This is my Happy Ending
8 I remember... I remember of everythink!
– E... E quem é Reyna?
– Ela é filha da Regina. – A expressão no rosto de Emma foi de confusão a irritação em um piscar de olhos.
– E você a tirou dela? TIROU por que CORA mandou?
– Na verdade, eu tinha meus interesses no caso... Se ela tivesse a menina com ela nunca lançaria a maldição, nunca adotaria Henry, que nunca encontraria você para quebrar a maldição.
– Seu egoísta! – Emma o agarrou pelo colarinho.
– Rumple? – Belle apareceu perto da sala. – O que está acontecendo?
– Nada de importante, volte a dormir.
– Por favor pare! – Regina gritou. Belle caminhou para perto para ver o que estava acontecendo.
– Você... Você fez isso a ela?
– Não. Volte para o quarto.
– Não. Alguém vai me dizer o que está acontecendo?!
– Regina não está bem. Algo com a filha que Gold arrancou dela junto com as memórias da mesma!
– Regina tem uma filha? – Belle perguntou chocada.
– Sim.
– Você pode ajuda-la? – Emma perguntou desesperada se abaixando ao lado da mulher que se debatia e gritava.
– Não. – Por um instante pela primeira vez Gold viu uma coisa no rosto da xerife, desespero, um completo desespero e um momento de descontrole.
– O quê vai acontecer com ela?
– As memórias estão voltando... Eu não sei como isso foi possível, nunca aconteceu. Eu não posso fazer nada por ela a não ser coloca-la para dormir...
– Isso irá parar a dor?
– Não, mas irá parar os gritos, o que já é um bom começo caso queira descansar um pouco.
– Acha que eu consigo descansar com Regina nessas condições?
– Você pode não querer, mas eu quero senhorita Swan. – Emma balançou a cabeça em sinal de negação e se abaixou para pegar Regina. Gold a impediu.
– Regina tem que ficar aqui. Vou observá-la para saber o que aconteceu para desencadear a memória. – Emma estreitou os olhos, mas se sentou no chão perto do sofá de Regina.
– Não precisa ficar aí a noite toda.
– Eu quero. – Emma deslizou a mão pelos cabelos de Regina. – O que pode dar errado nisso?
– Ela pode nunca mais se lembrar de nada com perfeição. Ter apenas flashes do passado...
– Isso significa... Eu?
– Sim.
Emma abaixou a cabeça e deixou sua testa tocar a de Regina. Belle sussurrou algo para Gold e eles saíram deixando elas sozinhas.
– Regina... Por favor. Volte... Vamos encontra-la, onde ela estiver. Volte para mim meu amor... Eu prometi nunca te deixar... Mas como posso segui-la se nem mesmo sei onde você está agora? – Regina abriu os olhos.
– Emma? – Emma sorriu. Ela ainda lembrava seu nome. – É confuso...
– O quê?
– Minhas lembranças... Em que dia estamos?
– Sexta-feira.
– Henry... Ele existe ou é apenas imaginação?
– Ele existe. Nosso filho Henry. Ele vai acampar com o pai. E não, ele não o está tirando de nós.
– Reyna... Eu me lembro agora...
– Do quanto se lembra?
– De tudo... – A expressão de Regina mudou... Ela parecia nervosa. – Gold. – Disse se levantando.
– Wow! Espere aí.
– Ele vai pagar. Ele a arrancou de mim!
– Eu sei, eu sei.
– Sabe?
– Ele me contou. – Regina olhou em volta.
– Onde estamos?
– Na casa dele... Gold. Quando você caiu eu fui ao hospital, Whale não pode fazer nada por você então eu procurei Gold... Ele me contou a história resumida... Pare de procurar culpados, foi Cora, Regina. Cora matou Daniel, Cora tirou Reyna de você... Ninguém tem culpa disso. – Regina desabou em lagrimas novamente e se jogou nos braços da xerife.
– Eu... Eu sempre soube. Tentava me enganar procurando um culpado, mas é ela... Sempre foi. Mas... Mas ela era minha mãe, tudo que eu tinha. – Emma a abraçou.
– Tudo bem... Eu já me decepcionei com as pessoas também.
– Não Emma... Você não entende. Quando ela morreu, ela sorriu e me disse “Só você bastaria.” – Regina soluçou. – Ela nunca me amou! Pior do que perdê-la foi saber que eu nunca a tive de verdade... Saber que o único momento que minha mãe me amou foi em seu leito de morte... É horrível.
– Eu amo você... Sabe disso.
– Eu sei... Obrigada... É isso que ainda faz de mim humana. O que eu faria sem você?
– Iria de mal a pior. – Brincou beijando-a. – Mas... Nessa sua volta ao passado para recuperar memórias você viu onde Reyna está?
– Não. Eu só me lembro de que a última coisa que vi foi Gold com ela nos braços.
– Gold! – Emma chamou. Ela se levantou e olhou envolta. – Gold?
– Precisa de mais alguma coisa senhorita Swan?
– Onde ela está? Ela veio com a maldição?
– De quem está falando?
– Você sabe muito bem.
– Oh! A menina Reyna. Uma pena eu ter ficado com ela apenas até os 17 anos.
– Onde está a minha filha! – Regina gritou se levantando do sofá.
– Rumple, por favor. Sabe o quanto dói ficar separado de um filho. – Belle tocou seu braço em um gesto doce.
– Tudo bem... – Ele suspirou. – Ela veio com a maldição. Essa é a primeira resposta... Eu não sei onde ela está agora.
– Como assim não sabe?
– Eu a dei para a adoção.
– Você O QUÊ? – Regina avançou para ela mas Emma a deteve.
– Onde você a deixou?
– Em um orfanato em Nova York.
– Quantos anos ela terá agora?
– Bem... O tempo também não passava para ela. Ela veio com 17 anos, ficou dezoito anos em Storybrooke...
– De-dezoito? – Regina gemeu de desgosto e se apoiou em Emma.
– ...e depois foi para um orfanato, pouco depois de você adotar Henry. Ela ainda aparentava ter 17 anos quando saiu daqui... Então se passaram onze anos e aí o tempo voltou a passar... Ela deve ter qualquer idade entre 18 e 29. – Emma o encarou boquiaberta. – Eu não posso dizer ao certo se o tempo passou para ela fora de Storybrooke.
– Nossa! Isso ajuda bastante. Pode descrevê-la?
– Ela tem os cabelos ondulados, olhos azuis, pele branca... Ela não herdou quase nada de Regina... Exceto o temperamento. Mas fisicamente ela lembra Daniel.
– Tem algum sobrenome?
– Eu só a chamava de Reyna.
– Foi assim que eu a chamei. – Retrucou Regina.
– Eu quis manter assim... Para não te desrespeitar. – Ironizou.
– Agora chega! – Ela se preparou para avançar sobre ele novamente, mas Emma logo a deteve.
– Pode nos dar alguma outra ajuda? Como o globo que usou para encontrar Neal?
– É Bealfire... – Ele suspirou e revirou os olhos, em uma fumaça roxa apareceu um globo completamente branco. – Sabe como funciona. – Disse a Regina.
A morena se aproximou lentamente do globo... Ela encarava assustada, como se ao mesmo tempo quisesse e tivesse medo do que encontraria.
– Okay? – A xerife sussurrou tocando seu braço. Ela suspirou.
– Okay.
Regina espetou seu dedo e deixou uma gota de seu sangue cair no globo. Seu sangue se espalhou e logo figuras começaram a surgir.
– Onde é isso?
– É Beverly Hills... Será que ela ainda está em algum orfanato?
– Não... – Gold observou o globo. – Eu temo que não.
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