This is my Happy Ending
34 Wide Awake and Dreaming
– Tavi, querida, já lavou as mãozinhas para comer? – Regina perguntou enquanto terminava de servir o suco para a loirinha.
– Uhum... – Ela disse sorrindo.
– Quando? – Regina estreitou os olhos.
– Recentemente.
– Engraçadinha! Vá lavar as mãos! – Emma riu atrapalhando os fios loiros bem penteados da menina quando esta passou por ela.
– Já está aprendendo como dar em volta em você! – Regina revirou os olhos.
– E você como um péssimo pai está fazendo um ótimo trabalho rindo disso. – Emma sorriu e se levantou abraçando Regina.
– Não consigo manter meu corpo longe do seu... – Sussurrou contra o pescoço da morena.
– Emma... O café... Nossa filha.
– Bom dia! – Reyna disse alto para que as duas “despertassem” do seu momento na bolha casal feliz.
– Posso comer agora? – Tavi perguntou olhando para cima para ver a mãe.
– Agora sim! – Regina sorriu se abaixando para pegar a filha nos braços.
– Será que Coraline está melhor?
– O que aconteceu com a minha filha? – Reyna se levantou do banco alarmada.
– Acalme-se. Ela apenas saiu por ai um pouco nervosa.
– E já estou de volta. Desesperada! – Sorriu beijando a testa da mãe. – E ótima... Me desculpe. – Ela corou e abraçou Regina.
– Isso foi um abraço? Mas que lindo... – Emma brincou.
– Cale a boca, loira! – Reclamou Coraline puxando Emma para o abraço.
– Está tudo bem, querida. – Regina retribuiu o abraço e sorriu.
– Mamãe, Tavi quer bacon! – Tavi disse. – Eu disse para ela esperar, mas disse que estava com fome! – Elas riram e Coraline roubou Tavi para seus braços.
– Então diga a Tavi que eu vou jogar ela no lago se não parar de encher o saco! – Coraline brincou mordendo os braços e bochechas da menina.
– Tudo bem, moças! O papo está ótimo, mas precisamos comer para voltarmos para nossas casas.
– Cristine tem razão. Vamos comer.
Não demoraram muito para levantar o apartamento e em menos de uma hora já estavam em casa.
Regina tentava não transparecer, mas estava louca por um banho e sua cama macia. Se alguém procurasse culpados não precisava nem mesmo apontar para ela, sua mãe que a criara para ser rainha, ela não pedira por aquilo. Ainda assim... A velha Regina que largaria tudo por amor estava voltando e agora Emma era o alvo desse amor.
– Coraline já está indo para Dubai amanhã. É tanta complicação lá que nem entendo por que diabos Malcolm foi parar lá... Ou como.
– Tem um bom mercado... É fácil de fazer dinheiro, como também é bem fácil perdê-lo ou gastá-lo. – Quando Regina se virou Emma estava deitada como a “dama” que era em sua cama. – Emma... Eu vou dizer bem devagar que é para eu não surtar... Tire essas botas sujas do meu lençol de algodão egípcio ou eu arrancarei seu couro e depois irei salgar... Por que estou de bom humor. – Terminou tudo com um sorriso irônico que deixou bem claro que não estava brincando. Emma riu e se levantou indo até a noiva.
– É apenas pano. – As narinas de Regina inflaram.
– Esse... “pano” vale mais que a vida de algumas pessoas. – Emma gargalhou e segurou Regina pela cintura.
– Vocês mulheres e suas preocupações. – Brincou.
– Você se comporta como um animal selvagem. – Emma deu um sorriso malicioso enquanto apertava a cintura de Regina.
– Eu tenho outra coisa selvagem para mostrar a você. – Regina acompanhou a mente da loira e começou a se inclinar para beijá-la. – Mas provavelmente isso não vale a pena. Seus lençóis egípcios e travesseiros indígenas devem ser caros demais para correrem risco. – Regina deu uma risada rouca que pareceu o ronronar de um gato.
– Acho que a palavra que procura é indiano... E ainda assim não vejo por que comprar travesseiro indiano... Os travesseiros são normais. – Ela beijou o pescoço da loira. – E eu acho que quero correr esse risco.
– Você quer? – Emma provocou com seus lábios próximos aos de Regina, mas sem deixar que eles se tocassem.
– Faça amor comigo. – Regina pediu roubando um breve beijo de Emma.
– Você sabe que não precisa pedir duas vezes. – A morena deu outra risada ronronada.
– Eu sei.
Emma derrubou a morena na cama e se deitou sobre ela distribuindo beijos pelo corpo dela. Quando suas mãos avançaram para retirar a camisa da noiva seu celular tocou no bolso de trás de sua calça. Emma não se interrompeu, mas as mãos de Regina encontraram o celular no bolso direito e o entregou a Emma.
– Atenda. – Disse. – Pode ser importante. Henry está fora jogando.
– Mas que inferno! – Praguejou atendendo. – Swan. Quem fala? – Emma ficou em silencio, ainda sobre Regina, por mais ou menos um quarto de segundo. – Sim é a Emma... Alec? Aí meu deus, Alec! – Emma tentou se levantar e prendeu o pé rolando sobre a morena e caindo sentada ao lado da cama.
– Aí, Emma! Emma? Você está bem?
– Estou... Não, eu só escorreguei... Estou com minha namorada... Pois é.
– Sua noiva! – Corrigiu Regina se sentando na cama. – Quem é?
– Alec... Por que não aparece por aqui? Não! Não agora! Hmm... – Regina suspirou.
– Sinto que vou me arrepender... – Sussurrou. – Emma, amor, vamos dar um jantar de noivado para Coraline antes da viagem. Seu amigo está convidado.
– Alec, vamos dar um jantar de noivado para a neta da minha namorada... Sim, ela tem uma neta! Cale a boca e me escute. Apareça aqui. Te mando o endereço depois. Até mais... – Emma desligou e se sentou na poltrona encarando a vista que tinha lá de cima...
– Então... Alec? – Regina disse pigarreando. Ela caminhou até se sentar no colo da noiva.
– Um amigo do orfanato... – ela sorriu... – Você...
– Eu... – Regina sussurrou beijando e acariciando Emma totalmente de acordo em continuar o que estavam fazendo.
– Você é a melhor coisa da minha vida... Nunca me imaginei tão feliz. Alec me fez lembrar como tudo era... Sabe... Como eu era obrigada a me contentar com o que era colocado na minha frente. Sem oportunidade de sonhar... nunca... – Regina repousou sua cabeça no ombro de Emma e beijou seu pescoço com carinho.
– Isso já passou, amor. Somos eu e você agora. E se você quiser sonhar com as estrelas eu as buscarei pra você. – Emma sorriu. – Pode começar a sonhar...
– Há alguns meses eu me sinto acordada e sonhando... Eu me pergunto todos os dias o que fiz para merecer você... – Emma sorriu apaixonada.
– Me faço a mesma pergunta... – Regina devolveu o sorriso. – Vamos então as duas parar de ficar questionando a sorte e aproveitar o momento. Não precisamos nos proteger uma da outra. – Emma riu.
– Diga isso a Regina Mills prefeita de Storybrooke.
– Oh, Emma! Pensei que já tinha superado isso. – Regina riu.
– Superar e esquecer são coisas diferentes, amor. Você era fogo na roupa.
– Isso eu ainda sou, meu bem! – Regina aproveitou o momento para retomar seu momento com Emma.
Fale com o autor