Notas iniciais
Pois é, colégio já tá chato, professores já te odeiam, colegas chatos... Enfim, não tá fácil pra ninguém... Mas o cap. tá ai... Aproveitem, saboreiem, divirtam-se... ;)

"– Rach, agora mais do que nunca, promete voltar em segurança? — perguntei segurando sua cintura enquanto ela acariciava minha nuca.

– Agora, mais do que nunca, eu prometo — ela respondeu me dando um breve selinho — Até depois Finn.

– Até minha Rach — falei e ela olhou para trás me mandando um beijo. Agora sim, eu estava mais preocupado do que o normal.

Se a Rachel voltasse machucada, ou diferente de como ela foi, eu perderia a cabeça. Ela é tudo pra mim, e eu vou lutar pela sobrevivência dela."

Subi as escadas e comecei a observar pela janela o caminho do nosso grupo até o mercado, mas o que mais chamava a minha atenção era uma certa baixinha, que, para mim, estava totalmente indefesa, pois não tinha um certo grandão para protegê-la.

Notei que Sam tentava abrir a porta, mas a mesma nem se movia, então Puck chutou-a e ela abriu. Vi que as meninas entraram e os meninos ficaram do lado de fora, caso as criatura invadissem.

– Finn — ouvi Mercedes gritar lá de baixo e corri até lá.

– Fale.

– Eles estão demorando demais — ela falou e senti meu coração apertar quando escutei um berro vindo de fora.

– O que foi isso? — perguntou Quinn.

– Meu Deus — sussurrei — Venham cá agora. Os meninos que antes estavam na frente do mercado, agora estavam dezenas de criaturas. Rachel... RACHEL! – Temos que ajudá-los — falei pegando uma faca (aquelas grandes).

– Mas eles mandaram a gente ficar aqui — falou Quinn sentando-se no sofá.

– Quinn — bufei — já estou cansado dessa sua atitude. Se você quiser sem "ficante", fica com essa bunda nesse sofá, mas se você quiser botar o seu cérebro à funcionar, acho bom pegar alguma coisa e ajudar nossos amigos. — vi que ela abaixou a cabeça e ficou assim. — Mercedes, você vem?

– Claro Finn, vamos. Mike você fica aqui caso aconteça algo. — e abrimos a porta confiantes e preparados para o que viria a seguir.

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Chegamos perto do mercado e só se ouvia os gritos das meninas dentro do mercado e as criaturas batendo na porta para tentarem abrir, e isso me deixava mais pressionado.

– Finn — Mercedes sussurrou.

– O quê? — falei prestando atenção nas criaturas.

– Ali — ela apontou para os fundos do mercado.

– Isso vamos por ali — falei correndo devagar para não fazer barulho. Chegamos e vi que a porta estava meio fechada, e por ali, entramos no tal mercado, e depois disso, só ouvi gritos. As criaturas pareciam mais interessadas em uma pequena porta que tinha perto da entrada, deveria ser o banheiro.

Peguei um tomate que tinha ali e joguei para a parte da frente do mercado, para se distraírem. E os burros acreditaram. Quando eles saíram fechei rapidamente a porta e pedi que Mercedes arranjasse algo para trancar a passagem. Notei que tinha um pouco de sangue perto das estantes. Calma Finn, não pense no pior.

– Tem alguém aí dentro? — perguntei batendo na porta e ouvi a mesma sendo destrancada.

– Finn — falou Tina suada — até que enfim. Me ajuda com a Rach.

– Rach? — perguntei nervoso — O que tem a Rach?

– Aqui — ouvi o sussurro de Rachel e vi a mesma pressionando o papel higiênico em sua coxa, que a mesma estava coberta de sangue.

– Rachel! — falei apoiando o braço de Rachel no meu ombro e a peguei no colo — O que você fez?

– Eu estava pegando salgadinhos, mas aí uma estante que não estava tão firme, caiu em cima de mim — sussurrou ela — mas havia um prego solto, e foi bem na minha coxa, e o resto você já sabe.

– Eu ouvi gritos — ouvi Mercedes encostada na porta — Quem foi?

– Foi a Tina — ouvi Sam e vi ele e Puck saírem de trás do caixa — Rachel estava no chão e Tina estava a ajudando, mas as criaturas começaram a entrar pela porta dos fundos...

– Eu me apavorei — interrompeu Tina — Aí eu apoiei Rachel nos meus ombros e "corremos" até o banheiro, e ficamos lá até agora.

– Ok, mas temos que chegar em casa logo, pois a perna de Rachel precisa de cuidados — falou Mr. Schue saindo de uma porta do lado do caixa. Levantei Rachel e fomos em direção a porta dos fundos para ir embora daqui.

Estávamos tentando fazer o mínimo de barulho para não atraí-los, mas os gemidos de dor de Rachel me deixavam mais nervoso do que eu já estava, se isso era possível.

– FINN — ouvi Mike gritar na porta da frente da casa da Mercedes. Mas que diabos ele grita numa hora dessas?! — CORRE!

Então olhei para trás e entendi o desespero de Mike. Todos os zumbis estavam vindo em nossa direção, e não estavam longe.

– CORRE — gritou Mr. Schue. Ouvi Rachel falar alguma coisa baixo e sussurrei em seu ouvido.

– Se segure bem em mim, feche os olhos e tudo ficará bem, pequena — e notei que que ela apertou o seu braço em meus ombros. Corri sem olhar para trás até chegar em casa. Estava suando frio, e Rachel parecia estar morrendo de dor na perna, por causa de suas caretas cada vez que a movia.

– FECHEM LOGO A MERDA DA PORTA — Gritou Quinn e Mr. Schue foi fechar.

– Conseguiram pegar as coisas do mercado? — perguntou Mike.

– Sim — falou Tina botando as sacolas na mesa de jantar.

– Levem a Rach para um dos quartos lá em cima, só vou arrumar as coisas aqui e já subo. — falou Mr. Schue e levei Rach até lá.

Quando cheguei deitei Rachel na cama e troquei o papel higiênico na perna dela por outro limpo para esperar o Mr. Schue fazer o que for necessário, já que não entendia dessas coisas.

– Finn — sussurrou Rach e me virei.

– O que houve minha pequena? — perguntei dando carinho em seus cabelos.

– Deita do meu lado? — ela perguntou fazendo biquinho.

– Com essa carinha impossível dizer não. — falei e ouvi sua risada ecoar no quarto. Me deitei, puxei os cobertores e a abracei por trás.

– Desculpa — ouvi seu sussurro.

– Como?

– Me desculpa por hoje. Eu quase matei o nosso grupo. E tudo por eu ser uma desastrada que não sabe fazer nada direito. — a ouvi e a abracei mais forte.

– Rach, isso mostra o quão importante você é pra mim. Quando ouvi os gritos eu fiquei sem chão, pensando no pior dos piores, mas então eu me lembrei do que você me disse, que daria conta, que você era forte, e então me aliviei, mas eu queria estar ali presenciando a minha pequena se tornar forte e tomar suas próprias decisões. Você é única. — falei e senti seus lábios nos meus.

– Obrigada Finn. Não sabia o que faria sem você. — falou Rach e dei um beijo na testa.

– Agora descanse pequena, e nunca se esqueça — falei — Eu te amo.

– Te amo muito Finn — a ouvi e sorri abertamente até sentir a sonolência me dominar por completo.

Notas finais
Comentem, façam a estudante aqui feliz :) até o próximo! Beijinhos...