Notas iniciais
Não aguento essa vida de não vagabunda! ¬¬' Até para postar minha fanfic estou ficando sem tempo! Aproveitem, beijão!

Reyna havia voltado com a família para a casa de Regina. Ela ficou com o quarto de hospedes e deixou Coraline no quarto de Henry. Quando acordou Reyna já preparava o café da manhã, ela não viu nem Aaron nem Coraline, mas ao passar por sua sala de estar ouviu uma voz doce cantar:

Mama Who bore me... Mama Who gave me. No way to handle things. Who made me so sad... – A voz se interrompeu quando ela entrou na sala. Cora estava sentada no sofá. – Bom dia.

– Você tem uma voz linda. – Comentou.

– Obrigada... Já viu o musical?

– Não, qual é?

– Spring Awakening. Eu consegui o papel na escola esse ano.

– Não deve ter sido difícil. – Cora sorriu.

– Oh meu deus! Eu nunca fiquei constrangida com elogios. – Ela corou e abaixou a cabeça. Regina riu.

– Eu ainda devo ser uma desconhecida para vocês, não?

– Um pouco... Não se chateie, minha mãe costuma ser muito pegajosa quando gosta demais de alguém, ela nunca conviveu com você antes... Mas você parece legal, vamos conseguir ser uma família... Vovó. – Regina sorriu.

– Obrigada.

– Não precisa agradecer, apenas me deixe ensaiar. Isso é para amanhã. Você vai, certo?

– Quer mesmo que é vá?

– Claro! – Ela sorriu.

Regina se levantou e foi até a cozinha. Reyna comia uma mistura de frutas, linhaça e algo que parecia iogurte, havia dois pratos sobe a pia e dois sobre a mesa.

– Emma saiu cedo para o trabalho, não se preocupe eu a alimentei com ovos e bacon. Aaron também. Pegou o primeiro voo de volta. Linn e você ainda não comeram. – Ela sorriu. – Acho que tem um visitante na cidade, algo assim. Emma pediu para você ligar para ela. – Regina uniu as sobrancelhas.

– Um visitante? – Ela pegou o telefone ligando para Emma.

– Bom dia, amor, você podia passar na delegacia hoje? – Emma foi logo dizendo.

– Claro, vou tomar meu café e já estou chegando aí.

Regina aproveitou para tomar um banho também e relaxar um pouco, todo aquele assunto a estava deixando tensa.

Após estar completamente pronta, desceu as escadas com sua bolsa em mãos pronta para sair.

– Reyna? – Chamou.

– Sim. – Reyna ajudava Cora com o ensaiou. Regina sorriu, ela era uma mãe bem presente.

– Vou passar na delegacia e ver com Emma sobre o tal visitante, depois vou direto para a prefeitura adiantar meu trabalho atrasado para amanhã poder ir no musical de Cora. Não é difícil me encontrar lá, qualquer coisa é só aparecer. Alguma dúvida?

– Nos vamos embora hoje a tarde, então vamos no despedir agora.

– Por que não deixam para ir amanhã de manhã? Assim podemos ir todas juntas.

– Eu não sei...

– Ela vai dar alguns telefonemas e estará tudo tranquilo. – Cortou Cora. Regina sorriu... Se sua mãe Cora lhe tirava a felicidade sua neta fora destinada a lhe dar.

– Posso pedir a alguém para apresentar a cidade a vocês.

– Eu quero conhecer o príncipe Encantado... Nas histórias ele é tão bonito...

– Ele é casado. –Anunciou Regina.

– Isso é uma pena, mas ele não é castrado.

– Coraline! – Reyna deu-lhe um tapa de brincadeira e riu. – Você vai destruir os contos de fadas!

– Nem se você quisesse com todas as suas forças, meu bem... Se tem uma coisa que aprendi sobre aquele casal é que eles realmente são unidos! – Regina sorriu.

– Isso é uma pena. Mas mesmo assim, eu nunca fiquei de frente com um personagem dos contos de fadas clássicos.

– Ora! E eu? Não conta?

– Pensei que você fosse a doce menina que foi forçada a se casar com o rei.

– Mas é aí que está... Eu me tornei a Rainha.

– Espera... Você se casou com o pai da Branca de Neve... OH MEU DEUS! Oh meu deus você é a Rainha Má! Assina meu cóccix sua linda! – Coraline abraçou Regina. – Eu sou sua fã mulher! – Regina riu.

– Eu não carrego o título de má mais.

– Isso é uma pena também. Vocês podam os meus sonhos!

– Gente eu amo vocês mas agora preciso ir. Vou pedir alguém para mostrar a cidade a vocês.

Regina se despediu e deixou sua neta e filha ensaiando a música do musical que assistiria com elas. Quando entrou na delegacia notou Emma quase dormindo em cima de sua mesa. Ela sorriu e se aproximou devagar sem fazer barulhos, ela se abaixou e beijou a xerife. Emma abriu os olhos rapidamente e se levantou assustada.

– Você me faz ter um ataque cardíaco aos 29 anos! – Regina riu.

Emma afastou um pouco a cadeira indicando que era para a morena se sentar no colo dela, assim ela o fez. A loira deslizou sua mão pelo rosto dela.

– Reyna disse algo sobre um... – Emma colocou o dedo sobre os lábios dela.

– Shh...

Ela deslizou a mão entre os cabelos da morena e a puxou para baixo beijando-a. Regina ladeou a cintura da loira com as pernas e se inclinou aprofundando o beijo. Emma tentava tirar a blusa de Regina da saia para tocar sua pele, Regina riu com a pressa da xerife e a ajudou com a peça.

– A porta ainda está aberta...

Sussurrou para Emma. A xerife não interrompeu seus toques e beijos com isso... Ela a beijava com urgência... Até elas ouvirem passos entrando na delegacia. Regina se separou de Emma contra a sua vontade e ajeitou sua blusa rapidamente. Enquanto fechava os últimos botões, Branca virou a esquina flagrando-a ainda no colo de Emma.

– Oh! – Ela encarou as duas. Regina se levantou corada e começou a analisar os sapatos.

– Bom dia Mary Margareth. – Emma sorriu se virando na cadeira. Regina tentou ser discreta quando foi limpar o seu batom do rosto de Emma, mas isso era quase impossível. Por mais incrível que parecesse, Branca sorriu.

– Bom dia. Vocês voltaram de viagem e nem foram me ver! Eu estava com saudades.

– Estamos ocupadas. – Comentou Regina.

– E então... Como ela é?

– Ela quem?

–Reyna! – Branca se sentou em outra cadeira e encarou Regina com entusiasmo.

– Ah! Ela tem o cabelo preto... Olhos claros... Essas coisas. – Comentou Emma.

– Ela aceitou tudo? Ela se lembra?

– Ela levou tudo numa boa... Ela, Cora e Aaron.

– Cora está de volta? – O rosto de Branca era de uma profunda agonia.

– Não essa Cora! Minha neta Cora.

– Você tem uma neta?! – Ela sorriu.

– Coraline. Aaron é o marido de Reyna... Posso pedir um favor? – Regina disse um pouco desconfortável.

– Claro! – Branca demonstrou tanto boa vontade que Regina quase se sentiu mais confortável.

– Poderia levar Coral e Reyna para um pequeno tour pela cidade? Apenas mostrar-lhes alguns dos personagens...

– Claro que sim. – Branca sorriu. – Bom, eu vou nessa. Onde posso encontrá-las?

– Ficaram de esperar na minha casa.

– Tudo bem.

Quando Branca saiu Emma se levantou querendo mais uma vez os lábios de Regina contra os dela. Regina riu e se sentou na mesa atrás dela deixando suas pernas roçando as coxas da xerife.

– Vamos conversar sobre o visitante.

– Eu sinto falta dos seus toques... Passamos momentos tão frágeis ultimamente...

– Eu sei que sim... Eu também sinto falta, mas isso não é o melhor lugar.

– Minha mãe estará com Coraline e Reyna fora da sua casa o resto do dia... Por favor? – Disse com olhinhos pidões.

– Temos que resolver o problema do visitante. Eu tenho bastante trabalho, amanhã voaremos cedo para Beverly Hills para assistir ao musical de Cora... Mas temos hoje a noite. – Emma não pareceu ficar muito feliz, mas concordou. – Você é incrível.

– Não, você é incrível. – Emma se aproveitou de Regina sentada e segurou seus pulsos beijando-a.

– Está me segurando para não sair? – Regina perguntou incrédula.

– Sim. – Emma sorriu.

– Acha mesmo que eu quero sair daqui? – Ela sorriu e retribuiu aos beijos da loira.

Emma explorava a boca de Regina com sua língua enquanto trazia o corpo dela para a beira da mesa, de encontro ao seu. Ela apertou suas coxas sem quebrar o beijo.

– Eu achava que a perfeição não existia... Até eu conhecer você. – Regina sorriu.

– Vai ficar falando ou me beijar? Você já me ganhou a muito tempo atrás.

– Eu te amo.

– Não faz mais que sua obrigação. – Brincou entrelaçando seus dedos nos cabelos da loira. Ela puxou os fios para trás e posicionou seus lábios na orelha dela. – Mas infelizmente eu preciso trabalhar...

Emma não queria soltá-la, mas foi obrigada.

– Ele está no hospital. – Emma se sentou puxando Regina novamente para seu colo.

– Ele quem? – Regina perguntou assustada.

– O visitante. Está desacordado.

– Ah sim. Vou passar lá e dar uma olhada. – Regina começou a se levantar, mas a xerife a segurou beijando-a.

A morena não resistiu, segurou o rosto da xerife entre as mãos e lhe retribuiu o beijo com desejo.

– Vai chegar mais cedo em casa? – Perguntou.

– Vou. Vai estar me esperando? – A loira a encarava com um olhar malicioso.

– Não. Faça o jantar, tenho certeza que tenho bastante serviço e se quero ir com minha filha para Beverly Hills preciso terminar ou adiantar minhas obrigações.

– Acabou minha vida boa... Nós nos casamos! – Emma riu. Regina a fuzilou com o olhar e se levantou de seu colo.

– Então entenderá se eu te deixar no sofá essa noite. – Comentou retocando seu batom.

– Não! Pra que essas ameaças, amor? Leve na esportiva. – Emma tentou concertar seu comentário anterior.

– Para que se preocupar Emms, leve na esportiva. – Regina sorriu e se inclinou dando um último selinho na loira antes de partir.

Como previsto Regina tinha muito trabalho. Quando passara no hospital apenas pedira aos médicos que lhe avisassem quando o estranho acordasse... Ela já havia perdido a conta de quantas vezes assinara seu nome quando olhou para o relógio... Já estava tarde.

Ela terminou a última pasta que estava em sua mesa e pegou sua bolsa, casaco e chaves para sair.

Quando entrou em casa as luzes estavam apagadas. Provavelmente Cora e Reyna estavam se preparando para acordar bem cedo no outro dia. Ela subiu as escadas silenciosamente e entrou em seu quarto devagar notando Emma dormindo como um anjo em sua cama. Ela sorriu e foi direto ao banheiro.

Após seu banho Regina encontrou seu jantar e o aqueceu. Comeu e subiu novamente. A única diferença era que dessa vez Emma estava acordada quando ela entrou.

– Você demorou. – Comentou.

– Eu perdi a hora, estava dando duro. – Emma estreitou os olhos.

– Eu planejava te esperar... Mas a cama parecia tão tentadora, mesmo sem você nela, o que é incrível, que eu me deitei e acabei dormindo... – A loira esfregou os olhos e se espreguiçou. – Que horas são?

– Onze. – Ela encarou a loira em sua cama. – Está cansada? – Emma lhe respondeu com um fraco sorriso. Regina se deitou e se aconchegou nos braços da xerife. – Eu também estou. Vamos dormir. – Emma beijou sua testa e aproximou ainda mais seus corpos fechando os olhos.

– Você pensa que está tudo bem? – Regina não via nada a sua volta, era apenas um quarto negro, sem nada.

– Olá? Quem disse isso? – Perguntou ouvindo seu eco lhe responder com a palavra ‘isso’ gritada várias veze. A voz riu. Uma risada macabra que fez os pelos de Regina se eriçarem.

– Você sabe que isso é uma mentira, não sabe menina? Que Reyna nunca irá te perdoar, mesmo sabendo que você não tem culpa... Ela precisa de alguém que para carregar a culpa, ela vai culpar você... Para sempre!

– Pare com isso! – Regina cobriu as orelhas se abaixando.

– Emma Swan! – Disse a voz. – Ela percebe sua inquietação durante o sono... Mas nem mesmo ela poderá de salvar das trevas... Elas nunca irão parar de se alimentar!

– Quem é você?

– Eu sou todos os seus pesadelos, todos os seus medos... –Diante de Regina se passava um filme de seus maiores medos; Emma morta, Henry contra ela, Reyna culpando-a por tudo que sofreu, Gold tomando e assumindo Reyna como filha...

– Não! Por favor!

Regina?! – Ela ouviu distante. – Regina?! Regina acorde! – Ela não conseguia. O ar foi sumindo de seu pulmão e a visão começou a escurecer.

– Não! Pare isso! Emma! – Ela gritava com as forças se esgotando. – Emma, por favor! Emma eu te amo! – Nesse momento ela sentiu uma oscilação no manto de poder que a envolvia. Ela sorriu. – Eu te amo, meu amor! – Disse novamente.

– Não! – Gritou a voz. – Não!

– É isso! Eu te amo Emma Swan! – Regina gritou mais uma vez, ela sentiu um rasgo na camada de poder e se livrou daquela sensação de sufocamento. – Você não me sufocará nos meus erros... Por que eu não me arrependo de nenhum deles... Foi atrás deles que eu conheci o amor da minha vida!

Regina abriu os olhos se sentando na cama rapidamente e esbarrando sua cabeça na da loira preocupada a sua frente.

– Aí! – Gemeram as duas.

– Me desculpe! – Regina disse ofegante. – Emma! – Ela se jogou nos braços da xerife. – Você!

– Eu... – A xerife disse confusa retribuindo o abraço. – O que era aquilo? Você parecia estar se afogando, ou tendo um travesseiro pressionado contra o rosto. E você ficava dizendo “Emma eu te amo.” E eu realmente pensei que te perderia! – Emma dizia tudo tão rápido que quando terminou estava ofegando.

– Foi horrível! – Ela apertava Emma em um abraço de urso, mas logo desfez o abraço segurando o rosto da loira entre as mãos e a beijando. – Tudo era tão aterrorizante e escuro... E tinha aquela voz... Oh Emma! – Ela voltou a abraçar a xerife, dessa vez procurando afago.

– Não me assuste assim de novo! – A xerife disse quase como uma ordem.

Regina apenas ficou parada sentindo o abraço da loira, ela se deitou novamente em seus braços e tentou não pensar em nada daquilo.