Notas iniciais
Sim, mais um capítulo u.u

Emma dirigiu em alta velocidade transformando a paisagem em um borrão, se afastava cada vez mais da cidade.

– Onde exatamente estamos indo? – Perguntou Regina sendo completamente ignorada. Emma parou o carro e desceu. Regina imitou seu gesto. – Onde estamos?

– Nos limites da cidade. Foi aqui que... Nos vimos a primeira vez. – Mentiu.

– Eu me lembro disso...

– Regina... – Emma puxou Regina para mais perto. – Posso te dar um presente? – Perguntou caminhando com ela para mais próximo da linha da cidade.

– Está me assustando Emma... – A loira sorriu e colou seu corpo ao da Rainha.

– Não finja que não sente nada... – Ela se inclinou e tomou os lábios dela em um beijo envolvente. Novamente aquela magia estava lá... Emma pode sentir, dessa vez mais forte. Ela sentiu em sua pele aquele calor, e depois a brisa... Seus lábios formigavam.

– Emma? – Regina perguntou com lágrimas nos olhos.

– Regina! – Ela abraçou a morena com todas as suas forças.

– Eu estou aqui! – A morena chorou se agarrando a loira.

– Você se lembrou... – Emma não conseguia conter suas lágrimas.

– Shh... – Ela beijou os cabelos dela. – Eu me lembrei. – Elas colarem seus lábios novamente, dessa vez de uma maneira mais quente.

Suas línguas dançavam e exploravam a boca uma da outra... Emma segurou a cintura de Regina e a puxou fazendo com que ficassem mais próxima, Regina sorriu e envolveu o pescoço dela com os braços.

– Vamos para casa... – Pediu aos sussurros.

– Por quê quer andar tão longe? – A morena deu sua gargalhada rouca e pousou sua coxa na cintura da xerife, a loira logo a agarrou.

– Então vamos para o carro. – Pediu mordendo a orelha da mulher.

Emma sorriu e puxou Regina para seus braços. Por sorte ela estava na viatura, pois seria ainda menos confortável se fosse em seu fusca. Ela abriu a porta e inclinou a poltrona deixando Regina nela. A morena tirou seu próprio casaco e blusa. Emma sentou sobre seu colo ladeando seu corpo com as pernas, ela puxou a porta fechando-a. Se inclinou e mordeu o pescoço da Rainha. Respirou fundo fazendo cócegas nela.

***

Elas estavam deitadas sobre o capo do carro cobertas pelo manto xadrez que por algum motivo estava jogado na viatura. Emma deslizava os dedos pelos cabelos de Regina e encarava as estrelas.

– Espero que não seja apenas um sonho. – Regina se moveu e mordeu com mais força que o necessário o braço de Emma. – Aí, aí! – Gritou se encolhendo.

– Não é um sonho.

– Selvagem... – Reclamou acariciando o braço avermelhado. – Bela selvagem... Eu amo tanto você! – Emma disse puxando a morena para ainda mais perto.

– Eu sei que sim, querida... Eu sei que sim... – Regina apoiou o queixo sobre o ombro de Emma e ficou assim por um tempo. – Você foi incrível... Eu não poderia sonhar com alguém como você nem mesmo em dez vidas! – Regina chorou junto de sua amada... Elas compartilharam um abraço profundo e por um longo tempo só queriam sentir o calor uma da outra... O momento foi quebrado pela gargalhada gostosa de Regina.

– O que foi?

– Eu senti ciúmes de Reyna, e Coral! – Riu.

– Eu não me segurei! Tive que rir.

– Eu senti ciúmes da minha filha com a minha noiva. – Elas ficaram caladas por um tempo.

– Hum... Noiva? – Regina sorriu.

– Eu estou usando uma aliança, senhorita Swan. – Disse decidida.

– Eu me sinto lisonjeada por ter sido escolhida para este ilustre cargo, madame prefeita. – Regina sorriu e beijou os lábios da loira com delicadeza.

– Vamos para casa... Eu estou cansada.

– Eu não. – Disse maliciosamente apalpando Regina.

***

Emma foi acordada com beijos e o delicioso cheiro de maçã. Sorriu já sabendo o quem pertencia aquilo tudo.

– Não precisa parar só por que acordei. – Disse ainda com os olhos fechados.

– Eu tenho uma surpresa.

– Colocou uma fantasia sensual de Evil Queen para mim? – Regina revirou os olhos e segurou as mãos estendidas da noiva.

– Abra os olhos, Emma. – Disse indignada. A loira atendeu flagrando uma bandeja de café da manhã que provavelmente havia dado bastante trabalho. Emma sorriu.

– Isso é para mim? – Perguntou comovida.

– Não, é para mim. Fique olhando enquanto eu como tudo... É claro que é para você, boba! – Disse se endireitando na cama. – Eu preparei hoje bem cedo. Bem, é hora de provar meu fruto proibido. – Emma sorriu e mordeu o lábio inferior.

– Mas ontem a noite eu...

– Não, Emma! – Deteve rindo.

– Mas...

– Shh!

– É que...

– Vamos apenas comer. – Tentou conter sua risada, mas foi impossível.

O café foi perfeito, elas trocaram carinhos e palavras doces enquanto comiam as maravilhas que as mãos divinas de Regina haviam preparado.

Estavam prontas para contar sobre Regina ter recuperado a memória. Emma desceu as escada apressada. Mal podia esperar para contar a Henry.

– Espere! Vamos chegar juntas! – Reclamou Regina descendo as escada acelerada tentando acompanhar Emma.

– Vamos para New York... Vamos passar um tempo lá... Para comemorar. – Sorriu.

– Eu... Eu não tenho mais o colar de Arion.

– Gold pode fazer mais daquela poção... Até mesmo Reyna pode fazer algo assim... Ou talvez não. Mas daremos um jeito. – Ela abriu a porta do carro para a amada e depois deu a volta entrando no lado do motorista.

– Está muito animadinha, o que houve amor?

– Apenas acordei bem. – Regina deslizou a mão pelo rosto da loira.

– Eu amo você.

– Eu amo você também. – Sorriu arrancando com o carro.

O carro foi lento, assim como Emma o queria. Ela guiou o veículo pela cidade... Regina mantinha uma expressão estranha no rosto.

– Tudo bem? – Regina passou seu pé pelo meio do carro e pisou no freio descendo rapidamente ela correu até um canto e vomitou todo seu café. – Regina? – Emma chamou.

– Sai! Você não tem que ver isso. – Pediu tentando se afastar da loira. Emma sorriu e foi até ela.

– Eu não tenho mesmo... Mas eu quero. – Disse determinada. Ela se aproximou por trás da morena e a ajudou. – Vamos, vou levar você para usar o banheiro na Granny’s. – Ela puxou Regina para dentro do estabelecimento e caminhou rapidamente para o lavabo.

– Tudo bem Emms? – Ruby chamou na entrada.

– Sim. Apenas Regina está ruim do estomago.

– Quer um café forte?

– Café forte? – Perguntou Regina. Emma sorriu e ela se virou correndo até um dos sanitários vomitando mais.

– Esqueça o café Ruby, mas obrigada.

– Tudo bem. – A menina girou nos calcanhares e partiu.

–Urgh! Por que eu comprei esse perfume? – Regina perguntou arrancando sua blusa e indo até a pia. – Esse cheiro está impregnado! – Queixou-se. – Emma se encostou na pia e estreitou os olhos. – O que foi? – Perguntou irritada.

– Nada...

– Pode pegar minha bolsa no carro? Acho que tenho uma escova de dentes lá... E pastilhas de menta... – Reclamou franzindo o nariz.

Emma saiu e voltou em pouco tempo. A morena escovou os dentes e colocou uma bala de menta na boca antes de sair, vestiu novamente sua blusa e passou segurando a mão da loira por todo o estabelecimento.

– Quer me contar alguma coisa? – Emma perguntou desconfiada. Regina assumiu uma expressão confusa e encarou a loira na poltrona do motorista.

– Eu pareço ter?

– E o mal humor continua... – Queixou arrancando com o carro.