This is my Happy Ending
15 I can show you one place?
Notas iniciais
– E então? – Reyna perguntou animada.
– Ela me beijou! – Disse animada.
– Beijou? Já?! E recuperou a memória?
– Não... Quer dizer, ela beijou minha bochecha... E depois correu... – Emma sorriu. – Eu sou irresistível! – Comentou fazendo Reyna rir.
– Você é convencida, isso sim! – Ela bateu em Emma com a almofado que estava em seu colo.
– Mãe... Estou perdendo aula. Bob me ligou para saber sobre isso.
– Ele não pode ficar alguns dias sem você?
– Quem é Bob? – Emma perguntou com um olhar malicioso.
– É o professor de história que é apaixonado por Coral.
– Ele não é apaixonado por mim! – A menina se queixou sentando no sofá com elas.
– Claro que é!
– O professor? Cora, Cora! – Emma riu fazendo a menina corar. O celular tocou e a menina atendeu rapidamente.
– Não brinca! Eu preciso voltar... Ele é tão lindo! – Ela parou. – É claro que quero!
– Regina se sentiu livre e querida com você, por isso te beijou no rosto... – Emma sorriu.
– Eu a amo tanto... – Sussurrou abraçando o próprio corpo.
– Eu sei que sim... E acho isso lindo.
– Obrigada.
– Não precisa agradecer.
– Não! Obrigada por salvar Henry, obrigada por adiar a comemoração, obrigada por me ajudar com Regina.
– Não precisa me agradecer.
– Alguém toca esse violão? – Cora perguntou puxando o instrumento para o colo.
– Não. – Admitiu Emma.
– Então... – Ela dedilhou algo e o som não saiu muito bom. Ela torceu algumas cordas e tocou outra vez. – Bem melhor... Everytime I close my eyes... I see my name in shining light! – Emma riu.
– Toque algo decente! Vamos lá... Adivinhe: There is a house in New Orleans... – Cora riu e começou a tocar em um ritmo lento e sensual.
– They call the Rising Sun...
– And it’s been the ruin of many a poor girls. And god, I know I’m one. – Reyna entrou na música. Logo todas elas cantavam juntas:
– My mother was a tailor
She sowed my new blue jeans
My sweetheart he was a gamblin man
Down in New Orleans
– Oh mother tell my baby sister. Not to do what I have done. But Shun that house in New Orleans. They call the Rising Sun. – Coral continuou sozinha.
– Is my one foot on the platform. The other is on the train. — Emma cantou.
– I’m going back to New Orleans. To wear that Ball and chain.
– Minha vez. – Pediu Reyna. – Somebody once told me the world is gonna roll me.
– Ah não! – Emma enfiou a cara no sofá e cobriu as orelhas.
– ...Hey, now, you’re an All Star! Get your game on, go play! – Irritou Cora cantando e tocando. Emma riu.
– Vocês não prestam! Parem com isso!
– Então eu escolho outra!
– Não! Minha vez de escolher uma... – Cora pensou um pouco e começou a tocar algo animado. – Look inside... Look inside your tiny mind. Now look a bit harder. Cause we’re so uninspired. So sick and tired. Of all the hatred you harbour.
– So you say. It’s not ok to be gay. Well I think you’re Just evil. You’re hust some racist. Who can’t tie my laces. – Completou Emma sorrindo.
– You point of view is medieval... Fuck you! Fuck very, very much! Cause we hate what you do. And we hate your whole crew. So please don’t stay in touch.
– Fuck you! Fuck very, very much! Cause your words don’t translate. And it’s getting quite late. So please don’t stay in touch. – A campainha tocou e Emma se levantou deixando Cora cantarolando mais alguns trechos da música.
– Regina? – Sorriu ao abrir a porta. – Como descobriu onde eu morava?
– Eu perguntei... Tem alguém com você? – Perguntou meio enciumada ao ouvir outras vozes lá dentro.
– Sim. Algumas amigas.
– Aham... Amigas. – Ela estreitou os olhos. Emma quase riu daquela cena.
– Quer entrar? – Os olhos da rainha se iluminaram e Emma não precisou dizer outra vez para ela pular para dentro.
– Claro! – Emma fechou a porta e caminhou com Regina ao seu lado. Reyna sorriu ao ver a mãe e Coral levantou o olhar do violão flagrando a avó.
– Pessoal essa é a Regina, lembram dela? – Emma fingiu apresentá-las.
– Oi Regina, eu sou Reyna e essa é minha filha Coraline. – Regina deu um sorriso fraco.
– Prazer em te conhecer. Conhecem a Emma a muito tempo? – Encarou Reyna com cuidado enquanto trocavam um aperto de mão. Emma olhou para baixou e riu. Reyna se segurou.
– Não. É recente, nos conhecemos em uma viagem dela para Beverly Hills.
– E vieram de lá para vê-la? – A rainha franziu a testa transbordando ciúme.
– Sim. Ela é amiga da minha mãe... Bem amiga. – Tentou concertar.
– Bem amiga? – Percebeu que sua ideia não havia sido assim tão boa.
– É! – Sorriu se sentando. Regina havia começado a fazer perguntas demais.
– Ér... Hum... Regina, por que não se senta? – Regina deu um sorriso caloroso para Emma e se sentou. Ela estava com muito ciúme! – Posso guardar isso, princesinha? – Perguntou a Coral. Regina prendeu a respiração e ficou rígida no sofá.
– Claro. – Ela pegou o violão e caminhou com ele para um canto.
– Emma... Eu notei o quarto de uma criança na minha casa... Eu tenho algum filho? – Reyna abaixou a cabeça e encarou os dedos, agora entrelaçados. Parecia manina da mulher entrelaçar seus dedos...
– Bem...
– Trouxemos o jantar! – A voz alegre de Mary Margareth chegou a elas. Emma sorriu e se levantou. David e Mary entraram sorrindo para elas. Ela encarou a filha questionando em silencio sobre as memórias de Regina.
– Regina, essa é minha... Hum... Madrinha, Mary, e meu padrinho David. – Regina sorriu.
– Boa noite. – Regina sorriu educadamente.
– Boa noite, Regina. Fiquem a vontade, vamos preparar a mesa. Pode me ajudar Reyna? Coral? – Pediu tentando deixar Emma e Regina a sós.
– Claro! – Disseram juntas se levantando rapidamente.
Emma encarava o piso tentando evitar se deixar levar naqueles olhos.
– Eu tenho um filho, não tenho? – Emma ficou calada por alguns minutos e então ergueu o olhar.
– Tem.
– Eu posso vê-lo? É bem solitário naquela casa... – Ela abraçou os ombros.
– Eu posso te fazer companhia... Até se lembrar de tudo.
– Faria isso? – Perguntou com os olhos brilhando.
– Eu faria qualquer coisa por você. – Um silencio constrangedor se estabeleceu sobre elas.
– Jantar servido. – Chamou Mary. Elas soltaram a respiração e se levantaram.
Apenas Reyna, Cora, David e Mary conversavam... Regina e Emma permaneciam em silencio.
Após o jantar Emma caminhou com Regina até a porta e já do lado de fora, fechou a porta atrás de si.
– Eu... Eu posso te mostrar um lugar? – Regina sorriu.
– A essa hora?
– Apenas esqueça que o tempo passa e venha comigo... – Emma segurou carinhosamente a mão da morena, ela corou olhando para baixo.
– Tudo bem...
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