Timbres
1 Pull Me In
Notas iniciais
Eu decidi que era hora de dar mais felicidade e amor pro All Might porque ele merece e precisa gente ♥ Horikoshi-sensei, deixe ele ser feliz pelo amor de deus! T__T
Enquanto o mangá/animes faz ele sofrer, a gente sempre tem as fanfics pra nos consolar, né? huahsahsa enfim, essa é minha tentativa de trazer um pouco de fluff pra vida do all might :'D espero que gostem.
Esse capítulo se situa com um Jovem!AllMight, talvez uns 3-4 anos depois de se graduar na UA.
A narrativa e descriçao deixam a aparência do leitor ambígua de propósito, pra vcs preencherem como quiserem :)
[Leitora]
Individualidade: Pode manipular eletricidade que está à sua volta. Não pode gerar eletricidade.
Hobby: show de luzes. Ela vai para boates e gigs e faz show de luzes especializados com a musica, gosta de trabalhar com DJ’s. No seu dia a dia ela é professora.
Melhor lida (e inspirada) ao som de:
There's Nothing Holding Me Back (Shawn Mendes) - https://www.youtube.com/watch?v=dT2owtxkU8k
Ele adentrou o ambiente escuro, passando pela cortina da entrada e descendo as escadas. No momento que alcançou o último degrau, a música atingiu-o com absoluta intensidade, quase o fazendo dar um passo para trás diante do contraste. A batida animada invadiu seus ouvidos e reverberou nos seus ossos, influenciando seus batimentos cardíacos a tentar acompanhar o ritmo, como que assumindo vida própria.
Toshinori abriu um sorriso largo, imediatamente contagiado pela atmosfera eletrizante e cheia de vida. A pista de dança estava lotada, pessoas pulando e dançando, casais envolvidos no próprio momento, grupos de amigos se divertindo em seus círculos, todos indiferentes ao calor e ao suor resultantes. Conversas e risadas podiam ser ouvidas, indistinguíveis umas das outras devido ao som, mas ninguém parecia se importar, e apenas adicionava mais empolgação ao ambiente.
Começou a passear pelo local, explorando. Expremendo-se por entre os corpos e achando passagem, ignorando as bebidas que acidentalmente molharam seus ombros e camiseta ao caírem no chão. Ele não se importava. Havia algo de cativante em ver as pessoas deixando-se levar pelos ritmos, abandonando suas vergonhas e controle do dia-a-dia e deixando sua energia fluir com liberdade absoluta. Toshinori não conseguia fazer isso com facilidade e ver outros alcançando esse estado o enchia de um orgulho estranho.
Avançou para adentrar uma área separada da pista, através de uma cortina do que ele achava ser miçangas, estas cintilando em reflexo com as múltiplas luzes piscantes do local. Uma mão pousou em seu ombro, impedindo-o de entrar, e fazendo com que ele se virasse. Como era seu hábito — devido à sua altura -, ele não olhou para frente, mas para baixo. Alí estava ela, rindo para ele com um ar divertido, as bochechas avermelhadas pelo calor e entusiasmo.
— Acho melhor você não entrar aí, se não vai cair pra trás duro, Toshi. – Ela falou, precisando gritar para se fazer ouvir. Ele riu, corando como sempre diante do apelido. – Achei que você tinha dito que não viria.
— Eu fiquei curioso. – Respondeu, olhando em volta de novo, notando agora que havia mais de um piso. Pessoas fervilhavam no segundo andar, apoiadas nas grades acima da pista, bebendo de forma despreocupada. Algumas apenas observando os outros dançarem abaixo, outras enganjadas em conversas e risadas.
Ela ofereceu a bebida que segurava, que ele recusou com gentileza. Então, sem aviso prévio, ela segurou sua mão e o puxou para a pista. Toshinori soltou o ar, nervoso, gostando da sensação dos dedos dela entre os seus, mas sem saber como agir. Mesmo com a sua altura, ele sentiu-se perder na quantidade de corpos que se moviam emergéticos, simultâneamente exposto naquele meio assim como isolado no anonimato que este proporcionava. Ela virou-se, um sorriso no rosto. Era difícil focar o olhar, o lugar era escuro e as luzes piscantes impediam com que se percebesse o fluxo de movimentos, fazendo parecer como se a realidade nada mais fosse do que uma sequência de fotografias e flashes. Desejou poder vê-la com mais clareza.
Pareceram alcançar o ponto da pista desejado, pois ela começou a dançar na sua frente, o corpo marcando as batidas da música. Fumaça de gelo seco subia e espalhava-se no ambiente, gerando um efeito de faixas de luz e sombras, tornando a percepção ainda mais indistinta, criando mistério. [Nome] jogou os braços pra cima, movendo os quadris, sorrindo e mordendo o lábio inferior. Como que aproveitando sua liberdade, permitindo com que a energia externa tomasse conta dela toda. Toshinori apenas a observava, hipnotizado. Podia sentir seu coração acelerando, o suor na palma das suas mãos, assim como deslizando por baixo da sua camisa, nas costas.
Estava parado, incapaz de se mexer, sem saber se era devivo à falta de costume desse tipo de situação, pela sua vergonha, ou porque apenas gostava de olhá-la. Ela levantou os olhos, e riu com gosto de algo que viu em sua expressão. Se aproximou, colocando as mãos de cada lado do corpo dele, guiando-o para mexer os quadris, as pernas. Ele sentiu a respiração se prender na sua garganta. Tentou seguir a liderança dela, concentrando-se em se mover, tentando com dificuldade entrar no ritmo da música. Ele definitivamente não era feito para isso.
Sentiu-a puxar a gola de sua camisa para baixo, obrigando-o a se abaixar. Ela colocou a bochecha contra a dele, posicionando a boca para falar algo em seu ouvido, para que a ouvisse apesar do som alto. E ele agradeceu aos céus que a pista estivesse escura e suas luzes piscantes impedissem os outros de ver cores, pois podia jurar que estava tão vermelho quanto um tomate.
— Vem comigo. – Ela falou, antes de soltar sua camisa e pegar sua mão de novo, saindo da pista. Se perguntou como ela conseguia andar e dançar ao mesmo tempo; podia jurar que os quadris dela ainda se moviam com a batida, suas curvas adaptando-se ao ritmo de forma natural. Sem que percebesse, sua mente começou a ir para lugares não desejados e indecentes. Não, não! Pense pensamentos puros, pensamentos puros.
Preso em sua luta interna e urgente, ele não prestou atenção no caminho. Mas ao alcançarem o local, teria sido impossível não se ver arrancado de seu debate.
Ela abriu a porta no topo das escadas, e uma brisa fresca o alcançou, trazendo um alívio imediato ao calor que não havia notado que sentia. Toshinori adentrou a área e fechou os olhos em deleite, sentindo seu suor esfriando, mas não de forma desconfortável. A porta fechou atrás de si, selando a música alta, deixando as batidas distantes e abafadas. Ouviu uma risada leve ao seu lado e a seguiu com o olhar.
— Sabia que você ia gostar. Você parecia super deslocado lá embaixo. – [Nome] falou, o tom de voz divertido, observando-o. Com um suspiro, ela avançou até a beira da cobertura, esticando os braços para trás num alongamento, as juntas estalando suavemente. Ele a seguiu, e por alguns segundos esqueceu seu nervosismo.
A vista era linda. As luzes da noite piscavam, em diferentes tons e frequências, trazendo vida à cidade. Da altura em que se encontravam, mais parecia que Tóquio estava coberta de um pó mágico e cintilante, como que preparada para oferecer um show de luzes. Ele sempre gostou de olhar a metrópole do alto, como seu eterno protetor. Era algo que o trazia paz; voar para o edifício mais alto, satisfeito em saber que sua cidade e cidadãos estavam protegidos, que fizera um trabalho bem feito. Por vezes, poderia ficar longas horas apenas observando o fluxo, ouvidos atentos para qualquer sinal de problemas, mas de forma geral apenas aproveitando a energia vibrante que permeava o ar.
— É lindo! Sim, é mais confortável aqui, obrigado. – Ele sorriu um sorriso largo para ela, levantando o dedão em um sinal positivo. Ela acentiu com a cabeça, levantando os cabelos com as duas mãos, para refrescar a nuca. Ela também estava suada, ele notou. Agora que Toshinori podia vê-la melhor, percebeu as gotas escorrendo de suas têmporas, traçando a linha do maxilar, pingando na blusa. Ou descendo pelo pescoço, insinuando-se pelo decote, entre os seios... Oh Deus, pensamentos puros, Toshinori. Puros.
Fechou os olhos com força, tentando mudar o foco. – Quer dizer, não é que eu não goste da festa. Ela é incrível! – Ele levantou as duas mãos, tentando demonstrar sua sinceridade, não querendo que ela entendesse errado. – E a música também! E toda aquela energia! É algo realmente incrível. Não é legal como as pessoas conseguem se soltar mesmo no meio de tanta gente? Eu não consigo muito. Então não é como se eu não tivesse gostado do convite nem nada.
Ela inclinou a cabeça para o lado, os cantos dos lábios curvados, como se estivesse entretida numa piada particular. Preso nos próprios pensamentos, ele não conseguia parar a avalanche de palavras, o nervosismo tomando conta. – Quer dizer, não é que eu não tenha gostado do convite. Eu queria vir sim! Quero dizer, eu queria te ver! Não, não, quero dizer… É muito bom te ver. – Droga, ele gostaria de se enfiar num buraco, nesse exato momento. Se um buraco se abrisse e o engolisse seria perfeito. — Eu estava curioso de verdade, juro, não é como se... como se eu tivesse vindo só pra te ver nem nada. Não muito. Okay, não completamente. Talvez um pouco. Shit. – Ele botou as mãos no rosto, sentindo as bochechas queimando, com desespero. E agora, o que faria? Ela deveria pensar que ele era louco.
[Nome] puxou sua camiseta de novo, indicando para ele abaixar o tronco, afim de diminuir a diferença de suas alturas. Ela conectou os olhos com os seus, parecendo determinada, e ele tinha certeza que ela podia ver com precisão a vermelhidão em que se encontrava. O que apenas piorou a situação.
— Bom... – Ela começou, respirando fundo, como que tomando coragem. E levantou um pouco o queixo, com decisão. – Bom, eu te convidei porque eu queria te ver de novo. E eu te trouxe aqui em cima porque eu queria ficar a sós com você, e só com você. – Ela falou, rápido, como se quizesse se expressar antes que mudasse de ideia, suas bochechas também começando a corar.
Ele piscou, em choque, a princípio sem conseguir absorver o significado de suas palavras. Ela corou mais e puxou a sua camisa novamente, plantando um beijo rápido nos lábios de Toshinori, parecendo querer que ele entendesse bem o que sentia. Ele colocou o pulso sobre a boca, desviando o olhar, sentindo-se corar copiosamente
O silêncio reinou entre eles por alguns instantes, apenas quebrado pela música abafada do andar de baixo, ou pelos carros passando nas ruas. Ela emitiu um som frustrado. — Droga, você pretende me beijar ou eu vou ter que sair correndo e me esconder pelos próximos dez anos? Porque... – Ele a interrompeu, segurando seu rosto entre as duas mãos, emoldurando-o. Colocou os lábios nos dela, de leve. Se separou um pouco, com medo que ela o empurrasse, dando espaço para caso ela não quizesse continuar. Ao invés, ela botou os braços em volta do seu pescoço, puxando-o para outro beijo, a boca quente e gentil.
Tentando controlar a própria força para não machucá-la, ele a abraçou contra si, fechando os olhos. Pela primeira vez desde que se tornara um herói, ele conseguiu se soltar e se ver livre das restrições do dia-a-dia, como não havia conseguido na pista. Seu anonimato garantido na noite, apenas o pó mágico da cidade como testemunha.
Se afastaram para respirar, arfando de leve, os rostos juntos. Ele sentiu o próprio sorriso no rosto e viu o dela, notando então que não havia deixado de sorrir mesmo durante o beijo, como que dominado pela alegria que lhe subia o peito, como bolhas que levitam para o superfície do mar. Sentia seu coração batendo forte, e sabia que seu rosto ainda estava corado, mesmo que com menos intensidade do que antes, assim como por razões diferentes. As feições dela também estava rosadas, de prazer ou euforia, não sabia ao certo.
[Nome] pousou a mão ao lado do seu rosto, num afago carinhoso. Com um suspiro, ele segurou a mesma mão, entrelaçando os dedos com o dele e beijando a sua palma calidamente.
— Acho que encontrei meu coração essa noite. – Ela falou, a voz alegre e amorosa, olhando-o nos olhos. – Com você.
— Então... – Ele se inclinou de novo, as batidas cardíacas irregulares diante da declaração audaz, seu estômago enchendo-se de borboletas. Beijou-a então, fundo e devagar, segurando o queixo dela de forma gentil entre os dedos. Completou seu pensamento após se separarem, num sussurro: — Então acho que é meu dever proteger o seu coração.
Notas finais
O Toshinori é um querido e um amor de pessoa então é bem diverto de escrever com ele, com sorte não ficou OOC, me avisem qualquer coisa :3
No mais, espero que tenham gostado ♥ falem o que pensam nos comentários, adoro ouvir opiniões e surtar junto com vocês :D é um super incentivo ver quando o pessoal está gostando ^^
Abraços de luz /o/
Fale com o autor