This is my Happy Ending

5 My girlfriend knows how to ride a horse


Notas iniciais
Genteeeeee! Estamos chegando!!!!! Capítulo 7 e 8 tem surpresa, espero que gostem!

Emma caminhou apressada pela calçada. Entrou sorrindo na loja e andou rapidamente até ele do outro lado do balcão.

– Preciso da sua ajuda.

– Que engraçado senhorita Swan, eu iria mesmo procurá-la. Pelo que me lembro temos um acordo e eu vou cobrá-lo. – Emma o encarou por um momento.

– O que quer?

– Preciso sair da cidade, você é única que pode sair sem perder a memória. Estou procurando alguém e você me ajudará a encontrá-lo.

– E por que eu faria isso?

– Por que você me deve um favor, e ninguém nunca quebra um acordo comigo.

– Tudo bem, mas eu tenho meus termos.

– E quais são?

– Regina vem comigo. – Gold sorriu.

– Acho que você não entendeu... Se Regina atravessar a linha ela perderá a memória.

– E como você espera não perder a memória?

– Eu tenho meus truques. – Emma sorriu.

– Espero que os tenha para a Regina também. – Emma se virou e saiu rapidamente pela porta.

– Senhorita Swan! – Ouviu ele chamar e entrou novamente. – Ficará pronto amanhã... Mas Regina terá que molhar o objeto que é mais valioso para ela com a poção, ou não funcionará.

– Tudo bem.

Emma voltou para a casa de Regina e a encontrou usando um robe cinza enquanto preparava algo na cozinha.

– Bom dia meu bem. Onde estava hoje de manhã.

– Querida! – Emma foi até ela e a ergueu sentando-a no balcão, ela a beijou e quando se separou Regina riu a segurando.

– O que é isso? Que felicidade é essa?

– Vou levar você para conhecer alguns lugares!

– Emma... Se eu sair perco a memória. Não vou me lembrar de você.

– Aí que está o ponto. Gold quer que eu o leve atrás de alguém, ele conseguiu uma poção que não te faz perder a memória se derramada no objeto de mais valor para a pessoa. Você não poderá mais tirá-lo quando molhá-lo.

– Temos um problema... – Emma a encarou. – Você ficará agarrada a mim depois que eu te molhar?

– Isso soou mais excitante do que você pretendia que fosse, eu tenho certeza... Mas terá que ser um objeto. – Emma começou a beijar o pescoço de Regina e então a campainha tocou. Emma não parou de beijá-la, ela deslizou a mão pelas pernas dela encontrando o sexo já úmido de Regina. Persistiram na campainha fazendo Emma gemer de irritação.

– Temos que atender. – Regina riu.

– Ou podemos fingir que não tem ninguém em casa. – Emma abriu o robe da rainha e se abaixou abrindo suas pernas. Imediatamente quando a boca da xerife a tocou Regina gemeu fechando os olhos.

– Por que tão irresistível senhorita Swan? – Regina murmurava as palavras quase gemendo-as de prazer. Emma aumentou a intensidade dos movimentos e Regina não aguentou se apoiando nos braços para não deixar seu corpo dominado pelo prazer cair na bancada, ela inclinou sua cabeça para trás e abriu mais suas pernas para a xerife. Emma sorriu.

– Cubra o corpo, eu vou atender a porta. – Emma se afastou dela e sorriu.

– Está brincando? – Regina levantou a cabeça ainda na mesma posição. – Vai me deixar aqui? Desse jeito?

– Sim. – Emma se virou e foi até a porta. – Mãe? Henry?

– Henry queria vir tomar café da manhã com vocês... Tudo bem eu deixá-lo aqui?

– Claro! Por que não entra e se junta a nós? Regina está preparando o café vou pedir para que seja rápida para Henry não perder o horário da escola. – Emma bagunçou o cabelo de Henry e começou a caminhar para cozinha.

Mary seguia lentamente atrás de Emma com Henry a sua frente. Quando chegaram a cozinha não havia ninguém lá, mas a mesa de café estava posta... Para duas pessoas. Emma abriu um armário e retirou louça para mais duas pessoas.

– Podem se sentar, vou ver onde Regina está. – Emma se virou para subir mas Regina vinha na porta prendendo uma pulseira ao pulso.

– Emma, querida, pode prender o relógio mim? – Emma sorriu e ajudou a mulher.

– Temos visita. – Ela se afastou dando espaço para que Regina visse os visitantes.

– Bom dia Branca. Henry! – Ela abriu os braços para abraçá-lo e o garoto correu para eles.

– Mãe! –Emma sorriu para a mãe de pé ao lado da mesa.

– Talvez eu deve ir.

– Não. Sem problemas ficar para o café. – Regina disse com naturalidade sem atacar Mary com palavras agressivas ou sarcásticas.

– Tudo bem. – Ela puxou uma cadeira e se sentou.

Emma e Regina estavam uma ao lado da outra com Henry e Mary de frente para as duas. Uma das mãos de Emma estava pousada na coxa de Regina. Ela deslizou o pé por sua perna mas nem sequer olhou para ela, agiu com naturalidade.

– Que silencio. – Comentou Henry.

– Como vai na escola? – Regina perguntou.

– Bem.

– E os treinos com David? – Emma o encarou com entusiasmo.

– Vão bem também. Estou louco para cavalgar!

– Eu posso te ensinar isso. – Emma encarou Regina.

– Você sabe cavalgar? – Emma e Henry perguntaram juntos. Regina e Mary riram.

– É claro que sua mãe sabe. Ela já salvou minha vida em cima de um cavalo. – Regina não se incomodou com a lembrança do dia em que salvara Mary... Ela não se arrependia mais de ter feito aquilo.

– Branca eu quero pedir perdão por tudo que fiz a você e ou David... Não vou pedir desculpas por que pedir desculpas é o mesmo que pedir para tirar a culpa de mim... Eu estava ciente dos meus atos, e me arrependo deles.

– Tudo bem, vamos apenas esquecer isso. – Emma sorriu orgulhosa de Regina.

– Voltando ao assunto do cavalo, vai mesmo me ensinar?

– Claro!

– Quando?! – Os olhos do garoto brilharam. – Vamos agora?

– Você tem aula.

– Mas não preciso ter... Por favorzinho? – Ele sorriu.

– Você consegue resistir a esses olhinhos Emma? – Regina se virou para ela.

– Sim. Por isso precisa tanto de mim. – Emma acariciou o rosto da morena e se virou para o menino. – Muito bonito tentar subordinar sua mãe mocinho. Você tem que ir a aula.

– Mãe! – Choramingou Henry.

– Por favor Emma! Tem tanto tempo que eu não subo em um cavalo! – Regina encarou Emma.

– Por favorzinho! – Regina e Henry disseram juntos.

– Não consigo resistir a vocês dois juntos! – Ela olhou a mãe sorridente e depois se virou dando um leve beijo em Regina. – Depois da sua aula você nos encontra nos estábulos. – Regina sorriu.

– Tudo bem. – Disse Henry vencido pelo acordo.

O café foi rápido, logo Mary e Henry partiram deixando Emma e Regina a sós.

– Vou colocar uma roupa! – Ela se levantou e subiu as escadas apressada.

– Você já está vestida.

Emma subiu as escadas sozinha e abriu a porta do quarto de Regina flagrando-a apenas com suas roupas intimas.

– Pode pegar as botas de montaria dentro do closet? – Disse com naturalidade.

A loira a agarrou por trás e beijou seu pescoço.

– Eu não sabia que você cavalgava... Algo com aquele garoto dos estábulos? Como era mesmo o nome? Danilo? – Regina se virou e beijou a loira.

– Daniel.

– Daniel e Regina... Regina e Daniel. – Regina sorriu e retirou a jaqueta da loira.

– Regina e Emma é bem melhor. – Ela a beijou e se abaixou para abrir a sua bota.

– É tão excitante quando você fica de joelhos...

– O que não é excitante para você?

– Tem razão...

Regina se levantou deixando Emma sem entender o que ela estava fazendo.

– Ande, não temos o dia todo.

– Está me torturando pelo o que aconteceu hoje mais cedo?

– Torturar? Se sente torturada? – Regina se sentou na cama e calçou as botas.

– Em parte... Você me excita e depois me deixa. Isso não é justo... Onde pensa que vai com roupas de montaria?

– Para de chorar, Emma, e vá colocar uma bota. Nós vamos para os estábulos. – Emma se levantou e se calçou. – Sente-se.

Emma uniu as sobrancelhas sem entender muito, mas se sentou na cama, Regina se posicionou logo atrás dela.

– O que você está fazendo?

– Nada demais. – Regina mexia no cabelo da loira e o trançava. Quando terminou seus cabelos estavam enrolados em uma linda trança. – Pronto. Agora podemos ir.

Quando chegaram aos estábulos Regina conversou com alguns dos tratadores e logo conseguiu dois cavalos.

– Olá. – Regina acariciou um cavalo marrom com uma mancha branca na testa. O cavalo relinchou de alegria, Regina sorriu coçando seu pescoço. – Sim, você é um menino muito bonito! – Emma se aproximou dela.

– Isso é engraçado. Eu também ganho um? – Emma segurou sua cintura e sussurrou em seu ouvido. O tratador veio puxando um cavalo inteiramente branco. Ele era elegante, parecia ser de ótima raça. Sua crina era mais lisa e sedosa do que o próprio cabelo de Emma em alguns domingos. Tinha algo estranho nele, seus olhos eram azuis. Existiam cavalos de olhos azuis? Isso era possível? – É pra mim? – Perguntou admirada. Regina riu.

– Ouviu isso Arion? Ela quer montar você! – O cavalo relinchou algo que parecia uma risada, Regina o acompanhou. – É um cavalo mágico Emma... É um presente da Floresta Encantada ainda... Se alguém vai montá-lo, esse alguém sou eu.

– E eu fico com qual?

– Pode ficar com Topaz. – Regina apontou o cavalo meio caramelo de crina preta.

Depois de ver o seu campeão qualquer cavalo seria menos glorioso que ele, mas Emma sorriu e começou a se aproximar dele.

– Seja quem for que lhe deu o cavalo madame, deu-lhe por um motivo. Ele tem olhos azuis. – Regina bufou.

– E o quê que tem?

– Dão azar.

– Acho que esse é o preconceito mais besta que eu já vi. – O cavalo relinchou e trotou a volta de Regina.

– O que tem de errado um cavalo ter olhos azuis?

–Alguns idiotas acham que eles dão azar... Apenas preconceito.

– Coitados! Julgados apenas por terem olhos azuis... Então se eu fosse uma égua seria julgada! – Emma comentou indignada. – Tachada de azarenta!

– Amor, sinto em informar que seus olhos são verdes. – Regina disse sorrindo terminando de amarrar sua cela.

– Mas ainda assim são claros.

Ela nem deu ouvidos a ela, montou em Arion e saiu cavalgando tão rápido que uma corrente de ar ficou para trás derrubando um balde e levantando poeira. Emma deixou de lado seu cavalo e foi observar sua amada se divertindo.

Depois de alguns minutos Regina voltou com um enorme sorriso nos lábios, o cavalo parecia parte de seu corpo. Se movia quase que com os pensamentos de Regina.

– E então? O que está esperando? Ande sua medrosa, suba naquele cavalo!

– Medrosa? Eu? Só estou olhando você um pouco.

– Por que não se junta a mim?

– Vou ficar aqui mesmo.

– Dentro dos estábulos? Não seja ridícula! Venha!

– Não me sinto muito confortável... Por que diabos eu iria querer uma coisa com vida própria pulando entre as minhas pernas? – Regina riu e estendeu a mão.

– Venha, suba aqui comigo. – Emma agarrou sua mão e montou em Arion.

– Onde vamos?

– Você vai descobrir. Rah! – Regina inclinou um pouco o corpo para frente e olhou para trás por um segundo. Emma mantinha um aperto de aço em sua cintura e tinha o rosto enfiado contra seus cabelos. Ela riu e puxou as rédeas para o cavalo diminuir. – Eu sei que tem muito tempo que não estica as patas campeão, mas minha namorada está um pouco incomodada. Vamos um pouco mais devagar. – O cavalo não pareceu satisfeito, mas diminuiu o paço.

Mesmo quando corria, Arion não demonstrou um segundo sequer de inexperiência.

– Ele não esbarra nas arvores? – Emma perguntou tirando seu rosto dos cabelos de Regina e folgando o aperto em sua cintura. A risada que Regina deu já fora o suficiente, não era necessário resposta. – É sério! É a minha vida nas patas desse cavalo!

Regina tirou uma das mãos das rédeas e segurou as de Emma em sua cintura.

– Eu nunca vou deixar nada acontecer com você... – Emma ergueu o rosto e Regina se virou um pouco para beijá-la.

– Eu sei que não, mas vamos parar por aqui. Se concentre no caminho a nossa frente é melhor para minha mente e corpo que seja assim. – Regina riu e se virou para frente novamente.

Elas se aproximavam de um rio, tinha mais ou menos 2,5 de distancia uma borda da outra. Regina nem mesmo cogitou puxar as rédeas.

– Regina?! – Emma perguntou assustada.

– Vamos lá campeão! Você consegue. – Regina acariciou a lateral do cavalo e ele aumentou a velocidade. As arvores eram agora apenas um borrão. – É melhor se segurar. – Gritou para Emma.

– O quê? Você não vai..? REGINA! – Emma gritou quando o cavalo saltou sobre o riacho.

– Muito bem! – O cavalo relinchou e bateu uma pata no chão. Emma entendeu aquilo como um grito para todos os cavalos por perto. Algo como: Estão vendo seus idiotas! É assim que se salta sobre um rio!

– Você. É. Completamente. Maluca! – Emma respirava ofegante. Ela tentou descer do cavalo, mas foi impedida por Regina.

– Ainda não chegamos. – Arion voltou a galopar em alta velocidade entre as arvores. Regina puxou as rédeas quando ele chegou próximo a um penhasco. – Aqui está bom garoto. Vá pastar. – Ela o soltou e o deixou ir embora.

– Como vamos embora depois?

– Ele vai voltar... Como eu disse, é um presente da Floresta Encantada. Não importa onde eu esteja, se eu assoprar este apito, ele virá até mim. – Regina tirou um apito branco do bolso e o pendurou no pescoço.

– Ele é feito de... gelo? – Emma perguntou confusa.

– Sim. É encantado... – Regina foi até a borda do penhasco e depois de encarar a linda visão que tinham ela deu alguns passos para trás e deslizou a mão pelo ar fazendo aparecer no chão uma toalha vermelha xadrez. Emma sorriu.

– Isso é muito clichê. – Ela segurou Regina pela cintura e a beijou.

– Você sabe, eu sou de outra época, outro lugar.

Emma e Regina começaram a se deitar sobre a toalha lentamente. Emma começou a beijar seu pescoço e colocou sua mão por baixo da blusa da morena. Ela mordeu seu pescoço e voltou sua atenção aos lábios da Rainha.

– Eu trouxe lanche, não precisa me devorar.

– Você é o prato principal de hoje... – Regina se deitou sobre a toalha e Emma se endireitou sentando-se. Regina novamente deslizou a mão pelo ar fazendo aparecer um piquenique completo. Emma ficou encarando Regina com uma expressão boba por alguns minutos. Se deliciando com sua imagem sorridente em uma toalha xadrez. – Eu amo você.

O sorriso se desfez dos lábios de Regina imediatamente.

– Não quero que diga isso... – Regina pediu tristonha. Ela se sentou encarando Emma. – Nunca mais... Por favor.

– Regina... É a verdade. – Emma parecia revoltada com que acabara de ouvir.

– Você não entendeu Emma? Eu não estou brincando! Sempre acontece coisas ruins as pessoas que eu amo e que me amam também.

– O que vai acontecer? Eu vou explodir? Sua mãe vai arrancar meu coração? Vai cair um raio do céu e me atingir? – Emma gritou com ela e segurou suas mãos com força. – Olhe para mim Regina! – Regina parou de encarar a toalha e olhou no fundo dos olhos de Emma. – Eu não me importo... Não me importo se vou explodir, se sua mãe vai me matar. Não me importo em ser atingida por um raio. Você acha que vai me machucar? Então venha, pois eu não vou embora, nem agora nem nunca! Nós temos que ficar juntas... Por que nós nos amamos. Por que eu te amo Regina! – Emma não acreditou quando viu algumas lagrimas rolarem pela bochecha de Regina. – Você...está chorando?

– Você me ama... Você me ama mesmo...

– É claro que amo, sua Rainha boboca. ­– Emma a puxou contra seu corpo e lhe deu um abraço apertado. – É claro que eu amo... – Sussurrou apoiando o queixo em sua cabeça. – É claro que eu amo... – Ela não conseguia parar de dizer. Nunca seria o suficiente para dizer o quanto ela a amava.

– Eu te amo, Emma... Eu te amo... Te amo tanto... E eu vou dizer tantas vezes que você não vai conseguir esquecer nunca! – Regia pulou em seu pescoço e a beijou intensamente.

– Eu nunca vou esquecer, e caso um dia aconteça, basta olhar em seus olhos para me lembrar novamente quem é a dona do meu coração... – Regina sorriu.

– Emma Swan, de onde você tirou isso?

– É apenas o que você provoca em mim.

Regina mordeu o lábio inferior e se aproximou de Emma lentamente com o olhar vidrado em sua boca.

– Me beija logo! – Emma puxou Regina contra ela e a beijou enquanto se deitava sobre ela.

***

– Sua jaqueta. – Regina estendeu a jaqueta de couro para Emma e deslizou as mãos pelos cabelos para ajeitá-los.

– Acho que eu calcei um lado da sua bota e um lado da minha. – Emma encarava sorrindo as botas.

– Nossa Emma! Como você é sonsa! – Regina puxou a perna da xerife para seu colo e pegou a sua bota no pé dela.

– Viu o outro lado? – Regina franziu os lábios e apontou a bota atrás da xerife.

– Atrás de você Emma. Caramba, o que você bebeu hoje? – Emma riu e calçou a bota certa se levantando. Ela estendeu a mão e puxou Regina para ficar de pé.

– Ainda estou embriagada com o seu cheiro.

– É bom tomar um banho frio logo por que nosso filho está chegando. – Emma sorriu.

– Nosso... – Pensou alto com um sorriso nos lábios.

– Nosso. – Confirmou Regina fazendo a toalha desaparecer.

Emma a observava levar o apito de gelo até a boca. Quando ela o assoprou, Emma esperava que ele fizesse um som bem alto para o cavalo poder ouvir, mas o apito não fez som algum... Apenas um barulho surdo que poderia ser comparado a um suspiro. No entanto lá estava Arion, lindo e elegante, parado ao lado de Regina.

– É, ele realmente é um cavalo especial. — O cavalo bufou. – Eu entendi. Você sabe disso. – Regina riu e montou no cavalo. Ela estendeu a mão para ajudar Emma e depois elas saíram em alta velocidade.

Emma já não estava preocupada se o cavalo iria ou não esbarrar nas arvores, ela estava agarrada a Regina, e se sentia segura assim. Ela beijou o pescoço da morena e apoiou seu queixo em seu ombro.

Enquanto avançavam notaram David e Henry nos estábulos esperando por elas.

– Vamos arrasar campeão. – O cavalo inclinou sua cabeça para frente e aumentou a velocidade, se isso fosse possível. Regina se inclinou também e ergueu um pouco o corpo das costas do cavalo... Não entendendo muito Emma tentou imitar o movimento, um pouco desajeitada conseguiu.

Quando Arion parou de frente para Henry ele empinou relinchando. Regina se segurou e Emma se segurou nela. Elas desceram do cavalo e notaram Henry olhando admirado do cavalo para elas, delas para o cavalo.

– Isso foi incrível.

David riu.

– Realmente foi.

– Boa tarde David. – Regina cumprimentou e se abaixou para beijar a testa do filho. – Estão esperando há muito tempo?

– Não. Acabamos de chegar.

– Você vem com a gente David?

– Não, eu só vim trazer o Henry mesmo. – Ele deixou o garoto com suas mães e saiu.

– Vou arrumar um cavalo para você. – Regina se virou e caminhou até o cavalariço. – Pode aprontar Eclipse para mim?

– Claro senhorita. – Ele se virou indo até o cavalo.

– Ele foi buscar seu cavalo. – Regina acariciou o rosto do menino com delicadeza.

O cavalariço voltou puxando um cavalo negro, ele tinha apenas algumas mexas brancas entre sua crina e rabo. Em sua testa havia também uma mancha branca...

– Henry, esse é Eclipse. – O cavalo era manso, completamente adorável.

– Eu posso ficar com ele?

– É um presente. Só não consegui embrulhar, por que, você sabe! – Regina brincou acariciando o cavalo junto com o menino.

– Ele é lindo.

– É a cavalo mais doce daqui. Nunca foi agressivo com nenhum dos tratadores. Eu o treinei bem, está comigo desde que nasceu. A égua era uma campeã, corria na ponta dos cascos! Ela era incrível! – O cavalariço comentou.

– Vou cuidar bem dele.

– Traga-nos uma sela, por favor.

– Claro, madame. – Ele se virou e caminhou para longe.

– Eu vou montar?

– Não se preocupe, eu estarei aqui, guiando ele. Iremos bem devagar, se quiser correr eu monto com você.

– Tudo bem.

Henry montou no cavalo e Regina o puxou para fora sendo acompanhada por Arion e Emma. Arion seguia Regina como um cão, sempre disposto a ajudar ou defender.

De repente, Eclipse relinchou alto e empinou derrubando Regina. Henry se manteve agarrado a ele para não cair. Ele acertou a pata no ombro de Regina e saiu galopando em alta velocidade.

– Regina! – Emma se abaixou e a levantou do chão. Ela estava um pouco fora de si, mas logo voltou ao normal quando ouviu seu filho gritando por ajuda.

Antes que Emma pudesse dizer mais alguma coisa Cora se materializou entre elas e ergueu Emma no ar enforcando-a.

– Mãe! Solte-a!

– Achou que não nos veríamos de novo senhorita Swan? Eu não sei como você fez, mas me mandou para outro mundo. Um mundo nem tão difícil de se sair... Quanto a você minha filha traidora... Terá que escolher entre salvar seu filho e sua namorada...

– Solte-a mãe, por favor! – Regina tentou desconcentrar a mãe, mas ela parecia mais rápida e não se abalar com os ataques de Regina.

– Tic-Tac, tic-tac. Está ficando sem tempo. Eclipse logo chegará a borda do morro, e, bem, sabemos o que acontece.

Cora sorriu... Regina olhava desesperada de um lado para o outro.

– Vá... – Emma sussurrou quase sem ar.

– Não! Você não vai tirar ninguém que eu amo! Nem Emma, nem Henry! – Regina lançou Cora no ar com magia e por alguns segundos ela libertou Emma.

Regina a segurou antes que caísse. Não se deu ao luxo de dizer mais nada, montou no cavalo e partiu atrás de Henry.

– Socorro! Mães? – Henry chamava não muito longe dali.

Quando Regina o avistou ele já estava apenas há alguns metros do penhasco.

– Vamos lá Arion. Só mais um pouco. – O cavalo reclamou, mas obedeceu indo o mais rápido que conseguia.

Ela se aproximou com Arion galopando ao lado de Henry.

– Segure a minha mão. – Henry estendeu sua mão e Regina o puxou soltando-o no chão.

Henry ficou para trás quando Arion parou bruscamente na beirada do penhasco. Ele deslizou um pouco na direção da borda, mas conseguiu parar com um solavanco...

Foi tudo muito rápido...

Henry gritou...

Regina foi lançada por cima da cabeça do cavalo para o nada.

– Não! Mãe! – Henry gritou correndo para vê-la.

Emma tocou o peito.

– Regina! – Disse desesperada.

Ela desapareceu se materializando em uma queda livre.

– Emma?! – Regina perguntou alarmada. – Eu já cheguei ao chão? Estou no paraíso?

– Não tão cedo! – A xerife uniu os braços ao corpo e começou a cair em uma velocidade maior para junto da Rainha. – Peguei você! – Disse abraçando-a.

– O que está fazendo aqui? Como chegou? Quem vai nos pegar?

– Eu disse que eu nunca iria te deixar... Através de magia e a última pergunta é uma boa questão para se pensar... Mas... – Ela fechou os olhos e se imaginou nas costas de Arion, com Regina em seus braços.

Quando abriu os olhos novamente Henry estava encarando o penhasco enquanto chorava.

– Não, mãe!

– Henry.

– Emma ela... – Ela se virou rápido notando Regina nos braços de Emma. – Como ela foi parar ai?

– Magia... Eu acho que posso fazer também.

– Mãe! – Henry correu abraçando Regina.

– Aí. – Ela gemeu de dor.

– O que foi?

– Acho que desloquei o ombro quando Eclipse me pisoteou.

– Vou levar você até o hospital. Suba aqui e segure Regina Henry. – Henry obedeceu subindo em Arion e segurando Regina que permanecia entre ele e Emma.

***

– Ela vai ficar bem. – Tranquilizou Whale. – Foi apenas uma contorção... – Emma estava incomodada com os olhares que ele lançava ao corpo de Regina... Eles tiverem que tirarem a blusa de Regina para voltarem com o ombro dela para o lugar correto.

Emma entrou enquanto algumas enfermeiras ajudavam Regina a se vestir novamente e ajeitavam seu braço em uma posição para se recuperar melhor.

– Whale disse que via ficar tudo bem. – Emma parou de frente para ela e colocou uma mexa de seu cabelo atrás da orelha.

– É claro que vai ficar tudo bem! Foi apenas um esbarrão!

– Você foi muito corajosa... Estou muito orgulhosa. – Emma sorriu e segurou o rosto da morena com uma das mãos. Ela se inclinou lentamente e a beijou.

– Obrigada... Você pulou de um penhasco para me salvar? – A loira sorriu apoiando sua testa na da Rainha. – Por que estou prestes a te perguntar: Qual o seu problema?

– Eu sei que você gostou.

– Tem razão... Eu adorei quando me abraçou durante a queda livre.

– Está vendo... – Emma a beijou novamente e depois se afastou um pouco para a morena se levantar. Ela se preparou para ajudá-la mas Regina se esquivou.

– Emma, eu machuquei o ombro, não as pernas.

Emma revirou os olhos e continuou caminhando ao lado dela.

– Está com frio?

– Um pouco. – Emma tirou o casaco e colocou sobre os ombros de Regina.

– Melhor assim?

– Sim. – Regina sorriu abriu a porta com o braço bom.

Quando saíram do hospital, Henry e Branca esperavam do lado de fora apoiados no carro de Regina.

– Tudo bem? Ela vai ficar bem?

– Oh! Por favor! Eu tenho um ombro contorcido, apenas isso!

– Você caiu de um penhasco... Para me salvar! – Henry foi até ela e a abraçou com delicadeza. – Eu te amo, mãe. – Regina encarou Emma por um segundo tentando acreditar se aquilo estava mesmo acontecendo.

– Eu também te amo, Henry. – Uma lagrima silenciosa escorreu pela bochecha de Regina. Ela logo tratou de secá-la.

– Ok garoto, vou levar sua mãe para casa e cuidar para que ela tome os remédios e durma bem... Pode ficar com Mary Margareth outra vez?

– Claro... Mas amanhã vou ficar lá com vocês.

– Tudo bem... – Henry parou ao lado de Mary e Regina entrou no carro no lado do carona.

– Emma... – Emma interrompeu seu caminho até o lado do motorista e parou atrás do carro.

– Sim? – Mary deu a volta indo para perto dela...

– Eu estava pensando... Com essa coisa toda de mãe... Você sabe... Quem sabe poderia... É... – Emma sorriu e a abraçou.

– Boa noite... Mãe. – Mary sorriu e retribuiu ao abraço. – Talvez eu não tenha dito, mas você tem sido incrível.

– Obrigada...

– Por dizer a verdade?

– Por me dar uma chance.

– Isso também não precisa ser agradecido. Dar uma chance a você é dar uma chance a mim mesma.

Henry sorriu e mostrou um “joia” para Emma enquanto observava a cena.

– Boa noite. Tenha ótimos sonhos. – Mary ficou na ponta dos pés beijando a testa de Emma e sorriu. – Vamos ter que ver com a fabrica o seu tamanho. – Brincou se afastando para pegar Henry.

Emma entrou no carro e dirigiu até a casa de Regina. A morena mantinha uma de suas mãos entrelaçadas as de Emma entre as poltronas. Emma ergueu sua mão puxando a de Regina junto, ela a levou até os lábios e depositou um delicado beijo ali. Estacionou o carro na entrada de carros de Regina e desceu dando a volta para abrir a porta para ela.

– Eu ainda tenho um braço bom. Pare de agir como se eu fosse uma criança. – Pediu Regina sorrindo.

– Não estou agindo como se fosse uma criança, estou cuidando de você.

– É só que... Que não estou acostumada com isso...

– Tudo bem... Eu também não estou.

Emma abriu a porta e preparou um banho quente para Regina. Enquanto ela se lavava ela preparou um jantar rápido... Não era uma boa cozinheira, apenas fez um macarrão rápido para Regina tomar os remédios e descansar um pouco...

Depois de comerem e de se certificar que Regina tomaria seus remédios, Emma foi tomar um banho. Ao sair, colocou alguma coisa de Regina e se deitou acomodando ela em seus braços de uma maneira confortável.

Notas finais
Existem semideuses lendo minha fanfic?