Tavi havia feito Regina ligar para a família inteira. Queria passar o dia com a amiga Teresa, Coraline e a irmã.

Reyna e Coraline seguiram quase jogando uma a outra para fora do carro... Talvez isso fosse exagero, mas as implicâncias continuavam mesmo que tivessem diminuído. O pobre Malcolm tentava controlar a situação como podia, mas era quase impossível fazer as duas pararem de se martelarem com comentários desnecessários.

Emma, Regina, Henry e Tavi foram no Jeep de Emma com uma prancha de surf novinha que Regina comprara para Henry experimentar o mar da Califórnia, assim como ela sonhou um dia fazer.

Apesar do menino insistir que não era uma boa ideia deixá-lo solto no mar a morena apenas sorriu e comentou “bobagem” passando seu cartão de crédito com um sorriso satisfeito.

A prancha branca e azul de Coraline também estava no carro de Emma e quando estacionaram a menina quase pulou sobre elas para pegar sua prancha.

– Vocês não tem ideia de quanto tempo eu não faço isso! – Riu correndo para o mar.

Malcolm só encarou a namorada da areia da praia... Ele ficou lá, com um sorriso bobo enquanto ela praticamente humilhava alguns jovens que tentavam tirar onda com ela por ser uma garota.

– Aqui não Marias! – Riu polindo os ombros de cima da prancha.

– Eu não vou entrar. – Anunciou Henry. – Não com ela lá dentro! – Se sentou apenas observando.

– Qual é! Vai lá, garoto! – Pediu Emma. – Se você não for, eu vou! – Ameaçou.

– Mãe! – Resmungou.

– Hã?! O que vai ser? A mamãe vai ter que tirar uma com você? – Provocou dando um leve tapinha no joelho do garoto.

– Emma! – Repreendeu Regina enquanto lambuzava a filha de protetor solar.

– Não reclame comigo, querida! Olha a coitada da menina toda melada com essa coisa!

– É para a segurança dela! Não ficar com manchas, pegar alguma doença e...

– Blá blá blá! Vem, raio de sol! Vou te levar pra surfar uma onda monstra! – Coraline riu se aproximando. Tavi sorriu correndo para junto da menina.

– De maneira nenhuma! Tavi não consegue sair da banheira sem ajuda por que diabos acha que eu deixaria você arrastá-la para o meio do mar?

– Eu não disse que você deixaria! – Coral jogou a menininha nos ombros e correu para a água.

– Coraline! – Reyna gritou.

– Emma! Faça alguma coisa! – Pediu Regina.

– Calma, amor... Ela não vai matar a menina. Se ela está levando é por que confia em si mesma para isso.

– Coraline não sabe a hora que está com fome o que entende de autoconfiança? Se você não fizer, eu vou lá! – Anunciou se levantando.

– Regina! – Emma segurou seus ombros.

– Tavi! – Regina gritou quando um dos garotos bateu com sua prancha na de Coraline derrubando as duas na água.

– Tavi? – Emma se virou. – Aí meu deus! – A loira ameaçou correr em direção ao mar, mas um corpo mais veloz ultrapassou o seu. Os cabelos loiros voavam como em um filme clichê de Hollywood. Ela mergulhou lindamente na água, como uma sereia e só saiu de lá com a menina em seus braços.

– Cristine... – Regina suspirou aliviada.

Emma quase desintegrou a mulher com o olhar enquanto ela seguia segurando Tavi nos braços. Ela usava um biquíni exibindo seu corpo escultural... Ela chamava a atenção. Se Emma não a odiasse tanto talvez pudesse admitir que a mulher era mesmo bonita.

– Acho que você perdeu uma menina de cabelos dourados. – Sorriu deixando Tavi no chão de frente para Regina.

– Oh meu deus! Deixa a mamãe ver... – Regina olhou se ela havia se machucado, mas não parecia ter nada de errado.

– Eu estou bem mamãe.

– Panaca! Idiota! Filhinho da mamãe! Volta pra casa se não aguenta! Ela é uma criança! Quer brigar arruma alguém do seu tamanho! – Coraline gritou saindo do mar. Em seu nariz havia um corte e de sua narina esquerda uma quantidade considerável de sangue descia sem demora. Ela também tinha um arranhão na barriga que parecia ter conseguido na areia do fundo antes de sair. – Vem aqui e bate em quem tem peito pra aguentar! Vem aqui covarde! – O garoto loiro e corpulento saiu da água também passando ao lado de Coraline sem parar para discutir. – Bixona! Vai! Vai pro colinho da mamãe, vai bebezão! – Provocou na nuca dele.

– Coraline... – Malcolm se levantou as pressas e correu até a menina. – Então querida, vamos ver como Tavi está? Me deixe cuidar do seu nariz...

– Segura a Lessie ou poderemos ter problemas, irmão. – O garoto disse se virando.

– Do que me chamou? Hein sua bixa gorda?! Vem aqui franguinha! Vem bater! – Coraline dizia quase pulando sobre o ombro de Malcolm para brigar com o menino.

– Coraline! – Ele aumentou o tom de voz.

– Eu não vou bater em mocinhas... – Provocou o menino se virando.

– Que péssimo... Por que eu vou. – Ela empurrou Malcolm para o lado e girou o braço acertando o soco mais pesado que conseguiu preparar. O menino apenas virou o rosto de volta sorrindo para ela. Ele começou a caminhar em sua direção e ela endireitou o corpo.

– Ei, ei! O show está maravilhoso, mas esqueci a pipoca... Vai procurar sua turma, Paul. – Cristine disse ficando entre o loiro, que agora tinha nome, e Coraline.

– Aqui não é o consultório, Doutora.

– Exatamente. Seria maravilhoso poder te dar os tapas que sua mãe não deu. Agora movimente essa sua bunda para longe da menina, seu covarde. – Paul se virou e caminhou lentamente para longe. – Você está bem, querida? – A loira perguntou se virando para Coraline.

– Estou ótima.

– Ele fez isso? – Cristine perguntou tocando o nariz da morena.

– Não! – Ela riu. – Na tentativa de que Tavi não se machucasse eu acho que descuidei de mim e a prancha voltou no meu rosto. Mas está tudo bem!

– Não, não está. Vem, vou cuidar disso para você.

– Me desculpe, amor. – Pediu segurando a mão do namorado.

– Você maltrata meu coração. – Riu beijando a testa dela. – E você está salgada!

– Idiota!

– Sente-se aqui. – Cristine disse sorrindo.

– Vou buscar uma água para Tavi e você. – Anunciou Malcolm deixando Cristine cuidando da menina.

– Regina, pode olhar Teresa enquanto eu cuido disso?

– Claro. – A morena disse pegando as duas meninas. – Vamos levar as meninas na água, querida? – Chamou Emma. – Por que não vem conosco e tenta surfar um pouco, Henry?

– Eu ensino ele. – Coraline sorriu para o garoto.

– Nós ensinamos. – Corrigiu Cristine.

– Você sabe surfar?

– É claro que sim! Acha que eu passo todo o meu tempo em um consultório e fazendo compras? É Beverly Hills, mas eu não preciso morar dentro da de lojas. – Coraline sorriu encarando os olhos da loira enquanto deixava que a ela tratasse de seu machucado.

– Aí! – Reclamou quando já estavam sozinhas.

– Está doendo?

– Sim... Mas não conte a ninguém...

– Sentir dor é normal, meu bem...

– Demonstrar dor é fraqueza.

– Não, não é... Você é humana. Vai sentir dor. – Sorriu deslizando a mão por sua bochecha. – Está pronto. Só preciso ir buscar um curativo no carro. Quer esperar aqui ou vamos colar lá mesmo?

– Eu te espero aqui. – A loira sorriu.

– Tudo bem. Eu já volto.

Coraline observou a avó e a namorada com as duas crianças. Notou que sua mãe e Malcolm compravam água para ela. Depois olhou para Cristine pegando um adesivo e sua prancha branca e verde... Ela era a única que só fazia besteira. Uma lagrima desceu veloz por sua bochecha e caiu em sua mão.

– Você quer conversar? – Cristine afundou a ponta da prancha no chão e se sentou em sua sombra.

– Acho que sim...

– Quer dar uma volta? – A menina não disse nada, apenas assentiu e se levantou.

Antes mesmo de começar a falar lagrimas já se formavam em seus olhos... A cada passo pareciam pesar mais e mais.

– Coraline... O que está acontecendo? – Cristine perguntou segurando-a pelos ombros.

– Meu namorado tem câncer! – Ela disse afundando o rosto no ombro de Cristine para chorar.

Notas finais
Então... O que acharam? Comentem e façam uma autora feliz ^.^