This is my Happy Ending

2 Holy shit! I really like you!


Notas iniciais
Estou quase lá cupcakes! Quase lá! Já, já farei cenas Swan Queen!

– No que está pensando? – David perguntou voltando a beijá-la.

– Que é bom estar de volta. – Respondeu Mary enquanto parava para observá-lo por um instante.

– É? E no que está pensando de verdade?

– Que 28 anos é muito tempo para se esperar... – A porta se abriu fazendo David pular para o outro lado da cama. Mary puxou o lençol para cima enquanto Henry e Emma entravam.

– Ei, adivinhem só? Os tacos estavam de promoção!

– Aparentemente os tacos não são famosos na floresta... – Emma começou a dizer.

– O que vocês ainda fazem na cama? Já estamos no meio da tarde. – Henry perguntou confuso. Emma encarava eles totalmente incrédula.

– A viagem de volta foi desgastante e eu precisava descansar.

– E eu precisava ajudá-la a descansar. – Completou David.

– Vamos fazer os tacos. – Disse Emma tentando contornar a situação. – Teremos que fazer muitos por que muita gente vai na festa de Boas-Vindas hoje á noite na Granny’s. – David e Mary riam envergonhados na cama enquanto a filha tentava tirar Henry dali.

– Pensamos que voltaria tarde. – Disse Mary aos sussurros para Emma quando Henry saiu.

– É? Da próxima vez coloque uma gravata na porta, ou mande um SMS, ou... – Ela se calou observando Mary rindo. – Quer saber? Vou fazer alguns tacos. – E saiu pisando duro para a cozinha.

– É impressionante como ainda possamos dar a ela lembranças traumáticas de infância a essa altura do campeonato. – David comentou fazendo Mary rir mais.

***

Quando eles entraram no Granny’s, Emma, Mary, David e Henry, todos gritaram e aplaudiram deixando Mary surpresa.

– Eu nem cheguei a me preocupar. – Disse Ruby correndo para abraçar Mary.

– Posso perceber. – Ela riu.

– É bom ter vocês de volta. – Disse Archie dando um abraço em Mary.

– Tacos? – Emma perguntou. – Você não sabe o alívio que é cozinhar algo que não precisei matar. – Comentou com Granny.

– Eu sei. Bolo de carne lá em casa? Que saco! – Alguns riram. David bateu com uma colher em uma caneca chamando a atenção de todos.

– Eu só queria agradecer a todos por virem hoje. Mary Margareth e eu costumávamos dizer que nos sempre nos encontraremos. E mesmo que eu acredite nisso com todo o meu coração, gostaria de propor um brinde quando eu digo: Como é bom não termos que procurar por um tempo! – Disse fazendo-os rirem. – Á Mary Margareth e Emma! – Nesse momento a porta se abriu, Regina entrou segurando uma travessa de lasanha... Todos a encaravam.

– Desculpe, estou atrasada. – Sua voz soou doce, Emma sorriu para ela.

– O que ela está fazendo aqui? – Leroy perguntou sacando uma faca.

– Eu a convidei. – Emma o encarou com um olhar que dizia “Aponte essa faca para ela e terá sérios problemas para ir ao banheiro depois.” Regina passou atrás deles olhando Emma na frente de Leroy, ela deixou a travessa sobre o balcão. Mary puxou Emma para um canto e a encarou. – Estamos celebrando hoje por causa da Regina. Ela nos ajudou a voltar para casa. Não importa o que ela fez no passado, nós devemos a ela.

– Não pensou em nos contar?

– Pensei, mas estavam meio ocupados esta tarde.

– Emma! Ela tentou nos matar. Ontem!

– Não, ela não tentou. Estava tentando mudar pelo Henry. Ele acredita nela. E, agora, isso é o suficiente para mim. Eu não mudaria se não tivesse me dado uma chance, então... Ela tem uma também. – David e Mary assentiram e saíram.

– Estou feliz que veio. – Comentou Henry enquanto Regina servia um pedaço de lasanha para ele.

– Eu também. – Disse sorrindo. – Eu fiz lasanha. – Comentou com Leroy.

– E qual o ingrediente secreto? Veneno? – Zombou. Emma passava atrás dele, realmente considerou a opção de enfiar a cara dele dentro do prato a sua frente. Olhou para Regina checando se estava bem.

– Flocos de pimenta vermelha. Dá um sabor. – Ela sorriu obsevando ele ficar sem graça. Estendeu-lhe o prato, ele o pegou e cheirou antes de comer. Henry sorriu e saiu de perto dela para se sentar e comer.

Emma queria muito estar com Regina, mas Archie não dava uma trégua para ela se afastar e conversar com ela... Ela estava em um canto, na mesa mais afastada. Sozinha.

Regina olhou envolta, não parecia estar sendo aceita. Quem ela queria enganar? Aquele não era o lugar dela. Se levantou e caminhou para fora sem nem olhar para trás.

Emma e Archie flagraram o momento exato em que ela saiu pela porta. Emma parou imediatamente de forçar sorrisos e deixou Archie sozinho enquanto corria para fora atrás de Regina.

– Archie fez um bolo. – Disse descendo as escadas apressada. Regina se virou para encará-la. – Não quer ficar por um pedaço?

– Estou bem, obrigada.

– Ok... – Emma se virou para entrar novamente.

– Obrigada. – Regina deu um passo a frente. Emma se virou encarando-a confusa.

– Acabou de dizer isso.

– Por me convidar.

– O Henry queria. – Deu a desculpa de ser Henry. – Fico feliz que passem um tempo juntos.

– Eu também. – Regina sorriu. – Eu gostaria de vê-lo mais. Talvez considere deixá-lo ficar mais tempo. Tenho o quarto dele só... Esperando por ele.

– Eu não sei se é o melhor... – Emma não sabia o que dizer... Ela queria que Henry passasse um tempo com Regina, mas ela queria passar um tempo com Regina também.

– Por que você sabe mais sobre ser mãe pelos cinco minutos que passou com ele. Fale com o David. Ao menos cuidou do Henry enquanto não estava, como eu fiz durante os 10 anos que esteve fora, para começar. – Ele assumiu seu tom autoritário.

– Certo.Obrigada por vir. – Emma se virou para voltar a festa.

– Não! Espera! Me desculpe. – Emma parou e se virou novamente para ela. – Senho... – Ela sorriu. – Emma, me desculpe. Por falar assim, eu devia ter feito isso. Aceita minhas desculpas? – Emma encarou os olhos de Regina por um longo tempo... Ela olhou para a mulher dentro dela... Ela viu toda a dor. Ela teve pena, raiva das pessoas que a fizeram sofrer. Então ela fez a coisa mais absurda que já pensou fazer. Ela deu dois passos a frente ergueu a mão. Regina se encolheu.

– O quê? Acha mesmo que vou te bater?

– E não vai? – Regina se endireitou.

– Se achava isso... Por que não se defendeu?

– Eu não vou usar magia em você... – Admitiu abaixando a cabeça. – Mas... Se não ia me bater o que ia fazer?

– Isso. – Emma segurou o rosto de Regina e a beijou delicadamente.

– O quê foi isso? – Regina perguntou.

– Um beijo.

– E por que fez isso?

– Por que... Que droga, Regina! Por que você se faz de cega!?! – Perguntou indignada.

– Eu não... Eu não entendo.

– Eu gosto de você. – Emma se virou e entrou novamente na Granny.

De cima de um prédio Cora e Gancho observavam tudo... Eles tinha conseguido chegar a Storybrooke.

– Bem, aconteceu mesmo aquilo? – Cora estava boquiaberta ao lado dele.

– Elas... Elas se beijaram mesmo? – Perguntou.

– Aparentemente sim.

– Isto frustra meus planos! – Comentou indignada.

– E os meus...

***

Ela caminhou lentamente até o escritório, enquanto entrava Ruby retirava a placa do Granny’s do lado de fora e a viu. Ela entrou e subiu as escadas parando de frente para a porta que desejava. Deu dois toques e logo ele abriu.

– Sei que é tarde, mas achei que pudéssemos conversar.

– Claro, entre. – Ele respondeu. O cachorro começou latir no chão assim que ela se aproximou. – Quieto, Pongo. Você conhece a Regina. – Ele abriu uma gaveta procurando por algo. – Eu sei como é difícil. Mudança de verdade geralmente é uma batalha.

– Eu não podia estar mais de acordo. – Quando ele se virou ela já tinha se aproximado. Ela estava próxima até demais.

– Regina, há algo... – Ela agarrou seu pescoço e uma fumaça roxa cobriu os dois, o cachorro latia para a cena que se passava, mas nada impediu que ela terminasse que havia ido fazer.

Quando saiu ela caminhou despreocupadamente virando uma esquina. Logo uma fumaça roxa a cobriu novamente e quando ela se dispersou não era Regina e sim Cora...