This is my Happy Ending
18 I go with you...
Um mês...
Quatro semanas...
Trinta dias...
Esse era o tempo que Emma não via nem falava com Regina...
A morena se mantinha trancada na mansão 108... Já a loira tomava um café forte com uma dor de cabeça latejante. A porta da lanchonete abriu de maneira violenta e a sineta fez um som esganiçado coma se acabasse de se quebrar. Lá estava ela, Regina. Todos se encolheram, mas ela caminhou de maneira furiosa até a loira no balcão... Minha nossa o que era aquela barriga?
– Regina... – Tentou dizer algo quando ela se aproximou, mas a morena fez sinal para que ela parasse. Mexeu no bolso do casaco e tirou alguns papéis... Atirou todos em Emma, se virou e saiu.
A loira só teve tempo de ver algumas frases... Sua boca se abriu em um ‘o’ e ela correu para fora.
– Regina! – Ela agarrou a prefeita pelo braço e a beijou. A morena tentou se esquivar, empurrou a xerife, mas não resistiu por muito tempo... – Me desculpe.
– Não... – Ela olhou para o outro lado da rua.
– Como? – A xerife perguntou.
– Não, Emma... Você não pode fazer o que fez e simplesmente pedir desculpas depois. Agora eu tenho que voltar para casa antes que todos percebam minha situação. Tenha um bom dia senhorita Swan. – Ela se virou e entrou no carro deixando Emma paralisada. Antes que deixasse o local Emma pode notar no dedo de Regina a aliança que ela mesma ainda usava...
– Por que ainda usa nossa aliança? – Perguntou sorrindo. A boca da prefeita se abriu e fechou várias vezes...
– Um lembrete! – Sussurrou arrancando com o carro.
Após alguns segundos Emma sentiu algo deslizar por seu rosto, ela segurou, era uma lagrima... Ela encarou o carro da mulher que ela amava... Que ela ama.
Quando parou na entrada de carros Regina queria apenas correr para longe... Ela não queria falar sobre sua situação muito menos explicar a filha como havia ficado grávida.
A morena estava sentada nas escadas da frente debruçada sobre o colo, mas logo se levantou e caminhou até o carro.
– Mãe? Podemos conversar?!
– Não... Vá embora. – Pediu fechando a janela.
– Não, eu não vou. – A mulher tentou abrir a porta do carro, mas não conseguiu.
– Vá embora, Reyna! Não quero falar com você.
– Ah Regina pare de mentir e abra a porta! – Pediu soltando o carro. Ela se afastou e destrancou a trava com magia. – O que está acontecendo?
– Estou grávida! – Gritou Regina, irritada. Reyna arregalou os olhos e deu dois passos para trás.
– Mas... – Tentou dizer, mas as palavras se perderam. – É por isso que terminaram?
– Não! Sim... Quer dizer... Eu não trai Emma! – Justificou levando a testa de encontro ao volante.
– Então a criança é dela? – Perguntou com doçura se abaixando na altura de Regina, assim como se faz com uma criança.
– Se eu afirmar, você acredita? – Perguntou desconfiada. O sorriso de Reyna iluminou todo o dia de Regina.
– Com toda a certeza! Mãe isso é incrível! Por que não estão se vendo?
– Emma não acredita em mim... Mas isso não importa mais...
– E o que importa agora?
– Como vou encarar as pessoas na rua?
– Com os olhos.
– Como vou suportar todos os olhares e especulações sobre quem é o pai da criança? E agora com o rompimento com Emma... Tudo se complica... – Choramingou.
– Não suporte!
– Quer que eu mate todos?
– Não! – Riu. – Mas venha comigo para Bev... Você já tem uma casa lá. Apenas pegue suas coisas e vamos partir. Pegue uma mala pequena e coloque o necessário... Meu pai pode fazer mais da poção, só precisamos encontrar os ingredientes.
– Acha que ele faria isso?
– Ele não é tão ruim assim! Vamos entrar. – Pediu segurando a mão da mãe. Regina seguiu a filha até a cozinha. – O que quer comer? – A morena franziu o nariz e encarou a cozinha divertida com a situação.
– Nada.
– Você precisa comer algo.
– Mas eu vou vomitar tudo! – Disse frustrada.
– Mas precisa comer... – Ela abriu os armários e notou que o mês que Regina passara sem sair de casa havia causado um rombo no farto estoque que ela mantinha. – Vou passar no mercado e trazer algumas coisas... Vou trazer Coral também, quer que ela venha?
– Sim! Ela é a alegria em pessoa.
– Nem tanto... Está sofrendo com cólica e dor de cabeça. Mas ainda assim, vou buscá-la. Quer alguma coisa em especial? – O rosto de Regina se contorceu.
– Não faça essa pergunta... Apenas vá. – A mulher assentiu e saiu em silencio.
Não muito depois que a filha havia saído Regina resolveu tomar um banho para relaxar...
Já na banheira ela permanecia de olhos fechados... Sentiu mãos delicadas, mas fortes, massageando-lhe os ombros e abriu os olhos assustada.
– O quê está fazendo aqui? Como entrou? – Perguntou com os olhos arregalados.
– Ainda tenho as chaves que me deu. – A loira sorriu.
– Vá embora. – Pediu saindo da banheira e caminhando até o roupão que deixará a sua espera. Rapidamente se enrolou nele.
– Por favor, Regina... Não faça isso com a gente... – Pediu se aproximando. Rapidamente ela capturou os lábios da morena em um beijo envolvente.
Quando se separaram as duas ofegavam...
– A gente, Emma? – Perguntou ajeitando os curtos fios atrás da orelha. A loira sorriu esperançosa. – A gente... Não existe mais. – Disse dando as costas para a mulher.
– Por favor! Não faça isso.
–Eu não estou fazendo nada... Quem começou isso foi você. Sabia que eu nunca trairia você, mas não acreditou em mim.
– Você está grávida! – Gritou.
– Vai gritar novamente? Dentro da minha própria casa? Vai me agredir de novo? O que nossa filha vai achar quando souber que a mãe agrediu a outra enquanto esta ainda estava grávida? – Emma abaixou a cabeça constrangida.
– Não me torture... – Pediu se aproximando novamente. – Não nos torture. – Pediu segurando a morena pela cintura... Ela a beijou novamente, mas dessa vez foi doce e cheio de amor. De ambas as mulheres.
– Não... – Murmurou Regina ainda retribuindo o beijo. – Pare com isso... – Murmurou novamente. – Pare Emma! – Tomou coragem e afastou a loira. – Eu disse que acabou! Vá embora e faça um favor a nós duas... Me esqueça! – Gritou, dessa vez caminhando para a porta. – Você conhece a saída...
Regina terminou seu banho pensativa, mal conseguia se concentrar no que fazia... Mas sua decisão estava tomada. Não queria esbarrar com Emma pelas ruas. Não queria que seu bebê crescesse na mesma cidade que Emma sem saber a verdade...
– Mãe? – Chamou Reyna.
– Eu vou com vocês. — Disse do alto da escada.
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