This is my Happy Ending

33 Okay, I can keep this secret... It meant nothing...


Notas iniciais
Eu sei, eu demorei... Eu sei, o Nyah deu uma bugada... Eu sei, vocês são incriveis!

Emma tentou abrir a barraca, mas não conseguiu rasgar o tecido.

– Cristine! – Gritou enraivecida.

– Emma! Cale a boca! Vai acordar todo mundo!

– Dane-se! Não vou parar de gritar enquanto Cristine não sair. – O zíper se abriu e Coraline encarou Emma. – Saia da frente, Coral. Você não tem nada haver com isso.

– Emma... Cristine me explicou a situação dela... Emma, pense um pouco...

– Não importa! É a segunda e última vez que ela toca na minha mulher! – Emma encarou Coraline com um olhar mortal e a morena saiu da barraca.

– Emma... – Tentou argumentar.

– Nem tente... Saia da frente.

– Emma! – Regina se aproximou ficando entre as duas. – Emma, pense bem. O que pretende fazer?

– Primeiramente eu vou dar uma palavrinha com a Doutora Fontaine e depois... – Ela sorriu. – Bem... Aí nós resolveremos isso civilizadamente ou não... Agora saiam as duas da minha frente! – Emma se esquivou dos braços que tentaram segurá-la e colocou metade de seu corpo para dentro puxando Cristine de lá.

– Emma, me desculpe! Eu não...

– Não queria? Bem, isso não a impediu de fazer mesmo assim, e agora o que importa é isso. Se você acha que Regina não me contou sobre o beijo que compartilharam está enganada. Não mantemos segredos, confiamos uma na outra. Você está verdadeiramente insuportável, Cristine. Falta pouco se jogar sobre a minha noiva e comê-la na minha frente!

– Emma! – Regina gritou. – Já chega!

– Me desculpe, Emma... Realmente, me desculpe... – Emma sentiu algo inflamar ao ouvir ela simplesmente pedir desculpas... Sem pensar ergueu o punho acertando um soco no canto da boca de Cristine.

– EMMA! – Regina gritou entrando na frente da loira. – O QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO?! – Ela segurou a loira pelos ombros e a sacudiu.

– Eu vou quebrar a cara da vadia! – Ameaçou seguir a diante e tentou tirar Regina da frente. Coraline cuidava de Cristine e a tirava de perto de Emma.

– Emma! Pare com isso!

– Saia da frente! – Emma tentou passar novamente.

– Emma... Se você der mais um passo eu vou... – Coraline já havia desaparecido de perto das duas com Cristine apoiada a ela... Emma encarou Regina de cima e foi se aproximando mais e mais até poder sentir a respiração da Rainha na dela.

– Você vai o quê?

– Eu vou... – Emma agarrou seus cabelos e a puxou para beijando-a

– Eu só não quero perder você... Você é incrível demais e as vezes eu nem sei se te mereço... – Emma sussurrou ofegante apoiando sua testa na da morena.

– Emma... – Regina sorriu. – Você não vai me perder... Eu me faço a mesma pergunta... Afinal, o que é que você vê em mim? Eu sou... – Regina se interrompeu. – Eu era... – Emma sorriu.

– Você já se olhou no espelho?

– Idiota. Estraga o momento perfeito...

– Regina romântica... Que coisa fofa. – Emma zombou envolvendo os ombros da morena com um braço. – Vou me desculpar com Cristine... Será que ela aceita?

– Assim como você aceitou? Não sei... Quem sabe? – Emma corou.

– Qual é! Eu... Bem, eu não sei por que fiz aquilo... Pensando bem que idiotice! Onde está Cristine?

– Coral a tirou daqui... Acho que foram por ali. – Regina disse apontando a direção

– Será que amanhã será tarde demais?

– Emma... – A voz repreensiva de Regina fez Emma bufar.

– Qual é!

Qual é! – Resmungou tentando imitar a voz da loira.

– Regina... Vamos entrar na barraca, eu estou com frio... – Ela sorriu maliciosa enquanto se aproximava. – Por que você não me esquenta, assim como fez hoje mais cedo?

– Você não se cansa? Por favor! – Regina revirou os olhos.

– Ah, Regina... Depois de todo esse tempo como minha mulher você ainda não entendeu que eu nunca vou me cansar? – Emma segurou a morena pela cintura e se inclinou beijando-a

– Não... – Murmurou totalmente envolvida naquele beijo. – Pare com isso, Emma... – Riu retribuindo os lábios que tocavam os seus com fome e desejo.

– Pare de resistir... – Emma pediu em seguida deixando sua língua explorar a boca da noiva.

– Vamos fazer algo juntas...

– É o que eu pretendo.

– Não isso... Algo diferente disso... Por que não me conta sobre o seu passado? – Emma soltou a cintura na qual se encontrava agarrada e se afastou.

– Puta merda, Regina!

– O que eu disse?

– Meu passado é algo desagradável e que eu não posso mudar. Vamos deixá-lo lá, quietinho.

– Me desculpe... – Regina pediu se aproximando cautelosamente. – Ei... – Ela beijou o ombro de Emma sobre a manga do pijama de flanela. – Vamos entrar?

– Me desculpe você... Se você quer saber sobre mim eu entendo, também quero saber sobre você. Acho que não reagi corretamente.

– Acho que estou prestes a desistir disso... Não podemos deixar minhas confissões para algum outro dia? Algum que esteja bem distante?

– Boa tentativa, mas não vai rolar. Você queria conversar? Vamos conversar. – Regina se deixou ser guiada de volta para a barraca e se deitou um pouco inclinada para olhar Emma.

– O quê quer saber?

– Nossa, Regina! Não é assim um interrogatório!

– Desculpe...

– Estou curiosa a respeito de sua época como Rainha... – O rosto de Regina se contorceu e ela suspirou.

– Eu não era uma boa pessoa...

– Eu sei... E te amo do mesmo jeito. – Regina sorriu.

– Tudo bem... Mas você fará isso.

– Eu? Como eu vou contar a sua história? – Regina pegou seu espelho e entregou a Emma.

– Imagine algo que você quer ver... Não sei se vai funcionar aqui. A magia é fraca, quase inexistente.

Emma fechou os olhos e pensou com todas as suas forças em Regina.

– EMMA! – A loira acordou com um leve tapa em seu ombro.

– O quê? O quê eu fiz? – Ela não precisou de respostas, a imagem no espelho foi o que bastou.

A Rainha, diferente do habitual, usava um coque frouxo com fios soltos. Ela estava de costas e apenas seus ombros nus podiam ser vistos acima da superfície da água que se encontrava dentro.

– Não quero que veja isso...

– Regina, vamos lá... Quantas vezes eu já vi isso?

– Não é sobre meu corpo... – Murmurou deixando a loira prosseguir no que assistia.

Aquele era o único momento que Regina podia ser Regina, pois nos outros estava ocupada interpretando sua personagem Rainha Má...

A água estava calma e ela se movia devagar para que a mesma permanecesse assim. Suas mãos se ergueram da água e ela esfregou o rosto com os dedos molhados. Foi então que Emma notou que a Rainha fazia mais que tomar banho... Ela estava chorando.

O olhar pesado de Emma sobre ela foi demais. Regina virou o rosto e procurou não assistir mais aquela cena.

Majestade? – Elas ouviram uma voz tremula, distante e amedrontada.

O que é?! Já ordenei não interromperem meu banho! – A voz da Rainha não era frágil como Emma pensou que seria por estar chorando. Sua voz soou alta, forte e ameaçadora.

– Chega... – Emma disse por fim deixando o espelho de lado. Ela abraçou Regina e a beijou.

– Não quero que pena seja um dos sentimentos que tem por mim.

– Eu nunca teria pena de você... Você é a mulher mais incrível, forte, poderosa e bonita que já conheci. As outras qualidades eu passaria a noite toda listando.

– E os defeitos? – Perguntou tímida escondendo a expressão atrás do cabelo.

– Apenas um: Não aceitar que é incrível do jeito que é... – Regina sorriu e ergueu o rosto beijando Emma.

– Você me faz acreditar que eu posso ser uma pessoa melhor...

– Você me faz acreditar que amar não dói...

Regina sorriu e deixou que a loira se agarrasse a ela como uma adolescente e a beijasse até que seus lábios doessem e o sono fizesse seus olhos pesarem toneladas. Só se lembra de dormir no abraço mais confortável que já conheceu. Os braços de sua amada.

***

Emma tinha uma demorada conversa com Cristine enquanto Regina, sem tirar os olhos das mulheres, tentava ajeitar a mesa de madeira com o café da manhã para elas.

– Regina! – Coraline chamou sua atenção rudemente enquanto a morena se distraia derramando suco pelo chão.

– Oh! Desculpe!

– Pare de ficar vigiando a luta pelo seu coração! Você já tem pessoas demais fazendo isso para ficar olhando Cristine. – Resmungou deixando uma sacola sobre a mesa e saindo pisando duro.

– Coraline?! – Regina disse revoltada e sem entender o porquê da raiva da morena. – O que você tem? – Regina chamou sua atenção puxando o pulso da menina.

– Me erra! – Ela recolheu seu braço e tentou seguir a adiante.

Regina apenas encarou ela se afastar sem entender o que acontecia.

– Eu resolvi a situação com Cristine. – Emma sussurrou se aproximando por trás para beijar o pescoço da noiva.

– Isso é ótimo. As meninas vão acordar a qualquer momento. Reyna já saiu da barraca. Vá colocar uma roupa adequada para o café. – Ela se inclinou e beijou os lábios finos da loira.

– Sim, vossa graça. – Provocou cobrindo o rosto da mulher de beijos. – Já volto! – Disse e seguiu para a barraca.

A mesa estava pronta. Cristine estava sentada de frente para Regina com uma expressão encurralada e pensativa.

– Olha... Me desculpe.

– Tudo bem. – Disse sorrindo. – Você estava...

– Em conflito! Mas sei exatamente o que quero... É... – Disse como se precisasse ouvir os próprios pensamentos. – É isso. Eu sei! Não sei? – Ela perguntou olhando Regina, mas algo em sua expressão dizia que a pergunta fora feita para si mesma. – Eu tenho que ir! – Ela se levantou seguindo para a mata e ignorando os chamados de Regina.

Cristine caminhou por longos minutos até ouvir suas lagrimas... Quando a viu ela estava sentada apenas alguns centímetros distante da borda de uma pedra.

– Coral... – Sorriu em alivio.

– Vai embora. Não quero falar com ninguém. – Ela tentou esconder suas lagrimas, mas Cristine se aproximou e sentou-se ao seu lado envolvendo seus ombros em um abraço.

– Não... eu não vou embora. – Coraline sorriu.

– Como pode me conhecer tanto?

– Eu posso ver além das suas barreiras... Basta olhar no fundo dos seus olhos.

– Você..?

– Eu. – A loira sorriu se inclinando aos poucos.

– É que...

– Shh... – O delicado dedo que Cristine usou para silenciar a morena logo deu lugar aos seus lábios.

Elas não tinham pressa. Foi um beijo calmo e cheio de amor. Elas não podiam negar isso.

– Eu am... – Tentou dizer com um sorriso estampado no rosto.

– O que foi isso? – Coraline interrompeu se levantando rapidamente. – Cristine! Me desculpe! Eu me deixei levar pelo momento e... Malcolm! – Sua expressão se contorceu em desespero.

– Ei! Ei! Ei! – Cristine segurou a morena que se desesperava cada vez mais. – Tudo bem... – Sorriu amigável. – Eu...

– Eu sei! Me desculpe! Não significou nada... Não é? Vamos esquecer isso, certo? – Cristine se afastou não conseguindo dizer aquilo que estava preso e pronto para sair segundos atrás. – Cristine? Isso não significou nada, não é? Vamos esquecer?

– Claro. – Ela sorriu ainda encarando o chão.

– Obrigada! Por favor não diga nada ao Malcolm! – Pediu abraçando forte a loira. – Ele não pode me perder nesse momento tão delicado...

Pela fragilidade na voz da morena ela era quem precisava de cuidados e não Malcolm. Cristine sabia que aquele beijo fora profundo. Ela sentiu! Ela sentiu amor. Ela nunca havia sentido aquilo antes. Com toda certeza Coraline não conseguia deixar Malcolm por se sentir responsável por ele e não por que estava apaixonada.

– Claro, eu posso guardar esse segredo... Não significou nada... – Repetiu sorrindo como um robô.

– Obrigada! Obrigada! Você é a melhor! Vamos voltar... Acho que eu devo desculpas a Regina. Acho que seus lábios são mágicos! Me sinto bem melhor! – Sorriu radiante. – Mas isso fica apenas entre a gente. Não se preocupe.

– Eu nem cheguei... – Sussurrou enquanto começava a seguir a garota de volta para a trilha.

Notas finais
Me desculpem por não ter uma pancadaria mais divertida... Mas sabe como são as coisas, eu estou tentando manter a relação da Cristine com a família Clark Swan-Mills não tão desastrosa!