This is my Happy Ending
27 Thanksgiving Day
Notas iniciais
Emma assistia atentamente um jogo de baseball com Henry no sofá enquanto Tavi aproveitava o sol com Regina e Reyna na piscina. Regina se levantou da sua espreguiçadeira e caminhou sorrindo para dentro de casa.
– Emms, querida, venha aproveitar o sol conosco! Henry! Venha também! A água parece ótima!
Henry olhou para fora e se levantou fazendo o que Regina havia sugerido. Regina se sentou no colo de Emma no sofá e a beijou inclinando seu corpo sobre o dela.
Quando Regina olhou novamente para Emma viu Cristine sorrindo para ela e depois suas lagrimas... “Eu sou louca por você...” Regina se afastou de Emma assustada.
– Algum problema, amor? – Emma deslizou a ponta dos dedos pelo rosto de Regina, assim como Cristine fizera.
– Emma... – Disse como se para certificar-se de que era mesmo sua noiva que estava ali.
– Sim?
– Emma... Emma eu... Eu quero aproveitar o sol! – Ela sorriu. – Vamos continuar isso lá fora. – Se levantou puxando a loira pela mão.
Aquela manhã se estendeu até a hora que Reyna voltou para casa... Coraline estaria voltando com noticias do primeiro álbum e algo como um namorado.
– Querida... – Emma se aproximou de Regina na cama. – Eu vou levar Henry para encontrar uns antigos amigos, já venho, ok? – Ela se inclinou e a beijou demoradamente.
– Não demora, pode ser? – Emma sorriu e a beijou novamente. Regina puxou Emma para a cama e a loira gargalhou.
– Eu preciso dar uma carona para nosso filho... – Sorriu distribuindo beijos pelo pescoço e ombros da morena. Regina suspirou.
– Tudo bem. Vou estar esperando... – Deixou a frase no ar para a mente de Emma fantasiar o que mais isso poderia dizer.
– Eu espero que esteja...
Emma saiu levando Tavi junto com ela para se conhecerem melhor durante o caminho e Regina acabou passando boa parte de seu tempo sozinha assistindo a programas de mágica enquanto se divertia com os pequenos truques.
A campainha tocou duas vezes antes de Regina acordar no andar de cima com olhos inchados e cabelos despenteados. Ela desceu as escadas rapidamente enquanto prendia o cabelo para trás.
– Cristine? – Perguntou abrindo a porta. – O que faz aqui?
– Bem, meus pais vieram passar Ação de Graças em casa e eu simplesmente não aguento o “clima familiar” que fica pairando no ar sobre nossas cabeças e pensei que talvez você pudesse estar livre... Em todos os 5 anos você era a única pessoa que não ligava para algo no dia de ação de graças. – Despejou todas as informações e sorriu logo em seguida.
– Hmm... Minha neta está chegando de viagem com notícias das gravações do novo álbum estou apenas esperam uma ligação... Se quiser ficar e conhecê-la. – Ofereceu acenando para que a loira entrasse.
– Seria maravilhoso!
Acomodadas na sala de estar elas tinham uma animada conversa sobre o passado e Regina tentava contar a história de como foi “afastada” do pai de Reyna.
– Você se apaixonou pelo “Garoto dos Estábulos?” – Riu. – Sua mãe parece ser uma piada!
– Ah sim! Ela é! – Riu imaginando o que aconteceria se ela contasse a verdade. – Mas me diga de onde Teresa puxou aqueles fios ruivos!
– Então, essa é uma história e tanto! Ele era irlandês....
– Hmm!
– E se chamava Malcolm... Malcolm Malloy O’Hare e eu tinha 22 e ele 17... – Regina cobriu os lábios com as mãos e continuou encarando Cristine. – Fomos pegos totalmente desprevenidos! Eu o conheci em uma viagem de lazer! E sem contar que ele era um garotinho! Arquei com todas as responsabilidades e despesas... Mas, agora ele é um engenheiro bem sucedido e me obriga a aceitar sua contribuição para a formação de Teresa. Ele também gosta de visitá-la ou que ela vá visitá-lo. Ele virá para cá buscá-la... Acho que está com uma namorada. – Ela revirou os olhos. – Tanto faz! Não me importo. Ele é apenas o pai da minha filha...
– Você não se incomoda?
– Nem um pouco! Vai ser ótimo conhecer quem vai cuidar do meu querido amigo Malloy.
– Ótimo! É assim que se fala! – O celular de Regina tocou na mesa de centro e ela atendeu rapidamente. – Sim.... Ela já está aqui?! E como ele é? Você está brincando? Eu estou vestindo trapos! Vou colocar algo e ir... Tudo bem, já estou chegando!
– Ela está aqui?
– Está! Vou colocar algo melhor para o jantar de ação de graças! Parece que o namorado de Coral saiu para comprar um peru para termos um jantar descente! Ideias da minha filha! – Disse revirando os olhos. – Já venho!
Os pensamentos de Cristine fantasiaram milhões de coisas sobre como estava sendo a troca de roupa de Regina no andar de cima... Ela mordeu o lábio inferior e fechou os olhos tendo uma visualização completa e fantasiosa do corpo da morena.
– Vamos? – Despertou quando Regina tocou seus ombros.
– Claro! – Ela se levantou e se ajeitou dentro das roupas.
Regina apenas entrou na casa sem bater ou tocar alguma campainha.
– Olá! Eu estou entrando! – Anunciou caminhando até a cozinha.
– Regina! – Coraline correu, já sem os sapatos, como de costume, e pulou nos braços de Regina.
– Tudo bem. Querida, não nos conhecemos a tempo de termos essas brincadeiras! A vovó já está velha e não aguenta nem o próprio corpo em pé!
– Não da para acreditar que essa mulher é sua neta!
– Meninas, essa é Cristine. Uma amiga.
– Olá, Cristine! Vamos ignorar que você chamou de velha eu, minha mãe e minha avó... Recomeçaremos da apresentação. Oi, sou Coraline e você? – Disse estendendo uma mão. Cristine sorriu e olhou Regina antes de segurar a mão estendida da garota.
– Olá, Coraline. Meu nome é Cristine.
– Prazer em conhecer você. Sinta-se a vontade.
– Então... Onde estão os homens dessa casa? – Regina olhou envolta.
– Com licença. – Coraline se aproximou de Regina “revistando-a”.
– O que... O que diabos você está fazendo?
– Procurando o juízo da minha mãe por que acho que ele foi esquecido em você. Um peru? A essa hora?
– Ah! Pro favor! Onde está o seu senso americano? Eu que não nasci aqui sou mais americana que você! – Queixou-se Reyna.
– Sério? Não é americana? De onde você é? – Reyna parou por um momento pensando em algo. – Me desculpe! É que me empolgo rápido com isso... Não sou daqui! Nasci em uma pequena cidadezinha na frança...
– Ah! Claro! Eu já estive em tantos lugares... – Deixou uma risada nervosa escapar. – Mas acho que você não conhece! – Esquivou-se.
– Eu acho isso difícil!
– Tudo bem, e essas panelinhas de conversa? Então Regina você sabia que agora eu sou oficialmente uma estrela da música?
– Não brinca? Vem aqui e me dê um abraço por isso!
– Pensei que...
– Não chateie, apenas venha me dar a droga do abraço! – Ordenou puxando a neta para seus braços.
– Por que não se senta um pouco, Cristine? – Ofereceu Reyna. – Quer alguma bebida?
– Não, obrigada!
– Tudo bem. – A campainha foi tocada duas vezes antes dos dois homens entrarem pela cozinha.
O loiro Aaron vinha sorridente acompanhado de um ruivo sexy e elegante que trazia uma travessa de prata coberta.
– Malcolm?! – Cristine disse.
–Cris? Não acredito! O que faz aqui? – Ele a abraçou, mas se separou rapidamente.
– Eu sou amiga de Regina... E você? Por que está aqui?
– Vocês se conhecem? – Coraline parou ao lado do namorado.
– Sim. Ele é o pai da minha filha.
– Ela é a mãe de Teresa? – O rosto da garota se encheu de expectativa. – Isso é ótimo! Estamos mais ligados do que pode imaginar. – Ela sorriu pegando a travessa na mão do homem.
O jantar foi servido e acompanhando de um belo vinho branco com uma acidez que caiu perfeitamente com o peru.
– Quem fez a escolha do vinho? Eu preciso parabenizar! – Reyna sorriu.
– Estão vendo? Aprendam com ele a não desvalorizarem meus conhecimentos.
– A acidez do vinho caiu perfeitamente!
– Escolhi exatamente por isso. O peru acaba sendo uma carne seca, portanto a acidez do vinho quebra isso e...
– Pi! Censurada! Meu radar de chatice está apitando. – Coral brincou tomando mais um gole de sua taça de vinho.
– É inacreditável como não me dão valor! – Reclamou a morena que minutos antes havia começado um discurso sobre sua escolha do vinho.
– Deixe sua mãe falar! – Repreendeu Malloy um pouco mais baixo. – Tem outro vinho você serviria com esse jantar?
– Bem... Eu pensei muito no peru, que acaba sendo uma carne mais delicada... Acho que um tinto de médio corpo também não cairia mal.
– E é isso que acontece quando se deixa uma mulher desocupada... – Sussurrou alto o bastante para todos ouvirem.
– Você voltou ainda mais mal educada do que saiu, hein querida?
– Parem as duas! – Regina deu um basta enquanto Cristine, Malloy e Aaron apenas assistiam ao fogo cruzado. – Como gostam de dar alfinetadas sem parar! Incrível como pisar no calo da outra é um meio de diversão para vocês! Isso era para ser um jantar em família! Quando conheci vocês não eram assim! Mas que coisa! – A morena se levantou deixando seu prato quase intocado sobre a mesa e saiu, logo em seguida o bater da porta de entrada foi ouvido.
– Com licença. – Cristine se levantou. – Obrigada pelo jantar, foi um prazer conhecer vocês. Teresa vai adorar você, querida! – Disse sorrindo para Coraline.
– Mas já vai, Cristine? Termine seu jantar! – Ofereceu Reyna.
– Não, obrigada. Vou dar uma olhada em como Regina está. – A loira se virou e seguiu seu caminho até a casa de Regina. – Você quer conversar? – Perguntou se sentando ao lado dela na aérea da piscina. A morena estava sem os sapatos e com os pés dentro da água. – O que foi aquilo? Que loucura!
– Elas não eram assim... A implicância começou... Ah! Eu não sei quando começou! Acho que é adolescência.
– Definitivamente é a adolescência. Coraline está desenvolvendo uma personalidade, gostos e desejos... Zombar da mãe é a maneira que ela encontrou de dizer “Hey, mãe! Eu não gosto disso!” – Regina apenas encarou a vista da cidade que tinha e tirou seus pés da água. – Você está com frio?
– Sim... E acho que deixei meu casaco quando sai as pressas...
– Tudo bem. O meu é grande o bastante para nós duas. – Disse Cristine enquanto deixava dois terço do casaco sobre os ombros de Regina. A morena sorriu sem graça ao sentir o toque do braço quente da loira no seu. Ela não disse nada por um longo tempo. –Você sabe que eu falei sério, não é?
– O quê? – Elas se viram, próximas demais, e Regina entendeu. – Ah sim! Eu... eu sei.
– Eu não sou o tipo de pessoa que brinca com os sentimentos de alguém... Não, espera! Corrigindo: Eu não sou mais o tipo de pessoa que brinca com os sentimentos de alguém... E mesmo que fosse... Você não é mulher para isso... – O nariz quente de Cristine tocou a ponta do de Regina, que por sinal estava gelado... A loira se inclinou devagar e deixou seus lábios se tocarem, não houve impedições e ela aprofundou o beijou deixando sua língua explorar a boca de Regina.
– Querida! – O som da porta as despertou. – O transito estava ótimo! Parece que eles levam a sério isso de ação de graças com a família... Regina? – Emma chamou.
– Mamãe? – Regina se levantou deixando Cristine no chão de frente para a piscina e a vista da cidade.
– Estou aqui, querida.
– Mamãe! – Tavi correu pulando nos braços dela. – Eu já estava sentindo sua falta! – Disse sorrindo. – Cristine? Onde está Teresa? – Regina sorriu.
– Está com os avós... Cristine veio apenas conversar um pouco. – Emma encarou a loira como se soubesse exatamente o que ela estava fazendo e por que aparecera ali para “conversar” com Regina.
– Por falar em Teresa eu preciso ir ver como ela está. Não leve muito a sério as implicâncias de Coral, é passageiro! – Ela deslizou sua mão pela bochecha de Regina rapidamente, tocou o nariz de Tavi com a ponta do dedo e deu dois tapinhas no ombro de Emma antes de sair.
Regina apenas a seguiu com o olhar até a porta se lembrando do beijo que compartilharam segundos atrás.
– Boa noite, Cristie.
– Boa noite, Gina. – Disse sem olhar para trás... Ela não era o forte o bastante para isso...
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