This is my Happy Ending

13 We come back... And Regina fell...


Notas iniciais
Demorei um pouquinho, mas está aqui... Espero que gostem!

Emma sabia que depois do pesadelo Regina não conseguira pregar os olhos um só minuto. Ela sabia por que durante a noite ela acordara várias vezes com medo de que sua amada estivesse tendo outro pesadelo, mas ela nem mesmo conseguira dormir, ficara encarando o teto a noite toda enquanto acariciava a barriga nua de Emma e permanecia deitada em seus braços.

– Está com sono? – Perguntou por fim quando acordara novamente.

– Sim.

– E por que não dorme?

– Temos que sair para pegar o avião.

– Mas por que não dormiu durante a noite? – Regina permaneceu em silencio e Emma entendeu que ela não queria falar sobre aquilo. – Eu acordei várias vezes durante a noite para saber se estava bem, mas você só ficava encarando o teto...

– Estava pensando. – Disse por fim depois de alguns minutos em silencio.

– Em quê?

– Em você. – Ela levantou o olhar para a loira. – Na gente... Não podemos continuar com isso... Essa felicidade toda é apenas ilusão... Vai acabar um dia, não quero me quebrar mais uma vez.

– Acha que estou te usando? – Emma perguntou incrédula.

– Não... Eu não quero machucar você.

– Pare. Isso tudo tem haver com seu pesadelo... Mas saiba, tentar me manter afastada de você não vai adiantar. – Emma estreitou seu abraço na prefeita. – Nunca vai dar certo.

– Você não sabe quando perdeu, não é? – Emma viu o quanto estava doendo em Regina fazer aquilo. Ela sorriu.

– Pare de mentir... Eu sei quem você é... Eu sei o que nós somos...

– Droga! – Regina riu. – Eu nunca vou me livrar de você.

– Nunca. – Devolveu Emma sorrindo.

– Eu te amo...

– Está vendo como você nunca ficará livre de mim... Agora a pouco estávamos terminando, agora já estamos dizendo juras de amor. – Regina riu do comentário e olhou novamente a loira.

– Nunca conseguiremos ficar longe uma da outra.

– Nunca. – A loira selou a promessa com um beijo.

***

Reyna conversava animadamente com um homem charmoso que logo Emma identificou como o diretor da escola... Ela e Regina estavam assentadas esperando o musical começar.

– Ela tem um talento incrível... Deveria investir nisso.

– O sonho dela sempre foi Arqueologia ou História... Não quero forçá-la a nada.

– Você não irá forçá-la... Só dar um empurrão. – As conversas cessaram e as cortinas subiram.

Cora atuava divinamente bem... Emma não conseguia ver em momento algum traços de sua personalidade.

Devido ao tema do musical iniciou-se uma cena quente entre os personagens... Cora tinha que tentar resistir aos beijos do colega de cena. Regina olhou assustada para Emma.

– Faça alguma coisa! – Sussurrou revoltada. Emma riu. – Emma! Ele quer forçá-la!

– É só parte do musical... Fique quieta! – Pediu sorrindo.

– Eu vou fazer alguma coisa! – Ameaçou.

– Regina, para com isso! Fique quieta. – Ela a segurou no lugar e a beijou. – É só encenação.

– Mas é uma violação para uma dama.

– Não estamos na Floresta Encantada mais... Agora fique quieta. – A morena se aquietou com um bico de insatisfação e repousou-se no ombro da loira.

Ao fim do musical houveram aplausos e alguns gritos dos alunos. Coral foi para trás do palco.

– Ela estava ótima! – Reyna comemorou. – Foi incrível. Vamos comemorar em um restaurante aqui perto, depois ela irá para a festa com o grupo de atores.

– Tudo bem. – O celular de Emma tocou e ela se afastou um pouco deixando Regina e Reyna conversando.

– Ele o quê? – Emma não precisou ouvir mais nada, desligou e correu até Regina. – Tinha, por acaso, algum gatilho que desencadearia o sistema “antifalhas” da sua maldição?

– Bem, sim. Por quê?

– Por que o visitante, com a ajuda da namorada, que por sinal traía Neal com ele, desencadearam a destruição total de Storybrooke... Preciso ir para lá. – Regina encarou Reyna apreensiva.

– Vamos. Juntas. – Respondeu a filha segurando a mão da morena.

– Mãe. Foi ótimo, não? Vamos, vamos? – Cora perguntou animada.

– Filha... É muito importante que você vá?

– O que aconteceu?

– Storybrooke está sendo destruída... Preciso ir com a minha mãe salvar a todos... Mas se quiser você pode ficar... – Cora segurou a mão da mãe.

– Vamos ficar juntas... Todas nós. É isso que é ser uma família... Você, Emma, minha avó, Henry e eu. – Reyna sorriu.

– Arion pode levar quantas pessoas?

– Seu cavalo tem trabalho muito. – Comentou Emma.

– Talvez três... – Regina assoprou o apito e não demorou o cavalo aparecer. – Vamos logo. Arion, acha que pode levar todas nós? – O cavalo bufou. – Storybrooke está sendo destruída! – O cavalo parou em posição militar. – Subam, ele vai levar.

Assim que atravessaram a linha da cidade não demorou muito para ver toda a destruição que já se espalhava. Elas desceram correndo para as minas.

– Emma! – Mary Margareth disse assustada.

– Agora não! – Pediu correndo até a pedra que Regina observava. – O que vai ser?

– Emma... – Regina se virou e abraçou a loira com todas as forças.

– Não! Tem que haver outro jeito.

– Não há... Eu não posso parar sem dar algo em troca... – Ela se virou para a filha e neta e as abraçou também.

– Você não vai..? – Reyna perguntou com os olhos marejados.

– Me desculpe por deixar você de novo. – Pediu se virando para a pedra.

– Não! Eu não posso deixar você fazer isso...

– Emma, querida... É o único jeito. – Ela não esperou resposta, apenas direcionou sua magia a pedra.

– Não vai acabar assim. – Emma encarou fixamente Reyna e a morena entendeu o recado.

– Não mesmo. – Ela se afastou da filha Cora e caminhou com a loira até a mãe.

As três usavam sua magia para parar a destruição... Com mais alguns minutos a pedra caiu não mais energizada.

– Conseguimos! – Emma abraçou Regina, beijando-a.

– Henry! – Emma ouviu Mary gritar e elas correram para ver o que acontecia. – Eles o levaram! – Mary gritou exaltada.

– O quê? – Tanto Emma quanto Regina partiram desesperadas na frente.

Reyna e Cora seguiam atrás. Eles chegaram a tempo de ver Tamara, ex-namorada de Neal, abrir um portal no mar.

– Não! – Regina gritou correndo mais rápido. Emma estava desesperada atrás do filho. Quando pensaram que tudo estava perdido Regina sentiu uma magia poderosa envolvendo todos.

– Não encoste no meu irmão! – Reyna gritou desencadeando uma onda de magia que derrubou todos. O portal se fechou e os sequestradores estavam atônitos. O mundo parecia ter dando um solavanco e voltado para o lugar.

– Henry? – Emma e Regina chamaram. O menino correu até as mães e abraçou-as.

– Quem fez isso? – Ele olhou envolta. Regina só tinha uma pergunta:

– Como? – Reyna sorriu.

– Estamos constantemente envolvidos por uma camada de magia... Apenas feiticeiras e magos conseguem puxar fios e praticar o ato da magia... Mas, eu movi o manto... – Regina arregalou os olhos.

– Ele não ensinou isso nem a mim. – Disse impressionada.

– Ele não te ensina desde os 6 anos. – Se gabou sorrindo.

– Você me salvou! Obrigado Reyna. – Henry abraçou a mulher pela cintura e sorriu.

– Não precisa agradecer, meu bem. É isso que uma família faz... E agora nós somos uma... Irmãozinho!

– Somos uma família?

– É claro que somos! Eu, você, Regina, Emma, Cora, Aaron, Gold, Belle... E os demais! – Comentou rindo. – Temos uma grande família! – Todos se suavizaram e foram capaz até mesmo de rir.

– Emma! – Todos olharam para a mulher que carregava Regina em uma van aberta. Em seu pulso havia um largo bracelete preto.

– Essa desgraçada de novo! – Emma correu até uma moto por perto e fez uma ligação direta partindo atrás da van.

Emma já se aproximava da fronteira da cidade quando viu exatamente o que não queria ver: A mulher segurava Regina a centímetros da fronteira. Assim que parou, Owen já preparou a arma apontada para a testa de Emma. Os olhos da Rainha transbordavam e ela estava agarrada ao apito do cavalo, o coração de Emma nunca doera tanto.

– Você não irá tirar NADA de MIM!

Emma girou acertando-lhe um chute na mandíbula que o lançou alguns metros para trás ela se virou correndo até Regina.

– Não!

A morena gritou segurando o apito de gelo no pescoço de Regina, ela chutou o peito da Rainha arrebentando seu colar e a jogando para fora dos limites da cidade.

– Regina! – Emma continuou correndo, quando viu os olhos de sua Regina uma profunda confusão sua única reação foi espancar a mulher que lhe causara aquilo.

Emma batia tanto nela que mesmo depois de desacordada ela continuava a bater nela... Só parou quando não tinha mais forças... Ela chorava enquanto fazia isso.

– Emma?! – Ouviu sua voz ofegante. Baelfire correu até ela. – O quê você fez? – Ele encarou a loira assustado.

– Você trouxe essa... Essa desgraça a cidade! – Emma gritava completamente descontrolada. – Você me causou isso! Esse vazio! Essa dor! – Ela gritou novamente e apontou para Regina.

Emma se apressou em correr até a morena caída do outro lado.

– Regina? – Ela perguntou.

– Quem é Regina?

Seu coração parou... Era suposto que ela se lembrasse pelo menos o nome, não?

– Tudo bem... Apenas me deixe te ajudar a se levantar. – Emma estendeu a mão, a morena a encarou confusa por alguns minutos.

– Quem é você? – Emma soluçou e tentou conter suas lagrimas.

– Eu sou Emma Swan, a xerife da cidade a senhorita foi vítima de uma tentativa de homicídio, mas agora está bem... Provavelmente pode ter perdido parte da memória quando bateu com a cabeça no asfalto... Mas não se preocupe, eu te farei lembrar... – Ela respirou fundo entre as lagrimas e ajudou Regina a caminhar para dentro da cidade novamente.

– Por quê você está chorando?

– Por que eu posso ter perdido meu amor para sempre...

– Nossa! Quem era essa pessoa? – Emma não se conteve, apenas abraçou apertado Regina. Surpreendentemente a morena retribuiu seu abraço, mas não da forma esperada... Ela apenas serviu como um ombro amigo para o momento de fraqueza da loira... Pelo menos ela ainda se lembrava de como ser humana... – Por quê não me ajuda com minha memória e eu te ajudo com seu amor? – Regina perguntou sorrindo solidariamente.

– Tudo bem... – Emma chorou. Talvez esse fosse o mais perto que conseguisse chegar de Regina...