Thriller Night
7 Where Is The Key?
Notas iniciais
"– Agora descanse pequena, e nunca se esqueça — falei — Eu te amo.
– Te amo muito Finn — a ouvi e sorri abertamente até sentir a sonolência me dominar por completo."
Acordei no meio da madrugada no chão. Motivo? Rachel. Ela pode ser baixinha, mas ela ocupa o maior espaço na cama. É chute, empurra-empurra, mas consigo agüentar, pelo menos era o que eu achava.
Me levantei e parei para observá-la. Ela parecia tão tranquila, tão serena. Não resisti e dei um beijo em sua bochecha, que em resposta recebi um suspiro. Ri baixo e fui para o banheiro.
Credo, minha cara estava toda amaçada, e para piorar, tinha uma baba seca no canto da minha boca. Merda. Joguei litros de água gelada na minha cara para eu acordar um pouco. Me ajeitei e fui em direção ao meu quarto, quando ouço um barulho estrondoso vindo do andar de baixo me chamando a atenção. Desci as escadas e vi o que menos queria: os zumbis quebraram a porta e estão fazendo "a festa" por todo o primeiro andar.
Corri silenciosamente até o quarto de Rachel e tranquei a porta. Quando olho para frente a vejo me encarando confusa.
– Finn o qu... — ela tentou falar mas a impedi.
– Só me escuta — comecei a falar ofegante — os zumbis invadiram a casa e estão por todo o 1º andar. — vi seu rosto empalidecer de um secundo para outro.
– Como? — ela sussurrou.
– Quebraram a porta da frente — falei pegando minhas coisas e as guardando na mochila que eu tinha trago.
– O que você está fazendo? — ela perguntou com um olhar duvidoso.
– Vamos embora. Não dá mais para ficar aqui.
– Mas e os outros? — ela perguntou pegando sua mochila com dificuldade por causa da sua coxa.
– Estão dormindo — falei indo à janela procurando um caminho para ir à janela vizinha. — Temos que alertá-los.
Mandei Rachel ficar no quarto enquanto ia para a sacada para a janela do lado. A abri e vi Kurt e Blaine na cama, abraçadinhos. Essa cena eu não vou esquecer tão cedo.
– Gente — falei batendo a janela para acordarem.
– Porra Finn — falou Kurt sonolento — ainda é cedo.
– Mas nunca é cedo para uma invasão zumbi — falei ironicamente.
– Espera, como? — perguntou Blaine vestindo sua blusa.
– Os zumbis quebraram a porta da frente e agora estão fazendo a festa no 1º andar. Vistam-se e avisem os outros, eu vou ajudar a Rach. — falei indo em direção a janela.
– Mas o que faremos depois? — perguntou Kurt.
– Nos esperem no quintal atrás da casa. Depois disso iremos dar o fora daqui.
– Ok. Nos vemos lá em baixo.
Voltei para o quarto de Rachel e a vi (tentando) botar um curativo em sua coxa.
– Eu lhe ajudo — falei pegando de sua mão o algodão e o esparadrapo.
– Obrigada — ela sussurrou — O que nós vamos fazer agora?
– Mandei Kurt e Blaine chamarem os outros e nos encontrarem ali no quintal — falei dando os últimos retoques no curativo — pronto, consegue se mexer direito?
– Consigo — ela falou mexendo a perna e me dando um selinho — agora vamos embora.
Peguei Rachel no colo e a levei até a sacada e vimos Puck pular a janela com Mike. Hã?
– São loucos? Querem morrer? — gritou Mr. Schue.
– Vamos pegar a escada e levar ate aí em cima — gritou de volta Puck.
– Vão rápido — berrou Tina.
– Finn cuidado! — ouvi Rachel gritar e olhei para trás. Merda. Os zumbis estavam indo para o 2º andar e já que o meu/Rachel quarto é o primeiro, eles começaram a entrar.
– Fique aqui que eu vou tentar bloquear a porta — falei deixando ela na sacada e fechei a janela. Peguei meu taco e comecei a espancar a cabeça dos zumbis. Minha roupa ficou toda suja de sangue, mas a minha vida valia mais do que esse mísero detalhe, mas tirei meu casaco para melhorar a situação.
Depois de muitas cabeças explodidas consegui trancar a porta, mas a mesma não iria resistir por muito tempo, então comecei a botar alguns móveis na frente da porta para reforçar. Fechei a janela da varanda por precaução e vi Puck ajeitar a escada com a ajuda de Mike.
– Desçam logo — gritou Kurt na janela do lado botando sua mochila nas costas.
– Estou indo — sussurrou Rachel apoiando os dois pés na escada e descendo devagar. Ela estava muito devagar, mas estava machucada, então não falei nada. Depois de alguns degraus conseguimos descer.
– Espera — falei e todos pararam para me olhar.
– O que? — perguntou Mercedes.
– Cadê o Artie? — e todos começaram a se entreolhar.
– Droga — falou Sam — eu pego ele.
– Vamos pensar no que vamos fazer enquanto você busca ele, ok? — perguntou Mr. Schue.
– Ok.
Depois que Sam subiu estávamos pensando em uma possível rota de fuga, que era mais ou menos arriscada, mas era o único jeito de sair daqui: o ônibus da escola.
– Gente — ouvi Artie gritar lá de cima — segurem a escada que já vamos descer — e assim que ele falou eu e Puck nos posicionamos debaixo da escada a segurando. Minutos depois Artie já estava reunido conosco novamente.
– Vamos rápido para o ônibus e dar o fora daqui! — gritou Santana.
– Calma — falou Mike — tem que ver como está a situação lá na frente, afinal eles eram muitos.
– Mike tem razão — respondeu Mr. Schue — temos que tomar cuidado e não fazer nada precipitado.
Todo o mundo começou a se entreolhar, e vendo que não tinha saída, comecei a ir para a frente da casa. Olhei para o lado e vi que nós podíamos passar rapidamente para o ônibus.
– Espera — falou Blaine.
– O que foi dessa vez? — falei.
– Alguém está com a chave? — depois que ouvi me abaixei e neguei com a cabeça.
– Alguém está com essa bendita chave? — perguntou Santana.
– Está na cozinha — falou Mr. Schue esfregando a mão em seu rosto.
– Droga — falei chutando a parede.
– Vamos fazer o seguinte — começou Mr. Schue — eu, Finn, Puck e Blaine vamos pegar a chave e vocês fiquem aqui. Se algo ser errado iremos até vocês e corremos ok?
– Ok.
– Finn — ouvi Rachel sussurrar — tome cuidado. Por favor. — toquei seu rosto com ambas as mãos e falei:
– Prometo minha pequena — dei um último beijo nela até Blaine nos chamar. — Eu te amo.
– Vamos Finn? — perguntou Puck.
– Vamos — falei indo em direção a porta e a abrindo.
Fale com o autor