This is my Happy Ending
12 We got married!
Notas iniciais
Reyna havia voltado com a família para a casa de Regina. Ela ficou com o quarto de hospedes e deixou Coraline no quarto de Henry. Quando acordou Reyna já preparava o café da manhã, ela não viu nem Aaron nem Coraline, mas ao passar por sua sala de estar ouviu uma voz doce cantar:
– Mama Who bore me... Mama Who gave me. No way to handle things. Who made me so sad... – A voz se interrompeu quando ela entrou na sala. Cora estava sentada no sofá. – Bom dia.
– Você tem uma voz linda. – Comentou.
– Obrigada... Já viu o musical?
– Não, qual é?
– Spring Awakening. Eu consegui o papel na escola esse ano.
– Não deve ter sido difícil. – Cora sorriu.
– Oh meu deus! Eu nunca fiquei constrangida com elogios. – Ela corou e abaixou a cabeça. Regina riu.
– Eu ainda devo ser uma desconhecida para vocês, não?
– Um pouco... Não se chateie, minha mãe costuma ser muito pegajosa quando gosta demais de alguém, ela nunca conviveu com você antes... Mas você parece legal, vamos conseguir ser uma família... Vovó. – Regina sorriu.
– Obrigada.
– Não precisa agradecer, apenas me deixe ensaiar. Isso é para amanhã. Você vai, certo?
– Quer mesmo que é vá?
– Claro! – Ela sorriu.
Regina se levantou e foi até a cozinha. Reyna comia uma mistura de frutas, linhaça e algo que parecia iogurte, havia dois pratos sobe a pia e dois sobre a mesa.
– Emma saiu cedo para o trabalho, não se preocupe eu a alimentei com ovos e bacon. Aaron também. Pegou o primeiro voo de volta. Linn e você ainda não comeram. – Ela sorriu. – Acho que tem um visitante na cidade, algo assim. Emma pediu para você ligar para ela. – Regina uniu as sobrancelhas.
– Um visitante? – Ela pegou o telefone ligando para Emma.
– Bom dia, amor, você podia passar na delegacia hoje? – Emma foi logo dizendo.
– Claro, vou tomar meu café e já estou chegando aí.
Regina aproveitou para tomar um banho também e relaxar um pouco, todo aquele assunto a estava deixando tensa.
Após estar completamente pronta, desceu as escadas com sua bolsa em mãos pronta para sair.
– Reyna? – Chamou.
– Sim. – Reyna ajudava Cora com o ensaiou. Regina sorriu, ela era uma mãe bem presente.
– Vou passar na delegacia e ver com Emma sobre o tal visitante, depois vou direto para a prefeitura adiantar meu trabalho atrasado para amanhã poder ir no musical de Cora. Não é difícil me encontrar lá, qualquer coisa é só aparecer. Alguma dúvida?
– Nos vamos embora hoje a tarde, então vamos no despedir agora.
– Por que não deixam para ir amanhã de manhã? Assim podemos ir todas juntas.
– Eu não sei...
– Ela vai dar alguns telefonemas e estará tudo tranquilo. – Cortou Cora. Regina sorriu... Se sua mãe Cora lhe tirava a felicidade sua neta fora destinada a lhe dar.
– Posso pedir a alguém para apresentar a cidade a vocês.
– Eu quero conhecer o príncipe Encantado... Nas histórias ele é tão bonito...
– Ele é casado. –Anunciou Regina.
– Isso é uma pena, mas ele não é castrado.
– Coraline! – Reyna deu-lhe um tapa de brincadeira e riu. – Você vai destruir os contos de fadas!
– Nem se você quisesse com todas as suas forças, meu bem... Se tem uma coisa que aprendi sobre aquele casal é que eles realmente são unidos! – Regina sorriu.
– Isso é uma pena. Mas mesmo assim, eu nunca fiquei de frente com um personagem dos contos de fadas clássicos.
– Ora! E eu? Não conta?
– Pensei que você fosse a doce menina que foi forçada a se casar com o rei.
– Mas é aí que está... Eu me tornei a Rainha.
– Espera... Você se casou com o pai da Branca de Neve... OH MEU DEUS! Oh meu deus você é a Rainha Má! Assina meu cóccix sua linda! – Coraline abraçou Regina. – Eu sou sua fã mulher! – Regina riu.
– Eu não carrego o título de má mais.
– Isso é uma pena também. Vocês podam os meus sonhos!
– Gente eu amo vocês mas agora preciso ir. Vou pedir alguém para mostrar a cidade a vocês.
Regina se despediu e deixou sua neta e filha ensaiando a música do musical que assistiria com elas. Quando entrou na delegacia notou Emma quase dormindo em cima de sua mesa. Ela sorriu e se aproximou devagar sem fazer barulhos, ela se abaixou e beijou a xerife. Emma abriu os olhos rapidamente e se levantou assustada.
– Você me faz ter um ataque cardíaco aos 29 anos! – Regina riu.
Emma afastou um pouco a cadeira indicando que era para a morena se sentar no colo dela, assim ela o fez. A loira deslizou sua mão pelo rosto dela.
– Reyna disse algo sobre um... – Emma colocou o dedo sobre os lábios dela.
– Shh...
Ela deslizou a mão entre os cabelos da morena e a puxou para baixo beijando-a. Regina ladeou a cintura da loira com as pernas e se inclinou aprofundando o beijo. Emma tentava tirar a blusa de Regina da saia para tocar sua pele, Regina riu com a pressa da xerife e a ajudou com a peça.
– A porta ainda está aberta...
Sussurrou para Emma. A xerife não interrompeu seus toques e beijos com isso... Ela a beijava com urgência... Até elas ouvirem passos entrando na delegacia. Regina se separou de Emma contra a sua vontade e ajeitou sua blusa rapidamente. Enquanto fechava os últimos botões, Branca virou a esquina flagrando-a ainda no colo de Emma.
– Oh! – Ela encarou as duas. Regina se levantou corada e começou a analisar os sapatos.
– Bom dia Mary Margareth. – Emma sorriu se virando na cadeira. Regina tentou ser discreta quando foi limpar o seu batom do rosto de Emma, mas isso era quase impossível. Por mais incrível que parecesse, Branca sorriu.
– Bom dia. Vocês voltaram de viagem e nem foram me ver! Eu estava com saudades.
– Estamos ocupadas. – Comentou Regina.
– E então... Como ela é?
– Ela quem?
–Reyna! – Branca se sentou em outra cadeira e encarou Regina com entusiasmo.
– Ah! Ela tem o cabelo preto... Olhos claros... Essas coisas. – Comentou Emma.
– Ela aceitou tudo? Ela se lembra?
– Ela levou tudo numa boa... Ela, Cora e Aaron.
– Cora está de volta? – O rosto de Branca era de uma profunda agonia.
– Não essa Cora! Minha neta Cora.
– Você tem uma neta?! – Ela sorriu.
– Coraline. Aaron é o marido de Reyna... Posso pedir um favor? – Regina disse um pouco desconfortável.
– Claro! – Branca demonstrou tanto boa vontade que Regina quase se sentiu mais confortável.
– Poderia levar Coral e Reyna para um pequeno tour pela cidade? Apenas mostrar-lhes alguns dos personagens...
– Claro que sim. – Branca sorriu. – Bom, eu vou nessa. Onde posso encontrá-las?
– Ficaram de esperar na minha casa.
– Tudo bem.
Quando Branca saiu Emma se levantou querendo mais uma vez os lábios de Regina contra os dela. Regina riu e se sentou na mesa atrás dela deixando suas pernas roçando as coxas da xerife.
– Vamos conversar sobre o visitante.
– Eu sinto falta dos seus toques... Passamos momentos tão frágeis ultimamente...
– Eu sei que sim... Eu também sinto falta, mas isso não é o melhor lugar.
– Minha mãe estará com Coraline e Reyna fora da sua casa o resto do dia... Por favor? – Disse com olhinhos pidões.
– Temos que resolver o problema do visitante. Eu tenho bastante trabalho, amanhã voaremos cedo para Beverly Hills para assistir ao musical de Cora... Mas temos hoje a noite. – Emma não pareceu ficar muito feliz, mas concordou. – Você é incrível.
– Não, você é incrível. – Emma se aproveitou de Regina sentada e segurou seus pulsos beijando-a.
– Está me segurando para não sair? – Regina perguntou incrédula.
– Sim. – Emma sorriu.
– Acha mesmo que eu quero sair daqui? – Ela sorriu e retribuiu aos beijos da loira.
Emma explorava a boca de Regina com sua língua enquanto trazia o corpo dela para a beira da mesa, de encontro ao seu. Ela apertou suas coxas sem quebrar o beijo.
– Eu achava que a perfeição não existia... Até eu conhecer você. – Regina sorriu.
– Vai ficar falando ou me beijar? Você já me ganhou a muito tempo atrás.
– Eu te amo.
– Não faz mais que sua obrigação. – Brincou entrelaçando seus dedos nos cabelos da loira. Ela puxou os fios para trás e posicionou seus lábios na orelha dela. – Mas infelizmente eu preciso trabalhar...
Emma não queria soltá-la, mas foi obrigada.
– Ele está no hospital. – Emma se sentou puxando Regina novamente para seu colo.
– Ele quem? – Regina perguntou assustada.
– O visitante. Está desacordado.
– Ah sim. Vou passar lá e dar uma olhada. – Regina começou a se levantar, mas a xerife a segurou beijando-a.
A morena não resistiu, segurou o rosto da xerife entre as mãos e lhe retribuiu o beijo com desejo.
– Vai chegar mais cedo em casa? – Perguntou.
– Vou. Vai estar me esperando? – A loira a encarava com um olhar malicioso.
– Não. Faça o jantar, tenho certeza que tenho bastante serviço e se quero ir com minha filha para Beverly Hills preciso terminar ou adiantar minhas obrigações.
– Acabou minha vida boa... Nós nos casamos! – Emma riu. Regina a fuzilou com o olhar e se levantou de seu colo.
– Então entenderá se eu te deixar no sofá essa noite. – Comentou retocando seu batom.
– Não! Pra que essas ameaças, amor? Leve na esportiva. – Emma tentou concertar seu comentário anterior.
– Para que se preocupar Emms, leve na esportiva. – Regina sorriu e se inclinou dando um último selinho na loira antes de partir.
Como previsto Regina tinha muito trabalho. Quando passara no hospital apenas pedira aos médicos que lhe avisassem quando o estranho acordasse... Ela já havia perdido a conta de quantas vezes assinara seu nome quando olhou para o relógio... Já estava tarde.
Ela terminou a última pasta que estava em sua mesa e pegou sua bolsa, casaco e chaves para sair.
Quando entrou em casa as luzes estavam apagadas. Provavelmente Cora e Reyna estavam se preparando para acordar bem cedo no outro dia. Ela subiu as escadas silenciosamente e entrou em seu quarto devagar notando Emma dormindo como um anjo em sua cama. Ela sorriu e foi direto ao banheiro.
Após seu banho Regina encontrou seu jantar e o aqueceu. Comeu e subiu novamente. A única diferença era que dessa vez Emma estava acordada quando ela entrou.
– Você demorou. – Comentou.
– Eu perdi a hora, estava dando duro. – Emma estreitou os olhos.
– Eu planejava te esperar... Mas a cama parecia tão tentadora, mesmo sem você nela, o que é incrível, que eu me deitei e acabei dormindo... – A loira esfregou os olhos e se espreguiçou. – Que horas são?
– Onze. – Ela encarou a loira em sua cama. – Está cansada? – Emma lhe respondeu com um fraco sorriso. Regina se deitou e se aconchegou nos braços da xerife. – Eu também estou. Vamos dormir. – Emma beijou sua testa e aproximou ainda mais seus corpos fechando os olhos.
– Você pensa que está tudo bem? – Regina não via nada a sua volta, era apenas um quarto negro, sem nada.
– Olá? Quem disse isso? – Perguntou ouvindo seu eco lhe responder com a palavra ‘isso’ gritada várias veze. A voz riu. Uma risada macabra que fez os pelos de Regina se eriçarem.
– Você sabe que isso é uma mentira, não sabe menina? Que Reyna nunca irá te perdoar, mesmo sabendo que você não tem culpa... Ela precisa de alguém que para carregar a culpa, ela vai culpar você... Para sempre!
– Pare com isso! – Regina cobriu as orelhas se abaixando.
– Emma Swan! – Disse a voz. – Ela percebe sua inquietação durante o sono... Mas nem mesmo ela poderá de salvar das trevas... Elas nunca irão parar de se alimentar!
– Quem é você?
– Eu sou todos os seus pesadelos, todos os seus medos... –Diante de Regina se passava um filme de seus maiores medos; Emma morta, Henry contra ela, Reyna culpando-a por tudo que sofreu, Gold tomando e assumindo Reyna como filha...
– Não! Por favor!
– Regina?! – Ela ouviu distante. – Regina?! Regina acorde! – Ela não conseguia. O ar foi sumindo de seu pulmão e a visão começou a escurecer.
– Não! Pare isso! Emma! – Ela gritava com as forças se esgotando. – Emma, por favor! Emma eu te amo! – Nesse momento ela sentiu uma oscilação no manto de poder que a envolvia. Ela sorriu. – Eu te amo, meu amor! – Disse novamente.
– Não! – Gritou a voz. – Não!
– É isso! Eu te amo Emma Swan! – Regina gritou mais uma vez, ela sentiu um rasgo na camada de poder e se livrou daquela sensação de sufocamento. – Você não me sufocará nos meus erros... Por que eu não me arrependo de nenhum deles... Foi atrás deles que eu conheci o amor da minha vida!
Regina abriu os olhos se sentando na cama rapidamente e esbarrando sua cabeça na da loira preocupada a sua frente.
– Aí! – Gemeram as duas.
– Me desculpe! – Regina disse ofegante. – Emma! – Ela se jogou nos braços da xerife. – Você!
– Eu... – A xerife disse confusa retribuindo o abraço. – O que era aquilo? Você parecia estar se afogando, ou tendo um travesseiro pressionado contra o rosto. E você ficava dizendo “Emma eu te amo.” E eu realmente pensei que te perderia! – Emma dizia tudo tão rápido que quando terminou estava ofegando.
– Foi horrível! – Ela apertava Emma em um abraço de urso, mas logo desfez o abraço segurando o rosto da loira entre as mãos e a beijando. – Tudo era tão aterrorizante e escuro... E tinha aquela voz... Oh Emma! – Ela voltou a abraçar a xerife, dessa vez procurando afago.
– Não me assuste assim de novo! – A xerife disse quase como uma ordem.
Regina apenas ficou parada sentindo o abraço da loira, ela se deitou novamente em seus braços e tentou não pensar em nada daquilo.
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