Notas iniciais
A partir dai a história fica mais tensa. PS.: Nenhum capitulo vai ter mais de 900 palavras, eu acho.

POV's Santana

Passo um bom tempo abraçando minha avó. Ela me afasta e coloca as mãos em meu rosto.

–Santana, mi hija. Você cresceu.

–Vovó... – Começo a perguntar, sendo interrompida.

–Eu sempre quis te visitar bem antes. – Vovó franziu os lábios. – Sempre quis te ver crescer, mas não pude.

–Por quê? – Pergunto, sentindo as lágrimas escorrerem. – Por que me deixou viver sozinha com minha irmã, sozinha, por sete anos?

–Eu fui covarde, Santana. – Minha avó suspirou. – Eu não gosto de me apegar à família, amigos... Sempre vivi isolada. Perdi todos, a maioria nos Jogos. Não queria perder vocês também.

–Mas que maravilha! – Despejo com raiva e irônica. – Temos algo em comum! Eu também perdi todos, vovó. Acha que eu não sei como é? Mas mesmo assim, mesmo perdendo todos que eu amo, eu não recuei. Não me escondi. E agora eu estou aqui. Não pode fazer nada por mim, por que adivinha: Você chegou alguns anos atrasada.

Minha avó escutou aquilo tudo sem expressão. Imediatamente, me arrependi de ter falado assim com ela. Ela tinha saído em multidão – mesmo que odiasse isso – para me ver. Eu respeitava isso, mesmo que ela não me visitasse há 12 anos, nem quando minha irmã morreu. Eu respeitava isso, mesmo que ela só tenha vindo quando estou marcada para a morte.

–Vovó...

–Não. – Ela falou firme. – Você está certa. Eu nunca deveria ter me isolado. Deveria ter voltado e te apoiado bem antes. Ter cuidado da sua irmã. Mas, por enquanto, quero que se esqueça disso. Tenho um pedido, mi hija.

–O que? – Perguntei, apertando a barra da camisa.

–Vença os Jogos. E volte. Vamos criar uma nova vida, mi hija.

–Mas vó... – Mordo os lábios. – Eu não tenho nada de especial.

–Não sabe usar nenhuma arma? – Perguntou minha avó incrédula.

–Machado. – Respondi firme. – Sempre ia com meu pai ajuda-lo no trabalho antes de... Antes.

–Hum. – Minha avó pareceu pensativa. – É o suficiente. Você tem força e altura o suficiente, e com certeza sabe subir em árvores. Espere todos morrerem. Somente se for muito necessário, crie alianças, com pessoas que podem te levar aos cinco finais. E depois, ganhe.

–A senhora fala como se fosse simples... – Comecei, mas fui interrompida pela segunda vez:

–Eu confio em você. Vá lá e ganhe!

Nesse momento, um pacificador entra na sala anunciando que o tempo acabou. Abraço a minha vó por uma última vez. Ela sussurra em meu ouvido: “Vença” e eu a vejo sair pela porta, com uma lágrima escorrendo.

Depois desse momento desagradável, nostálgico e emocionante ao mesmo tempo, eu e o moicano somos dirigidos para um carro da Capital, aonde de lá vamos para o trem. Estou olhando todo o momento pela janela, e sinto os olhos do menino em mim – Noah, seu nome. Ele não para de me olhar desde a colheita e do carro, e agora no trem, enquanto esperamos nosso mentor. Tenho vontade de perguntar qual é a dele, mas ignorar está funcionando bem para mim. A mesa está cheia de comida, mas eu não estou a fim de comer.

Quando o nosso mentor chega, já estou a ponto de bater em Noah, que agora estava não só me encarando, mas virado na minha direção e analisando meu rosto.

–Olá, Santana, Noah. – O homem se se senta e olha para nós. E então eu me lembro dele. – Meu nome é William Schuester.

William Schuester. Este é o vencedor da edição 60. Isso não significaria nada, se não tivesse sido ele o tributo masculino junto de Mel, minha irmã. Se não tivesse sido ele o tributo traidor que a matou.

Notas finais
Capitulo maligno muahahaha -q