This Must Be Love
26 You Have Got To Be Kidding Me!
Notas iniciais
Mas enfim, mais um capítulo narrado pela Ali D.
Espero que gostem! :)
Os dias foram passando e, com eles, quase todas as minhas preocupações também se foram. E mesmo que minha irmã estivesse trancada numa clínica psiquiátrica, onde era o seu lugar, eu não conseguia deixar de pensar no perigo que ela ainda poderia ser para mim. Principalmente com ela monopolizando toda a atenção de Spencer e alimentando dia após dia a raiva que ambas nutriam por mim para, enfim, me destruir de uma vez por todas.
Entretanto, o que ocupou a maioria dos meus pensamentos nessas últimas semanas havia sido o impulso que latejava potente no profundo do meu âmago de ir embora para sempre de Rosewood e recomeçar minha vida longe de toda a insanidade que era minha família. Mas eu ainda não podia fazer isso, pelo menos não até minha formatura.
— Alison, sente-se direito! — Repreendeu minha mãe severa, me arrancando agressivamente dos meus pensamentos e fazendo com que eu me endireitasse imediatamente na cadeira. Esse, definitivamente, era um hábito da minha irmã que eu não conseguia torná-lo meu ou, ao menos, aperfeiçoá-lo da maneira correta. — Agora coma seus legumes. — Ordenou mudando o tom de voz radicalmente para algo mais terno, apontando os legumes que ainda estavam intactos. Virei o rosto para o outro lado, ignorando o que ela dissera e suas abruptas mudanças de humor.
— A que horas vocês vão sair? — Questionou Jason, aparentemente ansioso para ficar livre da presença dos nossos pais, que tinham um evento na Filadélfia para ir. Eu, certamente, não podia dizer o contrário em relação a minha ansiedade de ficar sozinha em casa, visto que Jason sairia assim que meus pais partissem.
— Daqui a pouco, querido. — Tratou de amansar as expectativas de todos à mesa. Revirei os olhos impaciente e pensei em mil lugares nos quais eu gostaria de estar agora, mas, antes mesmo de chegar ao segundo, fui interrompida com as vozes de Melissa e Spencer gritando ofensas uma para outra. Muito provavelmente a Sra. Hastings não estava em casa, e isso explicaria o comportamento das duas filhas.
— Já fez as pazes com Spencer? — Perguntou minha mãe, levando um pedaço de nabo até a boca e mastigando cuidadosamente. Desviei os olhos do meu prato intocável e a mirei estreitamente, me perguntando o porquê do seu interesse em saber disso.
— Ainda não. — Respondi verdadeiramente, declinando o olhar novamente para baixo. Pelo canto do olho, eu conseguia vê-la me encarando, como se minha resposta não a tivesse satisfeito. Desde que os Hastings se separaram, ela vinha me culpando indiretamente pelo desastre que se acometeu entre as duas famílias. Mas eu não podia dizer nada a respeito disso, pois o assunto era proibido.
Houve uma longa e desconfortável pausa diante disso, então, para quebrar o silêncio, meu pai pigarreou e logo chamou minha atenção.
— Ali, querida, você não vai comer? — Tocou minha mão suavemente, provocando meu olhar surpreso no mesmo instante. Ele raramente se dirigia a mim durante as poucas refeições que fazíamos juntos, pois sempre se ocupava com outra coisa. Jason me encarou carrancudo, logo desviando seu olhar para os legumes em seu prato, como se fossem mais interessantes do que eu.
— Não estou com fome. — Murmurei com a voz vaga e insípida, encostando minhas costas na cadeira e cruzando os braços como uma menina mimada. — Posso me retirar agora? — Perguntei já sabendo a resposta, mas, antes que minha mãe pudesse replicar, a campainha tocou suavemente, chamando sua atenção por uma fração de segundo. Ela passou os olhos por cada rosto que estava à mesa, com uma pergunta silenciosa estampando seu semblante. — Eu convidei Emily para vir até aqui. — Esclareci indiferente, tomando um gole do meu suco. Ela levantou e foi até a porta atender Emily. Escutei claramente quando minha mãe a cumprimentou e a chamou para entrar, soando inacreditavelmente receptiva enquanto Em se desculpava por interromper nosso jantar.
— Ora, não se preocupe com isso! — Começou provavelmente aliviada por Emily ter a tirado da mesa. — Por favor, junte-se a nós e jante conosco. — Se apressou em dizer assim que voltou para sala de jantar com Emily, sentando em seu lugar e sinalizando para que ela fizesse o mesmo. Em se sentou ao meu lado, me fitando com o mesmo sorriso devoto de sempre e isso durou alguns longos segundos até minha mãe interromper nosso breve momento íntimo com a iniciação de uma conversa paralela e banal que envolvia toda a atenção de Emily. Isso se prolongou normalmente por exatos dez minutos e, então, deu-se abertura a um assunto tortuoso que, até o dado momento, eu não sabia que minha mãe fizesse conta.
— Então, estou ciente de que você está namorando. Como é mesmo... Samara! Estou certa? — Quis saber, fitando-a incisiva e aprazível. Emily a encarou com o queixo levemente caído e visivelmente desconfortável. Eu estava prestes a intervir, dizendo algo do tipo “Mãe, isso não é da sua conta!”, quando ela notou a hesitação no rosto de Emily e acrescentou com sensibilidade: — Não se retenha por minha causa, querida, não há nada para se envergonhar. Eu posso dizer, estou muito orgulhosa de você. Sortuda essa garota por ter a chance de namorá-la! — Pela primeira vez em toda minha vida, vi algo de natureza sincera brilhar nos seus olhos ao proferir cada palavra desse encorajamento. Minha mãe olhava fixamente para Emily, que por sua vez parecia realmente tocada e contente por saber de tal fato surpresa, para em seguida dedicar severos segundos fitando minha encenada calma exterior.
— É por essas e outras que eu ainda acho que Emily merece algo melhor. — Dei de ombros, soando fria e desdenhosa, enquanto a encarava impassível. Mas ela apenas ignorou o que eu dissera, dando atenção unicamente a minha mãe.
— Obrigada, Sra. DiLaurentis, mas não é isso. — Emily começou tímida, porém firme. — Samara e eu não... Bem, eu não estou mais namorando. — Tornou claro, se enrolando um pouco no processo. Houve uma pausa significativa antes que qualquer palavra saísse da boca de minha mãe, provocando um pequeno e irrelevante mal-estar.
— Verdade? — Dei um leve sobressalto na cadeira, encarando-a atentamente. Ela apenas acenou positivamente, desviando seus olhos dos meus. — Finalmente! Já era hora, Em! Eu só não entendo por que demorou tanto. — Soei como a mais indiferente e insípida das criaturas, mas por dentro eu estava explodindo vivacidade e satisfação! Eu não podia dizer que sentia muito, porque, sinceramente, eu não sentia coisíssima nenhuma.
Depois que o jantar acabou, Emily resolveu que me esperaria na varanda, enquanto eu permaneci dentro de casa me perguntando por qual razão seu relacionamento acabara. E, no fundo, eu sabia que Samara quebrara seu coração de forma inesperada. Certamente isso explicaria algumas coisas que me eram confusas e desconhecidas, como sua tristeza e melancolia repentinas que a acometeram semanas atrás. Estava, de fato, bem na minha frente e Faye com certeza estava se aproveitando do momento para se aproximar de Samara.
— Quando você pretendia me contar? — Perguntei, saindo na varanda e me colocando ao seu lado enquanto me escorava no parapeito. Virei o rosto para que eu pudesse fitá-la e deixei um sorriso ameno esboçar nos meus lábios. Ela riu e abaixou a cabeça com leveza, mas não respondeu. — Então, o que houve, afinal? — Perguntei depois de um longo momento de pausa silenciosa.
— Eu não tenho certeza. — Sussurrou incerta, com os olhos fixos no vazio. — Mas já superei isso.
— Claro que sim. — Fingi acreditar, soando despreocupada e imaculada. No entanto, eu realmente gostaria de acreditar que Samara já não significasse mais nada para ela. — Mas, agora que você se livrou daquela vadia estúpida, podemos finalmente voltar ao que éramos. — Tornei despretensiosa, me inclinando suavemente em sua direção. Ela me fitou hesitante, logo desviando seu olhar para rua vazia e silenciosa. A chama que há poucos minutos eu notara nos seus olhos negros e profundos ruíra lentamente.
— É o que você quer? Voltar ao que éramos? — Voltou sua atenção novamente para mim. Sua voz calma e ao mesmo tempo firme e consciente me fez sorrir abertamente.
— É claro, Em! — Pisquei com lascívia, movendo meu corpo sugestivamente em sua direção. — Vamos! — Peguei sua mão e a puxei para dentro de casa, subindo às escadas e indo direto ao meu quarto.
— Você quer que eu fique até que horas? — Emily perguntou, sentando-se na minha cama e olhando para os cantos, distraída. Fechei a porta atrás de mim e a fitei atentamente. Com um sorriso ambíguo nos lábios, tirei minhas botas de cano longo e depois minha blusa cheia de detalhes, seguido da minha calça jeans clara e apertada. Emily tinha seus olhos vidrados em cada movimento meu, enquanto seus lábios pareciam querer deixar alguma palavra qualquer escapar. Era notável o efeito que eu podia exercer sobre ela. Aproximei-me mais que o suficiente e sentei em seu colo com leveza, beijando seus lábios no mesmo instante. Seus braços envolveram minha cintura rapidamente, puxando meu corpo contra o seu e deslizando sua mão pelas minhas costas.
— Que tal a noite inteira? — Sussurrei contra seus lábios, mordendo e sugando levemente. — Precisamos comemorar. Hoje eu terei você por toda a noite! — Acrescentei, descendo com minha língua pelo seu pescoço suavemente enquanto sentia suas unhas deslizarem pelas minhas costas e barriga, fincando com profundidade nas minhas coxas.
— Ali, seus pais... Eles estão em casa. — Reagiu com a voz fraca e quase inteiramente tomada pelo desejo da carne. Com uma mão, tentei arduamente desatar o fecho do meu sutiã vermelho e rendado enquanto a outra segurava seu pescoço, arranhando de leve.
— Eu não estou me importando com eles, você está? — Afastei meu rosto do seu e fitei seus olhos profundos e brilhantes, esperando ela me responder, mas não tive paciência e a beijei no segundo seguinte, sussurrando entre mordidas delicadas e beijos apaixonados: — Você é a única com quem eu me importo... — Dito isso, Emily moveu seu corpo para cima do meu numa agilidade de tirar o fôlego e ajoelhou-se na cama para que ela pudesse tirar suas próprias roupas. Ela me observava com um misto de ansiedade e calmaria enquanto tirava sua jaqueta de couro e a jogava de lado, junto com sua camiseta. Sentei à sua frente e a ajudei com os botões de seu jeans colado em suas curvas, beijando sua barriga lisa e macia enquanto sua mão se emaranhava entre meus cabelos, suspirando ritmicamente.
— Eu sou a única? — Sussurrou com um sorriso amável moldando seus lábios, fazendo um rubor instantâneo subir quente pelo meu pescoço. Meu coração saltou violento contra meu peito, me deixando visivelmente nervosa. Até dado momento, eu não havia me conscientizado do que eu lhe dissera e isso me deixou desconcertada. Eu me tornei tão incapaz de expressar o que eu sinto em voz alta ou através de palavras que, quando isso ocorria, eu me sentia desconfortável e completamente vulnerável. Como se eu estivesse cedendo ao inevitável com muita rapidez e facilidade. Mas, quando se tratava de Emily, eu me permitia fazer o que eu raramente fazia...
— Você é a única, Em. — Afirmei suavemente, deslizando meus dedos entre suas coxas enquanto fitava seus olhos atentamente. Eu esperava que ela entendesse a ambiguidade que a afirmação possuía e, então, sem dizer mais nada, puxei seu rosto para o meu e a beijei calorosamente. Emily deitou sobre meu corpo devagar, puxando a alça do meu sutiã para baixo no meio do processo e tirando-o sem dificuldades. Rapidamente, seus lábios foram descendo pelo meu pescoço, clavícula e seio, sugando a pele com força e me fazendo gemer fraco. Sua mão correu pela minha barriga, deslizando deliciosamente devagar e a colocando dentro da minha calcinha. Afastei minhas pernas automaticamente, sentindo seus dedos estimularem meu sexo cuidadosamente com o intuito de me deixar ainda mais lubrificada e, logo, pressioná-los com força contra minha entrada úmida e excitada. Seus lábios voltaram depressa para os meus, tomando-os com urgência enquanto movimentava seus dedos devagar, investindo diretamente e gemendo contra minha boca.
Aos poucos, o desejo e a ansiedade foram tomando conta de Emily, que se impacientou e arrancou minha calcinha às pressas, sem parar o beijo, e voltou a acariciar meu sexo que pulsava forte conforme minha respiração aumentava. Sua língua vagava por todo meu lábio inferior e superior, introduzindo-a lentamente dentro da minha boca, a qual passei a morder e sugar com desejo evidente e audível. Meus gemidos se tornaram mais intensos, assim como Emily que, agora, mantinha um ritmo contínuo e veloz nos movimentos que fazia em mim.
Todos os meus sentidos pareciam embaralhados, misturados como uma substância viciante e eletrizante, os quais atingiam meu corpo inteiro numa forma de deleite e êxtase incomum. E, para evitar que os sons que escapavam dos meus lábios saíssem altos demais, eu mordia seu lóbulo com força e cravava minhas unhas em seus braços, costas e nuca, deixando-a inteiramente vermelha e visivelmente arranhada. Emily, no entanto, respondia a isso como estímulos de prazer, e não de dor, tornando o sexo cada vez mais vigoroso e intenso.
Emily desceu pelo meu pescoço com seus lábios famintos, chupando e mordendo a pele fervorosamente enquanto minha mão se encontrava entre seu cabelo úmido, massageando carinhosamente. Seus movimentos num vai e vem gostoso, ágil e firme, mas que, de repente, cessaram voluntariamente. O ar quente que se impregnara ao nosso redor se desfez quase no mesmo instante em que o contato dos nossos corpos se perdeu. Não ousei erguer minha cabeça para encará-la.
— Emily, volte agora e me ame! — Exigi com a respiração ofegante, passando a mão pelo meu rosto e sentindo a umidade entre os dedos. Escutei sua risada doce, porém rouca e irresistível soar de onde ela estava e, rapidamente, suas mãos tocaram minhas pernas, seguido dos seus lábios quentes e macios. Seu corpo veio para cima do meu, roçando e pressionando devagar com os olhos grudados nos meus. Toquei seu rosto e a beijei suavemente nos lábios, sentindo suas mãos puxarem minhas pernas contra seu quadril, arranhando e apertando com força contida.
— Se tivesse me pedido antes, eu teria feito tão depressa quanto agora. Eu teria vindo, e sabe por quê? — Sussurrou contra meus lábios, roçando-os eroticamente e deslizando sua mão pela minha barriga provocativamente. Ela afastou seu quadril do meu e, sentindo sua língua tocar a minha delicadamente, inseriu seus dedos na minha intimidade, movimentando rápido e fundo. — Ali... Você sabe por quê? — Tornou quase inaudível, com a voz tomada pelo desejo, acompanhando meus gemidos roucos e fracos. Ela parecia estar tão perto do ápice quanto eu.
— Por que, Em? — Perguntei com visível dificuldade em pronunciar as palavras, sentindo um frio gostoso tomar conta do meu ventre assim que seus lábios sugaram meu pescoço com avidez. Sua mão livre massageava meu seio com vontade, enquanto a outra me invadia com força e violência saindo do seu controle. Minhas unhas estavam prestes a perfurar sua pele, tamanha era a intensidade com que elas fincavam na mesma. Emily levou seus lábios ao meu ouvido, gemendo e arfando alto, sussurrando docemente:
— Porque eu amo você e sempre vou amar. — E mordeu meu maxilar logo após proferir as palavras que foram capazes de me derreter por inteira, mesmo eu estando sob os efeitos do prazer sexual que ela estava me proporcionando. E, com isso, logo veio o que eu tanto almejava: meu corpo inteiro se contraiu violentamente, me causando um deleite eufórico e abrasador. A sensação de que eu estava na porta dos céus, flutuando com leveza natural nas nuvens, me parecia o melhor eufemismo cabível ao momento.
— Em... — Consegui dizer em meio aos gemidos, buscando sua boca com urgência definida. Nos beijamos com ardência e volúpia, entrelaçando nossas línguas deliciosamente, mas não demorou e ela quebrou o beijo sem hesitar. Seus lábios vacilavam entre meu pescoço e seios, cujos eram suas partes favoritas de chupar e mordiscar, e desceram pela minha barriga, sugando e roçando seu lábio inferior contra minha pele arrepiada. Não aguentei e puxei seu rosto para cima, enroscando meus dedos entre seus cabelos e a beijando na boca, sem muita pressa e com incontestável afeto. Movi nossos corpos agilmente, ficando por cima e roçando nossos corpos devagar. Sua respiração, assim como a minha, estava desestabilizada e entrecortada, sendo os únicos sons que emitiam num quarto silencioso.
— De novo? — Sorriu lascivamente, acariciando minhas costas devagar, enquanto tentava controlar sua respiração. Afastei alguns fios de cabelo grudados em sua testa de forma afável, beijando sua face com a mesma ternura. Emily deslizou suas mãos pelo meu corpo, buscando o máximo de contato possível e repousando-as na parte de trás das minhas coxas, onde apertou e arranhou com força moderada. Deixei um gemido rouco e quase inaudível escapar dos meus lábios, lhe dando a chance de morder meu lábio inferior com força. Iniciamos um beijo veloz, quente e cheio de carinho, onde nossas línguas se encontravam urgentes.
— Definitivamente, sim! — Sussurrei com a voz falhada e rouca, escorregando minha mão até seu seio e massageando intensamente. Um arrepio gostoso cruzou todo meu corpo, provocando uma excitação ansiosa, quase eufórica. — Temos a noite toda...
Já pela manhã, despertei lentamente com uma agradável e harmoniosa mistura de odores ao redor do meu quarto. Virei o pescoço para trás ainda sonolenta e constatei que Emily já havia acordado, mas não se encontrava ao meu lado, de novo. Eu, no entanto, ao contrário do que fiz na primeira vez, não me incomodei em ir procurá-la e apenas voltei a descansar minha cabeça no travesseiro me sentindo levemente indisposta. Fechei os olhos pelo que me pareceram alguns minutos e logo o barulho de um celular apitando me tirou completamente de uma súbita inconsciência. Olhei novamente para trás e avistei que era o de Emily, provavelmente avisando que acabara de receber uma mensagem, mas, antes que eu pudesse escolher ignorar e voltar a dormir, o celular voltou a apitar, me levando a apanhá-lo depressa.
— Hanna. — Sussurrei com diversão quando vi que a última mensagem a chegar era da própria. Não resisti à curiosidade e abri a mensagem, lendo com atenção.
Tudo pronto para hoje à noite! Podemos contar com você lá?
Precisei ler a mensagem mais de uma vez para conseguir entender o contexto. Eu gostaria de saber sobre o que ela se referia, mas, querendo ou não, eu estava por fora. Sendo assim, passei os olhos por todas as mensagens anteriores e percebi que se tratava de uma festa ainda não explicada na casa do lago de Spencer. E, enquanto eu deslizava a tela mais para baixo, outra nova mensagem chegou e eu rapidamente cliquei em ler.
Ei, Pensilvânia! O quão incrível seria se eu dissesse que finalmente estou aqui? Você pode me encontrar para almoçarmos? Estou animada para vê-la novamente!
— Quem diabos é você? — Resmunguei para o aparelho, passando os olhos pelas palavras diversas vezes. O nome não me era estranho. Trista.
— Você já está acordada. — Soou Emily de repente, me fazendo erguer o rosto imediatamente e esconder seu celular. Eu não queria que ela pensasse que eu estava bisbilhotando suas coisas. Porque eu não estava!
— Acordei agora pouco. A cama está gelada... — Murmurei com indiferença trincando em meu tom de voz, mas logo me derreti por inteira ao notar um sorriso gentil moldando seus lábios. Ela estava parada no batente da porta do banheiro, apenas com uma toalha em torno do seu corpo, e seus cabelos caiam perfeitamente sobre seus ombros, tornando-a ainda mais bela. Puxei o ar com um pouco de dificuldade diante dessa visão, notando a brusca alteração dos meus batimentos cardíacos e sentindo o cheiro de sabonete de damasco e nozes invadir meus sentidos imediatamente.
— Eu posso mudar isso. — Se aproximou, deitando-se ao meu lado e puxando meu corpo para junto do seu. Um arrepio percorreu todo meu corpo sob o lençol de seda que o envolvia delicadamente. Emily enterrou seu rosto no meu pescoço e suspirou profundamente, sussurrando perto do meu ouvido logo em seguida. — Você está toda vermelha. Há marcas por toda parte do seu corpo delicioso e delicado. — Disse enquanto beijava meu maxilar de forma afável e sensível, descendo toda a extensão do meu pescoço com pequenos e suaves chupões. Suspirei pesadamente em resposta às suas leves carícias, brincando distraída com seu cabelo cheiroso e macio.
— É mesmo? — Ri, arranhando seu pescoço de leve com a mão livre. — Eu ainda não olhei. — Puxei seu rosto lentamente para que ela olhasse para mim, então depositei um beijo demorado em seus lábios. Toquei seu braço devagar, sentindo as leves elevações na pele macia e convidativa. Deixei meus olhos caírem sobre seu corpo, analisando cuidadosamente as marcas violentas causadas pelas minhas unhas. — Desculpe por isso. Acho que devo ter exagerado. — Sussurrei pensativa, acariciando sua pele com carinho e gentileza. Ela balançou a cabeça quase que imediatamente, tirando os fios soltos dos meus olhos e fitando-os serenamente.
— Você perdeu o controle, e eu gostei. — Sorriu, mordendo meu queixo levemente e deslizando seu dedo indicador pelo meu maxilar, me arrepiando até a alma. Fechei os olhos, aproveitando e me deliciando com seus carinhos suaves.
— Eu tenho certeza disso. — Concordei enfaticamente, levando minha mão ao seu rosto, ora deslizando pelo seu pescoço, ora até sua nuca, acariciando afavelmente enquanto eu ainda mantinha meus olhos fechados.
— Está com fome? Eu vou fazer seu café da manhã. — Avisou com o rosto muito próximo do meu depois de um longo, porém confortável momento de silêncio. Apenas fiz que sim com a cabeça, abrindo os olhos lentamente e encontrando as íris escuras e sinceras me fitando com adoração. Como se eu fosse feita de algo mágico e grandioso. E essa era minha doce e inocente Emily: sempre me enxergando com os olhos de menina boa.
***
As horas se passaram depressa e, quando me dei conta, já estava quase na hora da festa na casa do lago dos Hastings. Emily iria porque Spencer havia pedido com aquele jeitinho persuasivo e manipulador que ela vinha adquirindo com o passar do tempo. E, apesar de Hanna ter me convidado através de mensagem de texto e se mostrado bastante sincera quanto ao convite, eu não estava me sentindo fisicamente disposta para marcar presença, dado o fato de que Emily e eu passamos quase todo nosso tempo fazendo sexo vigoroso e apaixonado, como se cada vez estivesse sendo a última. E claro que eu não me cansava disso nem por um segundo, mas não conseguia alterar minha atual circunstância física. Eu estava completamente desgastada.
— Você tem certeza de que não quer vir comigo? — Emily perguntou pela quarta vez, me olhando de forma pidona e quase persuasiva. Eu ri e a puxei para mais perto, beijando seu rosto carinhosamente e descendo com os beijos até seu queixo, onde mordi de leve. Ela sorriu e me beijou calmamente, trançando nossas línguas de forma mansa e articulada, e então se afastou, trazendo um olhar sincero e imaculado. — Hanna está muito sentida por você deixá-la de lado, Ali.
— Ela daria uma bela abelha rainha, você não acha? Durona e vaidosa por fora, mas insegura e sensível por dentro. — Desconversei com um sorriso ambíguo. Emily me fitou por alguns segundos, tentando compreender o que aquilo significava. Eu não queria entrar em detalhes do quão sentida eu também estava por ter me afastado de Hanna e Aria, mas, para reverter a situação, eu precisava encontrar uma forma de controlar Spencer e colocá-la de volta nos trilhos antes que ela destruísse o que estivesse em seu caminho.
Por fim, com um empurrãozinho de toda a insistência de Emily, eu resolvi que tinha o dever de aparecer na festa e estragar tudo para Spencer essa noite. Ela estava precisando de uma lição e eu me encarregaria de fazer isso. Portanto, quando chegamos à casa do lago da família Hastings, passamos por alguns adolescentes bêbados e eufóricos, rindo desvairadamente logo na entrada. Enquanto, no vasto jardim, também havia pessoas completamente foras de si, mas num estado diferente de embriaguez e, por consequência dos fatos, percebi que aquilo se dava ao uso exagerado de substância química.
Quando finalmente entramos na mansão de estilo vitoriano, avistamos as meninas num canto mais afastado das outras pessoas que curtiam a festa ao som da nova música da Miley Cyrus. Hanna logo nos viu e acenou animada, fazendo sinal para que fôssemos até onde elas estavam, enquanto Spencer revirou os olhos e se afastou.
— Pensei que vocês não viriam. — Aria nos saudou assim que nos aproximamos. Emily, assim como eu, não deu muita bola e olhou ao redor, reconhecendo o território.
— Eu também pensei. — Concordei distraída, observando as figuras espalhadas pela sala. Havia muita gente conhecida presente, como o time inteiro de lacrosse de Rosewood Day, incluindo o irmão mais novo e pervertido de Aria, Mike Montgomery. E Kirsten Cullen, a colega perdedora de Spencer do nosso time de hóquei, também estava no meio das pessoas que vieram à festa e conversava intimamente com Ian Thomas perto da mesa de bebidas, por quem é fissuradíssima. Ela certamente tinha acabado de conquistar meu repúdio completo por flertar tão vulgarmente com ele na frente de todo mundo.
— Você não vai dançar? — A voz de Emily preencheu meus ouvidos rapidamente, me desfocando do meu desdenhoso momento. Seus lábios estavam perto do meu ouvido e o ar quente provocava cócegas, o que me fez fitá-la brevemente e rir. — O quê? Eu amo ver você dançar.
— É mesmo? — Por um segundo eu cheguei a duvidar do que ela dissera, mas então um sorriso sincero surgiu nos seus lábios, me fazendo aceitar aquilo como verdade. — Eu posso dançar para você mais tarde, se você quiser. E sem roupa. — Pisquei com um sorriso sugestivo, inclinando a cabeça para o lado de maneira lasciva. Um rubor envergonhado subiu pelo seu pescoço e seu olhar não parecia estar em mim.
— Jesus! Eu definitivamente não precisava ouvir isso. — Soou Hanna de repente atrás de mim. Virei meu pescoço imediatamente, encontrando-a com dois copos de bebidas nas mãos e uma expressão confusa preenchendo sua face. Ela estendeu os braços e nos entregou as bebidas, vodca com limão, e com isso começou a tagarelar sobre as marcas visíveis no meu pescoço. Emily ria a cada comentário atrapalhado e divertido que Hanna fazia, enquanto eu perdia a paciência aos poucos. Mas isso durou até Spencer e Aria se juntarem a nós, se posicionando uma de cada lado de Emily, logo começando uma conversa paralela, porém descontraída entre nós cinco.
Vez ou outra, eu a olhava e reparava no brilho especial que se destacava em seus olhos negros e sensuais, em como ela estava linda trajando jeans escuros e jaqueta de couro combinando com suas botas. E, enquanto minha atenção prendia-se involuntariamente em Emily, alguém rapidamente a surpreendeu por trás, cobrindo seus olhos quase no mesmo segundo. Emily tateou as mãos que cobriam seus olhos, procurando descobrir quem era apenas pelo toque, e as meninas se entreolharam curiosas.
— Ali, pode me ajudar? — Pediu carinhosamente, fazendo meu coração pulsar. Observei a figura atentamente e notei que se tratava de uma garota. Ela parecia ser da mesma altura de Emily, possuía cabelo do mesmo comprimento que o meu e bem claro, ondulado nas pontas. Por mais que ela me parecesse meramente familiar, eu sabia que eu nunca a havia visto.
— Não faço ideia de quem seja. — Afirmei friamente, não contendo o desdém no meu tom de voz. Ela deixou seu copo vazio no apoio ao lado e percebi que eu não havia dado um gole no que Hanna trouxe, mas também o deixei de lado para observar o que se passava à minha frente. De repente, um sentimento de natureza estranha começou a se formar no meu interior agora agitado. A tal garota tirou as mãos e eu pude vê-la melhor; fiquei irritada ao constatar que ela era bonita.
— Oh, meu Deus! — Exclamou Emily surpresa assim que se virou para ver de quem se tratava. Hanna me cutucou e cochichou algo que eu não consegui prestar atenção. — O que você está fazendo aqui? — Perguntou com contida animação e curiosidade. Ela não respondeu e, em um segundo, agarrou o pescoço de Emily, envolvendo-a num abraço aparentemente confortável.
— Estou feliz por vê-la também, Emily! — Brincou descontraidamente, demorando mais que o necessário no abraço. Spencer a media dos pés à cabeça, Aria tinha um sorriso estranho nos lábios e Hanna admirava seus sapatos altos com um brilho nos olhos.
— Emily? — Spencer a chamou, observando a interação das duas sem emoção alguma. Aria a cutucou grosseiramente, mas sem tirar os olhos das duas à minha frente. Impaciência começou a tomar conta de mim. Eu não gostava da forma como Emily a olhava. Era quase a mesma forma como ela me olhava, porém com menos devoção, talvez.
— Ei... Olá, sou Trista! — Apresentou-se assim que largou Emily. Seu sorriso era largo e sincero, e os olhos mais escuros que os meus. As meninas se apresentaram e Emily disse que a conheceu na Alemanha, onde se tornaram amigas logo de cara. Eu me limitei a apenas dizer meu nome e fitá-la atentamente, não deixando passar nenhum detalhe — ou olhar — sequer.
Com um olho atento em Emily e na vadia que não desgrudava dela de maneira nenhuma e outro desconfiado em Spencer, passei quase uma hora desse jeito na festa: observando a interação despreocupada e íntima das primeiras e espreitando sutilmente o comportamento estranho e irrequieto da segunda. E, com o tempo, comecei a perceber uma súbita alteração de comportamento por parte das pessoas que estavam ao redor, incluindo Spencer, que agora parecia completamente fora de si, rindo histericamente e fazendo piadas rudes com quem falasse com ela.
— Estão todos muito chapados, não é mesmo? — Ela se aproximou de mim, rindo sem medo de ser feliz. Deixei Emily de lado e a puxei para um canto mais discreto.
— O que está acontecendo, Spencer? — Perguntei severamente, segurando seu braço. Ela o puxou com força, balançando a cabeça violentamente.
— Eu não faço a mínima ideia. — Riu, contorcendo-se em seu próprio eixo. Seu braço esquerdo apertava sua bolsa creme com força contra o peito, e foi nesse momento que percebi que definitivamente havia algo de errado. E tudo o que eu precisava era pegá-la num momento de descuido. — E onde está Emily? — Perguntou inocentemente, olhando para os lados. Fiz a mesma coisa e notei que ela havia sumido do meu campo de visão, o que me deixou bastante irritada. Spencer pareceu perceber e riu grosseiramente da situação. — Não se preocupe, Ali. Em deve ter ido para o quarto com aquela garota da Alemanha, sabe? Se divertir.
— Quarto? Do que você está falando? — Alterei levemente o tom de voz, me impacientando com a estupidez de Spencer. Ela arqueou os ombros, fazendo careta como quem não queria nada.
— Não precisa ser necessariamente um quarto, desde que dê para fazerem sexo... — Não precisei esperar que ela concluísse sua linha de raciocínio para entender o que ela estava explicitando. Portanto, afastei-me imediatamente de Spencer e fui à procura de Emily; tentei o lado de fora da casa e nada, dentro a mesma coisa. E, por fim, escolhi me arriscar procurando-a do lado oposto do jardim, perto da piscina e do lago.
Caminhei uma curta distância até o gramado do outro lado da piscina e avistei um movimento suspeito perto das árvores escuras, me aproximei silenciosamente e percebi que se tratava de Spencer e outra pessoa. Me escondi atrás de um arbusto e pude escutar tudo o que eles conversavam. Ela sussurrava furiosamente e repetia várias vezes a mesma coisa: eu preciso de mais. Spencer insistia que se não as tivesse não daria conta de tudo sozinha, mas prometeu que iria parar. Estreitei meus olhos, confusa, tentando colocar sentido naquilo. Então, a figura pálida e esguia entregou um frasco em sua mão trêmula e impaciente, guardando dentro da mesma bolsa creme que ela apertava contra o peito. Como se a protegesse com a própria vida. E, quando me dei conta do que se tratava, cobri minha boca chocada, me sentindo aterrorizada e, ao mesmo tempo, revigorada.
Voltei para dentro da casa e encontrei Emily se esbaldando na pista de dança juntamente com a vadia da Alemanha. Elas dançavam próximas demais e Emily ria euforicamente enquanto fazia os movimentos elétricos e sensuais. Mas não eram apenas elas que estavam agindo de maneira insana. Havia casais de adolescentes seminus e aos beijos, outros correndo em direção à piscina e pulando com todo o impulso. Hanna gritava que iria se pendurar na cortina vermelha da avó de Spencer para, então, se transformar na Mulher Maravilha. E ela realmente o fez. Enquanto Aria se derramava em lágrimas em cima de um livro no canto mais reservado da sala. No entanto, quando eu voltei com meus olhos para Emily, fui surpreendida com a decepção de vê-la aos beijos com aquela vadia oferecida. Pude sentir a fúria brotar dentro de mim. Aparentemente todos nesse lugar estavam bêbados e drogados, exceto por mim.
— Oh, você só pode estar brincando comigo! — Murmurei com a potência da raiva subindo pelo meu pescoço e se arraigando no profundo do meu âmago. — Emily! — Me aproximei dela ferozmente, sentindo a raiva pulsar em cada artéria. Peguei sua mão e a arrastei para o andar superior, conduzindo-a até o primeiro quarto com a porta aberta. Eu não conseguia acreditar que Emily havia feito uso de alguma substância química, e isso era o que mais estava me aborrecendo. — O que você tomou? — Exigi quando bati a porta com força. Ela começou a rir e deitou de costas na cama, sem conter as lágrimas que escorriam dos seus olhos. Parei por um segundo, analisando sua postura, e notei que o motivo das lágrimas era a risada furiosa e histérica. — Qual é a maldita graça? — Fiz com que ela se sentasse na cama, olhando séria para ela.
— Eu não sei. — Disse simplesmente, tentando conter as risadas. Minha paciência já estava chegando ao limite.
— Emily, o que você tomou? — Tentei mais uma vez, controlando a ira no meu tom de voz. — Spencer te ofereceu alguma coisa? — Ela balançou a cabeça, negando enfaticamente.
— Eu não tomei nada, meu amor. Só o que Hanna trouxe para nós duas. — Ela garantiu se aproximando de mim. Então, a razão de eu não ter ficado chapada como o restante das pessoas lá embaixo era porque eu não havia tomado nada na festa e Emily sim. Seus lábios colaram-se nos meus rapidamente e sua mão correu pela minha perna com suavidade. — Alison, vamos fazer amor agora! — Se afastou, puxando sua blusa para cima e revelando seu sutiã tomara-que-caia preto. Por quase um instante eu esqueci completamente que há poucos minutos ela estava se agarrando com aquela qualquer na pista de dança. Mas, quando a imagem veio à tona novamente, tive o impulso de empurrá-la de cima de mim e apanhar meu telefone. Emily engrolava algumas reclamações e besteiras sexuais enquanto eu a mandava ficar quieta para que eu pudesse fazer uma ligação. E, para isso acontecer, tive que beijar sua boca carinhosamente, pedindo que ela fizesse silêncio pela última vez, enquanto o telefone chamava, e ela o fez.
— Alô? Eu gostaria de fazer uma denúncia...
Depois que eu liguei para polícia e denunciei Spencer por porte e consumo ilícito de drogas, tratei logo de tirar Emily da festa e trazê-la em segurança para casa. Eu não deixaria que nada de ruim acontecesse a ela, principalmente por total e completa irresponsabilidade de Spencer. Ela certamente merecia ser punida pelo que fez e sua punição estava a caminho em forma de humilhação perante à sua família. Meu objetivo em ir nessa festa era estragar as coisas para Spencer, mas ela foi mais rápida e conturbou minha harmonia com Emily.
— Ali? — Ela chamou com a voz desmazelada, virando seu pescoço para trás de modo que pudesse me fitar. Depois que chegamos à minha casa, trocamos pouquíssimas palavras. Emily, apesar de ainda estar sob efeito de drogas, sabia que eu estava chateada e não queria conversar. Entretanto, não fugi da tarefa que eu tinha de colocá-la debaixo da água fria do chuveiro, fazer com que ela comesse e ajudá-la a se vestir. E, agora, com ela deitada de costas para mim apenas de camiseta apertada e calcinha fina e rendada, eu podia dizer que minha raiva havia se suavizado.
— O que foi, Em? — Respondi depois de um momento em silêncio, repassando todos os acontecimentos loucos de hoje à noite.
— Eu sinto muito se fiz algo que não devia. — Disse com uma expressão amena e sincera, que poderia fazer meu coração explodir de satisfação.
— Amanhã conversamos sobre isso. Agora durma, Em. — Sorri fracamente para ela, puxando seu corpo contra o meu e a abraçando por trás. — Mas antes, não faça mais isso. Não me faça ficar possessa de ciúmes de você de novo. — Sussurrei contra seu ouvido, acariciando seu abdômen suavemente.
— Ela me beijou, Ali. Eu juro! — Ela tornou a virar o rosto para mim. — Eu a correspondi, mas foi porque, por um segundo, eu pensei que fosse você. Então, quando você me puxou, minha mente clareou novamente. — Explicou como se tivesse acabado de ficar completamente sóbria. Pensei a respeito por alguns segundos e concluí que aceitava suas desculpas com o coração aberto.
— Eu acredito em você. — Declarei com um suspiro. Ela virou seu corpo por completo para mim. Seus olhos avermelhados me fitando amorosamente fizeram com que eu me derretesse por dentro. — Mas esteja avisada de uma coisa: eu não suporto traição! — Emily me analisou por alguns instantes, processando lentamente.
— Nós estamos...? — Ela não conseguiu concluir a frase, apenas ficou me encarando confusa e com esperança contida. Um sorriso torto e sincero moldou meus lábios automaticamente.
— Nós estamos.
Notas finais
Devo dizer que essas últimas semanas eu li o Stunning novamente, livro 11 de PLL, e me inspirei na parte da Spencer.
E Emison Sex? Arrasei também, não foi? hahaha
Mas deixando o ego um pouquinho de lado, me digam o que vocês realmente acharam.
Até o próximo! :D
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