Notas iniciais
Acho que demorei um pouquinho, ou não... Espero que gostem!

Regina observava sorridente Emma dormir tranquila ao seu lado. A loira sorriu se virando para ver os olhos castanhos que a fitavam incansavelmente.

– Essa é uma das melhores sensações do mundo... Acordar e ver seus olhos, assim... sobre mim... Ela puxou a morena para perto e a beijou demoradamente. Eu te amo...

– Eu também amo você... Sorriu. Vou preparar o café. Tavi tem balé hoje... Quer vir comigo? Perguntou manhosa.

– Você precisa que eu responda?

– Vou preparar o café então.

Regina se levantou e depois de um rápido banho saiu usando uma calça e camisa.

– Quer vir comigo acordar Tavi? O rosto de Emma se iluminou em um sorriso e ela pulou da cama animada.

Regina se sentou ao lado da filha que dormia tranquilamente sem se preocupar com nenhum dos problemas que os adultos eram obrigados a enfrentar.

– Tavi... Chamou Emma quando notou que Regina só fazia encarar a filha. Você tem aula de balé, querida... Regina quase riu ao ver Emma tentando ser doce e materna.

– Tavi, meu bem, vou deixar Emma cuidando de você enquanto eu preparo o café... Seja boazinha com ela. A loirinha abriu apenas um dos olhinhos e encarou Emma com um sorriso travesso.

– Regina! Você não pode! Disse preocupada enquanto a morena apenas saía pela porta sorrindo.

– Vejo vocês na mesa do café. Sorriu assoprando um beijo.

Emma não pareceu ter nenhuma complicação com a menina... Só gritou o nome de Regina três vezes e o de Tavi duas... Tudo bem, talvez ela estivesse tendo algumas complicações, mas nada que ela não pudesse lidar. O sorriso brincalhão que Regina viu nos lábios da filha denunciou que ela seria qualquer coisa menos uma boa menina com sua mãe Emma.

– Tudo bem. Estamos prontas! Anunciou Emma ofegante enquanto entrava na cozinha. Regina quase cuspiu seu café enquanto ria da situação.

– Mamãe! Queixou-se Tavi.

– Esse é o coque mais desajeitado que eu já vi na minha vida! Regina se aproximou das duas loiras e soltou o cabelo da filha ajeitando da maneira correta sem nenhuma dificuldade. Pronto, docinho... Agora você está apresentável. Emma bufou.

– E o café? Já terminou?

– Sim. Eu preparei cookies. Sorriu fabulosa.

– Oba! Tavi correu para se sentar na mesa e esperar seu cookie.

– Você é uma mãe maravilhosa... Emma observou sorrindo.

– Você também, querida... E uma noiva excelente.

– Vem aqui... Chamou baixinho e cheia de manha puxando a morena para mais perto e a beijando. Regina se sentiu culpada por beijar Emma com os mesmo lábios que beijara Cristine na noite anterior... Ela queria ignorar aquilo, mas simplesmente não conseguia.

– Mamãe! Tavi gritou batendo o pé próxima de onde elas estavam. Emma riu.

– Igualzinha a você! Disse beijando a testa de Regina enquanto seguia em direção a mesa.

– Isso por que não a viu tagarelando! Riu seguindo as duas.

O café foi tranquilo. Elogios foram trocados e elas pareciam estar conseguindo deixar Tavi feliz... Emma era descontraída, ao contrário de Liam. Ele era mais... adulto e calmo.

As duas mulheres resolveram tomar mais café enquanto aguardavam a filha sair da aula... Regina havia tomado uma decisão e precisava fazer.

– Podemos passar em casa? Pediu antes de parar no café.

– Sim. Por que quer passar em casa?

– Apenas acho que esqueci uma coisa... Comentou seguindo com o carro na direção que tomara para ir.

– O que esqueceu? Quer que eu ajude a procurar?

– Emma... Regina disse fechando os olhos. Eu beijei Cristine... Na verdade ela me beijou, mas... Eu... Não fiz nada para impedir...

– Por que está me dizendo isto?

– Por que eu não achei ruim...

– Você gostou?

– Eu não disse isso... Não achar ruim é diferente de gostar.

– Você gosta dela?

– Não... Ela é atraente... Mas não me faz sentir nada além de disso. Emma assentiu olhando em volta.

– E eu? Te faço sentir algo a mais?

– Claro que sim! Eu amo você... Por isso estou contando... Por que quero ser honesta em tudo... A expressão no rosto de Emma se suavizou e ela sorriu.

– Eu também... Obrigada...

– Não está brava?

– Estou... Sorriu maliciosamente enquanto se aproximava.

– E por que não está gritando? Me faria sentir melhor... Admitiu derrotada.

– Ah! Está preocupada se vai pagar de alguma forma? Não se preocupe... Ela agarrou a morena com agressividade e a jogou contra uma parede. Regina arregalou os olhos com a brutalidade que estava sendo tratada e encarou Emma sem reação.

A loira pressionou seu corpo contra o dela na parede e deixou suas mãos soltas pelo corpo da morena chegando a pressionar seu sexo. Regina gemeu buscando os lábios de Emma.

Emma arrancou a camisa de seda de Regina rasgando o tecido. Ela era selvagem e bruta enquanto pressionava seu corpo contra o da noiva e a mordia deixando sua marca em alguns pontos específicos.

– Emma... Gemeu Regina próximo a orelha da loira.

– Está vendo... É o meu nome que você chama, não o dela. Sorriu vitoriosa. Agora vamos tomar um café. Regina estava boquiaberta encarando a mulher que se afastava dela.

– Está brincando comigo? Vai me deixar assim? Perguntou indignada apontando para o próprio corpo arranhado, mordido, vestido com roupas pelas metades e cabelos desgrenhados.

– Tem razão... Emma se atirou sobre ela como se ela fosse sua pequena e indefesa presa.

– Você é tão bipolar... Riu sentindo os lábios urgentes da mulher em seu ombro e pescoço.

Emma afastou a calcinha da morena com os dedos e a penetrou usando dois deles estocando profundamente dentro dela. Regina gemeu de dor e prazer e continuou assim até se acostumar com a loira dentro dela.

Antes de acabarem com toda aquela festa elas acabaram com a mobília. Regina perdeu uns dois abajures e um vaso importado. Mas quem se importava? Arrumaram toda a bagunça antes de saírem para buscar Tavi. A menina ainda não havia terminado a aula e elas esperaram sentadas do outro lado da porta de vidro vez ou outra trocando carícias. Tavi parecia confusa quando foi ao encontro delas.

– O que foi, meu amor?

– O que é gay? Regina olhou sem reação para Emma.

– Por que está perguntando isso?

– Por que as meninas mais velhas estavam falando que minha mãe era gay... Regina puxou a loirinha para seus braços e sentiu que Emma envolvia as duas em um abraço em família.

– Gay é apenas a etiqueta boba que eles insistem em pregar quando alguém encontra o amor de uma maneira diferente...

– Eles disseram isso por que você beija minha mamãe Emma?

– Sim... Isso te chateia?

– Não... Me faz sentir pena... Comentou triste. O que eu posso esperar de pessoas que não conseguem entender nem mesmo o amor? Emma sorriu e envolveu Regina com um braço.

– Vamos para casa?

– Se quiser podemos olhar uma nova escola de balé para você.

– Não, mamãe. Eu não me importo com o que dizem. Eu tenho a melhor família do mundo e não me envergonho disso. Vamos a praia hoje?

– Vamos. Regina sorriu. E Tavi... Chamou antes que a filha se virasse. Se eu quisesse uma filha melhor eu não conseguiria... Sorriu se levantando com Emma ao seu lado. As duas deram as mãos para Tavi e seguiram para o carro tranquilas, ignorando qualquer olhar que lhes eram lançados.

Notas finais
E então? Gostaram?