This is my Happy Ending
31 Rocinante
– Como ela está? – Malcolm perguntou colado a Cristine.
– Foi uma queda de pressão... A quanto tempo ela não come? E por favor, parem de se acidentarem! Eu sou psiquiatra, mas estou quase mudando de profissão! E me dê um espaço! – Pediu abrindo os braços. – Coraline?
– Cristine... – Foi a primeira coisa que a menina disse quando abriu os olhos.
– Estou aqui, querida... Sempre vou estar. Como se sente?
– Cansada...
– Vou buscar algo para você comer. E vocês... Levem Tavi até o presente dela, por favor! – Regina seguiu com Emma agarrada a sua cintura e Tavi em seus braços pra fora.
– Eu tenho algo que provavelmente você vai gostar, meu bem... – Disse Regina beijando a testa da menina.
– E só vai poder usar daqui a alguns anos. – Bufou Emma.
– Olha quem é a mãe coruja agora! Bobagem Emma! É mais seguro que o mar. Eu aprendi cedo e vou ensiná-la... Meu bem, esse é seu presente. – Anunciou Regina apontando para o cavalo.
– Demais! – A menina disse animada pulando do colo da mãe para ir até o cavalo. – Eu posso dar um nome?
– Claro que sim, meu amor. – Respondeu a morena sorridente.
– Vai ser Rocinate... Como das histórias que me contava... Um dia eu serei como aquela moça. – O coração de Regina se apertou e ela abraçou Emma tentando conter as lagrimas.
– Ela disse isso? – Perguntou sentindo os braços da noiva a envolvendo.
– Sim... Ela disse... – Emma sorriu e deslizou sua mão pelos cabelos de Regina.
– Por que a mamãe está chorando? Eu disse algo errado?
– Não, querida... Você não disse nada errado. Ela só esta emocionada por você se lembrar das histórias.
– Como eu poderia esquecer! – Os olhinhos da loirinha brilharam e ela tocou a lateral do cavalo. – Olá, Rocinante... Quer ser meu amigo? – O cavalo relinchou.
– Acho que isso é um sim na língua dele.
– Mamães... Vocês são incríveis! Eu adorei o presente. – Ela abraçou as mães e elas ficaram um tempo apenas sentindo o calor uma da outra... Fora um longo abraço em família...
– Então... Acho que a situação está normal ali e essa pequenina precisa descansar... Vou levar minha menina para casa. Nos vemos depois...
– Feliz aniversário, Tavi. – Teresa abraçou a garotinha e depois entregou-lhe uma caixinha pequena. Quando ela abriu havia um colar lá dentro... Ele tinha um pingente de leão. – Para você... Por que você é corajosa. – Elas sorriram.
– É lindo! Eu amei! – Sorriu dando um abraço de agradecimento na menina.
– Vamos, querida? – Cristine chamou segurando a mão da filha. – Tchau e se cuidem meninas. – Sorriu uma última vez antes de entrar em seu carro.
– Vou dar uma olhada em Coral e contar dos meus presentes. – Tavi disse partindo para dentro da casa.
– Então... Ela parece ter mesmo desistido e eu nem precisei dar uma lição nela. – Emma sorriu abraçando Regina e apoiando suas mãos um pouco abaixo de seu quadril. A morena riu. – Você sabe... Essas coisas do tipo “Ouça, moça... Quero você longe da minha garota!” – Disse forçando um sotaque de cowboy.
– Você é tão boba. Eu sabia que não era um problema... Ela sabe quando alguém não a quer do mesmo jeito...
– Hmm...
– O quê foi? O que é dessa vez?
– Apenas um detalhe... Um olhar... Mas deve ser coisa da minha mente!
– Emma...
– Não! Vamos esquecê-la! Sabe o que quero para nós?
– O quê?
– Quero me casar, Regina... Nós já estamos noivas mesmo.
– Emma? – A morena sorriu encarando sua noiva.
– Regina... – Respondeu no mesmo tom. – Depois de ver Coraline e Malcolm eu percebi que quero realmente me casar... Eles são jovens e Reyna não quer que eles se casem. Malcolm está doente e pode morrer a qualquer momento... Mas ainda assim vão lutar para serem marido e mulher... Eu quero isso para gente... Nós somos saudáveis e nada nos impede de subir ao altar...
– Emma eu não sei o que dizer...
– Não diga nada... Afinal você me disse sim uma vez! – Sorriu beijando a mão de Regina e depois seus lábios.
– Essa noite foi uma bagunça...
– Hmm... Que tal irmos para casa e começarmos a nossa bagunça? – Pediu se atrevendo a deixar a situação um pouco mais íntima mesmo estando de pé na rua.
– Emma... Estamos... Oh! Emma! – Ela tentou contestar, mas Emma sabia enlouquecê-la.
– Você pode dizer sim para minha proposta ou eu vou te seduzir e faremos aqui mesmo... Daqui posso ver uma entrada para trás do cercado de grama e... – Regina riu silenciando a loira com seus lábios.
– Tavi vai querer que eu leia histórias e brinque com ela até mais tarde hoje...
– Ótimo... A grama não parece tão ruim. – Emma se abaixou puxando a morena para seus braços e a fazendo rir mais.
– Emma! Isso é indecente!
– Olha quem está voltando... A milady Regina... – Riu mordendo o pescoço dela.
– Emma! Tudo bem! Eu vou dar um jeito de deixá-la cansada...
– Eu sabia que entraríamos em um acordo, querida.
– Mas com uma condição... Tente não fazer barulho. – Emma riu.
– Está projetando como próprio objetivo? Você vai precisar mais...
– Me coloque no chão agora...
– Não.
– Vamos, Emma! Me ponha de volta no chão!
– Peça com carinho. – Regina bufou. – Tudo bem. – Ela continuou seguindo e entrou de volta na casa de Reyna.
– Emma! Me solte!
– Tem certeza? – Ela ameaçou soltar a morena no chão e ela deixou um gritou abafado pelo pescoço da loira escapar de seus lábios. Ela começou a rir.
– Tudo bem, moças... Vou preservar a inocência de Tavi convidando-a para dormir aqui hoje. – Coraline brincou passando por elas com uma taça de vinho.
– O que uma dama como essa morena nos meus braços tem que fazer para conseguir uma bebida?
– Ir andando, ou carregada, tanto faz, e pegar a bebida, pois, até aonde eu sei, essa dama não é aleijada. – Sorriu tomando o resto do conteúdo de sua taça.
– E você, senhorita. Não acha que está indo muito rápido com as bebidas?
– Tanto faz. Cada um escolhe como quer morrer, certo? Você e Regina dão trabalho para o coração uma da outra e eu fico com minha taça de vinho e... – Ela se virou pegando uma garrafa aleatória. Leu o que estava no rótulo e olhou novamente para Emma. – Essa garrafa de whisky. Boa noite senhoras. – Ela se curvou e saiu trocando os passos pela sala.
– Eu acho que sua neta está bêbada... – Regina suspirou.
– Vou avisar Reyna... Me encontre lá fora... Provavelmente acenderam a fogueira, vamos ficar com elas um pouco.
– Já estamos quentes o bastante... – Emma deixou sua língua explorar toda a boca de Regina por um longo tempo.
– Emma...
– Eu estava brincando. Te encontro lá.
Emma seguiu pelo corredor até a cozinha e Regina continuou seu caminho para fora.
– Quando mencionou uma fogueira eu não imaginei que seria desse tamanho. – Sorriu se sentando ao lado da filha e pegando sua outra no colo.
– Eu sei... Mas já tínhamos o espaço, era só comprar a lenha e acender.
– Acho melhor você dar uma olhada em Coral... – Sussurrou.
– Estou com frio... – Reclamou Tavi se encolhendo nos braços de Regina e abraçando o próprio corpo.
– Eu resolvo isso. – Emma apareceu com uma manta felpuda azul, duas taças e uma garrafa de vinho. – Para a princesa, e para a Rainha. – Sorriu entregando os objetos para seus sucessivos donos. Regina sorriu envolvendo a filha na manta e depois pegando a taça.
– Obrigada, amor... Você é a melhor. – Ela se inclinou e beijou a mulher. Tavi cobriu os olhos e as duas riram ao se separaram. – Temos um segredo para contar a você, meu bem... Vai mantê-lo assim? Em segredo?
– Sim! – Os olhinhos da loirinha brilharam e ela sorriu em expectativa.
– Eu e sua mãe Emma vamos nos casar... – A menina cobriu os lábios com as pequenas mãozinhas e sorriu.
– Essa é a segunda melhor notícia que me deram hoje!
– E qual a primeira? – Emma parecia confusa. – Não somos tão importantes assim?
– Me desculpe, mas Rocinante ainda está ganhando, mamãe... – As duas mulheres riram e beijaram juntas as bochechas da filha.
– Eu te amo.
– Eu também te amo.
– Eu também amo vocês, mães.
– Então, raio de sol... Quer passar a noite aqui e ver uns filmes comigo? – Coraline perguntou se sentando ao lado delas sem mais nenhuma bebida na mãos.
– Sério? Eu posso mamãe?
– Pode! – Emma disse.
– Bem, querida... – Regina começou encarando Emma com uma expressão nada boa. – Hoje é seu aniversário e...
– Qual é, Regina! É exatamente por isso que ela deve ficar! É aniversário dela e ela pode escolher o que quiser fazer. – Emma parecia ser a criança, não Tavi. E naquela noite estava quase se atirando sobre Regina e a devorando.
– Tudo bem... Mas se comporte. – Coraline riu da expressão contente de Emma e voltou seu olhar para a fogueira.
– Você me deve uma, loira! – Brincou baixinho com Emma.
– Depois dessa te dou até minha alma!
A noite foi passando e Tavi dormiu nos braços de Regina, aquecida pelas chamas que já não estavam tão altas.
A morena já ria por qualquer coisa. Até uma mosca que voasse perto dela corria o risco de ser vítima de seu bullying inocente.
– Posso levá-la? – Coraline era a única que sobrara ao redor da fogueira junto das três.
– Claro. – Regina ajeitou a filha nos braços da neta e a deixou levar a menina para dentro. – Vamos para casa, agora? – Ofereceu se inclinando sobre o corpo da loira e a beijando.
– Pensei que não fosse mais chamar. – Emma se levantou e esperou que a mulher se despedisse das filhas e da neta.
Quando entraram em casa a primeira reação de Emma foi tomar Regina em seus braços e a jogar contra a parede. A morena gemeu e riu enquanto sentia um beijo incendiário em seu pescoço e em seguida em seus lábios.
As mãos de Emma rapidamente encontraram o fim do vestido de Regina e ela gemeu de irritação ao notar que apenas uma fina meia separava sua mão das pernas da morena. A loira colocou suas mãos dentro da meia e a puxou rasgando o fino e transparente tecido arrancando-o do corpo que tanto desejava.
– Oh, Emma! Você acaba com minhas roupas! – Reclamou Regina em um momento sensato.
– Vou acabar com você então! – Ela pressionou a morena na parede com uma certa agressividade.
– Emma! – Regina gemeu alto mordendo com força seu lábio inferior.
– Mais uma vez... – Pediu Emma dando um forte chupão em seu pescoço.
– Emma! – Obedeceu como a boa menina que era.
– Eu estou aqui... Diga o que você quer...
– Eu quero você... – Ela já não pronunciava as palavras ela as gemia sem pensar com muita clareza.
– E como você me quer?
– Eu quero você de todos os jeitos! Agora! – Exigiu tomando os lábios da loira e mordendo-os.
– A Rainha ordena e sua vassala atende... – Provocou sabendo o quanto Regina ficava excitada quando era chamada de Rainha naquela situação.
Emma subiu as escadas sem separar seus lábios dos de Regina até o momento em que a jogou na cama. O corpo magro e bem trabalhado da loira foi se deitando sobre o sarado e curvilíneo da morena e elas sentiram cada parte se encaixar perfeitamente.
– Tire minhas roupas... Todas elas... Rasgue com os dentes, Emma! Quero nossos corpos se chocando sem nada para atrapalhar. – Pediu notando a hesitação da loira sobre ela.
– Sim, vossa graça. – Sussurrou se livrando com urgência das peças da morena. As suas próprias não demoraram a ir para o chão.
Emma não perdia um momento de provocação, adiando o momento esperado.
– Emma! Por favor! – A morena gemeu irritada.
– Sempre pronta... – Emma sorriu quando seus dedos sentiram o quanto Regina estava excitada.
– Não adianta eu estar pronta se você não vai se aproveitar disso! – Bufou. – Emma! Eu te quero dentro de mim... Agora! – A loira sorriu.
– “Disse a mulher que queria ler histórias com a filha até tarde.” – Emma sorriu vitoriosa colocando dois dedos em Regina enquanto a beijava para abafar seu gemido de surpresa e prazer.
Os gemidos de Regina chegavam aos ouvidos da loira roucos e manhosos, fazendo sua pele se arrepiar cada vez que seus dedos trabalhavam dentro da morena. Os lábios dela estavam colados a sua orelha e davam leves mordidas entre os gemidos... Ela jogou a cabeça para trás gemendo mais alto.
– Emm... – Foi tudo que conseguiu dizer antes de sua voz se perder.
– Eu quero provar você... – Sussurrou Emma deslizando em um caminho de beijos pelo abdômen de Regina até chegar em seu sexo.
– Me prove... Mas faca isso agora! – Pediu direcionando o rosto da loira para onde desejava que ele estivesse.
– Peça por favor... – Provocou retirando seus dedos dela e beijando o interior de sua coxa.
– Por favor! – Gemeu irritada.
Emma sorriu direcionando seus lábios para o sexo encharcado da morena.
Regina nunca havia sentido tanto prazer em toda a sua vida... Adorava quando Emma a jogava contra a parede, rasgava suas roupas e a dominava. Como também adorava dominar a loira... Estar com Emma era a melhor coisa do mundo.
– Emma... – Ofegou. – Eu estou...
– Eu sei... – Sorriu sentindo o gosto dela em sua boca.
Emma não parou... Continuou beijando o corpo de Regina, agora com delicadeza. Ela não pediu ou avisou, apenas colocou novamente seus dedos na Rainha fazendo-a gemer mais um vez. A morena cravou as unhas nas costas da loira e depois deixou que elas deslizassem arranhando um caminho torto por toda a superfície de sua pele. Emma gemeu abafado de dor e prazer... Ela não sabia o que era mais forte.
– Regina! – Gritou sentindo a morena pressionar seus saltos contra suas coxas.
– Não. Pare. – Disse pausadamente não tirando seus pés do corpo dela.
Irritada por estar sendo machuca Emma penetrou-a com mais um dedo. Um gemido esganiçado foi a resposta que ela queria. Seus dentes foram pressionados com força contra o ombro da morena e ela gemeu mais alto.
– Grite, Regina! Vamos! – Pediu beijando seus lábios. A língua apressada da Rainha fazia graça para a loira que riu interrompendo o beijo. Como esperado o rosto da mulher voou para frente em busca de mais beijos. – Grite... – Sorriu maliciosa estocando seus dedos com mais força dentro dela. Regina gritou, mas não teve tempo para continuar com aquele pensamento. Os lábios de Emma foram para os seus com uma fome inexplicável. – Boa menina. – Disse com a voz grave. Foi o que bastou para Regina atingir seu segundo orgasmo acompanhado de um gemido alto. Os dedos de Emma escorregaram para fora dela e a loira deslizou a ponta de sua língua por eles enquanto sorria montada sobre a Rainha.
Emma se deitou novamente ao lado de Regina e aconchegou a morena em seus braços com delicadeza e cuidado.
– Boa noite, querida... Tenha bons sonhos. – Beijou seu testa e deixou suas mãos se perderem nos cabelos negros até que ela adormecesse.
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