This is my Happy Ending
32 Sex, Camp and Lovers
Notas iniciais
Quando Emma despertou na grande cama com lençóis brancos ela estava sozinha e o quarto tinha um cheiro maravilhoso que ela sabia que pertencia a Regina. Antes de seguir a pista do perfume pela casa e encontrar seu tesouro a loira se dirigiu até o banheiro e tomou um banho vestindo uma longa camisa que encontrou no closet de Regina.
Desceu as escadas fazendo o mínimo de barulho possível e encontrou a morena sussurrando uma melodia enquanto preparava o café. A loira agarrou sua cintura por trás e beijou seu pescoço despertando a morena de sua tarefa.
– Bom dia! Dormiu bem?
– Está brincando? – Emma sorriu tomando os lábios da Rainha em um beijo calmo. – O que está fazendo aí? – Perguntou respirando fundo.
– Você quer provar? – Emma encarou a expressão maliciosa no rosto de Regina e apenas assentiu. A morena deslizou seu dedo pela pasta marrom e traçou um risco diagonal em seu pescoço. – Então prove. – Emma mordeu o lábio e se inclinou deslizando sua língua pela pele macia e então começou a beijar e chupar. Quando se afastou encarou Regina por um longo tempo. – E então, o que achou?
– Ainda não sei dizer. Posso provar novamente? – Perguntou esperançosa.
– Pode. – Regina deslizou o chocolate por seus lábios e a loira foi de encontro a eles.
– Está maravilhoso... O acompanhamento então. – Murmurou se aproveitando da situação para roubar alguns beijos que lhe seriam dados de graça.
Em um movimento rápido e inesperado a morena foi colocada sobre a bancada derrubando algumas coisas e beijos quentes foram trocados pelas duas mulheres...
A campainha tocou duas vezes antes delas ouvirem a porta bater. Regina empurrou Emma e saltou da bancada ajeitando suas roupas e cabelo.
– Bom dia! – Ouviram Coraline dizer seguido de passinhos até a cozinha. A morena sorriu encarando as duas mulheres e Regina corou de um vermelho vivo por sua neta estar imaginando o que ela estava fazendo antes dela chegar.
– Vamos mamãe! Me leve para cavalgar! Vamos! – Pediu puxando a mão da morena.
– Bom dia também, meu bem. – Emma sorriu.
– Bom dia, mãe. Agora vamos. – Disse decidida.
– Mas nós duas ainda não comemos nada depois que acordamos. Espere um pouco.
– Como vocês são folgadas! – Reclamou.
– Sem contar que o sol está forte e você não pode ficar exposta a ele.
– Começou... Eu disse loirinha, ela é uma chatonilda!
– Não. Ela é mãe e está sendo cuidadosa. – Corrigiu Emma defendendo a noiva. – Mas eu estava pensando. Vamos acampar todas nós e podemos levar o cavalo e nos divertirmos um pouco com coisas que não envolvam tecnologias.
– Acampar? – Regina perguntou confusa se virando para a loira.
– Sim... – Sorriu.
– Tipo assim, lá fora? Igual aos sem teto?
– Regina... – Emma disse se aproximando enquanto Coraline tentava não rir da avó – Vai ter uma barraca sobre sua cabeça... – Tranquilizou. – E eu estarei ao seu lado... – Sorriu beijando a testa da mulher.
– Vai me proteger? – Sorriu.
– Com a minha vida... – A loira ficou encarando Regina com uma expressão boba por um longo tempo.
– Tudo bem... Mas vamos combinar tudo direitinho...
– Teresa pode ir também? Pode, mamãe? – Coraline encarou os sapatos.
– Não sei se Cristine deixaria ela ir com a gente em um acampamento no meio do nada.
– Ela pode ir com a gente!
– O quê? – Coraline e Emma gritaram juntas.
– Não acho que é uma boa ideia... – Reclamou Coral andando de um lado para o outro.
– Concordo. Seria melhor não convidá-la. – Completou Emma agitada.
– Por quê? Queria tanto que Teresa e Cristine viessem... – Tavi disse com olhinhos tristes.
– Oh! Eu não consigo resistir a esses olhinhos! – Regina disse se ajoelhando para ficar da altura da filha. – Além do mais, qual o problema de Cristine vir? Vou ligar para ela se preparar para o fim de semana... – Sorriu beijando a menina.
– Não sei se vou poder ir... Tenho uns trabalhos para fazer e Malcolm vai precisar de mim.
– Ah! Venha! Por favor! Por favor! – Pediu Tavi batendo os pesinhos.
– Tudo bem... – Cedeu dando um sorriso desanimado. – Vou dar uma olhada em Malcolm. Voltamos da quimo há uma hora e ele sentia um pouco de dor... Me pediu para deixá-lo sozinho. – Seu rosto se contorceu. Quando a menina saiu Regina sentou sua filha na bancada e usou um pouco do chocolate em um bolinho.
– Veja se gosta. – Sorriu entregando a loirinha.
– Coraline não precisa passar por tudo sozinha... Ela poderia conversar com alguém, sei lá. – Observou Emma.
– Ela é muito fechada... Não se preocupe, ela da conta. – Comentou distraída.
– Não, Regina. Você não entende? Ela tem 17 anos e está assumindo a responsabilidade por um homem de 23 que tem uma filha! Ela NÃO da conta. Quando as pessoas menos demonstram ou menos merecem é quando elas mais precisam... – Emma disse com seu tom de voz alterado.
– Tudo bem! Tudo bem! O que foi isso?
– Ela é sua neta... É minha família também... E talvez eu saiba como é arcar com tudo sozinha e tentar manter se forte... – Disse olhando para o chão.
– Oh! Emma... – Regina se virou para ela e a abraçou.
– Está vendo! Não quero que sinta pena de mim!
– Mas, querida, eu não estou sentindo pena... Eu estou admirando você... – Sorriu beijando a loira.
– Mamãe! – Reclamou Tavi cobrindo os olhinhos e deixando apenas a boca suja de chocolate a mostra.
– Me desculpe!
– Isso está maravilhoso. – Deu um sorriso marrom. As mulheres riram encarando a filha.
– Onde Henry está?
– Henry está jogando em um campeonato... Não vai voltar tão cedo. – O celular dela tocou e esta se afastou para atender o aparelho.
– Vamos comprar roupas para você cavalgar hoje? – Perguntou Regina usando um guardanapo para limpar a boca de Tavi.
– Sim. Mamãe, podemos comprar uma cela para Rocinante?
– Claro... Podemos comprar o que você quiser. Vou ligar para Cristine.
– E eu vou comer mais. – Disse sorrindo.
– Só não exagere, querida. – Disse indo atrás de seu celular.
***
Emma seguia a frente de uma Regina ofegante e que não parava de reclamar.
– Por favor, Regina! – Pediu se virando. – Cinco minutos de silencio... Por favor? – Regina encarou-a com uma expressão nada boa.
– Essa ideia foi sua! – Dizendo isso ela partiu a frente.
– Regina! Regina, espere! – Emma tentou alcançá-la, mas era tarde. A morena despencou levando parte de vegetação com ela. – Regina! – Emma correu deslizando com habilidade pela terra. – Regina? – Chamou.
– Me lembre de arrancar fora o seu coração quando eu tomar um banho. – Emma riu seguindo a voz da Rainha. Ela estava completamente suja e com alguns galhos emaranhados aos cabelos desgrenhados.
– Me deixe ajudar. – Tentou se aproximar.
– Eu não preciso da sua ajuda! – Disse como a pessoa orgulhosa que sabia ser.
– Vamos lá, Regina... Me deixe te ajudar. – A morena virou o rosto e tentou se levantar. – Eu sei... Eu errei em zombar de você. Mas como você disse, eu sempre vou ser o “pai” de Tavi... Eu tenho que cuidar de você. Você é uma dama. É delicada... – Emma começou a se aproximar, não sendo rejeitada dessa vez. – Cheirosa... – Sussurrou próximo a orelha da morena. Ela deslizou a ponta de seu nariz em uma linha imaginaria no pescoço da Rainha. Quando beijou seus lábios ela demorou longos minutos para se separar. – Você está com gosto de terra. – Sorriu se inclinando para mais um beijo. Na tentativa de se aproximar mais Emma deixou seu pé esbarrar na canela de Regina.
– Aí! – Reclamou ela.
– O quê? O quê eu fiz? – A loira examinou cada centímetro do corpo da morena com atenção.
– Minha canela... Está doendo. – Emma olhou para baixo.
– Regina! Foi uma quede de meio metro! Como você fez isso?
– Eu não tenho culpa se o caminho resolveu sair da minha frente! – Reclamou.
– Agora a culpa é do caminho? Você cairia mesmo que uma placa em neon indicasse que tinha um desvio na estrada.
– Vai começar a zombar de novo?
– Não... Me desculpe. – Emma rasgou uma tira do casaco e usou para limpar o sangue vermelho escuro da Rainha.
– Aí! Está machucando! Seja mais delicada! – Pediu se apoiando nos braços.
– Sim, vossa graça. – Devolveu irônica.
– Pare com isso! Se quer cuidar de mim cuide e não me machuque mais... Se é para ser bruta me dê que eu cuido disso. – Se ofereceu para pegar o tecido das mãos da loira, mas foi recusada.
– Se acalme, ok? Eu só quero ajudar.
– Tudo bem...
– Shh...
– Olha só eu estou concordando!
– Shh...
– Não faz “shh” pra mim!
– Fica quieta! – Gritou e a morena atendeu com os olhos arregalados. – Tem um rio aqui por perto. Eu posso ouvir ele correndo. Consegue andar?
– Mas é claro... – Regina se colocou de pé, mas logo já estava de volta ao chão. – Que não... – Reclamou.
– Tudo bem... Vem aqui. – Emma se abaixou e puxou a noiva para seus braços.
– Obrigada... – Regina sorriu retribuindo um breve beijo que Emma fez questão de depositar em seus lábios. – Como você consegue?
– Como eu consigo o quê? – Perguntou ainda caminhando com a mulher nos braços. A loira não estava nem mesmo ofegante.
– Me carregar...
– Está dizendo que eu sou fraca?
– Não... Estou dizendo que eu sou pesada.
– Não é o que meus braços estão dizendo. – Regina sorriu.
– Preste atenção no caminhou ou cairemos as duas e eu me machucarei mais. – Emma riu e beijou a testa da morena atendendo seu pedido logo em seguida. – Estamos perto?
– Sim. – Emma deu meia volta e usou seu corpo para tirar a vegetação do caminho para passar com Regina. – Ali. – Sorriu satisfeita. – Me deixe ver isso agora.
Ela sentou a morena sobre uma pedra e tirou fora sua bota de caça... Massageou seu pé e depois lavou o machucado.
– Você deve ter torcido o pé também. Explicaria não conseguir andar. – Com todo o cuidado possível limpou o machucado da mulher e depois usou outra tira que tirou de seu casaco para cobrir. – Vai manter ele limpo até chegarmos ao acampamento... Pode nos levar de volta?
– Talvez... Nunca tentei algo assim aqui. – Regina esperou um longo tempo. – Eu não consigo.
– Tudo bem... Eu posso carregar você. Não nos afastamos muito... – Emma se abaixou e ergueu novamente a mulher para os seus braços.
– Não precisa querida... Eu acho que posso andar.
– Não se preocupe. Eu posso carregar você. – Ela sorriu e se aproveitou da proximidade para beijar a morena. O que ela não espera era ser retribuída com tanto desejo. – Ainda não chegamos no acampamento...
– Você me deve uma escapada para a grama... – Sussurrou voltando a beijar a loira. Emma riu.
– Você precisa de cuidados... Sua testa também está cortada... – Regina bufou e revirou os olhos.
– Não se faça de difícil! – Reclamou.
– Regina... – Tentou resistir quando a morena passou a beijar seu pescoço. Não aguentando soltou a morena sobre os próprios pés e agarrou suas coxas puxando-a novamente para seu colo.
– Uma vez a sábia disse “Boa menina.” – Sorriu maliciosa partindo para cima da loira.
Emma tentou tocá-la ou provocá-la, mas Regina parecia querer vencer aquela disputa por controle... E Emma não iria mentir, ela estava conseguindo.
A morena forçou para ter seus pés no chão novamente e quando conseguiu tratou de forçar a loira para baixo em direção ao chão.
As mãos da Rainha desciam firmes e confiantes pela barriga da noiva e ela estava ficando impaciente com as roupas da mulher.
– Uma dica, querida: A próxima vez que formos ficar a sós por um longo tempo use pouca roupa.
– Está... – A frase de Emma foi interrompida por um beijo caloroso.
– Ah! Só mais uma coisa... Fique caladinha. – O pedido de Regina mais parecia com uma ordem que Emma tratou de obedecer.
Toda a poeira e galhos no chão agora estavam se emaranhando nos cabelos loiros de Emma, mas ela não dava a mínima para isso, só queria que Regina fizesse o que bem entendesse com ela no meio da grama selvagem...
– Nunca pensei que a Rainha gostasse de... – Ela foi interrompida, mas dessa vez não por um beijo e sim um arranhão acompanhando de uma mordida. Ela gemeu alto e Regina ronronou uma risada excitada para ela.
– Pensei que tinha entendi a parte de que te quero caladinha... – Emma arregalou os olhos para o olhar negro que a Rainha direcionava a ela e apenas assentiu como um bichinho assustado... Naquele momento ela soube que ela era a presa e Regina o predador. O sorriso que surgiu nos lábios cheios foi ainda mais excitante e assustador...
– Puta merda, Regina! Faça logo isso! – Pediu não se aguentando. Tudo que ganhou foi um tapa... Mas não em seu corpo. A morena havia batido no próprio corpo... A marca de seus cinco dedos estava bem tracejada no inicio de sua coxa sarada. – Regina! – Gritou não sabendo o que sentir.
– Faça silencio querida ou as marcas não vão se limitar apenas ao meu corpo. – Emma a encarou boquiaberta.
– Não pode estar falando sério... – Regina segurou com força o rosto de Emma e se inclinou deixando sua língua explorar a boca da loira.
– Eu não vou continuar com essa gentileza para sempre.
Emma não pagou para ver, permaneceu como Regina queria.
As roupas de Emma voaram para fora de seu corpo com urgência e as mãos macias de Regina acariciaram toda a pele nua que se revelava.
– Você é tão bonita... Acho que eu nunca te disse isso... – Ela se inclinou sentindo as mãos da loira invadindo sua blusa. Seus lábios trabalhavam incansavelmente no pescoço e seios da mulher em baixo de si e esta só fazia gemer seu nome deixando-a ainda mais molhada.
– Ah! Regina... Pare de rodeios...
– Mas o que combinamos? – Sussurrou agressivamente puxando as pernas nuas da loira para cima e acertando um tapa em sua bunda.
Emma arfou apoiando o rosto no ombro da morena.
Regina girou deixando o corpo nu de Emma sobre o seu, ela invadiu o sexo úmido da loira e sorriu ao mesmo tempo em que esta fechava os olhos.
– Você se lembra como é cavalgar, querida? – Perguntou notando um sorriso nos lábios finos da loira ainda de olhos fechados. – Bom... Agora me prove. – Emma não esperou ela pedir outra vez, movimentou seu corpo como a morena queria que ela fizesse. Ela gemia descompassada. – Agora pare. – Ela não conseguiu nem mesmo absorver aquelas palavras.
Parar...
Emma definitivamente não queria fazer aquilo.
– Eu mandei parar! – Regina não pareceu muito contente quando inverteu o jogo adicionando mais um dedo dentro da loira. – Por que você é tão teimosa?! – Ela apertou com força um de seus seios dela com a mão livre enquanto chupava seu pescoço.
Emma gemeu mais alto e deixou que seu orgasmo a atingisse enquanto sentia o liquido quente se derramando em suas coxas. Regina se levanto e começou lentamente e de maneira sedutora deixar que suas roupas deslizassem para fora de seu corpo. Emma apenas continuou deitada em êxtase aproveitando seu momento e sua visão.
Regina se virou e pulou dentro do rio de água transparente.
– Venha aproveitar comigo... A água está ótima. – Emma sorriu maliciosa e se levantou entrando na água.
– Está gelada! – Reclamou.
– Ora! Eu esquento você... – Dizendo isso Regina a puxou para mais perto e a loira entrelaçou as pernas envolta de sua cintura.
– Você sabe como esquentar uma mulher... – Riu se aproximando mais e mais até não ser mais possível que se agarrasse mais a morena.
– Acho que devíamos voltar para o acampamento... Está ficando tarde...
– Uau! Como a mulher sensata voltou rápido! – Emma se aproximou beijando o rosto da Rainha e logo em seguida seus lábios. – Vamos aproveitar o momento.
– Emma... Eu não estou mais conseguindo fazer magia... – Reclamou olhando envolva.
– Tem razão... Reyna e Cristine devem estar preocupadas com a gente. – Emma se separou, mas foi trazida de volta rapidamente. Regina a beijou uma última vez antes de se separar e mergulhar...
Tão rápido quanto os galhos foram parar nos cabelos macios eles deslizaram para fora. Ela emergiu na borda e saiu esperando alguns minutos antes de vestir suas roupas novamente.
– A visão aqui em baixo está maravilhosa... – Emma sorriu maldosa.
– Saia logo daí. – Regina disse tentando esconder o corpo.
– Está escondendo por que eu nunca vi, não é? – Emma riu saindo da água e andando até Regina para beijá-la. – Está planejando nosso casamento?
– Emma... – Regina suspirou.
– Não! Tudo bem... Pode ser quando você estiver preparada. – Sorriu encorajadora.
– Quer saber? Eu estou pronta! Vamos fazer um jantar pelo noivado de Coral e dizer que estamos planejando nosso casamento também. – O rosto de Emma se iluminou em um sorriso e ela puxou Regina contra si beijando-a.
– Eu te amo.
– Eu sei...
– Responda corretamente. – Pediu ameaçando jogar Regina de volta no rio.
– “Corretamente.”
– Não me teste!
– “Não me teste.”
– Eu te amo.
– Obrigada. – Emma bufou e a puxou novamente para outro beijo.
– Você é idiota... Vamos embora. – Chamou enquanto terminavam de se vestir.
Não demoraram muito para encontrar a trilha que levava ao acampamento. Emma havia memorizado o caminho de volta com perfeição, elas não se perderam nem uma vez. O sol já se escondia dando lugar a lua prateado quando elas entraram no acampamento.
– Dê mais cinco minutos a elas e seguimos com o seu plano. – Emma pode ouvir Cristine dizer. Elas seguiram para perto da fogueira que ascenderam.
– Cristine, minha mãe e minha madrasta estão desaparecidas! Podem estar com frio, fome, perdidas...
– Transando... – Coraline sussurrou tão baixo que quase não foi possível ouvir. A menina estava claramente entediada com o assunto.
– Coraline! – Reyna repreendeu. – Pior! Elas podem ter sido atacadas e estarem mortas agora.
– A mamãe ali! – Tavi disse apontando para as duas.
– Surpresa! – Emma brincou. Tavi correu pulando nos braços de Regina e depois nos de Emma.
– Vocês não têm consideração e nem se preocupam se nos estaríamos loucas de preocupação não?
– Desculpe...
– Por que seu cabelo está molhado? – Tavi perguntou curiosa.
– Er...
– Regina caiu no rio! – Emma interferiu.
– E por que o seu também está molhado?
– Eu pulei pra salvar ela.
– E não molharam as roupas?
– Elas secaram.
– E por que o cabelo não? E por que vocês estão cheirando a grama? – Perguntou franzindo o pequeno nariz.
– Então, Tavi, vamos pegar marshmallow? – Coraline chamou segurando a pequena mãozinha. – Venha conosco, Teresa. – Convidou a outra menina. Quando se afastaram o olhar repreensor de Reyna foi o que bastou.
– Desculpe! – Começou Regina.
– Se queriam privacidade poderiam ter pedido para eu ficar com Tavi e vindo vocês sozinhas nessa droga de acampamento! – Bufou saindo de perto delas.
– Ela só está com a cabeça quente... Não se preocupem... Mas... Poxa vida! Você nos deixaram preocu... – Ela perdeu sua frase no pescoço arroxeado de Emma. – Preocupadas! – Ela corou encarando Regina e sentiu um calor conhecido latejar... – Eu vou olhar se Teresa precisa de alguma coisa! – Disse nervosa se virando e deixando as duas mulheres sozinhas.
– Você se lembra onde fiz essa tatuagem? Porque eu acho que Cristine está querendo uma igual. – Disse Emma inocentemente.
– Eu não consigo me lembrar... Você não conhece nada que poderia refrescar minha memória? – Emma sorriu e puxou Regina para uma série de beijos. Emma notou o olhar curioso de Cristine sobre o beijo delas e se aventurou em deixar sua mão deslizar pelo corpo da morena.
– Vamos parar com isso... Nossa filha está aqui.
– Tem razão. – Emma começou a caminhar em direção a fogueira, mas se virou e roubou um beijo rápido de Regina.
Aquela noite fora agradável... Bem agradável. O único momento de tensão foi quando começaram a separar quem ocuparia a barraca e com quem. Tavi queria ficar com Regina, Emma, Teresa e Coraline... Mas claramente iriam lotar não tendo espaço para dormirem. Então por meio de acordos e de pensamentos sensatos decidiram que Emma e Regina dividiram a última barraca, Reyna ficaria com as meninas na primeira e Cristine dividiria a do meio com Coraline.
A fogueira foi apagada e elas seguiram para se esconderem do frio em suas barracas. Emma estava agarrada a Regina e dormia tranquila.
Regina ainda lia atentamente um livro sobre magia... Emma se mexeu e deu as costas pra ela livrando-a de seu aperto de aço. Aquela altura, quando estava prestes a dormir também tudo que Regina viu foi uma sombra lá fora. Tinha alguém lá fora.
– Emma... – Chamou assustada. – Emma! – A loira não atendeu.
Regina abriu o zíper e saiu olhando em volta... Ela não viu nada estranho. Deu uma volta na barraca e sentiu um puxão para a escuridão. Tentou gritar, mas uma mão cobriu sua boca.
– Sou eu... – Esclareceu.
– Cristine? O que diabos está fazendo? Quase me fez ter um infarto!
– Não se preocupe, seu coração é bem forte... Eu só estava respirando um pouco. Por que ninguém avisou que Coraline fala enquanto dorme? – Reclamou fazendo Regina rir.
– Acho que ninguém sabia desse detalhe.
– Que saco! – Elas ficaram em silencio por um longo tempo apenas se encarando.
– Então... Acho que vou voltar para a barraca e tentar dormir um pouco. – Regina sorriu sem graça e se virou.
– Regina... – Cristine chamou segurando sua mão. Elas não disseram nada, Cristine puxou Regina contra si em um beijo faminto e enlouquecedor. Regina teve seu corpo pressionado contra o tronco de uma árvore e mãos ágeis apertaram suas coxas.
– Cristine, não... – Pediu virando seu rosto para evitar os beijos da mulher.
– Ninguém precisa saber... Pense que eu sou ela... Apenas me faça esquecer... – Suplicou beijando seu pescoço. Regina demorou um pouco não entendo nada.
– Eu não quero ser aquela que te fez esquecer!
– Então venha ser minha mulher. – Regina não respondeu. Deixou Cristine beijá-la não conseguindo se livrar dela. Quando sentiu que Cristine aproximava sua mão de seu sexo nada úmido mordeu forte sua língua.
– Mantenha distância! – Disse quando ela se afastou.
– Regina? Me desculpe! Eu não queria fazer isso! – Disse completamente desesperada. – Eu não queria... Não é você. Eu só queria poder me apaixonar por alguém disponível... Não conte a ninguém. – Pediu correndo para longe.
Regina deslizou suas mãos pelo cabelo e olhou envolta como se pudesse ter sido vista.
– Meu deus... Como vou dizer isso a Emma?
– Me dizer o quê? – Emma perguntou sonolenta parada ao lado da barraca há três metros de Regina.
– Emma?! – Regina se virou e correu em sua direção. – Eu sinto muito... Eu não tive culpa.
– Me diga logo o que aconteceu!
– Cristine me beijou... Mas dessa vez eu juro não retribui! Eu a mordi para que se afastasse... Você acredita em mim? – A expressão no rosto de Emma era de completa fúria. – Me perdoe, Emma. Por favor!
– Você não fez nada... – Ela se virou caminhando a passos largos até a barraca ao lado.
– Emma, não faça nada! Não compensa! Emma, por favor! – Regina tentou sem sucesso impedir a loira furiosa que ia em direção a barraca marrom no meio da clareira.
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