Tilintar.

16 Amore dela mia vita.


Notas iniciais
Oiiiiiii poviiiiii do meu coração!!! Quanto tempo ufaaaa!!! Demorei mais finalmente consegui terminar esse capitulo que para mim foi um dos mais difíceis de escrever. Não sei porque, mas esse foi difícil demais de sair. Tudo parecia conspirar contra ele, mas como eu já disse antes eu sou como o nosso querido (e odiado) Pégaso...eu não me darei por vencida e vou com essa fic até o fim, mesmo com todas as dificuldades. Enfim, espero que gostem e por favor, relevem os erros de ortografia e gramaticais, não tenho tido tempo de revisar quase nada e tenho escrito os capítulos no celular por falta de tempoooo. Então...já dá para ter uma ideia de como está sendo para mim né?!! Então...Onegaiiii relevemmmm!!! >.< Obs: A música do capítulo é do Goo Goo Dolls e se chama Iris. Elogios, dicas e críticas construtivas serão mega bem vindas!!!! Bjs e boa leitura a todos!!!


No estacionamento, os sprinters jorravam água para todos os lados na tentativa de conter o fogo que lambia toda a gasolina espalhada pelo local. Mathure e Asmita que andavam mais a frente foram arremessados como bonecos para longe devido à força da explosão, assim como Kardia que foi jogado contra uma pilastra desmaiando na hora. Aspros, Defteros e Manigold que haviam ficado para esperar o próximo elevador sentiram o trepidar do prédio e o ranger das paredes, e sem pensar correram pela escada de incêndio até o subsolo. Os três marmanjos ficaram em choque ao ver toda aquela confusão de carros, fogo para todos os lados, água sendo jorrada com toda forças pelos sprinters e os amigos estirados no chão como se estivessem mortos. Os três correram para socorrê-los e afastá-los do fogo. Defteros correu até Kardia observando um corte em sua testa deixando seu rosto pintado pelo sangue, mas o pior fora Mathure e Asmita, o casal que andava na frente praticamente recebeu a maior parte do choque da explosão. Quando Aspros virou Asmita para ver se ele ainda estava vivo levou um susto.
–Ah meu Deus!!!! – Sussurrou o grego com ar de espanto.
– Porra ela está muito ferida. – Gritou Manigold que verificava se Mathure ainda respirava.
–Ele também está. Temos que sair daqui, tem muita gasolina espalhada e esse lugar pode ir pelos ares a qualquer momento. – Gritou Defteros.
Os três concordaram e começaram com cuidado remover os amigos para um local mais seguro. Manigold após colocar Mathure em um lugar seguro, observou o ambiente destruído com cautela constatando ali que havia um número de pessoas menor ao que havia descido no elevador... Estava faltando alguém.
– Perai...ta faltando gente aqui. – Ele parou por alguns segundos observando ao redor pela trilhonésima vez. — Akemi desceu junto com eles. Cadê ela? – Perguntou Manigold exaltado já sentindo o coração quase saltar de dentro do peito.
Ao se dar conta da falta da loira em meio aquela confusão, ele voltou depressa, correndo, procurando entre os carros Akemi no meio daquela confusão. O italiano sentia seu coração bater cada vez mais rápido imaginando onde a loira poderia estar. Por fim ele subiu em cima do capô de um dos carros observando como um gavião cada canto do lugar incendiado e parcialmente destruído, forçando sua visão a procura da loira até que de longe avistou, encontrando enfim seu alvo. A cena diante de seus olhos fez o “carcamano” engolir em seco, seu coração pareceu se acelerar ainda mais e suas mãos, assim como seu corpo inteiro tremeram tamanho desespero crescente dentro de si. — No! – Sussurrou. A voz quase inaudível, carregada pelo belo sotaque italiano, agora se transformou em um misto de medo e angústia.
A loira presa dentro de seu próprio carro gritava desesperadamente por socorro. A explosão fora tão forte que empurrou os outros carros fazendo com que seu carro ficasse prensado em uma pilastra ao lado do carona e pelo lado do motorista os outros carros que também foram empurrados não davam a menor chance para que ela se quer colocasse sua mão pela minúscula abertura ao qual a porta ainda conseguia fazer. A loira forçava desesperada em meio a gritos e lágrimas a porta.
– Mio Dio, Akemi!!! – Gritou o canceriano levantou as duas mãos a cabeça antes de disparar como uma bala em direção à pequena, pulando com uma habilidade que nem ele mesmo sabia ter por sobre os capôs dos malditos carros que ali só atrapalhavam.
–Manigold...Me tira daqui!!! Onegai…onegai Manigold! – Implorava aos berros pela pequena fresta da porta do motorista onde desesperada colocou somente seus dedos para fora. – Mani...Mani...Manigold...Manigold me tira daqui por favor, me ajuda! Nã...não me deixa...não me deixe aqui por favor Manigold! – berrava Akemi.
– Eu vou tirar você daí ragazza. – Manigold segurou os dedos de Akemi aproximando-se o pouco que lhe era permitido dando um beijo na ponta dos dedos que tremiam incontrolavelmente pelo medo. – Eu não vou deixar você entendeu?! – Ele pôs a mão livre espalmada no para-brisa do carro fazendo Akemi retribuir o gesto olhando fundo nos olhos azuis compenetrados. – Agora se afasta do vidro.
Ordenou e a loira acenou positivamente com a cabeça obedecendo levando as mãos à cabeça para se proteger e deitando-se como podia no banco ao lado. O italiano começou a dar fortes chutes no para-brisas fazendo o vidro aos poucos começou a rachar. O canceriano sentiu um frio percorrer sua espinha e sem saber bem o porque olhou para trás. Ele arregalou os olhos sentindo seu coração subir por sua garganta ressequida o forçando a engolir em seco para manda-lo de volta ao lugar, a gasolina aproximava-se como uma serpente venenosa preste a dar o bote na presa indefesa. De longe Defteros observou a cena e correu como louco pegando um pedaço de ferro qualquer para em seguida unir-se a Manigold.
–Sai da frente Manigold. – Gritou o grego subindo no capo de uma só vez dando uma pancada certeira como se fosse um jogador de baseball rebatendo uma bola com toda sua força fazendo o vidro do carro se partir.
– Rápido Defteros!! – Gritou Manigold quase entrando em desespero.
Defteros levantou o pedaço de ferro como um machado dando um grito de ódio, acertando o vidro em cheio fazendo o mesmo se espatifar por completo. Manigold ajoelhou-se no capô estendendo os braços para Akemi que chorava desesperada.
–Vem...Vem ragazza vem!!!
A loira se agarrou ao pescoço do italiano que a puxou de qualquer maneira, a pegando no colo como uma boneca e saindo rapidamente. Correu como um louco juntamente com Defteros, sentindo o calor do fogo que consumiu o carro atrás de si. O italiano abraçou a japonesa com força como se ela fosse o seu bem mais precioso, uma joia rara e foi retribuído na mesma intensidade. A loira agarrou-se a Manigold com força cravando suas unhas na camisa encharcada pela água ao mesmo tempo que enterrava seu rosto no peito forte que subia e descia pela respiração acelerada. O retumbar do coração mais parecia um tambor tamanho a velocidade e força ao qual o mesmo trabalhava para distribuir o sangue quente no corpo másculo do italiano.
– Está tudo bem bella, está tudo bem. – Manigold sussurrou rente ao ouvido dela depositando um beijo suave em sua testa ao mesmo tempo em que acariciava os longos fios dourados.
– Mani...Ah meu Deus! – A pequena chorava sem parar agarrada a camisa dele, sentindo uma proteção sem igual ao estar no abraço protetor e aconchegante do “carcamano”.
– Akemi...bella eu preciso... – Sem mais, Akemi envolveu o pescoço do canceriano com força não dando a menor chance para que ele afastar-se de si. Estava com medo, muito medo...não queria se desfazer daqueles braços pelo menos por hora.
–Não...por favor, não me deixa Manigold, por favor fica...fica comigo. – A loira repetia desesperada entre os soluços. Manigold afastou-se somente para olhar aquele rosto angelical marcado por lágrimas fazendo seu coração partir em mil pedaços. Os olhos marejados, a boca tremula de medo e de frio, assim como seu corpo esguio, a expressão suplicante estampada no rosto angelical, que mesmo sujo de fuligem para Manigold ainda era a mais “bella” de todas. “Maledetto” — Pensou. Quando pusesse as mãos em Alone...faria ele se arrepender...ah se não iria.

&&& Tilintar &&&

Degel chegou ao hospital completamente exaltado, o que não era comum. Ver o “Rei da frieza” em um estado de exaltação seja lá por qual motivo fosse deveria ser registrado em algum livro de raridades. Ele saiu de casa desesperado enquanto sua amada Jim dormia o bom sono dos justos. Somente avisou a Madeleine o que havia ocorrido e pediu a senhora para que não comentasse absolutamente. Alone não havia deixado por menos, atravessando sem piedade seu “calcanhar” e consequentemente o de Jim. A ruiva amava demais aquele grego imbecil, assim como ele Degel também o amava. Kardia era muito mais do que um simples amigo, era seu irmão. O irmão que nunca teve. Existem amigos que se apegam mais do que a um irmão e fora assim com ele e Kardia. Eram unha e carne, mesmo com as diferenças gritantes de personalidade, mas que parecia ser o que os unia, mantendo um equilíbrio. Como um yin-yang. Brigavam, odiavam-se para em seguida fazerem as pazes. Era assim desde a infância e seria assim até a velhice. Só tinha a agradecer aquele grego teimoso e cabeça dura tudo que tinha. Na escola era um menino solitário, um estrangeiro recém-chegado, de língua estranha...era o que diziam os outros meninos, mas para um certo menino grego super ativo ter um amigo “diferente” e que falava em outra língua era motivo de orgulho e diversão. – Olha ele é MEU amigo! – Batia no peito o pequeno grego cheio de orgulho e no rosto o tão marcante sorriso matreiro. “Ah Kardia se acontecer alguma coisa com você eu...droga!” – Pensou Degel correndo pelo corredor do hospital, avistando de longe Aspros e Defteros. Os gregos pareciam perdidos no meio daquilo tudo, sem saber bem o que fazer.
–Droga ele vai matar todos nós...olha o que ele está fazendo...ele quase pôs o prédio a abaixo. O que vocês estão fazendo porra!! Ele vai nos matar! – Berrou o gêmeo mais novo ao mesmo tempo em que passava a mão nos fios azulados exacerbadamente.
–Olha aqui a gente está fazendo tudo que pode para achar esse filho da puta! Não estávamos atoa não se quer saber, nós o queremos tanto quanto vocês. – Respondeu a altura o investigador japonês.
Aspros que se encontrava sentado completamente alheio a discussão do irmão, observou incrédulo a figura de Degel se aproximar correndo completamente perdido. O gêmeo mais velho levantou-se com os verdes arregalados de surpresa, prostrando-se na frente do outro impedindo que ele invadisse o primeiro leito do hospital que julgasse ser onde Kardia estaria.
–Onde ele está Aspros? – O grego segurou firme o ombro do outro olhando sério dentro das suas violetas.
– Degel calma o Kardia está bem ele não se feriu gravemente. Teve uma pancada forte na cabeça, algumas queimaduras e escoriações, mas nada que vá deixá-lo mais louco do que já é. Agora acalme-se sim?! – Pediu Aspros.
O francês continuou mirando os olhos verdes de Aspros ainda tentando absorver aquela informação...será que Aspros estava dizendo a verdade ou estava somente tentando acalmá-lo? E antes que pudesse debater isso com o geminiano os dois voltaram seus olhos curiosos na direção do grito de Esther que ecoou pelo corredor juntamente com o choro. Sísifo abraçou a amada com carinho tentando lhe passar algum conforto e segurança em meio aquele desastre. O grego sentia seu coração em frangalhos, totalmente esmigalhado por toda aquela situação. Estava sendo demais, primeiro Regulus fora brutalmente atropelado e agora para piorar Mathure e Asmita...Por Zeus! Por que permite tudo isso? Seria mais uma das provações? O Grego mal sabia o que pensar, o choro da amada...sua amada Esther agora molhava sua camisa fazendo o mesmo fechar os olhos com força para não desabar ali mesmo, tinha que ser forte agora por ela. Ela havia sido sua força quando Regulus estava entre a vida e a morte e agora que o menino apresentava melhoras significativas e já não corria mais perigo de vida era sua vez de retribuir. Odiou Alone em tal proporção que se o mesmo aparecesse agora em sua frente o espancaria até a morte.
–Sísifo...porquê? Por quê? Isso não pode...não pode ser real! – Repetia a morena agarrada ao pescoço do amado.
–Vai ficar tudo bem meu amor. Ela é muito forte e vai sair dessa, você vai ver. – O grego deu um selinho nos lábios da morena para em seguida envolvê-la em um forte abraço.

Na visão de Degel as coisas pareciam andar em câmera lenta. Nada conseguia ouvir, somente observando toda a comoção de algumas enfermeiras ao redor de Esther, a discussão calorosa entre Defteros e Aiacos que mais pareciam dois leões prestes a se devorarem. O francês parecia não ouvir nada do que se passava ali somente imaginando como tudo aconteceu. Alone fora capaz de quase por um prédio abaixo sem o menor esforço, mesmo o prédio da Óros estar sendo vigiado como...como ele conseguiu? Kardia…Jim…Deus faça alguma coisa.
–DEGEL! – A voz grave e imponente de Aspros soou como um trovão trazendo Degel de volta a realidade. – Você está me ouvindo? – Degel somente uniu as sobrancelhas desviando o olhar de Aspros por alguns segundos para em seguida fitá-lo novamente.
– Como estão os outros? – Aspros respirou fundo fechando os olhos sentindo o peso de toda aquela situação cair sobre seus ombros.
–Akemi está bem só teve alguns arranhões nas pernas, ela ficou presa no carro e Manigold e Defteros tiveram que arrancá-la pelo para-brisa. – Fez uma pausa respirando fundo, demonstrando seu profundo pesar. – Mathure está...muito mal. Ela...sofreu várias...queimaduras. Rompeu o baço e...teve o fígado perfurado. – Aspros respirou fundo fechando os olhos por alguns segundos em sinal claro de cansaço e frustração.
–E Asmita? – Aspros deu um leve sorriso balançando a cabeça mantendo a expressão de preocupação, cansaço e frustração. A que ponto aquilo tudo havia chegado?! Respirou fundo tomando fôlego para dividir com Degel o peso e a dor que sentia.
–Os médicos disseram que ele sofreu uma grave lesão ocular e que...- fez uma pequena pausa respirando fundo – E que ele não poderá mais enxergar.
Degel recebeu aquela notícia como um soco bem na boca de seu estômago. O francês abriu a boca ao mesmo tempo em que arregalou os olhos violáceos sem conseguir acreditar no que havia acabado de ouvir.
– Fora as queimaduras que sofreu pelo corpo, três costelas quebradas, pulmão perfurado, quatro dedos quebrados, assim como seu tendão esquerdo. – Completou o de cabelos azuis.
–Mon Dieu isso...isso é inacreditável como...como pode uma pessoa tentar matar tanta gente somente para torturar psicologicamente uma única pessoa? Isso...isso é surreal.
– Ele é louco. – A voz grave de Hakurei se fez presente no meio dos dois trazendo de forma rápida a atenção toda para si. – A bomba estava no carro de Kardia e foi programada para explodir exatamente naquela hora. O grupo da Óros está proibido de “fazer hora extra” então, ele programou a bomba para explodir na hora em que Kardia estivesse saindo. Mas por sorte o grego se atrasou, fazendo com que ele não estivesse dentro do carro no momento da explosão, só é uma pena que Mathure e Asmita não tenham tido a mesma sorte. Pelo que tudo indica ele queria somente Kardia...Mathure e Asmita vieram de brinde.
Aquela declaração de Hakurei fizera Degel estancar lembrando-se que havia ligado para o celular de Kardia na tentativa de avisar ao amigo o perigo que corria e que Kardia demonstrava muita dificuldade em ouvir. Será que havia sido isso que o atrasou?
–Mon Dieu! – Sussurrou o europeu.
– O que foi? – Perguntou Hakurei percebendo a mudança na feição do aquariano. Degel achou melhor não comentar até porque não estava nem um pouco a fim de ter que dar explicação justamente naquele momento.
De repente Degel sentiu seu celular vibrar e por alguns segundos não quis atender, mas lembrou-se que havia saído como um louco e que Jim poderia ficar preocupada já que nem havia se despedido e agora depois que ela havia ido morar consigo, sair assim do nada havia se tornado uma coisa muito rara. O europeu sacou o celular do bolso observando um número que não conhecia. Acho melhor não atender, se o número que aparecia em seu visor não era Jim então não fazia a menor diferença.

Em um canto não próximo um par de olhos azuis somente observava como um predador faminto, esperando uma única oportunidade para abocanhar sua presa. Sorrindo malignamente olhando bem cada detalhe do rosto de três pessoas em especial antes de dar as costas e caminhar devagar por entre o vai e vem de pessoas.


&&& Tilintar &&&

No caminho nenhum dos dois disse uma só palavra. Ele mantinha-se concentrado na estrada ao mesmo tempo em que pensamentos aleatórios vagavam em sua mente. Sentia o cansaço maltratar seus músculos doloridos pela tensão de toda aquela situação. O rádio baixo, por coincidência tocava a mesma melodia da primeira vez que estiveram juntos ali naquele mesmo lugar. Ele sentindo a nostalgia abater sobre si respirou fundo, enchendo seus pulmões de ar até onde podia para em seguida os soltar pela boca. Como queria um cigarro naquele momento, nada melhor para relaxar — Pensou ele olhando rapidamente pela janela do seu mustang vermelho vendo somente o seu reflexo no vidro em meio à escuridão. Sentia-se sujo, fedido, cansado e...impotente. Impotente a tal situação que agora Akemi Ogawa se encontrava. Sentada no banco do carona com um olhar triste preso em meio à escuridão da estrada. Remexeu-se vagarosamente somente para se aninhar ainda mais no banco abraçando o próprio corpo enquanto uma lágrima solitária escorria por seu rosto entristecido.
– Não chora bella, va bene! – A loira passou os dedos no rosto tirando dali a lágrima teimosa que marcava seu rosto.


&&&Tilintar&&&


No horizonte a casa de Akemi fora iluminada pelo farol do carro de Manigold que estacionou o mesmo logo em seguida. Ele virou-se um pouco na direção dela que se manteve na mesma posição. Torceu um pouco os lábios e levantou as sobrancelhas até onde pode sem saber exatamente o que fazer ou até mesmo o que dizer. Respirou fundo tomando algum fôlego e escolhendo bem as palavras que iria usar.
–Bem...está entregue. – Disse ele tentando não parecer expulsar a pequena de seu carro. Ela ficou muda e parada por alguns segundos ouvindo somente o som do cricrilar dos grilos. –Akemi?! – O italiano chamou pousando sua mão grande e macia no ombro dela chamando enfim sua atenção.
–Estou com fome. – Ela disse olhando dentro dos impressionados olhos azuis dele. – Acho que vou pedir uma pizza. – Completou mirando seus próprios joelhos. O italiano ficou mudo por alguns segundos, somente observando-a por alguns instantes até ela voltar a fitá-lo com um leve curvar de lábios. – Me faz companhia? – A proposta fizera o peito de Manigold se encher de alegria. No fundo não esperava mesmo por aquilo, mas....


Mal sabia Akemi o quanto ele ansiava por isso...
–Só se você me deixar tomar um banho antes. – Sorriu de lado fazendo a loira corar retribuindo e acenando positivamente com a cabeça.

Na casa enquanto ela se banhava, ele rapidamente fez o pedido da pizza. Escolheu um sabor simples, pois não sabia exatamente qual ela gostaria. Deslumbrou-se com a linda visão da loira ao sair do banheiro, coberta apenas por uma blusa de algodão com alças finas e um micro short com estampa de ursinhos azul e rosa também de algodão, os cabelos molhados eram sacolejados junto com a toalha e o cheiro de jasmins tomou conta do ambiente. A cena fizera o italiano prender a respiração involuntariamente seguindo sem ao menos piscar o desfile particular que ela lhe proporcionava até sumir pela porta do quarto. Manigold obrigou-se a desviar o olhar e a distrair-se mirando os próprios pés para não cair em tentação.
–Toma. – Sentiu uma toalha ser jogada em seus ombros e o delirante cheiro de jasmim invadir suas narinas sem permissão, entorpecendo seu juízo e insistindo em querer lhe roubar sua sanidade.
Grazie*. – O belo monumento italiano levantou-se fazendo dessa vez a loira corar com o olhar devorador que ele sem perceber lhe lançou de cima a abaixo. – Já pedi a pizza. Tem dinheiro na carteira. – Enfiou a mão no bolso jogando a pesada carteira em cima do sofá. – Pode pegar o quanto precisar ragazza. – Ao terminar Manigold caminhou devagar em direção ao banheiro sem olhar para trás. Akemi mirou sem acreditar do italiano à carteira e assim voltando a fitá-lo. –Ah! E antes que resmungue alguma coisa io faço questão. – Sorriu de lado e antes de fechar a porta piscou marotamente fazendo Akemi corar até o último fio de cabelo.

Quarenta minutos haviam se passado desde que Manigold havia começado seu banho. O italiano parecia ter perdido a noção de tempo quando sentiu a água morna tocar seus músculos. "Você quase a perdeu hoje. Tem que dizer o que sabe. Diga a verdade para ela" — Dizia sua mente que não parava de martelar um só segundo as lembranças de sua última discussão que tiveram. Enquanto a loira assistia a um programa de TV qualquer o som da campainha ecoou pela casa e meio sem jeito pegou o valor que precisava na carteira do outro, pagando em seguida o entregador esbaforido.
– A água estava ótima.
– Deu para notar. — A loira entreabriu os lábios carnudos surpresa ao contemplar o belo peitoral de Manigold. O italiano com uma toalha enxugava os cabelos negros enquanto algumas gotas teimosas desciam pelo pescoço, escorregando pelo peitoral desnudo até o abdômen bem definido dele. Akemi engoliu em seco com a visão do "carcamano" somente com uma calça de moletom — que por sinal era de seu ex — e o peitoral completamente exposto. Ofegou devagar obrigando-se a mirar a mesa de centro onde depositou a pizza, o refrigerante e os cigarros que Manigold pedira.
– Até que não esta tão ruim. — Disse ele dando uma boa mordida em um pedaço da pizza.
–É...você tem razão. — Akemi abaixou o olhar na tentativa de fugir daquela tentação italiana. Manigold percebeu o desconforto da loira, mas sem entender o real motivo.
Comeu sua pizza o mais rápido que pode e em seguida achou melhor se afastar. Não sabia ao certo o que incomodava a loira, mas de uma coisa ele tinha certeza...era algo relacionado a si. Pegou seu maço de cigarros e caminhou sem dizer nada para a pequena varanda onde com um cigarro começou a saciar seu vício. A loira abaixou a cabeça sem saber bem o que fazer...Sentia-se na obrigação de agradecer a ele por ter salvado sua vida, mas ao mesmo tempo tensa com o clima que pairava no ar. As coisas entre ela e Manigold nunca davam certo e sempre que se iniciava um diálogo entre eles o mesmo sempre acabava em discussão. Não estava nem um pouco afim de discutir com ele agora...ou melhor nunca mais. Respirou pesadamente enquanto mirava o gelo dançar com as bolhas de seu refrigerante sem saber bem como agir.
– No que esta pensando ragazza? — Akemi olhou para Manigold com um olhar misto de curiosidade e surpresa.
Ele apoiado a grade da varanda soltava a fumaça pelas narinas enquanto mantinha o sorriso cafajeste que os deuses haviam lhe abençoado. Akemi respirou fundo novamente e sem pensar resolveu por fim se aproximar, debruçando ao lado dele na grade da varandinha onde observou a noite lindamente estrelada.
–Eu...só estava pensando no que aconteceu hoje. Você me salvou e eu nem agradeci.
Manigold com seu sorriso maroto virou-se na mesma posição que a loira observando as estrelas.
– Io só fiz o que achei ser o correto. — Disse jogando a gimba de seu cigarro longe. A loira respirou fundo virando-se na direção do canceriano, sentindo o cheio másculo exalar da pele recém banhada. Os olhos dela sem permissão dançaram pela feição séria dele imaginando o que ele estava pensando. Mordeu o canto dos lábios curiosa antes de dizer em seguida:
– Um doce por seus pensamentos. — Ele sorriu um misto de melancolia e diversão, voltando seus olhos azuis intensos na direção do rosto angelical ao seu lado. Sentiu por alguns segundos seus dedos formigarem de vontade em tocar a pele de pêssego novamente.
– Prefiro uma cerveja. — Sorriu um largo sorriso deixando a mostra seus belos dentes brancos fazendo a loira quase flutuar ao contemplá-lo. — Okay loira...eu...- respirou fundo tentando buscar as palavras certas, sabia que seria difícil, mas tinha que tentar. — Eu ouvi sua conversa com a Mathure no dia que discutimos. – Falou de uma só vez. Era melhor assim, Manigold não gostava nada de enrolações então, se era para dizer então que fosse dito de uma vez...sem delongas.
A loira arregalou os olhos e seus lábios se entreabriram de surpresa. Só podia ser uma das brincadeiras de mau gosto de Manigold. Não era possível...como ele havia escutado?! A loira aprumou-se sentindo seu coração disparar, em suas mãos o suor frio já dava sinal de vida, assim como suas bochechas que já começavam a esquentar. O italiano percebeu de imediato a mudança de postura dela e engoliu em seco levando uma das mãos a nuca em sinal claro de quem não sabia bem o que fazer, mas agora já era tarde e não tinha como voltar à trás…ele tinha que continuar.
– Akemi escute antes que você pense mal de mim...io...io quero que saiba que no fiz por mal. Eu...eu...me arrependi em ter dito que era para você morrer e...e...voltei para pedir desculpas, mas...quando eu abrir a porta eu...eu ouvi. No foi por mal...io juro.
A loira manteve o olhar fixo nos olhos de Manigold sem conseguir acreditar no que ouvia. Ele havia escutado sua conversa com Mathure, então isso significava que...
–O...o quanto você...ouviu? — A voz da loira saiu com sofreguidão fazendo o outro engolir em seco.
– Io...- Ajeitou-se virando totalmente o corpo na direção da loira que automaticamente deu um passo para trás. — Io...io ouvi tuto.
A loira sentiu o ar lhe faltar e as pernas tremerem. Levou uma das mãos a boca como se segurasse um grito, seus olhos começaram a arder pelas lágrimas que começaram a se formar. O canceriano não sabia o que fazer, sentindo um arrependimento amargo subir por sua garganta. Era o fim...Akemi nunca o perdoaria.
–Você...ouviu...atrás da porta?!
– Io não fiz por mal loira...per favore acredita em mim. Io...não fiz por mal. Io...eu ia te contar...mas eu fiquei...fiquei...com medo de você achar que eu tinha feito de propósito. Io no queria que...que você se zangasse e...e no sabia se você ia acreditar em mim...por isso...por isso no disse nada. — A japonesa envergonhada virou o rosto sem acreditar no que ouvia. Manigold sabia o que ela sentia e isso era tudo que menos queria. Sentia-se tola e infantil por amar um cafajeste como ele ainda mais agora em saber que ele havia descoberto o sentimento que nutria. Envergonhada deixou seu instinto de proteção gritar mais alto. Sem mais a loira deu as costas ao italiano caminhando a passos largos em direção ao quarto. Manigold arregalou os olhos sentindo um frio em seu estômago. Estava acontecendo justo como imaginava e justo o que menos queria.
– Akemi...espera loira. Io...não fiz por mal você tem que acreditar em mim. — O canceriano correu atrás dela, tropeçando em uma das cadeiras e antes que ela pudesse se trancafiar no quarto ele a alcançou, segurando-a pelos braços finos que se debatiam na tentativa de se libertar.
–Me solta...me larga Manigold!!- Pedia com a voz trêmula e chorosa.
– Akemi...por favor acredite em mim.
– Não...me deixe em paz. Me solta!!! — a loira se debatia e empurrava o outro tentando se libertar. Sentia-se tão envergonhada que pensou nunca mais conseguir encarar Manigold outra vez. Só pensava em sair dali. Fugir. Sumir e se possível nunca mais voltar.
– Pára!!!! Me escuta só uma vez!!!!- O berro de Manigold ecoou pela casa de Akemi fazendo a loira parar quase de imediato, mas sem conseguir encará-lo. O canceriano prensou o corpo pequeno contra a parede sentindo o calor gostoso que vinha dela. Sua respiração ofegante fazia seu peito subir e descer depressa assim como o dela. Fechou os olhos por alguns segundos e sem mais deixou sua testa encostar-se ao rosto molhado dela que se manteve imóvel e de olhos fechados. Estava ficando louco...só podia. Nunca havia se sentido assim na vida e agora perto dela mais parecia um adolescente a um homem. Respirou fundo inalando o cheiro de jasmin que mais parecia entorpecer seus sentidos aproximando os lábios devagar do ouvido dela que soltou um suspiro involuntário com o toque macio dos lábios dele naquela parte tão sensível.

And I'd give up forever to touch you

'Cause I know that you feel me somehow

You're the closest to heaven that I'll ever be

And I don't want to go home right now

(E eu desistiria da eternidade para te tocar

Pois eu sei que você me sente de alguma maneira

Você é a mais próxima do paraíso que sempre estarei

E eu não quero ir para casa agora)


– Io sei que você me acha um cafajeste e que tudo que eu faço tem segundas intenções. Mas...eu...não sou isso tudo que você pensa. — Sorriu deixando seus lábios roçarem pelo rosto rubro. — Eu nunca pensei que...gostaria tanto de...de saber que justo você sente algo tão bom por mim. — Afastou-se somente para fitar o rosto rubro que ainda se mantinha de olhos fechados o que o fez sorrir ainda mais. — Olha para mim. — Pediu em um sussurro. — Abra os olhos e olha para mim... Per favore!
A loira engoliu em seco. A voz gostosa sendo sussurrada de maneira carinhosa e ao mesmo tempo sensual fez seu corpo tremer. Seu coração retumbava apressadamente dentro do peito e quando se dera conta seus olhos já estavam presos nos dele. O olhar sério e profundo preso aos seus não deixava a menos dúvida de que ele não estava para brincadeiras. O típico arrepio subiu por sua espinha quando ele aproximou seu rosto ainda mais, sentindo a respiração quente dele contra seus lábios e o nariz roçar no seu.
– Eu nunca em toda minha vida eu quis tanto alguém como eu quero você. Não faz ideia do que senti quando vi você presa naquele carro. Se te acontece alguma coisa eu...- Suspirou roçando seu nariz pelo rosto dela. — Eu nunca ia me perdoar por não ter dito o quanto eu quero você e...não só na minha cama...- Afastou-se levemente olhando os detalhes do rosto angelical que agora mirava os seu com curiosidade e espanto. — E sim na minha vida. Eu só preciso de uma chance...só uma.
As mãos que mantinham os braços finos presos contra a parede começaram a se afrouxar escorregando devagar, sentindo a macieis da pele de pêssego contra seus dedos. As respirações quentes se chocavam insistentemente enquanto mantinham-se unidos pelas testas. Ela fechou os olhos apreciando o toque carinhoso dele se estender até seu pescoço e se perdendo em seus fios dourados. "Só...uma...chance." Sussurrou ele até sentir seus lábios tocarem singelamente nos dela que suspirou deixando-se finalmente guiar pelos lábios alheios.

And all I can taste is this moment

And all I can breathe is your life

And sooner or later it's over

I just don't want to miss you tonight

(E tudo que posso sentir é este momento

E tudo que posso respirar é a sua vida

E mais cedo ou mais tarde se acaba

Eu só não quero ficar sem você essa noite)

As mãos grandes se perderam nos fios dourados fazendo-o delirar com a macieis e antes de aprofundar o ósculo olhou-a nos olhos mais uma vez como que para ter a certeza de que ela estava realmente ali...cedendo aos sentimentos que sentia. Akemi abriu seus olhos celestes devagar olhando bem dentro dos olhos dele e sem resistir mais se atirou nos braços do outro colando os lábios dessa vez com fome e desejo. As línguas iniciaram uma batalha por espaço em ambas as bocas, mordendo e sugando a macieis um do outro. A loira enfiou os dedos nos cabelos negros dele segurando com força e apertando ainda mais o beijo fazendo-o gemer de satisfação. Os dentes dela cravaram em seu lábio inferior com certa força puxando-o para em seguida soltar e voltar ao beijo urgente. As mãos deslizavam pelo corpo esguio de Akemi apalpando os quadris e as coxas enquanto roçava sem piedade o corpo másculo no dela.

And I don't want the world to see me

'Cause I don't think that they'd understand

When everything's made to be broken

I just want to you know who I am

(E eu não quero que o mundo me veja

Porque eu não acho que eles entenderiam

Quando tudo é feito para não durar

Eu só quero que você saiba quem sou eu)


– Ahhhh...delizia!! – As mãos apertaram com firmeza o bumbum durinho da loira que soltou um gemido estrangulado ao sentiu o corpo dele roçar com mais firmeza no seu fazendo os pelinhos de seu corpo se eriçarem. O canceriano agachou somente um pouco segurando a cintura fina com firmeza e tirando-a do chão ao mesmo tempo em que ela envolvia sua cintura com as pernas.

Inebriante e deliciosa era a sensação de ter o corpo dela abaixo do seu. O cheiro da pele de pêssego e os sussurros agora menos tímidos eram como música para seus ouvidos, assim como para Akemi que sentia-se enlouquecer pelos toques ousados e que mais pareciam brasas em sua pele. O beijo acontecia de modo urgente e possessivo de ambas as partes e só se separaram quando por necessidade o ar lhes faltou. Manigold fitou por alguns segundos o rosto rubro e o olhar desejoso de Akemi sob si com hesitação. Por mais que seu desejo fosse enorme, o fato de saber que Akemi não confiava em si o deixava preocupado. Ele sabia que jamais se arrependeria daquilo, mas...e ela?! Será que no dia seguinte cairia em si e se arrependeria ou cederia de uma vez ao que sentia?!
– O que houve? — A voz sussurrada fizera Manigold despertar de seu pequeno questionamento deixando seus olhos azuis dançarem pelo rosto corado de Akemi.
–Nada. É só que...- Não terminou desviando o olhar para a janela do quarto sem saber bem o que fazer.
– É só que? — Perguntou Akemi curiosa.
– É só que...io fiquei pensando se...se amanhã...se...se quando isso acabar você não irá se arrepender. — Fez uma pausa olhando fundo nos olhos azuis celestes dela. — Io...io não quero ouvir você dizer que se arrependeu amanhã de amanhã.
O semblante da loira mudou de curioso para um sério e ao mesmo tempo sexy. Os lábios se entreabriram desejosos enquanto sua perna direita envolta a cintura dele forçou o atrito entre os sexos enquanto as unhas subiram pelas costas definidas marcando a pele amorenada e causando arrepios no canceriano que arfou desejoso.
– Tem sua chance agora italiano...não faça com que me arrependa depois.


And you can't fight the tears that ain't coming

Or the moment of truth in your lies

When everything feels like the movies

Yeah, you bleed just to know you're alive

(E você não pode lutar contra as lágrimas que não virão

Ou o momento de verdade em suas mentiras

Quando tudo se parece como nos filmes

É, você sangra apenas para saber que está viva)


– Pode ter certeza que não. – O beijo sensual se estendeu pelo pescoço branco, marcando e molhando levemente com a língua quente que serpenteava em sua pele. A loira arfava em cada investida fazendo Manigold se orgulhar ainda mais do que fazia. Os gemidos e os resmungos de prazer deixavam claro o quanto Akemi gostava daquilo. A mão esquerda deixava sua marca na pele da perna que o prensava com urgência. O italiano desceu com a língua pelo decote deixando aquela área banhada por sua saliva e marcada por beijos. Observou os mamilos túrgidos do seio médio ainda coberto pela blusinha de algodão e sorriu cafajeste.
– Hummm...parece que “alguém” deseja muito um pouco de minha atenção não é?! – A loira entorpecida, não entendeu bem o que ele queria dizer. Abriu os olhos rapidamente os fixando nos do outro que sorriu ainda mais cafajeste ao contemplar o rosto rubro. Passou a língua nos lábios sensualmente e sem quebrar o olhar aproximou-se devagar em direção ao mamilo endurecido de prazer, passando a ponta de língua ali mesmo ainda coberto pelo tecido.
–Ãhnnnn...Ahhhhh...- A loira arfou em desespero, suspendendo um pouco o tronco para ter mais contato com a boca de Manigold que manteve naquela doce tortura por alguns minutos. A loira gemia e remexia-se com podia em baixo dele em busca de mais contato. – Manigold...será que...que...ãhnn...hummm...será que...não dá pra ser mais rápido?! – Pediu com a voz entrecortada. Ele parou o que fazia voltando a olhá-la nos olhos com o mesmo sorriso cafajeste.
– Io no estou com pressa. – Mordiscou o mamilo fazendo a loira gemer mais alto. – Io esperei muito por isso e não estou com a menor vontade que acabe logo. – Escorregou a mão até o seio o massageando levemente e em seguida levantando o tecido que o cobria, deixando exposto o lindo seio branco com mamilos rosados ao seu dispor. – Mas como não quero que pense mal de mim...- Fez uma pausa somente para torturar a loira por mais alguns segundos, passando a língua sensualmente no mamilo fazendo-a soltar um gemido estrangulado. – Eu prometo que vou fazer tudo que me pedir...bella. É minha dona agora!

And I don't want the world to see me

'Cause I don't think that they'd understand

When everything's made to be broken

I just want to you know who I am

(E eu não quero que o mundo me veja

Porque eu não acho que eles entenderiam

Quando tudo é feito para não durar

Eu só quero que você saiba quem sou eu)

Manigold não dera tempo para uma resposta abocanhando aquele pedaço de carne com desejo, sugando e mordiscando, deixando-o totalmente banhado por sua saliva. A loira soltou um gemido longo e alto, enfiando uma das mãos nos cabelos dele e segurando com força. Depois de se satisfazer com um, achou que já era hora de dar a devida atenção ao outro, sugando da mesma forma. Sua mão desceu pelo abdômen chapado da loira até o pequeno short e sem avisar enfiou a mão ali até sentir o calor do sexo dela contra seus dedos, enfiando devagar dois deles sem avisar. Akemi soltou um gemido que mais pareceu um grito de prazer fazendo o outro sorrir vitorioso.
– Ahhh bella...desse jeito os vizinhos iram ouvir. – Beijou de leve os lábios abertos que buscavam por ar. – Eu fiz o que me pediu. Fui mais rápido. Está bom para você agora...ragazza?
Akemi mal podia processar o que ele dizia, os dedos grossos entravam e saiam sem piedade de sua fenda causando um prazer enlouquecedor. Era delicioso demais aquela tortura, seu corpo tremia a cada investida, a cada movimento habilidoso dentro de si devidamente sincronizado com a boca que abocanhava e marcava sua pele. “Zeus se está sendo delicioso assim, irei morrer com o que virá a seguir.” – Pensou a loira cravando as unhas nos braços dele que pareceu não se importar, sentindo o corpo em chamas e a sensação do orgasmo que viria forte se aproximar. A respiração ficando ainda mais ofegante, assim como seus quadris que rebolavam deliciosamente sobre os dedos do italiano. Akemi sentindo o corpo tencionar puxou o canceriano pelos cabelos para um beijo tenso, gemendo dentro da boca dele quando o orgasmo veio forte e intenso, fazendo seu corpo ser consumido violentamente pela onda de prazer.
Manigold sorriu por dentro ao poder dar aquele prazer tão delicioso a ela, observando o rosto rubro e a respiração que se acalmava aos poucos. O dedos saíram devagar e foram direto para a boca dele que provou com gosto o sabor do prazer de Akemi.

As bocas voltaram a se devorar com fome e desejo. As mãos afoitas marcavam as peles de ambos com possessão. As unhas longas deixavam um rastro vermelho pelo peitoral e pelas costas definidas do italiano que roçava seu sexo ainda coberto pela cueca na feminilidade dela fazendo o italiano arfar de prazer pelo atrito do tecido. Akemi desceu as mãos pelas costas másculas até o bumbum duro enfiando-as no tecido para encher suas mãos pequenas ali. Manigold sorriu safado quando as mãos dela começaram a forçar aquela peça indesejada a descobrir o resto de seu corpo.
– Hum...vamos para a melhor parte bella?!
– Com certeza sim. – A loira forçou o corpo dele para o lado pedindo permissão para o comando que lógico não foi negado. Sua boca desceu pelo pescoço, peito e abdômen, mordendo e lambendo gostosamente os gominhos que definam ali. O italiano somente observava jocoso o desejo estampado no rosto angelical. Continuou descendo até o cós da cueca box branca e baixando-a devagar, olhando sensualmente nos olhos de Manigold... e quando a barreira daquela peça única fora vencida, Akemi sentiu de imediato a rigidez do membro dele bater levemente contra seus lábios que automaticamente se abriram desejoso fazendo o outro puxar o ar pelos dentes ao sentir o contato dos lábios macios em seu falo dolorido. A loira observou o “brinquedo” nada singelo de modo curioso e desejoso, lambendo os lábios sensualmente para sem aviso prévio abocanhar tudo que coube em sua boca pequena fazendo Manigold levantar os quadris involuntariamente e soltar quase um urro de prazer. A boca pequena sugava com força seu grosso falo dolorido enquanto alternava entre beijos, lambidas e leves mordidas.
–Ahhhhh ragazza...puta que pariu…isso...isso é delicioso demais!!!! – Manigold levou uma das mãos aos fios dourados acariciando-os ao mesmo tempo em que pendia a cabeça para trás.
A loira não dava trégua, sugando com vontade tudo que conseguia, sentindo o gosto do pré-gozo dele com deleite. De repente ela parou...fazendo Manigold soltar um resmungo em desagrado, voltando os olhos azuis nublados de prazer no corpo esguio que se encontrava agora de pé em cima da cama, com uma perna de cada lado de seu corpo, dando-lhe uma visão espetacular. Akemi manteve o olhar sério e sensual presos nos olhos dele e devagar começou a se desfazer de sua calcinha causando um sorriso de desejo no canceriano que fez seu ego ir até a lua.
– Gosta do que vê? – Perguntou a loira ao terminar de tirar a última peça de roupa que lhe restava.
– Acho que não preciso responder já que é possível ver, tocar e sentir o quanto estou gostando. – Disse ele deixando seus dedos deslizarem devagar pela panturrilha dela que sorriu. A loira sentiu suas bochechas esquentarem quando, com uma mão ele segurou o próprio sexo e com a outra estendeu a ela. – Vem cá bella. – Akemi por alguns segundos ficou observando-o da posição em que se encontrava. Vendo o quanto ele possuía uma beleza máscula e sexy, o sorriso cafajeste era de sua natureza, assim como ao mesmo tempo possuía um olhar carinhoso. Sorriu para finalmente segurar na mão grande que lhe era estendida, sendo guiada ao encontro da boca que tomou a sua com carinho. A loira arfou mordendo os lábios com força quando sentiu o membro avantajado começar a lhe invadir. As unhas marcaram com força o peitoral de Manigold que segurou a cintura fina dela para controlar a descida.
–Calminha aí bella...não estou com pressa já disse. Eu posso esperar o quanto precisar. – As mãos fortes seguraram a cintura dela com firmeza, mantendo-a parada até se acostumar. A loirinha tombou sobre o peito forte, ouvindo o coração dele retumbar dentro do peito. Movimentou-se um pouco mais sentindo ele se encaixar ainda mais dentro de si ao mesmo tempo em que mordia os lábios prendendo os gemidos causados pelo desconforto inicial. Sabia que aquele incômodo era somente inicial e até porque, desde que havia terminado o namoro não havia mais se deitado com ninguém e depois de algum tempo de “resguardo” era normal que sentisse um desconforto.
– Tem certeza de que quer fazer assim? – Perguntou ele soltando um suspiro. A loira sem dizer nada, movimentou-se um pouco mais e desceu até sentir ele se encaixar por completo dentro de si, gemendo de dor e prazer, assim como ele que segurou com mais firmeza a cintura fina, trincando os dentes e soltando um gemido estrangulado de prazer, sentindo seu falo ser totalmente engolido pela carne apertada, quente e molhar dela. Ela respirou fundo e levantou o corpo, sentando sobre ele que sorriu.
– Não podia ser...um...pouco menor?! – A loira mordeu o lábio inferior enquanto mantinha um dos olhos fechado e as mãos devidamente apoiadas no peitoral dele, que soltou uma gargalhada gostosa com a observação.
– Ahh bella...io no recusaria esse presente dos deuses nem se eu pudesse e sou muito grato por ter sido abençoado com isso. – Ele forçou os músculos do membro fazendo-o latejar dentro dela que soltou um resmungo.
– Você...ãhnn...é um...cafajeste...Manigold...isso sim! – Balbuciou começando a se movimentar.
–Ahhh...e você loira além de malcriada é linda, deliciosamente apertada e quente. Isso está sendo melhor do que imaginei bella...pode ter certeza.
Manigold puxou Akemi para um beijo cheio de desejo e carinho, deslizando as mãos pela pele branca e macia, se deliciando com aquele contato gostoso de estar com ela. A loira cessou o beijo somente para olhar bem dentro dos azuis dele sussurrando “Idem”, para em seguida voltar ao beijo e enfim começar a se movimentar. Ela subia e descia devagar no membro tenso dele fazendo-o suspirar de prazer. As mãos espalmadas no peitoral como apoio já podiam sentir o suor que brotava da pele amorenada dele. As mãos grandes passeavam por seu corpo esguio hora com firmeza, hora com carinho. A dança dos dois começando a se intensificar e o ranger da cama se fazendo ouvir cada vez mais alto. Os gemidos agora ecoavam não só pelo quarto, mas sim também pela casa. Akemi já nem se importava mais se os “vizinhos fofoqueiros” estariam ouvindo, a única coisa que queria era estar ali. Estar ali com Manigold, o homem cafajeste...deliciosamente cafajeste que seu coração escolhera para amar. Estava totalmente entregue aquela deliciosa tentação italiana, entorpecida pelo cheio que se desprendia da pele suada dele que mordia sem piedade a sua já marcada pelos beijos e os dedos dele. Manigold depois de um tempo achou que já era hora de mandar na situação e sem aviso, ergueu a loira de cima de si sem a menor dificuldade depositando-a na cama.
– Minha vez loira. – Disse sorrindo maliciosamente fazendo Akemi corar ainda mais. Manigold ajoelhou-se na cama pondo Akemi deitada de barriga para cima com os pés apoiados em seus ombros, segurando firme em seus quadris e penetrando-o até o fim fazendo a loira gritar de prazer agarrada aos lençóis.

–Ahhhhhhh...Manigold!!!!! Ahhh Zeus...isso...ãhnnnnnn!!

O italiano sentiu seu falo ser engolido por completo e sem piedade começou a estocar rápido e preciso, sacolejando o corpo da loira com vontade. Akemi gemia alto agarrada aos lençóis, sentindo seu corpo ser invadido sem piedade. As “estrelinhas” começavam a bailar diante de seus olhos, os músculos tencionando faziam a loira gritar mais alto ao sentir o orgasmo se aproximando mais e mais. O canceriano alternava e controlava os movimentos e a profundidade com maestria, arfando sempre que sentia-se ser totalmente engolido por ela. O suor quente escorria pelos músculos que começavam a espasmar.
– Ahhhh bella...vem comigo amore mio. – O canceriano aumentou um pouco mais a velocidade quando ouviu a loira gemer mais alto, as unhas afundaram no lençol azul escuro, costas arquearam e junto com um gemido ele ouviu seu nome ser clamado pela garganta dela. Manigold arfou sentindo os músculos espasmarem com violência e seu líquido quente e perolado ser derramado com abundância dentro do corpo de sua “bella”.
Ele manteve-se na mesma posição durante alguns minutos, de olhos fechados e a respiração ofegante. O suor escorrendo em abundância por sua epiderme molhava o lençol e escorria pelos pés da loira que ainda se mantinham em seus ombros. Devagar abriu os olhos vendo que a loira o observava com um misto de curiosidade, carinho e satisfação. Sorriu jocoso se deixando tombar ao lado dela que não esperou pelo chamado, acomodando-se gostosamente no peito suado. Manigold envolveu-a com os braços depositando um beijo carinhoso na testa suada. A cama iluminada somente pela luz da rua, assim como também o quarto quente que exalava o cheiro de ambos. Ficaram assim durante longos minutos, sem dizer nada, somente sentindo o calor gostoso do corpo um do outro.
– Bella?! – A voz grave carregada pelo sotaque italiano quebrou o silêncio.
– Que foi. – Respondeu Akemi com a voz sonolenta.
– Io...ainda vou ter que dormir no sofá? – Akemi levantou a cabeça só um pouco, fitando os olhos duvidosos de Manigold. A loira sorriu de lado antes de dizer:
– Só se você prometer que vai trocar seu número de celular. – Levou o dedo indicador tocando levemente na ponta do nariz dele que sorriu, segurando a mão pequena com carinho beijando a palma da mesma e em seguida colocando-a de volta em seu peito, mas estrategicamente em cima de seu coração fazendo a loira senti-lo a cada batida.
–Io prometo. – Fez uma pausa acariciando o rosto angelical. – Io sono la tuo... – Fez uma pausa. — Amore dela mia vita.
A loira sorriu e voltou a se acomodar no peito do “carcamano”, deleitando-se com o som gostoso do coração forte dele lhe embalar. Não sabia ao certo como aquilo seria ou se funcionaria, mas de uma coisa tinha certeza...tinha que tentar.
Amava aquele italiano...aquele lindo, doce e cafajeste italiano.

And I don't want the world to see me

'Cause I don't think that they'd understand

When everything's made to be broken

I just want to you know who I am

I just want to you know who I am

I just want to you know who I am

(E eu não quero que o mundo me veja

Porque eu não acho que eles entenderiam

Quando tudo é feito para não durar

Eu só quero que você saiba quem sou eu

Eu só quero que você saiba quem sou eu

Eu só quero que você saiba quem sou eu)

Continua...

Notas finais
Nhaaaaaaa...gente eu tentei fazer o possível nesse capitulo que FINALMENTE Akemi e Manigold se “entenderam” kkkkkkkkkkkkk...e também foi bom para dar uma amenizada nas maldades de Alone. Que gente, não deixou por menos...tentar matar o Kardia foi mal em?!!! E agora?! Se o pobre Degel ficou desnorteado, a Jim então irá ... Ihhhhhhhhhhhh...esse fica para o próximo capitulo. Meu muito obrigada a quem está lendo e se possível povo... DEIXEM REVIEWS!!!!!!!!! Isso nos motiva e muito a continuar a escrever. Obrigada mesmo pela paciência e pela “audiência” de vocês leitores. Bjs da angell!!!!!!!!!!!!!!!! >.<