This is my Happy Ending

17 Get out of my house!


Emma caminhava de um lado para o outro no piso de baixo enquanto Regina permanecia deitada em sua cama no escuro com uma mão repousada na barriga e outra sobre os olhos.

A loira subiu as escadas lentamente e bateu na porta duas vezes antes de abrir.

– Está melhor?

– Não... Mas não precisa adiar o jantar.

– Claro que precisa, olha a sua situação.

– Vai ser a segunda vez... – Pensou em voz alta. – Quer saber? Já estou me sentindo melhor... Não quero que pensem que não estamos a fim de ir. – Ela se levantou lentamente e caminhou até o banheiro.

– Não precisa ir se não estiver disposta, amor.

– Eu quero ir. – Mentiu.

– Tudo bem, vou tomar um banho no banheiro do corredor enquanto se arruma aqui.

A loira saiu e em questão de minutos já havia terminado seu banho e vestido um jeans simples e uma camiseta preta.

– Emma?! – Ouviu sua amada chamar do quarto. – Pode me ajudar aqui? – Quando entrou no quarto não pode acreditar no que via. Regina estava de frente para o espelho do closet com um vestido preto entreaberto. – Feche para mim... Não sei por que estou tendo dificuldades... nunca foi assim.

– Exatamente... Nunca foi! – Explodiu a loira. – Você também nunca teve enjoos ou dores de cabeça... Sem contar na tontura de hoje... Você corre para o banheiro apenas por sentir o cheiro daquele perfume barato de sua assistente. Regina... Eu vou perguntar só mais uma vez... Você quer me contar algo? – Então a morena arregalou os olhos entendendo, finalmente, o que a loira queria dizer.

– Emma! – Disse indignada. – Você não acha que..?

– Sinceramente? Você ter ficado com alguém enquanto estava sem memória foi a coisa menos suja que consegui pensar. – Ela pensou que nesse momento seria arremessada longe ou teria seu coração arrancado... Mas Regina caminhou até a cama e abraçou o próprio corpo.

– Isso é horrível... Ridículo... Sujo... Desonesto... Imoral... – Enquanto se torturava mentalmente arranhava seu próprio braço chegando a causa feridas as vezes.

– Regina! – Gritou a loira. – Regina! Pare com isso! – Disse segurando os braços da prefeita no ar para que ela parasse de se ferir.

– Não! Como isso foi acontecer, Emma?

– Quer que eu diga como? – Perguntou voltando ao seu tom arrogante.

– Não! – Choramingou a morena.

– Para de fingir! – Emma gritou ficando de pé. – Quem é o pai dessa criança?

– Eu não transei com ninguém além de você! – O rosto da Rainha estava vermelho e seus olhos transbordavam raiva. Emma respirava ofegante tentando controlar sua raiva também.

– Eu preciso esfriar a cabeça. – Disse se virando para sair do quarto.

– Não! Emma! – Regina foi até ela e a segurou. – Por favor! Por favor não me deixe! Eu amo você! – Lagrimas escorriam sem parar por suas bochechas. Emma olhou para suas mãos e depois para ela.

– Me solte... – Respirou fundo. – Eu mandei soltar! – Ela empurrou a morena que só sabia chorar. Ela caiu no chão.

– Emma? – Perguntou em um sussurrou. A loira encarou suas mãos e depois a morena.

– Regina?! – Ela correu até ela no chão e tentou levantá-la.

– Não! Tire suas mãos sujas de mim... Eu NUNCA trai você... E eu NUNCA trairia... Agora sou eu quem quer que você saia.

– Regina... – Emma tinha acordado tarde demais.

– SAIA! Saia da minha casa, senhorita Swan! – A maneira como disse “senhorita Swan” era fria, exatamente como antes...

– Por fa...

– SAIA! – Gritou se afastando.

A loira apenas se levantou do chão que jogara Regina e correu para fora, entrou em seu carro e dirigiu para longe... Até atravessar os limites da cidade. Então ela parou... e chorou.

Do outro lado do céu Regina chorava em posição fetal, ainda no chão que fora atirada...

Notas finais
Mas gente... '-' E essa Emma? O que acharam? Nossa, nossa! Meus deuses!!!