This is my Happy Ending
19 5 Years Later
5 anos depois, Beverly Hills Califórnia
O garoto caminhou rapidamente até o conversível onde a morena o aguardava.
– Então? Ele vai estar lá, certo? — Perguntou nervoso.
– Seu pai disse que estava confirmado... Mas, querido, não se encha de esperanças. É... Complicado. — Esclareceu docemente.
– Onde está Tavi?
– Está no club, esperando... — Ela riu enquanto dirigia. — Eu não consigo pensar em vocês jovens sem me lembrar em como isso é tão novo!
– Do quê está falando? — Perguntou o menino, sorridente.
– Coral está em Paris! — Riu tirando uma das mãos do volante.
– Quem diria, hmm? Gadget está mesmo fazendo sucesso... — Sorriu.
– Ela é mesmo boa... Só achei meio estranho. Ela adorava a mente... Adorava história... Pensei que música e teatro fosse apenas hobby.
– Acho que ela se encontrou na música...
– Ou a música se encontrou nela...
– Que profundo! — Brincou tocando o peito. — Vou me trocar! — Beijou o rosto da morena e pulou para fora do carro enquanto ela ainda estacionava.
– Pete! — Repreendeu o garoto. — Já conversamos sobre pular para fora do carro!
– Estou atrasado, Regina! — Se explicou correndo para o vestuário.
Ela deixou o carro e caminhou lentamente até a família na arquibancada.
– Mamãe! — A menina pulou dos braços do homem para o pescoço da mãe.
– Oi de novo meu bem! — Ela acolheu a filha e se inclinou beijando o noivo. — Hey, querido. — Disse se sentando ao lado dele. — Ele está aí?
– Não o vi chegar... Peter vai ficar arrasado... Queria muito essa vaga.
– Mas se ele ganhar já está classificado.
– Mas as coisas estão funcionando agora a partir do QI... Sabe o que é isso?
– Não sabia que era necessário ser um gênio para jogar tênis. — Riu.
– Não meu bem... É muito pior esse tipo de QI... Esse é o Quem Indica. — Regina riu repousando a cabeça no alto e largo ombro do homem.
– Vai Pete! Gritou a menininha no colo de Regina.
– Peter Di Laurentis! — Peter correu até seu lado da quadra. — E Henry Swan!
Regina se levantou do ombro do noivo e encarou o outro garoto, antes magricela agora forte, entrar para o outro lado da quadra.
Seu coração bateu uma... duas... Três vezes falhando e parou... Faltou ar em seus pulmões e sua visão embaçou... Ela despertou rapidamente.
– Isso é impossível! — Resmungou.
– Disse alguma coisa, querida? — O homem alto perguntou.
– Não... Quer dizer, sim. Eu disse que vou ao banheiro. — Ela deixou a menina em sua cadeira e se levantou. — Não pode ser... Isso não é possível... É uma maldição! Estão me perseguindo! — Ela deslizou as mãos pelo cabelo, claramente alterada.
– Regina. — O homem nem se importou em invadir o banheiro feminino. — Está tudo bem, querida? — Perguntou se aproximando. — Você parecia alarmada com algo. — Ele acariciou seu rosto enquanto se aproximava e depositou um delicado beijo nos lábios dela.
– Não é nada. — Ele se inclinou novamente e a porta do banheiro se abriu.
– Regina?! — A loira perguntou com os olhos arregalados. Ela encarou o homem como se ele fosse errado por tocar a morena e então ela caminhou lentamente até ela. — Quem é esse? O quê está fazendo aqui? — Seus olhos voaram para a barriga dela... O bebê não estava mais ali... Lógico que não estaria! Mas a loira passara tanto tempo pensando no amor de sua vida que se esqueceu dos cinco anos que se passaram. — Você está ótima! Melhor do que nunca... Incrível!
– Vocês se conhecem? — O homem perguntou envolvendo a cintura da morena.
– Si-sim... Querido essa é Emma, uma velha amiga. — Emma a encarou por um momento.
– É... Somos apenas velhas amigas.
– Emma esse é meu noivo, Liam. — Emma arregalou os olhos.
– Noivo? E o bebê? Você não... Abortou, certou? — Perguntou com a voz falhando.
– Mamãe, mamãe! Pete está jogando! Vamos, vamos! — A pequena Tavi entrou correndo no banheiro, mas parou ao sentir a atmosfera do ambiente... A menina sempre fora sensível a tudo a sua volta. Ela encarou Emma por alguns minutos... A loira não se segurou e chorou... Aqueles eram seus olhos verdes? A menina deu um risinho travesso e correu abraçando a loira.
– Tavi! — Regina tentou puxar a menina de volta, mas ela já estava nos braços de Emma.
– Tavi? — Perguntou Emma.
– Sim. — Ela sorriu. Regina pigarreou.
– Bem, Tavi por quê não vai com seu pai ver Pete jogar? — A menina desceu do colo da loira e foi até o homem.
– Vamos deixá-las conversar, papai. — Ela puxou a homem pela mão.
– Papai? — Emma perguntou quando eles atravessaram a porta. — Ensinou ela a chamá-lo de papai?
– Pai, Emma, é quem cria. Liam cuida dela... E de mim.
Elas ficaram em silencio por um longo tempo e Emma se recompôs.
– Henry está jogando.
– Eu o vi. Está tão forte e bonito!
– Nosso primeiro filho está grande... — Sorriu. — Parece que seguiu mesmo em frente.
– Parecia certo...
– E agora? O que parece certo? — A loira começou a se aproximar invadindo o espaço pessoal da morena.
– Eu preciso voltar para o jogo... — Disse nervosa.
– Vou ficar na cidade... Estão pegando muitos jogadores aqui e Henry vai tentar algo... Me procure caso comece a duvidar do que parecia certo... — Ela se afastou e saiu do banheiro.
Não teve como se concentrar... A morena permaneceu aérea todo o restante do jogo.
Henry venceu, era realmente muito bom.
– Está acontecendo algo? — Liam perguntou.
– Não que eu saiba. — Respondeu enquanto deslizava as mãos com hidratante corporal pelas coxas saradas.
– Tudo bem... — Ele se aproximou segurando-a pela cintura. Beijou seu pescoço e invadiu seu robe com uma das mãos.
A morena desviou dos toques do noivo e o encarou.
– Não estou muito disposta hoje, querido... — Disse deixando o robe de lado e se deitando em seu costumeiro lado da cama.
O homem a encarou sem reação... Não era algo comum. Ela o estava rejeitando?
– Podemos dormir? Ou simplesmente apagar a luz? — Pediu um pouco irritada. Ele uniu as sobrancelhas, mas fez o que ela queria. Apagou as luzes e se deitou ao seu lado.
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