This is my Happy Ending
7 Please, please. Stop the pain!
– Então... Você gosta de pizza? – Neal perguntou caminhando a frente com Henry.
– Sim. Deixe-me adivinhar, dirá que as melhores pizzas são as de NY, e que tenho que experimentar, certo?
– Na verdade, são as do Reino de Damarian na costa dos Campos dos Dragões de Zorn... Não! É a Nova York! Aqui, vamos comprar um pedaço.
– Então você é mesmo de lá?
– Sim, eu sou. – Eles entraram e Emma esperou na porta com Gold e Regina.
– Acha que deveríamos..? – Emma perguntou.
– Se fossemos bem-vindos teriam nos convidado. Infelizmente as pessoas mais próximas são as que podem nos causar mais dor. Nos temos isso em comum, Senhorita Swan. – Regina segurou a mão dela e entrelaçou seus dedos.
– Acho que acabei de pagar por mentir pra ele.
– Dê um tempo a ele, ele te perdoará.
– Esta projetando a própria esperança?
– Meu filho e eu temos um longo caminho.
– Já percebi. – Regina permanecia calada, com a cabeça repousada no ombro de Emma.
– Emma, Neal quer me levar no museu. Acha que podemos voltar para pegar minha câmera?
– Claro. Tudo bem.
– Gostou da pizza daqui?
– Gostei, é gostosa, tem bastante queijo e não mente. – O sorriso se desfez do rosto de Emma. Regina a encarou com solidariedade.
Começaram a caminhar. Emma ia atrás com Neal e Regina ia a frente com Henry e Gold.
– Ele é um bom garoto.
– É.
– Então... Qual é a sua com a morena? Percebi que são bem amigas...
– Ela é minha namorada. – Esclareceu Emma.
– Namorada? – Neal riu.
– Sim.
– Está namorando a Rainha, Emma? Que upgrade, hum?
– Pare com isso. Isso é ridículo. Não devo satisfações da minha vida para você.
– Tem razão. Não deve, mas... – Ele se interrompeu quando Regina se virou para falar com Emma. Ela parou ao seu lado, mas Neal não saiu de perto delas.
– Gold está ansioso. Quer voltar logo para Storybrooke, prometeu a Belle que não iria demorar.
– Belle? Quem é Belle? – Neal perguntou.
– A namorada do seu pai. Você pode não acreditar mas eu o entendo mais que qualquer um... Ele está tentando mudar para reconquistar as pessoas que ele ama. Mas a mudança só pode ocorrer se as pessoas permitirem e derem uma chance a pessoa... É uma pena termos que ir tão cedo. — Ela se virou deslizando a mão pelo rosto de Emma. — Queria ficar mais um pouco com você... Afastada de todas aquelas pessoas.
– Poderemos voltar mais vezes.
– Eu sei...
– Então, Neal... Podemos pegar o metrô? – Henry perguntou quando estavam perto do apartamento dele.
– Claro, vamos pegar a câmera.
Neal e Henry subiram sozinhos. Os outros esperaram na portaria. As portas se abriram com um estrondo e ele entrou jogando Emma para o canto. Ele empurrou Gold contra o portão e cravou-lhe o gancho no peito.
– Tique-taque. Seu tempo acabou, Crocodilo. Você me tirou Milah, meu amor, minha felicidade. E por isso agora tirarei sua vida. – Emma se levantou rapidamente e acertou-lhe na cabeça com uma barra de metal. Ele desabou no chão.
– Gold, você está bem? – Ela se abaixou e Regina se levantou indo para o seu lado.
– O que diabos está acontecendo aqui?
– Um dos inimigos do seu pai nos encontrou.
– Gancho. – Sussurrou Neal.
– Você o conhece?
– Papai? – Neal o pegou no colo e o carregou até o apartamento.
Emma e Regina cuidaram de prender Gancho e depois subiram para ver se estava tudo bem.
– Achamos um deposito e prendemos o golpeador pirata nele. E veja, ele tinha um mapa com ele. Parece que ele velejou até aqui.
– Como trazer um navio pirata até Nova York?
– Está oculto. Não se preocupe, ele não nos machucará. – Tranquilizou.
– Mas o Senhor Gold ficará bem?
– Henry, ele ficará bem.
– Senhor Gold, você está bem? – Henry se aproximou quando todos se afastaram para procurar algo que ajudasse.
– Escute! Fique longe de mim! – Gold o agarrou pela camisa. – Você causou isso! Trouxe-se nos de volta para cá! Você fez isso!
– Ei, garoto. A bateria acabou, vá para o outro quarto veja se acha um carregador.
– Certo.
– Eu vou com você. – Regina o acompanhou. Odiava deixar Emma sozinha com Neal, mas era o certo a se fazer agora.
– Temos que levá-lo para o hospital logo. – Comentou Neal.
– Não vai adiantar. – Gold respondeu.
– O que é essa coisa?
– É veneno. É uma das criações do Gancho. Não existe antídoto neste mundo. Isso... Não é daqui.
– Deve haver uma maneira de salvá-lo! – Neal disse alarmado.
– Existe!
– Storybrooke, há magia lá! Temos que voltar. – Emma percebeu o que tinha que fazer.
– Vou pegar um carro.
– Não há necessidade. – Regina levou o apito de Arion aos lábios e dessa vez ele fez um som um pouco mais alto. Era agudo e ensurdecedor. Ouviram-se arquejos lá em baixo e um bater de cascos na calçada. – Ele já está lá em baixo.
– Ele quem?
– Arion. Meu cavalo.
– Como um cavalo pode ser mais rápido que um avião? – Perguntou Neal desesperado.
– Ele é mágico. Ande, leve Gold para baixo. Emma, vá com Henry de avião... Nos encontramos lá. Eu levarei Neal e Gold em Arion.
– Tem certeza que quer fazer isso? – Emma perguntou segurando seu rosto.
– Sim. – Elas se beijaram e Emma partiu atrás de Henry.
Quanto mais se aproximavam lá de baixo mais alto ficava o som de cascos batendo. Na calçada estava um lindo garanhão branco.
– Uau! Emma fez mesmo um upgrade nas suas relações amorosas. – Comentou Neal.
Era óbvio que Regina era linda, inteligente, esperta, poderosa e milhares de outras coisas... E como se não bastasse ser tudo isso, vinha montada em um cavalo branco.
– Coloque ele e suba atrás para segurá-lo. – Regina curvou um pouco a cabeça para frente e o cavalo se abaixou nas patas para montarem Gold. Ela subiu e Gold se segurou em sua cintura. Logo Neal já estava atrás deles. – Firmes aí?
– Sim. – Neal confirmou e Regina deu tapinhas leves em Arion indicando que ele poderia seguir.
***
Emma estava preocupada com o que aconteceria com Gold enquanto Regina estava concentrada em colocar o coração de volta em Cora.
– Regina! – Emma ouviu Mary gritar entrando correndo na sala.
Era tarde demais. Quando Emma olhou Regina chorava debruçada sobre o corpo da mãe. Gold aparente ficara bem de uma hora para outra.
– Você! – Regina começou a se levantar para atacar Mary.
– Regina. – Emma a segurou. – Regina acalme-se... Não faça isso. Não faça algo que você vai se arrepender.
– Emma... – Regina se virou e a abraçou. – Me tire daqui... Por favor. – Emma olhou envolta e não se importou em tirá-las dali com magia. Ela caminhou com Regina até o sofá e se deitou aninhando ela em seus braços. – Dói tanto... – Disse enquanto chorava como uma criança.
– Shh... Vai ficar tudo bem, amor... Eu vou cuidar de você.
– Ela era tudo que tinha sobrado... Mesmo sendo má... Ela era minha mãe... – Regina desabou em lagrimas e enterrou o rosto no ombro da xerife.
– Eu estou aqui agora. Você nunca mais estará sozinha. Temos nosso filho, Henry, seremos uma boa família.
– E se Neal tirá-lo de nós?
– Isso não vai acontecer.
– E se Henry quiser que você volte para o Neal e me deixe? Para que vocês possam ser uma família... E se...
– Shh... Para de pensar besteiras. Nós somos uma família. – Emma se inclinou e a beijou. – Eu não vou deixar você... Quantas coisas essa cabecinha maluca pode imaginar? – Emma disse sorrindo.
– Estou acostumada com tudo dar errado...
– Mas não precisa...
– Eu te amo.
– Eu também te amo... – Regina se acomodou nos braços aconchegantes de Emma e fechou os olhos.
Quando abriu os olhos, Regina se encontra deitada no colo de Henry. Foi a melhor coisa que já acontecera com ela. Ele olhou para baixo e sorriu.
– Que bom que acordou mãe. Emma está preparando o jantar. Está tudo bem? – Regina sorriu e se levantou.
– Sim.
– Eu não queria dizer tão em cima da hora, mas um amigo vai acampar com o pai. Neal disse que vai comigo se eu quiser ir, eu posso ir? – Regina pensou um pouco.
– Claro.
– Obrigada! – Ele se levantou e correu para organizar a bolsa.
A morena entrou lentamente na cozinha. Estava um pouco tonta e sua cabeça doía muito.
– Está melhor? – Perguntou Emma ao se aproximar.
– Não... Neal está tirando Henry de nós Emma! Ele está! – Emma riu e a abraçou.
– Ele só quer passar mais um tempo com o filho. Ele acabou de descobrir que tem um na verdade. – Ela beijou a testa da Rainha. – Vai ficar tudo bem...
Regina desabou em posição fetal. Ela suava e tremia.
– Regina! – Emma gritou alarmada. – Regina!
– Emma... – Sussurrou com a voz frágil. – Para essa dor... – Ela agarrou a mão da xerife.
– O que eu faço? – Pergunto desesperada. – Onde é a dor?
– Minha barriga dói, minha cabeça dói, minha língua está formigando! Pare isso logo! – Pediu desesperada.
Emma a pegou nos braços e a ergueu. Desligou o forno com a pizza que preparara e começou a caminhar para fora.
– Henry! – Chamou. – Henry!
– Sim? – Ele apareceu do alto da escada.
– Regina não está bem. Vou leva-la ao hospital, espere em casa, certo?
– Sim.
– Vou ligar para Mary vir ficar com você.
– Tudo bem... Ela vai ficar bem?
– Vai... Espero. – Sussurrou a última parte.
Ela colocou Regina no carro e dirigiu o mais rápido que o carro conseguia aguentar. Ela estacionou o carro de mal jeito e pegou Regina nos braços correndo com ela para o hospital. A morena suava e chorava sussurrando coisas sem sentido.
– Rey-Reyna. – Ela disse em um momento. – Não! Não faça isso! Não a tire de mim! Eu não vou beber isso! – Ela gritava desesperada.
– Só mais um pouco, amor. – Ela correu pelos corredores encontrando Whale no fim. – Doutor Whale! Eu preciso de ajuda! É urgente! – Whale olhou alarmado para a morena nos braços da xerife.
– Por aqui. – Chamou ele.
Enquanto examinava Regina ele parecia um pouco desesperado.
– Eu não vejo nada errado. – Emma o encarou como se ele estivesse brincando. – Quer dizer, parece ser um estado psicológico. Fisicamente ela está perfeitamente bem...
– Você não pode fazer nada?
– Não... Eu não sou um perito em magia...
– Daniel! – Regina gritou jogando a cabeça para trás e direcionando o corpo para frente.
– Alguém faça alguma coisa! Ajude ela! – Emma agarrou Whale.
– Eu não posso fazer nada. Quer uma resposta melhor, vá falar com o Rumplestiltskin!
– Gold... – Emma sussurrou soltando Whale aos poucos.
Ela se virou rapidamente e pegou Regina nos braços correndo com ela para fora do hospital. Entrou no carro novamente e seguiu para a loja de penhores.
– Gold! – Gritou praticamente chutando a porta para entrar. – Gold! – A porta estava fechada. Não havia ninguém ali.
Ela voltou com Regina para o carro e dirigiu para a casa do mesmo.
– Gold! – Gritou socando a porta.
– Senhorita Swan, sinto em informar, mas não estou...
– Deixe de encenação e me ajude com ela! Por favor! – Ele olhou para um lado e depois para o outro.
– Entre.
Emma obedeceu correndo com Regina para dentro. Ela a colocou no sofá e Gold se aproximou.
– Reyna! – A expressão no rosto de Gold ao ouvir aquele nome não foi de muito agrado. Ele se afastou um pouco mas depois voltou a se aproximar para vê-la de perto.
– Espere! O que o nome Reyna significa para você?
– Que besteira senhorita Swan! Eu nunca ouvi esse nome antes.
– Não minta para mim! Regina está correndo perigo! Diga logo!
– Está bem! Cora é a resposta. Antes de se casar com o rei você sabe que Regina teve um namorado dos estábulos, certo? – Emma assentiu. – Então. Regina não se lembra por que Cora veio até mim e me pediu um último favor. Pediu que arrancasse essa memória dela e sumisse com Reyna.
– E... E quem é Reyna?
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