This is my Happy Ending

6 Cats in trouble and ex-boyfriends


Notas iniciais
Gente estou postando com uma frequência maior pois estou de férias e com bastante tempo, irei estar postando 1 no máximo 2 capítulos por semana quando minha rotina voltar ao corre-corre... P.S.: Queria agradecer a todos que estão lendo... Vocês são magia na minha vida! *-* Queria agradecer aos comentários, beijão pra vocês Cupcakes!

– Bom dia raio de sol! – Emma sorriu ao ver Regina aparecer na cozinha pela manhã.

– Bom dia. O que você está fazendo?

– Adivinha? – Perguntou irônica. – Eu acho que eu estou construindo um portal.

– Você não precisa. Pode simplesmente estalar os dedos. Oh Emma, senhora toda poderosa, diga o que vossa majestade quer. – Regina se apoiou na bancada e encarou Emma por um longo instante.

A xerife não resistiu e se atirou para cima da morena com um beijo intenso e longo.

– Uau! Isso é um beijo de bom dia? – Perguntou Regina sorrindo.

– Não. É apenas um beijo de Emma, senhora toda poderosa. – Regina riu e se aproximou segurando a xerife por trás com seu braço bom.

– Por que não me mostra o que mais a toda poderosa sabe fazer? – Ela deslizou sua perna pela a da xerife e beijou o pescoço dela.

– A toda poderosa também sabe fazer ovos com bacon. Agora fique sentada. – Emma logo podou qualquer coisa que Regina estivesse planejando. A morena se sentou insatisfeita na bancada e esperou seu café.

– Sabe que eu não estou falando disso, certo? – Emma a encarou como se a pergunta fosse um insulto.

– Regina... Você está...

– Eu sei! Eu sei! Estou ferrada! Minha namorada está me negando sexo... Embora ferrada eu não estou por que se estivesse ferrada estaria... – Emma riu e silenciou a morena com um pedaço de bacon.

– Pare! – Continuou rindo enquanto servia o café. Ela se sentou de frente para ela e bebericou seu chocolate quente. – Como está?

– Eu estou seminua... – Regina mordeu o lábio inferior e se apoio no cotovelo bom para encarar Emma.

– Não...

– É sério! Quer ver? – Regina desfez o nó do robe e o abriu revelando seu corpo coberto apenas pelas roupas intimas.

– Não é sobre isso que perguntei é sobre a dor e... Oh meu deus! – Emma suspirou encarnado o corpo de Regina. – Você é uma tentação... Uma tentação maravilhosa... Não! Foco Emma! – Ela desviou o olhar. – Tudo bem. Eu estou bem. – Ela se virou para Regina novamente. – Oh não! Eu não estou bem.

– Olha que engraçado, eu estava com muito calor a noite e resolvi tirar minhas roupas... Deve ter sido efeito dos remédios. – Ela sorriu e retirou o robe deixando-o em cima da bancada para a xerife saber que ela não estava mais com ele durante todo o seu café.

– Pare com isso Regina. Não é legal tentar sua namorada quando ela está tentando ser doce.

– Está tentando? – Regina deslizou o dedo pelo chantili de seu chocolate quente e o lambeu lentamente.

– Ok, já chega, isso é tortura. – Emma olhou para o braço na tipoia de Regina e fechou os olhos. – Eu tentei... Eu juro que tentei! – Ela se levantou empurrando tudo de seu caminhou.

Ela ergueu Regina colocando-a na bancada. Regina riu enquanto Emma retirava sua calcinha úmida. Emma beijou suas coxas e empurrou seus joelhos para fora enquanto aproximava seus lábios do sexo da Rainha.

Regina gemeu logo quando os lábios da xerife fizeram o primeiro contato com seu corpo. Ela deslizou a mão pelos cabelos loiros de sua xerife e se inclinou para trás lentamente enquanto gemia de prazer. Mais alguns gemidos e Regina atingiu seu orgasmo. Emma deslizou sua língua pelo abdômen de Regina até chegar em seus seios. Ela retirou o sutiã que a morena usava rapidamente e passou a beijar seus seios...

Emma subiu seus lábios em um caminho de beijos até o pescoço da morena. Ela mordeu a Rainha com um pouco mais de força que o necessário... Ela chupou seu pescoço e depois passou a beijar seus lábios com urgência.

– Você vai me enlouquecer... – Sussurrou para a morena.

– Então seremos duas loucas. – Regina gemeu alto com o chupão de Emma em seu pescoço e logo em seguida sorriu.

A xerife deslizou sua mão pelo corpo de Regina apalpando seus seios e chegando onde queria. Ela penetrou a Rainha com dois dedos fazendo movimentos rápidos dentro dela. Como antes, não demorou muito para a Rainha chegar ao seu segundo orgasmo. Ela ofegava e gemia alto de prazer. Ela gritou tendo seu terceiro orgasmo e puxando com força os cabelos da xerife entre seus dedos. Emma trincou os dentes e gemeu sentindo dor e prazer com o ato dela.

Emma se afastou lentamente com os olhos vidrados na expressão dominada de prazer de Regina. A morena mantinha seus olhos fechados. Ela respirava ofegante. Deixou seu peso cair sobre a bancada e tentou normalizar a respiração. Ela riu.

– É a melhor coisa já fiz nessa bancada... – Emma riu juntamente com ela e voltou a se sentar do outro lado da bancada. – Embora eu não vá fazer muitas outras coisas depois desse episódio.

Emma acariciava os cabelos de Regina, que permanecia deitada sobre a bancada.

– Vamos tomar um banho e finalmente comer alguma coisa para eu ir trabalhar.

– Um banho? – Regina levantou uma sobrancelha e sorriu.

– Segundo round... Ou você acha que não dá conta? – Emma provocou se levantando.

– Está brincando? – Regina se levantou e jogou o robe dos ombros recolhendo o resto de suas roupas ela subiu para seu “banho” com a xerife.

***

Já passava do meio dia, a delegacia esta silenciosa e calma... Depois do ataque de Cora eles tiveram muito trabalho em reconstruir a estrutura danificada. O estomaga de Emma reclamou pedindo comida e ela se levantou para ir comer alguma coisa. Quando se virou deu de cara com ela. Regina estava parada na entrada da delegacia segurando um pacote e dois cafés.

– Sabia que você precisa se alimentar? – Ela caminhou até Emma e se inclinou beijando-a suavemente durante seu trajeto até a mesa dela.

– Eu estava indo fazer isso.

– Claro. – Regina deixou o “almoço” de Emma sobre a mesa e se sentou em sua cadeira.

– O que você trouxe? – Ela abriu a embalagem e encontrou alguns pãezinhos com canela. – Hmm! Que cheiro perfeito! – Ela pegou um copo com café e tomou um gole demorado. – Obrigada. – Ela se inclinou e beijou Regina.

– Emma poderia me ajudar com... – Mary parou na porta encarando Emma beijar Regina. Emma desfez o beijo e se virou para Mary.

– Com o que posso ajudar?

– Não estou atrapalhando nada, estou?

– Não! Imagina, Regina apenas veio trazer algo para eu comer.

– Mas parece que estamos tendo um problema com um gatinho em cima de arvore. – Regina riu e pousou sua mão na coxa Emma com naturalidade atraído o olhar de Mary para ela.

– É trabalho da xerife resgatar gatinhos em cima de arvores? – Emma riu.

– Ele não está muito alto, mas é um filhote e não consegue descer.

– Chame os bombeiros.

– Emma!

– Okay! Eu vou! – Ela pegou um pãozinho e o mordeu antes de sair acompanhada por Regina e Mary.

Ao que parece o boato de que Regina salvara Henry e Emma e caíra de um penhasco para isso já havia rodado a cidade toda. Eles encaravam o braço da Rainha e cochichavam uns com os outros.

– Por que estão todos me encarando? – Regina perguntou incomodada.

– Acho que eles já ficaram sabendo do seu ato heroico nos estábulos.

– Tudo aqui é pequeno... Menos a língua do povo. – Queixou-se enquanto se aproximava da arvore.

– Por favor... – Uma velha senhora agarrou o braço de Emma. – Tem que tirar Gaspar de lá de cima. – Ela sacudia Emma de um lado para o outro e encarava diretamente os seus olhos verdes. Regina uniu as sobrancelhas e a encarou confusa.

– Ok, senhora, eu vou tirar Gaspar de lá, mas precisa ficar calma. – Ela se livrou do aperto de aço que a mulher dava em seu braço e encarou a arvore.

Emma começou a subir na arvore e em questão de minutos já havia chegado onde o gatinho estava. Regina não entendia o que era, mas havia algo errado com aquela senhora... A maneira como ela sorriu quando Emma alcançou o animal não foi nada agradecida ou feliz.

– Muito bem senhorita Swan.

– Não! – Regina gritou. – Emma não toque no gato! – Era tarde demais.

O gato se transformou em uma serpente que se enrolou no pescoço da xerife sufocando-a.

– Emma! – Regina gritou para ela. A xerife perdeu o equilíbrio e despencou lá de cima. Regina a segurou com magia antes de atingir o chão e tentou se livrar da cobra em seu pescoço. – O que você fez? Quem é você? – Gritou para a velha.

– Ainda não me reconheceu meu bem? – Uma fumaça roxa cobriu a velha e depois lá estava ela. Cora.

– Você ainda não percebeu? Você já perdeu! Você nunca vai conseguir nos atingir!

– Olhe bem querida. Sua namorada está morrendo... Acha mesmo que eu estou perdendo?

– Por que quer tanto destruir minha felicidade?

– Por que você não podia simplesmente se casar com aquela droga de Rei e fingir ser feliz?!

– Por que eu não o amava! – A cobra havia picado Emma e desaparecido... Emma estava inconsciente nos braços de Regina. A morena a aninhava em seu colo tentando fazer alguma coisa para salvá-la.

– Amor é uma fraqueza! O seu amor por essa mulher torna você fraca!

– Não! – Regina se levantou ficando entra Emma e Cora com um olhar determinado. – Ele faz de mim uma pessoa melhor e mais forte! – Ela estalou os dedos paralisando a mãe e depois voltando a se abaixar. – Emma. – Chamou com lagrimas nos olhos... Algumas de suas lagrimas gotejavam no rosto da loira. – Emma, por favor... Você prometeu... Você prometeu nunca ir embora... – A xerife já não respirava... Regina estava caída ao seu lado tentando abraçá-la. – Por favor... Não me deixe...

As lagrimas de Regina deslizaram para dentro dos furos dos dentes da cobra e logo em seguida um líquido amarelado escorreu para fora... Regina rasgou sua blusa e secou o veneno antes que pudesse causa algum dano a sua amada.

– Emma por favor... Eu amo você... – Ela se inclinou e a beijou ternamente. Uma corrente de ar percorreu todos partindo delas e uma luz se abriu envolta deles... Regina sorriu enquanto Emma abria os olhos lentamente.

– Regina. – Ela disse em um suspiro. Abraçou a morena e sorriu.

– Você voltou para mim... Você estava morta e voltou para mim! – Disse isso encarando a loira com surpresa.

– Aquela é Cora? – Emma perguntou notando a mulher enfeitiçada.

– Sim... Temos que decidir o que fazer com ela.

– Gold deve ter alguma resposta.

Elas correram até a loja dele no fim da rua e entraram apressadas.

– Gold! Precisamos saber o que fazer com a mãe da Regina.

– Cora está aqui?

– Não, estamos apenas tomando seu tempo. É claro que está!

– Ela fugiu! – Snow entrou correndo na loja de Gold

– Ela o quê?

– Fugiu.

– Droga...

– Eu odeio informar senhorita Swan, mas sua busca por sua amada sogra terá que esperar... Você disse que Regina precisa vir junto para o que tínhamos a fazer, pois bem, aqui está a passagem dela.

– Do que ele está falando?

– É sobre aquilo que conversamos. Ele quer que eu o guie atrás de um rapaz.

– Não podemos sair assim e deixar todos a mercê. – Emma olhou Gold e depois Mary Margareth, segurou a mão de Regina.

– Com licença. – Gold acenou concebendo o pedido e então Emma se afastou. – Eu preciso ir. Eu impus que você devia ir conosco e ele cumpriu a parte dele do acordo... Eu preciso pagar minha divida e queria você lá comigo... É claro, se você quiser. – Emma encarou o chão. – Eu quero te mostrar alguns lugares... – Emma tirou um saquinho de veludo do bolso. – Ouça, eu esperava não estarmos passando tantos problemas quando eu fosse fazer isso, mas talvez eu não tenha outra chance... Quero que use isso, em sinal de nosso comprometimento. – Regina sorriu e estendeu a mão Emma colocou uma aliança dourada em seu dedo e depois retirou outra do saquinho para sim mesma. – Você vem comigo?

– Sim... Henry?

– Ele poderá vir conosco.

– Tudo bem...

– Nós vamos. – Gold sorriu.

– Então, queridinha, sua amada tem que molhar o objeto de mais valor para ela com a poção. – Ele estendeu o frasco e Regina o segurou.

– Acho que eu já sei o que é. – Regina tirou de seu bolso o apito de gelo do cavalo Arion e o encarou por alguns minutos.

– Como um cavalo pode ser tão importante. – Gold riu.

– Não é o cavalo... É quem o deu de presente a ela. – Regina o fuzilou com o olhar e depois derramou a poção no apito pendurando-o no pescoço.

– Quando quer ir?

– Eu ficaria feliz em partir imediatamente. – Emma e Regina se entreolharam.

– Vou buscar Henry, encontro você aqui em 20 minutos.

Após se despedir de todo mundo Emma seguiu com Regina e Henry para a loja de Gold, eles já tinham suas passagens compradas. Gold as esperava acompanhado de Belle. Eles se despediram rapidamente e entraram no carro.

Regina passou a viajam toda sentada no banco de trás olhando para seu anel. Henry estava deitado em seu colo... Emma se virou e a encarou por um longo tempo antes que a mesma notasse seu olhar sobre ela.

– Vai ficar olhando para esse anel por quanto tempo? – Emma perguntou sorrindo.

– É que... Eu estou muito feliz.

– Foi ele que te deu Arion, não?

– Ele o ganhou em uma aposta. Ele o ganhou para mim pouco antes de morrer... Arion é o melhor cavalo do mundo.

– Está exagerando Regina.

– Não Emma... Ele cavalga na velocidade do som. – Emma demorou um pouco para digerir a informação.

– Ele é realmente um cavalo especial. – Emma se virou novamente para frente.

Eles já haviam chegado ao aeroporto. Não tiveram muitos problemas para embarcar. Quando chegaram em Mahattan Gold os levou para o local indicado pelo globo.

Henry encarava os nomes a procura do correto.

– Nenhum Baelfire. – Anunciou.

– Provavelmente não funcionaria como um pseudônimo. Seu globo mágico não deu um número de apartamento? – Perguntou Emma.

– Não funciona assim. – Gold analisava tudo a procura de alguma pista.

– Algum desses nomes significa algo para você? – Perguntou Henry.

– Eu acho as pessoas pelo nome, mas infelizmente não.

– Aqui está o seu garoto. – Emma apontou um local em branco.

– Não. Pode estar só vago.

– Você pode trabalhar com nomes e magia, mas eu encontro quem não quer ser encontrado. E esses tipos de pessoas não gostam de dizer onde moram. – Emma apertou o botão e aguardou. – Pacote UPS para 407. – Houve um corte e tudo ficou mudo.

– Talvez devesse ter dito Sedex. – Sugeriu Henry. Ouviram um barulho e Emma olhou para fora.

– Ele está fugindo. – Eles correram para fora, onde Regina esperava, a tempo de ver um homem escapando pela escada de emergência.

– Aquele favor que me deve, é isso. Faça-o conversar comigo, eu não posso correr. – Gritou Gold.

– Fique aqui com Gold e Regina. – Pediu a Henry.

Emma disparou a correr atrás do rapaz, saltou sobre uma corrente e continuou seu trajeto apressado pela cidade... Ouviu algumas buzinas, alguns insultos, mas continuou correndo. Quando pensou que iria perdê-lo, avistou um atalho. Ela correu rapidamente virando no caminho mais curto e saindo exatamente onde queria. Seu corpo foi de encontro ao dele e os dois caíram no chão. Quando olhou no rosto do rapaz seu coração teve uma leve pausa.

– Não... Neal?

– Emma? – Ele perguntou surpreso.

– Neal? – Eles se levantaram e ele descobriu a cabeça.

– Eu não entendo, o que está fazendo aqui?

– O que eu estou fazendo aqui?

– Sim.

– Bem, não vou responder nada até que me diga a verdade. Você é filho do Gold?

– Do que está falando? Quem é Gold?

– Você me enganou... Você é de lá! Você me enganou! Ele me enganou! Os dois me enganaram!

– Calma aí! Do que está falando? Quem é Gold?

– Seu pai. Rumplestiltskin. – Ele a encarou incrédulo... Não sabia o que fazer.

– Ele está aqui?

– Por que mais eu estaria em Nova York?

– Você o trouxe até mim?! Por quê..? – Gritou.

– Sou eu quem tem o direito de estar zangada! – Gritou de volta. – Você sabia quem eu era ou de onde eu vinha todo esse tempo? Ou tudo era apenas um plano doentio? Ao menos você se importou comigo?

– Emma você não...

– Eu não quero saber! Eu quero a verdade!

– Está bem! – Ele gritou, sua voz se sobressaltando a dela. – Temos que sair da rua. Não podemos discutir aqui. Passei minha vida toda fugindo desse homem. Não o deixarei me pegar. Tem um bar no fim da rua, podemos falar lá.

– Não beberei com você! – Gritou irritada com o atrevimento dele. – Seja o que for me falar, me fale agora!

– Não, no bar é melhor. Não se preocupe, poderá continuar gritando quando chegarmos lá.

Ele se virou e continuou seguindo. Ela praguejou mentalmente e o seguiu.

– Não se preocupe, Emma é muito boa em pegar pessoas. – Assegurou Henry.

– Meu filho vem fugindo a muito tempo, não é? Pressinto que ele é bom em fugir. – Regina observava tudo nervosa. Não estava tranquila com Emma correndo por uma cidade movimentado atrás de um desconhecido filho do Senhor das Trevas.

– Bem, pelo menos nós o encontramos. Certo? – Gold assentiu.

– De fato.

– E obrigada, pelo cachorro quente, eu esqueci.

– De nada.

– Ela está demorando demais. – Queixou-se Regina.

– Já está com saudades? – Perguntou Gold, Regina o fuzilou com o olhar e ele se voltou novamente para Henry. – Obrigada.

– Pelo o quê?

– Bem, se não tivesse levado Emma a Storybrooke nada disse teria acontecido. Você... É um jovem extraordinário.

– Sabe, eu a perdoei. Emma. Por me abandonar. Ela pensou que era o melhor para mim, é por isso que ela fez. Sei que vocês dois se acertarão.

– A não ser que as circunstâncias de nossa separação não tenho sido tão nobres.

– Mas você está aqui agora. E o quer de volta, certo?

– Mais do que tudo.

– Então isso é tudo que importa...

Emma encarava o balcão tentando processar aquilo tudo.

– O quê você quer saber? A verdade? Pergunte. – Neal disse encarando-a.

– Você sabia quem eu era quando nos conhecemos?

– Se eu soubesse nem chegaria perto.

– Qual é!

– Qual é o quê? Eu estava me escondendo. Por isso vim aqui... Longe de... Todo aquela porcaria!

– Se você não sabia, estava só me usando. – Emma parecia frágil quando disso aquilo, mas logo se recompôs. – Precisava de alguém para levar a culpa pelos relógios que roubou!

– Não estava usando você. – Disse calmo. – Quando nos conhecemos, eu não sabia... Mas descobri.

– Como? – Ela se sentou esperando para ouvir o outro lado da história.

– Quando fui vender os relógios... Conheci um amigo seu. August...

Então ele lhe contou. Contou toda a história da noite em que ela foi presa, mas da visão dele... Contou o que August havia dito a ele.

– Você me abandonou. Deixou que eu fosse presa por que o Pinóquio mandou?

– Emma...

– Eu te amava.

– Eu estava... Tentando te ajudar.

– Me deixando ser presa?

– Te mandando para casa!

– Está me dizendo... Que termos nos conhecido foi uma coincidência? Como diabos aquilo aconteceria se eu não estivesse nos seus planos ou de seu pai?

– Pense a respeito. Ele queria que você quebrasse a maldição. Nosso encontro poderia impedir isso. Talvez tenha sido destino.

– Você acredita nisso?

– Não há nada sobre o meu pai que eu me lembre que não seja porcaria. Mas ele costumava me dizer que não haviam coincidências. Tudo que acontece, acontece por que foi planejado. Não podemos fazer nada a respeito. Forças superiores conspiram para fazer acontecer. Sina, destino, chame do que quiser. A questão é... Talvez nos conhecemos por um motivo. Talvez algo bom tenha acontecido por ficarmos juntos. – Ele estendeu a mão e segurou a dela... Ela parou por um tempo. Pensando um pouco.

– Não... Eu não consigo pensar em nada. Só fui presa, nada mais. Não importa mais, já superei isso. E já superei você.

– Por que usa o chaveiro que comprei para você?

Ela levou a mão ao pescoço segurando o colar que mantinha o chaveiro. Ela o agarrou. Foi então que ele viu a aliança em seu dedo... Ela o arrancou e o colocou sobre o balcão.

– Para me lembrar de nunca mais confiar em ninguém. Vamos, concordei em levá-lo para os eu pai.

– Fez um acordo com ele?

– Sim. E vou cumprir minha parte.

– Não precisa, sabe disso.

– Eu sei.

– Deve ser fácil para você, diga que me perdeu, que não consegue me achar. Faça isso e nunca mais terá que me ver.

Emma o deixou para trás... Foi tudo que conseguiu fazer. Não queria ele mais em sua vida. Agora ela tinha Regina. No caminho de volta resolveu ligar para Mary Margareth.

– ...Espere, o filho do Gold é o pai do Henry?

– Eu sei, tenho as mesmo perguntas que você, isso não importa agora, não sei o que fazer.

– Por favor não diga que está me ligando para me pedir que te diga para esconder isso.

– Henry pensa que o pai está morto. Disse por uma razão: o proteger.

– Emma, não importa o que esse homem fez, Henry tem o direito de saber quem é o pai. A verdade sobre seus pais. Emma você deveria saber como isso é importante!

– Não quero que Henry se machuque. Só quero protegê-lo.

– Tem certeza que isso é sobre proteger Henry? E não você mesma? – Emma fechou os olhos... Ela era a única pessoa que estava sendo protegida nesta história toda.

Todos esperavam na portaria do prédio. Regina andava de um lado para o outro, Henry e Gold permaneciam sentados.

Quando Emma entrou todos se levantaram. Regina suspirou e segurou a mão da loira.

– Você o achou?

– Desculpe, seu filho fugiu. – Gold se virou. Ele parecia nervoso. Então começou a apertar todos os botões dos apartamentos. – Gold, espere, o que está fazendo? – O portão se abriu.

– Encontrando meu filho. – Ele entrou sendo acompanhado por Henry e Regina.

– Ele se foi.

– Mas ele mora aqui. Ele voltará, e eu estarei esperando.

– Pare! Você pode não invadir! – Emma o seguia apressada pelos corredores.

– Na verdade é uma coisa que eu estou acostumado. – Ele se debruçou na porta e a abriu.

– Ele pode não voltar.

– Certo. Encontrar pessoas é o que você faz senhorita Swan. Só estou simplesmente te ajudando. Pode ter informação aqui. Quem ele é, o que ele faz, quem ele ama.

– Não, não faça isso. Tem coisas chamadas leis.

– Vou ficar de vigia! – Anunciou Henry animado indo se postar no outro corredor.

– Henry! – Disse Regina indo atrás dele.

– Não, eu... Você poderia ser preso.

– Então meu filho testemunhará contra mim e eu o encontrarei.

Quando entraram, lá estava o humilde apartamento de Neal... Ou Baelfire! A droga que fosse.

– Gold. Vamos, não deveríamos estar aqui. – Pediu Emma. Henry entrou sendo acompanhado de uma Regina aflita.

– Não acho que ele está ouvindo. – Comentou Henry.

Emma fechou a porta e começou a procurar pistas com os outros. Seus olhos foram direto nele... O Filtro dos Sonhos. Ela foi até ele e o pegou.

– Achou alguma coisa, queridinha?

– Nada. Parece com um Filtro dos Sonhos.

– Sim, se não é nada por que ainda o está segurando? Está mentindo para mim. – Ela voltou o objeto para o lugar se virou para ele.

– Apenas volte a procurar, certo?

– Não, não, não! Você viu algo. Me diga.

– Não sabe o que está dizendo!

– Diga! – Ele gritou.

– Henry, espere no banheiro.

– Mas eu posso ajudar.

– Henry, vá! – O menino obedeceu seguindo pra o cômodo. – Não há nada aqui, o cara é um fantasma.

– Está me achando com cara de idiota? Você está escondendo algo, quero saber o quê e o por que. – Regina encarou Emma completamente confusa. O que realmente havia acontecido em sua busca pelo filho do Gold?

– Não estou escondendo.

– Ele falou algo? – Gold começou a se aproximar. Ela segurava a bengala como se a qualquer momento fosse usá-la para bater em Emma.

– Gold.

– Ele disse algo? – Aumentou o tom de sua voz.

– Nada! Ele não disse nada.

– Mas vocês conversaram.

– Não diga o que eu não disse!

– Diga-me! Diga-me, ou farei você me dizer.

– Não tem magia aqui.

– Não preciso de magia.

– Quer mesmo fazer isso?

– Não me teste.

– Não me teste. – Devolveu.

– Tínhamos um acordo! Um acordo! Ninguém quebra um acordo comigo! – Ele derrubou uma estante fazendo um barulho. Regina se colocou entre Emma e Gold na mesma hora.

– Não fale assim com ela! – Duas vozes gritaram ao mesmo tempo.

A porta estava aberta.

Ele estava parado a meio caminho deles.

Regina encarava Gold com fúria. Mas o olhar dele estava no rapaz a porta. Todos se voltaram para ele.

– Bae? – O rapaz assentiu. – Você voltou para mim?

– Não. Voltei para me certificar de você não a machucaria. – Regina uniu as sobrancelhas confusa. Mas ela não era a única, Gold também se encontrava nessa situação. – Eu vi o que você fazia com as pessoas que quebravam acordos.

– Por favor Bae deixe-me falar.

– Não quero falar com você. Pode ir.

– Não vou a lugar nenhum.

– Saia do meu apartamento!

– Neal... – Emma deu um passo a frente para tentar acalmá-lo.

– Emma, deixe. – Ela se calou.

– Vocês dois se conhecem. – Observou Gold.

– Espere... Isso é verdade? – Regina perguntou encarando Emma.

– Vocês dois se conhecem. Como?!

– Você me mandou atrás dele.

– Não, não, não! Pare! Você está mentindo! Como vocês dois se conhecem?!

– Mãe? O que está acontecendo? – Henry perguntou surgindo na sala.

– Henry. – Emma e Regina disseram ao mesmo tempo.

– Quem é esse? – Perguntou Neal.

– Meu filho. – Emma se abaixou para dar assistência ao filho.

– O quê?

– Esse é o Baelfire? – Henry perguntou se virando.

– Preciso que fique no outro quarto por um tempo, certo?

– Espere, quantos anos você tem? – Neal perguntou a Henry enquanto ele saía.

– Não responda. – Pediu Emma.

– Quantos anos você tem?!

– Onze! – Henry Gritou se virando. – Agora, por que estão todos gritando?

– Ele tem onze? – Neal estava paralisado.

– Mãe? – Chamou Henry. Emma assentiu.

– Este é meu filho? – Neal perguntou apontando para Henry.

– Não, meu pai era bombeiro. Ele morreu. – Explicou Henry com calma. Emma se aproximou lentamente com os olhos cheios de lagrimas. – Isso foi o que você me disse.

– Ele é... Meu filho? – Perguntou Neal novamente. Emma segurou o rosto do menino com as duas mãos.

– Sim. – Tanto Regina quanto Gold estavam sem palavras. Apenas serviam de telespectadores em um canto.

Henry balançou a cabeça negativamente e saiu pela janela.

– Henry? Henry! – Emma correu até a janela sendo acompanhada por Regina. Elas saíram, uma atrás da outra, e foram falar com o menino. Neal tentou segui-las.

– Baelfire, por favor, por favor. – Pediu Gold tentando tocá-lo. Ele se esquivou encarando-o. – tudo o que eu quero é uma chance de ser ouvido.

– Saia.

– Você voltou para proteger Emma. Para mostrar que ela cumpriu a parte dela do acordo comigo.

– E agora que cumpriu você pode ir.

– Não. Nosso acordo foi para que ela o fizesse falar comigo. Se realmente quer que o acordo seja cumprido... Você não tem escolha. Terá que falar comigo.

– Você tem dois minutos.

Lá fora, Henry estava sentado olhando para Emma e Regina. Regina mantinha um braço envolta da cintura de Emma segurando o outro lado da estreita escada.

– Então é ele. – Disse Henry.

– Sim.

– Por que não me contou?

– Por que nunca pensei que o veria de novo. Eu nunca quis.

– Por que não

– Ele era um ladrão Henry. Mentiroso, bandido e... ele partiu meu coração. – Regina a encarou. Ela não a culpava. Apenas gostaria de saber daquilo de outra forma. Seu único impulso foi estreitar o aperto mostrando que ela estava ali. Emma a olhou.

– Eu estou aqui agora.

– Eu poderia encarar, sabe? A verdade. – Comentou Henry.

– Eu sei. Ele foi parte da minha vida que eu queria esquecer. Você poderia encarara a verdade Henry, mas eu não... Me desculpe...

Henry se levantou e abraçou a mãe. Regina se juntou ao abraçou e beijou a testa do filho.

– Eu amo você,mãe... Nós amamos vocês. – Ele disse segurando a mão dela e a de Regina junta. – Mas eu quero conhecer meu pai. – O rosto de Regina se contorceu em uma careta. – O que é isso mãe? Está com ciúmes? – Henry sorriu.

– Eu? Não! Eu? Jamais! – Emma riu e pegou Henry no colo enquanto subia as escadas.

Emma, Henry e Regina voltaram pela janela. Emma foi a primeira a passar.

– Ele quer conhecer você. – Disse para Neal.

– Você não iria me contar sobre ele, não é?

– Não, eu não iria.

– Bem, ele é meu filho também então não toma as decisões sozinha.

– Tecnicamente ele é meu filho. Eu o adotei. – Regina interveio parando ao lado de Emma com Henry próximo a ela.

– Vamos começar novamente uma discussão? – Henry perguntou.

– Não, querido, não vamos. – Regina tocou a ponta do nariz dele com um dedo.

– Você deu ele para adoção?

– Eu tinha 18 anos! Você havia me abandonado e eu não sabia o que fazer!

– Mãe! Já superamos isso, se lembra? Eu só quero conhecer meu pai... Você é meu pai?

– Sim...

– Sou Henry.

– É um prazer te conhecer Henry. Lamento ter demorado tanto.

– Está tudo bem. Você não sabia... Mas podemos passar mais tempo, se você vier com a gente para Storybrooke. – Regina arregalou os olhos e Emma encarou a cena boquiaberta.

– Ele disse mesmo aquilo? – Regina perguntou se agarrando a cintura de Emma, mas dessa vez como se fosse pra mostrar a quem ela pertencia.

– Parece que sim...

– Não sei se é uma boa ideia...

– Vai ser ótimo! E poderemos nos conhecer melhor! Vamos lá, não custa nada você ir.

– Tudo bem, acho que podemos experimentar. – Regina encarou Emma assustada.

– Não se preocupe. Eu sou toda sua. – Emma se inclinou beijando-a.