Notas iniciais
Olá minhas teteias! hahahahahahahahaha! Tá aí eu sendo Swan Queen pra vocês!

- Mãe? – Henry perguntou confuso encarando a mulher a sua frente. Regina se virou totalmente perdida e despreparada para a ocasião de encontrar seu filho estando naquela condição. – Não está ajudando Emma e Mary Margareth, não é?

- Estou ajudando você, Henry. – Disse decidida.

- Do que está falando?

- Você vai matá-las. – Disse Ruby alarmada. Ela deu um passo a frente para tentar fazer alguma coisa.

- Me desculpe queridinha. – Foi Gold quem falou dessa fez, ele a arremessou para fora de cena com sua magia.

- Mãe, o que você está fazendo?

- Não podemos deixar Cora passar pelo portal. Você não tem ideia do que ela faria com a gente.

- Emma e Mary Margareth vão derrotá-la. Serão elas que passaram!

- Henry, sua mãe está certa. Será Cora.

- Não, não será! – Ele se virou para Rumplestiltskin um pouco alarmado. – O bem sempre vence o mal. Deveria saber isso melhor que qualquer um. – Ela encarava fixamente Regina.

- O que sei é que minha mãe vai destruir tudo que amo. E isso significa você... Já que as outras duas pessoas ela já conseguiu destruir. – Olhou para baixo tentando recuperar a coragem. – E não posso deixar isso acontecer!

- Não pode! Pare! Vai matá-las! Por favor! Não! – Ele gritou correndo em direção ao poço. Regina se colocou em sua frente e o segurou, com cuidado para não machucá-lo. – Elas vão conseguir! Precisamos desligar! Vai matá-las! – Ele conseguiu se livrar do abraço da mãe e correu até o poço.

- Não! Henry! – Ela correu até ele e o segurou novamente. Ela girou e o carregou para longe. – O que você está fazendo?! – Disse séria. – Não posso perder você! Não vocês dois! – Uma lagrima escorreu pelo rosto dela. Do outro lado Gold sorriu compreendendo de quem a Rainha falava.

- Emma e Mary Margareth vão passar! Eu sei! Disse que queria mudar. Ser melhor. Essa é a maneira! Quer que eu acredite em você? Acredite em mim.

Lentamente a Rainha se endireitou e caminhou até o poço.

- Regina! – Gold não conseguiu chamar sua atenção nem por uma curta fração de segundo.

Ela estendeu as mãos para o redemoinho verde que se formara dentro do poço e se concentrou nela... Sua cabeça se inclinou para trás e seu corpo tremeu um pouco, como se recebesse uma descarga elétrica.

Henry olhou, assustado, para o corpo da mãe. A magia dentro do poço cessou, Regina caiu esgotada ao lado de uma arvore. Henry encarou o poço vazio sem vestígios de sua mãe e avó nele.

- Não! – Gritou desesperado.

- Sinto muito, Henry. – Regina disse que o rosto banhado em lagrimas. – Sinto muito.

Gold encarou boquiaberto a situação que a Rainha se encontrava. Aquela Regina era bem diferente da que ele estava acostumado. Apenas uma mão segurou na borda do poço. Tensão se espalhou por eles. Seria Cora? Emma e Mary Margareth? Foi então que Emma surgiu em sua tradicional jaqueta de couro vermelha.

- Mãe? – Henry perguntou sorridente. Logo em seguida Mary Margareth saiu do poço.

- Henry!

- Mãe! – Eles correram para um abraço enquanto eram observados pelos demais presentes. Regina sorriu ao ouvir aquela voz e começou a se levantar.

- Eu senti sua falta!

- Eu também senti. – Mary se juntou a eles no abraço.

Regina levantou o olhar para Gold e depois se colocou completamente de pé.

- O que está acontecendo? – Perguntou Emma.

- O que houve? – Completou Mary.

- Ela te salvou! Ela salvou vocês duas. – Disse Henry referindo-se a Regina. Emma encarou Regina boquiaberta.

- Obrigada. – Soou mais como um sussurro, mas foi o suficiente para Regina ouvir.

- Sem problemas.

- Vocês estão bem? – Ruby foi correndo até elas, agora já recuperada de sua queda. Ela abraçou Mary Margareth, talvez para se certificar de que era real.

- Onde está meu marido? Eu preciso vê-lo! – Disse Mary, Ruby saiu sendo acompanhada por ela. Emma encarou Regina tentando buscar apoio na arvore.

- Eu vou com elas. – Anunciou Henry acompanhando Mary Margareth e Ruby.

- Sua mãe, ela é... Ela... é uma peça rara, sabe? – Regina sorriu.

- Realmente, eu sei. Bem vinda de volta. – Ela sorriu encarando Emma.

- Isso é um sorriso? Para mim? – Perguntou rindo. – Acho que vou cair em mais portais de vez em quando, sei lá, acho justo. – Regina desfez o sorriso na mesma hora e tentou contornar a situação com seu trivial olhar desconfiado. Ela tentou caminhar mais cambaleou indo se apoiar em Emma. – Cuidado. – Tentando ser rápida para impedir Regina de cair Emma a segurou pela cintura. O olhar das duas ficou preso um no outro. Regina acidentalmente deixou outro sorriso escapar.

- Você... Você já pode me soltar agora senhorita Swan, acho que estou melhor.

- Claro, claro. Me desculpe. – Disse Emma constrangia. Regina caminhou lentamente com uma das mãos na cabeça. – Tudo bem, nesse passo você chegará lá somente no ano que vem. Deixe-me te ajudar. – Emma tentou segurá-la, mas Regina se esquivou.

- Tudo bem, eu realmente não me importo em demorar senhorita Swan. Até por que ninguém sentirá minha falta. – Emma mordeu o lábio inferior.

Como ela consegue dizer meu nome assim? Pensou ela.

- De maneira alguma. Mas essa de ninguém sentir sua falta... Talvez seja por que eu estou aqui. – Ela disse não se importando de segurar Regina pela cintura. Regina envolveu seus ombros com um dos braços em busca de apoio e voltou a caminhar, agora mais rápido.

- O que isso quer dizer? Você sente minha falta Senhorita Swan? – Lá estava aquela pontada de sarcasmos que levava Emma aos nervos.

- Não estrague isso.

- Tudo bem. – Elas se encararam por um tempo.

- Isso foi estranho.

- Também achei... Me desculpe.

- Não precisa pedir desculpas, é interessante você concordar comigo as vezes.

- Ah! É sobre isso que você está falando!

- Claro que é! Pensou que era sobre o quê?

- Nada. – Disse rapidamente.

Quando entraram na loja de Gold Mary já estava acordando David com o beijo de amor verdadeiro.

- É aqui que nos despedimos. – Disse Emma enquanto soltava Regina na porta.

- Obrigada senhorita Swan.

- Sem problemas... Na verdade, eu quero algo em troca. – Regina estranhou, mas se virou para ela.

- É sério? Você vai cobrar por ajudar uma mulher fraca a caminhar de volta para casa?

- Fraca? – Emma disse com sarcasmos. – Tudo bem. Mas o que quero é simples. Apenas repita comigo... “Emma”. Vamos, não machuca. E-M-M-A. Emma. – Regina riu.

- Obrigada, Emma. – Emma sorriu.

- Yeah! É isso aí! É bom começo. – Ela se virou e caminhou até Gold que havia preferido não assistir toda aquela cena de amor demonstrado em público. – Precisamos conversar. – Disse séria.

- Sim. Acredito que te devo desculpas.

- Não. Não há necessidade de desculpas. Eu entendo por que quis manter Cora longe daqui.

- Lembre-me de nunca apostar contra você no futuro Senhorita Swan.

- Não é bem uma aposta quando o jogo está ganho, não é?

- Do que você está falando?

- Seu pergaminho. Eu vi na sua cela. Você escreveu meu nome repetidas vezes.

- Só queria garantir que ficasse gravado. – Sem querer Regina ouvia toda a conversa de seu cantinho nem tão disputado afastado de todos.

- A tinta estava lá o tempo todo. Você poderia ter saído.

- Eu estava exatamente onde queria. Você precisava achar aquilo, para que tudo isso acontecesse.

- Você criou a maldição, Gold. Você me fez a salvadora. Então tudo que eu já fiz... é exatamente o que queria que eu fizesse.

- Eu queria a maldição, queridinha, mas não fiz você. – Regina se irritou por Gold chamar Emma de “queridinha”. Ele fazia isso com todo mundo, mas o fato de ser Emma a incomodou. — Eu apenas me aproveitei do que você é... O produto do verdadeiro amor. – Quando ele a chamou de “produto” Regina sentiu vontade de se revelar uma ouvinte e acertar-lhe um soco na cara... Ela não usaria magia para aquilo, seria apenas sua mão no rosto dele. – É por isso que você é tão poderosa. E tudo que fez... Você fez sozinha.

- Então você não sabe?

- Saber o quê? – Emma deu alguns passos a frente e tocou o coração atraindo o olhar de Gold para lá por alguns segundos.

- Cora tentou arrancar meu coração, mas ela não conseguiu. Ela foi repelida por algo que estava dentro de mim. Por... Por..

- Por magia. Seja lá o que tenha sido, eu não fiz. Você fez.

- Eu estava certo. – Henry disse chamando a atenção de Regina. – Você realmente mudou. – Ele a abraçou com um sorriso no rosto... O coração de Regina doeu de tanta felicidade... Ela retirou as mãos do bolso e retribuiu ao abraço sorrindo e aproveitando aquele curto tempo que sentia seu filho amá-la de verdade. – Obrigado. – Ele a encarou depois voltou a abraçá-la.

Emma atravessou a porta e se deparou com a cena mais linda da sua vida... Seu filho abraçando Regina... Ela sorriu para Regina.

- Emma! Temos que colocar o assunto em dia. – Disse David.

- Você não faz ideia.

- Que tal um jantar na Granny’s? Por minha conta. – Disse Ruby.

- Contando que não seja quimera, eu topo. – Disse Emma fazendo todos rirem. – Ei, garoto! Está com fome? – Perguntou a Henry.

- Sim. Eu vejo você depois. – Disse se soltando de Regina para abraçar Emma. Emma respirou fundo.

Ele está com o cheiro dela... Novamente ela estava pensando nela... Daquele jeito.

Todos se levantaram e caminharam para fora deixando Regina sozinha.

- Parabéns. – Disse Gold na porta. – Você acabou de unir mãe e filho. Talvez um dia, eles te convidem para jantar... E a respeito do seu segredo... Ele está a salvo comigo. – Disse enquanto se preparava para sair.

- Que segredo? – Ele sorriu.

- Ora, o de que está apaixonada pela Senhorita Swan. – Ele saiu sorrindo da expressão preocupada e desesperada dela após saber que ele descobrira.

- Como descobriu?

-Foi algo que você disse... Algo como: Não posso perder você! Não vocês dois! – Ele disse tentando imitar a voz da Rainha. Atravessou a porta deixando-a totalmente sem defesas contra isso...

E se todos eles descobrirem? Eles vão me julgar? E se Emma não sentir o mesmo?