico dessa maneira.
– Não é humilhação, você estará lutando por você. E estarei do seu lado. — Ela levantou e viu que a roupa que Marina vestiria era uma camisola. Foi até o closed e pegou outra. Voltou com um short e uma blusa fresquinha.
– Que roupa é essa?
– Vamos andar um pouco no calçadão.
– Não. Pega minha camisola, eu não vou.
– Vai e vou estar ao seu lado, para tudo. Sempre. — Deu um beijo na testa da fotógrafa.
– Eu disse que te queria longe e …
– E eu não vou. Entendo que você esteja machucada, mas com o tempo você vai perceber que não podemos fugir uma da outra para sempre. Vou estar o seu lado para tudo porque eu te amo. Eu te amo!
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