This is my Happy Ending

20 Fleeing of Everything...


Ela encarou a pequena menina na ponta dos pés e ficou imaginando como seria se sua vida tivesse seguido ao lado da outra mãe dela.

– Ela é tão linda... – Sentiu um sussurro em seu ouvido.

– O quê está fazendo aqui? – Perguntou se afastando rapidamente.

– Apenas obervando minha filha.

– Como me achou aqui?

– Sou detetive agora, Regina.

– Bisbilhotou minha vida para saber onde estou? – Perguntou incrédula.

– Não! Procurei pelo amor da minha vida e minha filha!

– Ah! Francamente! Nos encontrarmos no jogo não foi coincidência, não é?

– Talvez... – Murmurou colocando as mãos dentro dos bolsos.

– Emma! Eu não acredito!

– Estou te procurando há quatro anos e meio! – Gritou ficando de frente para a morena.

– Emma?! – A pequena Tavi correu nas sapatilhas de balé e pulou nos braços da loira.

– Tavi! – Regina puxou a menina para ela e a tirou de perto de Emma. – Temos que ir, combinamos de encontrar Teresa e Cristine para um café.

– Emma pode vir? A presença dela é agradável! – Sorriu.

– Não, ela não pode. – Disse seca. O sorriu desapareceu do rosto da loirinha e ela deu sua pequenina mão para a mãe segurar.

– Tchau, Emma.

– Tchau, Tavi... – Deu um meio sorriso e observou sua filha ir embora com a mulher da sua vida.

Tavi permaneceu em silencio até entrarem no carro.

– Como foi a aula? – Regina perguntou docemente.

– Legal...

– O que está acontecendo?

– Por que não deixou que ela viesse com a gente?

– Por que, meu bem, a senhorita Swan tem seus próprios compromissos e você não pode simplesmente convidar uma estranha para um café!

– Mas vocês são velhas amigas!

– Exato! Ela é minha velha amiga... Fique fora disso! – Gritou. Tavi olhou para ela e depois se deitou triste no banco do carro. – Me desculpe, meu bem! – Regina jogou o carro para o acostamento e saiu abrindo a porta de trás. – Me desculpe. Não queria ter gritado.

– Mãe... Qualquer que tenha sido o problema com ela eu não sou culpada... Apenas gosto dela. E você me disse que suas amigas poderiam ser minhas amigas também.

– Por que você não pode ser uma criança como as outras e crescer devagar? – Perguntou se inclinando para abraçá-la.

– Por que vocês precisam que eu seja madura... – Sussurrou usando os curtos bracinhos para abraçar a mãe. – Vamos mesmo encontrar Cristine e Teresa?

– Não... – Sorriu sem graça.

– Depois eu que tenho cinco anos! – Revirou os olhos. – Vamos fazer uma surpresa para o papai?

– Vamos! – Disse animada.

– Vamos almoçar pizza!!! – Gritou colocando música no carro enquanto Regina voltava a dirigir.

Compraram uma pizza e seguiram para o escritório do noivo de Regina.

A morena caminhou lentamente com a menina bem próxima a ela.

– Shh... – Pediu a loirinha. — Ele está conversando com alguém... Vamos esperar.

As duas pararam ao lado da porta e esperaram o homem baixo e corpulento sair em seu terno. Ele encarou Regina e desceu seus olhos pelo corpo dela.

– Boa tarde, senhorita.

– Regina? – Liam perguntou chegando na porta.

– Surpresa! – Tavi gritou pulando no pescoço do pai. O homem sorriu e puxou a morena para um beijo suave...

Ela realmente esperava que aquela surpresa fosse como as outras... Geralmente ela e Tavi compravam uma pizza e levavam para “almoçar” no escritório com Liam, Liam e ela levavam Tavi para a aula e depois tinha uma seção de toques e carícias até ele voltar para o escritório...

Mas aquela química não estava mais lá... Ela não queria retribuir as carícias dele... Não conseguia.

– Alguma coisa errada querida? – Perguntou separando seus lábios dos não receptores de Regina.

– Sim... Não! Eu só preciso de ar... – Ela abriu a porta do carro e saiu.

– Regina! Volta aqui! – Ele desceu indo atrás dela. – O que está havendo? Está estranha desde o jogo... Tem alguma coisa acontecendo?

– Não! Por que teria? Parece que tem? Eu só estou... Doente! – “Explicou”...

– O quê você tem, querida? – Perguntou se aproximando cheio de preocupação... Aquilo bateu no coração de Regina como uma navalha... Ele a amava e ela não podia fingir que eles estavam bem.

–Nada demais... Só preciso de um tempo sozinha... Pode pegar um taxi de volta para o escritório? – Perguntou. Ele deslizou as mãos pelo rosto dela e depositou um beijo calmo em seus lábios.

– É claro que sim... Qualquer coisa me ligue. – Sorriu de maneira apaixonada e deslizou sua mão pelo rosto dela. – Eu amo você.

Ela simplesmente entrou no carro e dirigiu até o lugar mais longe que conseguiu chegar.

– Por que ela faz isso?! – Gritou atirando uma bola de fogo na vegetação.

Com o tempo Regina havia aprendido a praticar magia fora do Storybrooke...

– Por quê? Estava tudo se ajeitando! – Ela queimava tudo em sua frente. – Eu estava conseguindo me enganar nesse amor... – Ela se sentou exausta... – Agora ela chega e me faz sofrer como uma adolescente! – Se levantou novamente e atirou uma enorme pedra para o alto... Ela se chocou contra o chão provocando um som alto e abrindo uma fissura na estrada. – Droga, Emma Swan! Saia daqui!

– Tem certeza que é o que realmente quer? – Perguntou uma voz calma atrás dela. A morena se virou desesperada tentando se recompor de seu momento extravasando.

– Está me seguindo?

– Estou...

– Eu vou chamar a polícia! – Deu alguns passos para trás.

– Esqueça aquele cara... Venha com Tavi e fique comigo... – Ela se aproximou e deslizou a mão por seu rosto. – Você sabe que quer... – Emma se inclinou e capturou os lábios dela em um envolvente beijo...

Ambas sentiram falta daquele toque uma com a outra. Ambas retribuindo aquele gesto de carinho.

– Se afaste de mim! – Regina gritou se separando dela rapidamente.

– Pare com isso, amor... – Pediu se aproximando novamente. – Ouça seu coração.

– Não! Você apareceu naquela cidadezinha me bagunçou por completo e depois me jogou fora... Não vou deixar me bagunçar de novo! Eu demorei para juntar todos os cacos!

– Quem sabe o bagunçado não seja o nosso jeito?

– Não se aproxime, Emma! Não chegue perto de mim! E não fale “nosso” como se algo ainda existisse... – Regina passou correndo por ela e entrou em seu carro.

– Regina, espere! – Pediu correndo atrás do carro que desaparecia em uma nuvem de poeira.

Notas finais
Gente juro que amo escrever a Tavi... ^.^ *-*