This is my Happy Ending
11 I can see him..? My father?
Notas iniciais
O cavalo ia tão rápido que por um momento Emma pensou ver um rastro de fogo por onde ele passava.
– Por que estamos indo para Storybrooke? — Perguntou com dificuldade devido a velocidade.
– Ela precisa estar em um lugar com magia. – Regina não parecia se incomodar com aquela velocidade, talvez já estivesse acostumada.
– O que está acontecendo?
– A maldição está sendo quebrada... Mas não tem magia. – Depois dessa resposta Emma nem tentou perguntar outras coisas, permaneceu calada para não acabar comendo o cabelo de Reyna ou Regina.
Assim que ultrapassaram a linha da cidade o cavalo pareceu ficar mais veloz, ele correu direto para a casa de Regina. Quando parou, Regina desceu com uma rapidez inacreditável, Emma teve que esperar um pouco para seu cérebro “voltar para o lugar”.
Reyna não se debatia nem gritava mais, ela apenas dormia tranquila... Sua respiração estava calma.
– O que há com ela?
– Não! – Regina pegou a filha nos braços. – Acho que chegamos tarde demais.
– Mas ela ainda está viva. – Comentou Emma.
– Ela entrou em sono profundo... Não conseguia despertar, seu corpo parou de lutar... – Emma ajudou Regina a levar a mulher para dentro de casa.
Elas a deitaram no sofá e se sentaram por perto para aguardar alguma reação.
– Acha que Gold pode dar um jeito?
– Ele deu um jeito em mim? – Regina devolveu se apoiando nos cotovelos.
– Regina... – Emma tentou se aproximar, mas a morena se esquivou.
– Eu vou matá-lo! – Ela parecia estar fora si, dizia aquilo como se cogitasse a ideia há dias.
– Regina... Não faça isso. Ainda não acabou.
– Ele a tirou de mim! Agora que a encontrei... Eu nem mesmo passei um tempo com ela sabendo quem eu realmente era... – Regina secou suas próprias lagrimas. Emma tentou se aproximar outra vez, mas foi impedida.
– Me deixe tocar você...
– Não! – Regina nem mesmo olhava nos olhos de Emma.
– Por favor... – Emma se aproximou devagar. – Matar Gold não trará Reyna de volta. – Regina fechou os olhos, Emma a abraçou fechando seus olhos também. – Não faça isso... Nos temos uma a outra, e vamos descobrir uma maneira de acordar Reyna... Eu sou a Salvadora, posso te ajudar com isso. – Regina não conseguiu segurar o pequeno sorriso em seus lábios. Ela se virou e beijou Emma.
– Por que você tem esse poder sobre mim? – Perguntou retribuindo seu abraço.
Regina ficou encarando sua filha por horas... Nada dela despertar. Emma havia saído atrás de coisas que elas poderiam fazer para salvar a mulher.
– Regina? – Ela chamou entrando.
– Estou aqui.
– Eles chegaram.
– Quem? – Emma entrou na sala acompanhada de Aaron e Coraline.
– Ela está melhor? – Coraline foi até Regina. – Por que ela não acorda?
– Sabe aquela história que contei?
– Sim.
– Ela é real... Sua mãe é minha filha perdida.
– Isso é impossível.
– Então me explique como é possível chegarmos aqui antes de vocês sendo que viemos em um cavalo? – Eles ficaram mudos. – Eu vou mostrar uma coisa, mas preciso que não surtem, certo? – Cora assentiu. Regina deslizou a mão pelo ar e fez aparecer um celular em sua mão. Cora deu um passo para trás e segurou a mão do pai.
– Você viu isso?
– Como você fez?
– É magia... Por favor acreditem... Eu sou a mãe de Reyna. – Ela entregou o celular a Emma. – Ligue para Mary e veja como está Henry. – Emma assentiu e pegou o celular se afastando um pouco.
– Ela não vai acordar, não é? – Cora dizia com lagrimas nos olhos.
– Não... – Regina já estava se segurando para não desabar.
– Mãe... – Cora se debruçou sobre o corpo da mulher.
– Não! Não, não, não! – Aaron se abaixou. – Reyna, não! – Ele se permitiu chorar nesse momento. – Vou acreditar que tudo isso é real... Vou acreditar por um motivo, eu amo você e essa filha linda que me deu... Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, você salvou a minha vida... Você a salvou no momento em que disse “Oi, eu sou Reyna Clark, e você?” quando disse isso... Bem, naquele momento, no orfanato, eu soube que eu te amava. Eu soube que aquilo seria o mais próximo da felicidade que eu já havia chegado... Eu amo você. – Ele se inclinou e a beijou.
Não havia dúvidas do que acontecia... Era exatamente como Encantado acordara Branca... Ou Regina acordara Emma... Reyna despertou respirando profundamente, como se não respirasse há horas.
– Aaron... – Ela sussurrou. Regina sorriu aliviada...
– Você acordou. – Ele sorriu puxando-a para um abraço. Nesse momento por cima do ombro dele ela avistou Regina.
– Você... – Ela se separou de Aaron e encarou Regina. Imediatamente ela cobriu a boca com a mão, assustada. Ela arregalou os olhos. – Você é... Você é ela! – Regina sorriu, um pouco temerosa. – Você é minha mãe! – Reyna se levantou e encarou Regina. – Você não é daqui, não é?
– Não. – Admitiu.
– Eu sabia! – Regina uniu as sobrancelhas. – Você também faz magia?
– Faço assim como Rumple, ele foi meu professor.
– Também?
– Como assim?
– Ele me ensina magia desde que eu tinha 6 anos... Ele disse que por causa de uma mulher chamada Cora minha mãe não se lembrava de mim e eu nunca voltaria a vê-la, mas que eu podia escolher entre ser uma fracassada medrosa com um único sentimento crescendo dentro de mim, autopiedade, ou que eu podia ser forte, como minha mãe, e superar, aprender magia e outras coisas. – Regina sorriu.
– Ele disse que eu sou forte?
– Muitas vezes... Ele se orgulha de você.
– Eu não consigo imaginá-lo dizendo isto. – Elas se encararam por alguns segundos.
– Eu posso..? – A voz de Reyna se perdeu. – Eu posso... – Ela não conseguia dizer, mas logo Regina entendeu. Deu um passo a frente e a puxou para um abraço. – Eu amo você, mãe. – Regina não conseguiu se segurar nem mais um minuto, desabou em lagrimas.
– Eu também te amo, minha filha... Eu também te amo, minha princesa.
– Ela é mesmo minha avó?
– Sim. – Emma assentiu.
– Me desculpe por chegar tão tarde.
– Tudo bem... Cora me tirou de você.
– Eu não fiz nada! – Protestou a menina. Elas riram.
– Sua bisavó se chamava Cora. – Regina e Reyna se separaram, Reyna foi abraçar o marido enquanto Emma envolvia os ombros de Regina com um braço. – Eu também te amo. – Sussurrou beijando-o.
– Aí você lembra que está solteira... – Disse Cora.
– Eu posso vê-lo? – Reyna perguntou se virando para Regina.
– Quem?
– Meu pai Rumple. – Tanto Emma quanto Regina estavam tão incrédulas que quase caíram.
– Você quer vê-lo?
– Claro! Ele é meu pai! – Regina fez uma cara como se levasse um soco no estômago. – Não de verdade, mas meu pai de coração.
– Eu pensei que você iria querer ficar longe dele.
– Eu não sei como ele tratava vocês, mas ele me tratava como se fosse filha dele... Ele dizia que eu era o que Baelfire nunca conseguiu ser, mas que ainda assim ele sentia falta dele... Ele era bom para mim... – Ela sorriu. – Eu posso vê-lo?
– É a coisa mais estranha que já ouvi... Pensei que louca assim só existia a Belle. – Emma comentou.
– Vamos, ignore sua madrasta. Se é o que você quer, vou levá-la até ele.
Quando chegaram do lado de fora Reyna encarou o lugar incrédula.
– Como eu cheguei aqui? Quanto tempo eu dormir?
– Longa história, algumas horas.
Ela sacudiu a cabeça e continuou seguindo sua mãe. Regina foi direto a casa dele, estava tarde demais para a loja estar aberta... Ou cedo, quem sabe?
Quando bateu na porta não demorou muito para Belle abrir.
– Olá. – Reyna cumprimentou.
– Queremos falar com Gold. – Disse Regina sem rodeios.
– Rumple. – Chamou. Logo ele apareceu na porta.
– O que é tão importante para virem tão cedo... – Ele se calou assim que olhou quem estava na porta.
– Pai! – Reyna sorriu e foi abraçá-lo.
– Reyna? – Ele perguntou emocionado. Regina nunca vira aquele homem assim... Ele parecia gostar mesmo de sua filha. – Você está tão grande! – Ele disse olhando-a melhor.
– Ela é sua filha? – Belle parecia chocada. – Quantos filhos você tem?
– Não! Ele é meu pai de coração. – Explicou-se Reyna.
– Regina teve Reyna alguns meses após Bae cair no portal. Eu cuidei dela como minha filha...
– Você fez isso? – Belle sorriu. – Isso é tão doce... Eu disse que havia um homem bom em você! – Ela o abraçou.
– Há um homem ótimo em você! – Corrigiu Reyna o abraçando novamente. – Este é meu marido. – Ela apresentou Aaron.
– Você está casada? – Ele tocou a cabeça.
– E essa é minha filha.
– Filha? – Ele sorriu. – Ela lembra você.
– Aaron esse é Rumple, meu pai de coração. Venha aqui Coral. – Disse para a filha. Ela parecia muito empolgada, mais até do que quando se lembrou que Regina era sua mãe.
A morena abaixou a cabeça e segurou a mão da xerife.
– Vamos embora... Não faz diferença se ficarmos ou não... – Emma envolveu os ombros dela com um braço e caminhou para longe.
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