Through The Eyes Of a Wolf

2 Capítulo 1 : Uma montanha


Notas iniciais
prontim

Na era feudal, destas simplesinhas em que vivemos naquela época é aonde eu vivia. Ah sim, meu Nome é Sandou Jake. Moro com meu Pai, um velho de mais de trinta anos, que cuida de uma fazenda e tem outro filho, Spacer, um garoto bem mais novo que eu (minha idade já é de 14, e ele tem uns 12) e sombrio. Sim, muito sombrio, o garoto fala pouco, não obedece as ordens do Papai, e ainda faz o que quer, além de ter aqueles olhos estranhos. Isto é, com os outros, pois comigo ele é a pessoa mais gentil do mundo, e eu gosto dele. Afinal, o garoto é meu irmão, e sempre confiou em mim, e claro, era a pessoa que mais me ouvia no mundo todo! A pessoa que mais me entendia no mundo, qualquer coisa de bom. Além de nós três, temos um pequeno cachorro que mais parece um lobo, ou melhor, filhote. É toda marrom e marrom mais escuro numa franja que cobre seu rosto, do focinho para a barriga, tudo brando e tem uma marca branca em sua cauda peluda, além deter ambas as quatro patas brancas. Seu nome é Christine.

De fato ela parece estranha, mas foi sempre muito carinhosa com a gente. A Encontramos quando era apenas um filhote, e ela está com a gente faz uns 4 meses, se não me engano. Bem, bem, nossa família tem um sitio, ou melhor, uma pequena fazenda, com alguns animais, galinhas, vacas, bois... Não somos nem ricos nem pobres, mas temos nossas idas e vindas de um tempo ruim, onde passamos por dificuldades financeiras. Mas isso não vem em caso.

Esse era um dia chato, onde o trabalho já havia acabo faz tempo e eu e Spacer estávamos numa montanha, onde tínhamos pegado uma trilha com dois cavalos brancos, dos quais gostamos muito. A montanha era enorme, e bem calma, onde quase ninguém vai. Dava para se ver as nuvens, e era bem mais frio lá, por culpa da estação de inverno que vinha chegando. Era tão bom ficar deitado na grama macia olhar as nuvens, imaginando formas no céu. Deitei-me jogando, ao lado de Spacer, que observava com um olhar perdido.

-Hm! Não acha bom ficar aqui, quando não temos nada para fazer?-Disse, olhando par o garoto ao meu lado. Este, nada respondeu, apenas ficou olhando o nada. Repeti a pergunta, mais alto e ele me ignorou. –Oi? Terra chamando Spacer!-resmunguei, fazendo uma careta de desaprovação. Ele deu um risinho nervoso, e olhou para mim, respondendo num sorriso:

-Estou aqui na terra! Hey, Jake, eu estava pensando em uma coisa... -Foi dizendo, meio hesitando.

-O que?-Quis saber, curioso do que ele diria.

-Se você quisesse ser um animal, que animal seria?-Sorriu. De principio, achei a pergunta estranha, mas logo deixei isso d elado e respondi, rindo:

-Um lobo, é claro. -Ajustei um sorriso malicioso em meu rosto.

-Mas, tipo assim, você nunca quis ser um... Imortal?-Sorriu mais ainda.

-Claro, e com poderes mágicos. E claro, se eu pudesse ter asas, voaria por aí, todo o mundo! E percorreria outras dimensões, é claro! Viver para sempre... Eu quero!-Me empolguei, soltando um risinho. Durante um tempo, veio o silêncio e olhar mortal de Spacer, mas logo voltou a seu assunto:

-Isso é bom. -E calou-se, sem dizer mais nada. Percorreu seu olhar até as nuvens, observando uma espécie de cavalo que se formava. O vento frio bateu, deixando meu corpo gelado, e acariciava meu corpo lentamente, como o toque de uma mão doce. Suspirei, observando a minha respiração que até mesmo aparecia. Coloquei os braços entre o corpo, na tentativa de esquenta-ló. Só me fez sentir mais frio, com os braços bem gelados no corpo mais gelado ainda. Senti sono, e fechei meus olhos, acomodando-me na grama, e como se ela fosse meu leito. Adormeci, deixando meus sonhos tomarem conta de mim. Neles, vi Christine bem maior, e ao seu lado, um lobo branco e com asas, e uma cena ruim e sangrenta de morte. Logo depois um uivo.

Abri os olhos, e o sonho de desfragmentou, perdendo todo o sentido, e ficando apenas a vaga lembrança de um lobo uivando a lua. Percorri os olhos aflitos, percebendo que já estava de noite, e a lua estava cheia, mostrando a sua luz. Spacer não estava lá, e isso me preocupara.

Olhei para os lados, e encontrei meu cavalo preso a arvore, olhando atentamente para o horizonte, como o mesmo olhar perdido que Spacer, naquela hora. Murmurei baixinho algo que nem mesmo eu sabia, e levantei-me, com o corpo meio dolorido por dormir em um solo duro. Segui até o cavalo, tirando suas rédeas que estavam presas por um nó duplo fácil de ser desfeito. Montei e acariciei sua cabeça, e este deixou acariciar mais, perto de seu queixo. Ajustei bem meu corpo, e sai cavalgando com o cavalo branco, destancando-se no breu da noite. Era meio estranho e desconfortável passear por aí a noite, eu não conhecia nadam, e me dava um certo medo do escuro. Uma hora, Levi minha palma da mão a frente do nariz e não vi nada.

De fato, não era nada de que eu gostaria fazer, era completamente fácil se perder a noite naquela montanha. Infelizmente, me desviei totalmente da trilha e me perdi por completo. Ah, que bom, agora que u me perdi, como vou sair daqui!?Não dá pra ver nada, nem com a luz da lua. Só me resta esperar até o amanhecer para ir embora para casa! Pensava, reprovando a mim mesmo pela estupidez de dormir àquela hora e acordar só agora. Procurei, com a pouca luz d alua que se mostrava com as nuvens saindo de perto dela e sumindo ao ar. Com muita dificuldade e apertando os olhos, achei uma árvore e prendi o cavalo nela, com um nó melhor do que o antigo. Falei mal de Spacer baixinho em minha mente, dando-me conta de que ele nem me acordara.

Acariciei a bochecha longa dele e disse:

-Pois é, White, parece que estamos sozinhos até a manhã. -Olhei com certo carinho, e ele resmungou em resposta, lambendo minha mão. Ouvi o som do vento frio me castigando naquela noite, e sem a menor intenção sai andando na escuridão. Aquilo era totalmente sem sentido, como meu irmão iria me deixar aqui? Ou ele é estúpido demais ou achou que eu acharia a trilha. Mesmo assim, estou morrendo de frio por aqui, é bem mais frio do que lá na fazenda, e além de que estou com fome. Quero ir embora pra casa, quero a minha cama. Eu sei que estou parecendo uma garota falando assim, mas eu quero ir embora, estou com medo.

-Ora, mas o que eu estou fazendo?-Berrei, e ouvi minha voz ecoar pela escuridão, seguido de um silêncio mortal e assustador. Segundos depois, um latido ecoou. Observei e gritei um pequeno “Olá” em direção ao nada. Mais uma vez, o silêncio tomou conta e não obtive resposta. Resmunguei e virei-me, andando por aí, com o vento batendo em meu rosto. Parei de repente, e olhei para a escuridão meio iluminada, mostrando uma montanha e a lua bem acima dela.

Sacudi a cabaça e andei um pouco mais, ouvindo um barulho de um galho se quebrando. Disso eu tinha certeza de que não era eu. Chutei algo, e outro barulho bem alto ecoou. Recuei, e olhei para os lados não vendo nada, e berrei:

-Tem alguém aí?

Ouvi alguns passos lentos, quase inaudíveis. Pensei estar delirando, e olhei para os lados mais uma vez. Sai correndo por instinto, tentando encontrar o cavalo, e berrei seu nome esperando uma resposta, mas só ouvia minha voz ecoando e passos, desta vez, fazendo uma corri rápida. O medo tomou conta de mim, e corri em direção a montanha que se mostrava lá longe. Com um grande impacto, fui levado ao chão, e ofegante, não enxergava o que poderia ser, e só ouvia uma respiração forte que batia lentamente em meu rosto, produzindo um calor infernal. O medo tomava conta, pensando na pior das cosias que me prendia ao chão.

Um grande rosnado rasgou o ar, seguido por um latido meio familiar, e sem mais nem menos, desmaiei, vendo a súbita escuridão azulada tomar conta de minha mente, e cai naquele sono pesado, sem ao menos poder acordar tão cedo, e claro, sem sonho algum.

De fato, minha consciência estava cordada, pois meus pensamentos vagavam sem sentido algum. Comecei a pensar em algo para fazer enquanto não tinha forças para nada. Imaginei um campo gostoso, com uma árvore, e Christine correndo por aí, brincando e se divertindo. E logo, minha face surgira no sonho e ela pulara em cima de mim, lambendo meu rosto. Resmunguei em minha mente, e senti um pouco de dor de cabeça, que foi indo, aumentando-se cada vez mais, tornando-se insuportável.

Finalmente, abri os olhos e enxerguei muito melhor. Estava quase tão perfeito como de dia, mas na verdade, ainda estava de noite, pois eu via a lua lá no alto, quieta, sem nenhum movimento ou desconfiança. Não sei quanto tempo fiquei ali, com algo por cima do corpo, mas sentia que... Sei lá, era uma sensação estranha de que... Havia... Havia algo dentro de mim.

Sentia meu corpo mais leve, e meus músculos bem mais fortes e dispostos. Um calorzinho gosto estava em mim, como se eu estivesse com um casaco de pele felpudo. Além de tudo, a mente muito mais aberta e livre a meus pensamentos e delírios, para que eu sonhasse acordado, ou encontrasse algo mais a não ser minha mente. Era como se um muro, uma barreira, um escudo ou algo assim fosse quebrado e eu estivesse completamente livre para explorar coisas que não conhecia.

Levantei-me e com surpresa, olhei para meu corpo.

Notas finais
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