This Must Be Love

11 The Trick Is To Keep Breathing.


Notas iniciais
A continuação que eu havia prometido. :D

Bem, devo dizer que esse capítulo está do meu agrado. Emily doidona. ~risus~

Boa leitura. :)

Olá, Em. — Seu sorriso ainda continuava intacto, mas, dessa vez, vi sinceridade e complacência nele. A ponta de seu sapato voltou a roçar suavemente na minha perna, como se fosse um ato de carinho. Engoli em seco. Senti vontade de beijá-la na boca e distribuir carinhos por todo seu corpo, mas, nesse meio fio de desejo recôndito, me veio Samara na mente; suas risadas confortáveis, seus olhos cheios de doçura e cordialidade, sua boca macia e gostosa de beijar. Vi-me num conflito interno de interesses: eu amo e sempre irei amar Alison, mas Samara ganhou parte do meu coração, talvez metade. Será possível amar duas pessoas? Procurando respostas no meu coração, avisto quem eu ansiava ver. Samara estava vindo, ao que parecia, ao meu encontro. Senti uma alegria embalar meu coração, mas que se desmanchou mais rápido do que chegou. Uma garota com pose sensual abordou Samara, tomando sua atenção. A garota parecia feliz em ver Samara, tanto que demonstrou isso lhe dando um abraço de sete longos segundos. Senti um desconforto acalentar meu coração, seguido por pontadas silenciosas e abstratas.

Quem é aquela garota? — Questionei, não tirando os olhos de Samara com aquela fulana. Spencer, Aria, Ali e Hanna se viraram para ver de quem eu estava falando. Elas fitaram a cena de Samara sendo afável e gentil demais com aquela garota.

Ah, é Faye Penton. — Disse Hanna sem entusiasmo. — Ela se formou no ensino médio quando estávamos no sexto ano.

E o que ela faz aqui? — Questionei, olhando para Hanna sem esconder meu tom de ciúme.

Calma, delegada! — Zombou Aria, recebendo risadinhas de Spencer e um olhar confuso e sombrio de Ali. Deveria estar se perguntando por que eu estou tão agitada e o porquê de Aria me chamar assim, já que elas só me chamavam assim quando eu exagerava no “zelo” com Ali. — Faye não vai roubar Samara de você. — Riu. Meus olhos correram assustados para Aria, que ainda estava rindo. Será que elas sabiam? Senti meu coração acelerar com o olhar estranho de Hanna. Ali me fitava desconfiada, mas, de repente, o entendimento cruzou seu rosto e logo veio sua fúria.

Emily! — Exasperou. Ignorei seu chilique e deixei a mesa indo em direção à Samara. A tal Faye havia acabado de se despedir dela, mas Samara ainda estava de costas. Posicionei-me a poucos centímetros dela e quando ela fosse virar, iria colidir contra mim. Terminado o raciocínio lógico da física, ela se virou vindo de encontro a mim. Seus olhos estavam assustados e eu podia ouvir seu coração batendo rapidamente contra seu peito. Eu sorri condescendente. Sua feição se suavizou e um riso confortável ecoou nos meus ouvidos. Eu quase podia escutar os cochichos de Spencer e Aria sobre minha atitude estranha.

Ei, cuidado. — Disse fingindo estar zangada. Ela riu e, consequentemente, eu também. — Acho que alguém sentiu minha falta. — Cantarolei olhando para cima, fingindo estar distraída.

Você achou certo. — Confessou, abaixando a cabeça. — Posso roubá-la por alguns minutos? — Pediu, inclinando seu corpo para mais perto do meu. Sua respiração tão próxima do meu rosto. Sua boca convidativa e tentadoramente rosada. Eu estava prestes a beijá-la na boca ali mesmo, no refeitório, cheio de alunos, quando uma voz aguda e conhecida, próxima de mim, retarda meu ímpeto.

Emily, o que diabos você pensa que está fazendo? — Ali parecia estar tentado controlar o tom de voz e a cólera que nela continha. Meu coração batia descompassadamente. Ali provavelmente seria indelicada e desnecessária com Samara a qualquer momento. Eu podia sentir a fúria com que Ali estava me fitando, mesmo que eu não pudesse ver. Samara olhou para ela por sobre o meu ombro, não consegui ler sua expressão. Virei-me para Ali e encontrei seus olhos com o tom mais escuro de azul que já vira em suas íris.

Agora não, Alison. — Disse, tentando controlar a raiva. Ali me fitou levemente incrédula, como se não esperasse pela audácia no tom da minha voz, mas logo se recompôs. Seus braços estavam cruzados sobre o peito e sua boca parecia estar trêmula de ódio.

Você já tem compromisso... — Samara deixou escapar, fazendo biquinho, pensativa.

É claro que ela já tem compromisso. — Ali se exaltou. — Comigo. — Sua voz possuía autoridade e razão. Pude vê-la forçar um sorriso, com seu olhar repleto de desdém. A tensão que estava se formando me deixou enjoada. As meninas se aproximaram, parecendo chocadas com o ataque de Ali. Hanna chegou perto de Ali, seus lábios foram parar próximo do ouvido dela, sussurrando algo tão baixo que não pude ouvir. Ali, em contrapartida, ignorou o que ela havia dito. Olhei ao redor para verificar se tinha alguém olhando, mas estava todo mundo muito ocupado para prestar atenção no show que estava se passando no círculo inquebrável. Eu nem precisava olhar para Ali para saber que ela estava medindo Samara dos pés à cabeça. Seu olhar de desdém me tirou o foco por breves segundos.

Vamos apenas sair daqui. — Pedi para Samara. Ela me fitou complacente. Seus olhos pareciam me perguntar se eu estava bem. Eu apenas assenti e comecei a me afastar.

Emily! — Chamou Ali, frustrada. Parei assim que escutei sua voz, mas não me virei de imediato. Fechei os olhos procurando por uma luz ou apenas por sabedoria para lidar com Alison. — Espere.

O quê? — Me virei para ela, exasperada. — Esperar que você seja rude comigo também? — Eu sabia que as meninas estavam se perguntando o porquê dessa discussão sem cabimento. Aria não sabia para quem olhar, seus olhos revezavam entre Ali, Samara e eu. Hanna parecia que ia entrar na discussão ao meu favor, mas ela sabia que eu não precisava. Sua feição não continha dúvida ou confusão, mas sim apoio e condescendência. Hanna, afinal, sabia. Como é a pergunta.

Você tem que decidir o que você quer, Emily. — Sua voz soou amargurada, como se tivesse me mandando decidir de que lado ficar. Minha visão anuviou. Pude sentir o desconforto que Samara estava sentindo. Ela deveria estar se sentindo perdida nessa conversa paralela e incoerente.

Eu já decidi. — Garanti, dando um passo para trás. Ela me fitou incisiva.

Você não sabe o que quer. Você pode enganar a todos, não a mim. — Ali se aproximou, ainda com os braços cruzados. Pude escutar Aria perguntar à Hanna do que estávamos falando, mas Hanna a ignorou. Spencer apenas observava toda a cena com atenção.

Eu sei que estou cansada de você. — Cuspi as palavras amargamente. — Parabéns por conseguir afastar a única pessoa que sempre te amou tão facilmente. — Congratulei-a. Ela me fitou perplexa com tal declaração. Senti meu peito apertar. Meus olhos estavam cheios de areia. Meu olhar correu cada rosto presente no círculo. Hanna estava com um meio sorriso nos lábios, numa mistura de condolência e júbilo. Spencer tinha os olhos arraigados em Ali, sua face continha um ligeiro orgulho por eu finalmente me libertar do cativeiro em que Ali me mantivera por tanto tempo, enquanto Aria e Samara pareciam perplexas com o que eu acabara de dizer. O entendimento finalmente iluminou o rosto de ambas. Fitei Ali nos olhos uma última vez antes de sair daquele lugar, e o que vi neles me comoveu por breves segundos. Seu olhar parecia desapontado e dolorido. Como se minhas terríveis palavras tivessem acertado em cheio seus sentimentos mais recônditos. Mas eu não abaixei a guarda, como também não iria me redimir por minhas palavras. Eu me virei e comecei a me afastar, encaminhando-me para a saída. Minha cabeça estava latejando e eu não iria aguentar ficar na escola. Quando eu já estava prestes a sair de Rosewood Day, olhei para trás e constatei que Samara não estava atrás de mim. Ela deveria estar me odiando nesse momento. Abri a porta dupla de vidro e caminhei para uma das mesinhas que ficava em frente à Rosewood Day, desabando sobre ela. Eu tinha a sensação de que eu iria explodir a qualquer momento de tão quente que eu me sentia por dentro. Senti uma mão tocar meu braço e meus olhos automaticamente se levantaram para ver de quem se tratava. Samara. Meu coração deu um salto quando meus olhos encontram com os seus, e neles não havia raiva e nem ressentimento, mas sim doçura e benevolência.

Acho que precisamos conversar. — Começou ela. Uma brisa fresca bateu contra seu rosto, fazendo alguns fios de cabelo louro esvoaçar. A pouca luz que irradiava do sol escondido entre as nuvens carregadas reluzia em sua pele clara, macia e suave. Meus olhos se perdiam em tanta graça e delicadeza.

Desculpe por aquilo. — Apressei-me. Samara sorriu, dizendo silenciosamente que estava tudo bem.

Será que ainda posso te roubar? — Me fitou inquisitiva. Sua boca movimentou-se lentamente, deixando as palavras soltas no ar. Inclinei-me em sua direção com o intuito de sentir seus lábios mais uma vez antes que ela terminasse algo que nem havíamos denominado o que era ainda. Eu não me lembro de como realmente o beijo havia começado, sabia apenas que eu estava avançando cada vez mais rápido para junto de Samara. Minha mão puxava sua nuca enquanto sentia-a colocar uma mecha de cabelo solto para trás da minha orelha numa atitude polida. Suguei sua língua com ardor, o que me causou um frio gostoso na barriga. Sua mão acariciou meu rosto com carinho e gentileza. Quando o ar começou a ser um problema, nossos lábios se separaram lentamente. Fitei sua boca por breves segundos e ela estava inchada e convidativa.

Só se você nunca mais me devolver. — Barganhei. Ela riu e eu também. Samara me puxou pela mão com delicadeza para eu levantar. Meu corpo foi de encontro ao seu e ela me beijou rapidamente, me conduzindo para seu carro. Eu não o reconheci por não ser o mesmo que ela usou no nosso primeiro encontro. O antigo era um Tucson vermelho, já esse é um Kia Sportage preto. Ambos são grandes, mas esse consegue se destacar mais no quesito altura. Samara destravou as portas e eu rapidamente adentrei no carro. Minha cabeça ainda não havia parado de doer. Meu corpo inteiro estava quente, era como se tivesse um vulcão dentro de mim. Ela havia me levado para almoçar. Eu não estava com muita fome, mas, mesmo assim, comi um pouco para não fazer desfeita. Depois que almoçamos, Samara me levou para casa e aproveitei para contar a ela sobre Ali. Contei sobre o amor que nutro por ela desde quando tínhamos treze anos, o qual ela apenas usava para me manipular. Contei que tivemos um casinho antes de eu me cansar de ser o brinquedo secreto dela. Samara ouviu tudo silenciosamente, ela parecia estar apenas absorvendo todas as informações.

Você ainda tem alguma coisa com ela? — Ela quis saber, cabisbaixa. Eu pensei na resposta por alguns segundos.

Não. — Garanti. — Seja lá o que tínhamos, eu terminei assim que decidi gostar mais de mim. — Samara sorriu, parecendo contente com a resposta. Ela não disse e nem me perguntou mais nada, apenas me pediu para que eu a esperasse, porque precisava passar em sua casa. Assim eu o fiz. Tomei banho e coloquei uma roupa mais leve, como shorts e camisa cumprida. O tempo estava nublado e o vento batia com força contra a janela do meu quarto. Depois de quase quarenta minutos, Samara voltou e, dessa vez, mais linda do que nunca. Ela havia trocado suas roupas e estava incrivelmente cheirosa. Samara usava uma jaqueta preta – ainda mais quente e pesada do que a de mais cedo –, calça jeans escura e botas rasas. Vendo-a tão linda e graciosa me veio a cena de mais cedo na minha cabeça: Samara e a tal de Faye conversando abertamente. Tal pensamento me trouxe tristeza e um aperto no peito, o que não passou despercebido por ela.

Qual é o problema, Emily? – Questionou, sentando-se ao meu lado na cama. Aproveitei para apoiar minha cabeça sobre o seu colo. Eu não queria falar, mas alguma coisa dentro de mim me impulsionou a fazê-lo.

Quem é aquela garota? – Perguntei olhando para cima, fitando-a.

Qual garota? – Samara brincava com meu cabelo de uma forma aprazível, sua mão macia e delicada revezava em fazer carinho no meu rosto e enrolar as pontas do meu cabelo nos seus dedos frios.

Aquela de pose sensual que você estava conversando na escola. – Refresquei sua memória. Não queria soar ciúmes em meu tom de voz, mas acho que fracassei. Pude sentir que ela sufocou um riso, o que me fez me sentir igual a uma idiota insegura.

Oh, sim. – Lembrou-se. – É uma antiga namorada minha da faculdade. – Esclareceu, me deixando ainda mais insegura.

Como você a conheceu? – Samara não respondeu de imediato. Ela suspirou, pegando minha mão e entrelaçando nossos dedos.

Numa festa da fraternidade. Ela era uma caloura, enquanto eu cursava meu penúltimo ano. – Disse, brincando com meus dedos distraída.

Ela era aquela típica caloura sensual. – Afirmei vacilante. – Ela te seduziu, não é? – Levantei meu rosto, fitando-a hesitante. Meu tom enciumado a fez rir. – Ou foi você?

Culpada. – Abaixou a cabeça, desconcertada. Eu sabia que ela não teve muito trabalho, já que é praticamente impossível resistir a ela. Samara é tão doce e incrivelmente linda. De repente, minha cabeça clareou e a cena do refeitório inteira me veio na memória.

Ela te chamou para sair. – Sussurrei, sentindo o peso de minhas próprias palavras. Desde o sétimo ano, eu sempre fui muito boa em ler lábios, mas fazia tempo que eu não o praticava. Eu adorava prestar atenção nas outras pessoas conversando e saber do que elas conversavam. No momento em que eu estava prestando atenção em Samara com Faye, não me preocupei em tentar ler o que elas conversavam, mas, agora repassando toda a cena na minha cabeça como um filme em câmera lenta, eu sei de algumas coisas que elas conversaram, sendo a coisa mais significante o pedido para sair no sábado à noite.

Como você sabe? – Samara quis saber. Dei de ombros, sentindo algumas lágrimas escorrerem por meu rosto quente. Eu não sabia o porquê de tal reação, mas eu estava estressada e impaciente. Minha cabeça não parava de latejar, o que começou a me causar impaciência e sensibilidade. Sequei as lágrimas rapidamente para que ela não percebesse minha estupidez.

Eu achei que estávamos começando a ter alguma coisa. – Murmurei mais para mim do que para ela. Seus carinhos se intensificaram, fazendo uma onda de calor muito forte acalentar meu ventre.

Eu achei que já tínhamos alguma coisa. – Sussurrou ela de volta. Meu coração saltitou com sua resposta.

Então... – Comecei, sentindo minha voz sumir. – Agora, o que temos? – Sua mão deslizou por sobre meu ombro, fazendo círculos suaves com a ponta de seu dedo frio. Eu me sentei, ficando de frente para ela. Suas costas estavam apoiadas na cabeceira da cama. Ela me fitou fixamente, silenciosa. Ela pegou minha mão com suavidade e me puxou para mais perto de si.

Me diga você. – Pediu, colocando uma mecha de cabelo meu para trás da minha orelha. Ela tombou a cabeça para o lado, graciosamente. Sua feição calma e tranquila. Seus olhos no tom mais claro de azul existente. – Você quer ser minha namorada? – Seus olhos estavam fixos na minha camisa, e seu rosto parecia levemente rosado. Ela estava corando? Meu coração pulsou rapidamente com sua proposta. Inclinei-me para sussurrar contra seus lábios:

Sim. – Beijei-a na boca. Minha língua tocou a sua suavemente, fazendo-me sentir um calor gostoso subir por entre minhas pernas. Seus lábios estavam frios e quase houve reação térmica com o toque imediato que nossos lábios tiveram.

Você está quente. – Comentou ao deslizar seus dedos gélidos sob minha camisa, o que me fez gemer.

Você está gelada. – Ri, tirando sua jaqueta rapidamente. – Eu vou esquentar você. – Falei antes de beijar seus lábios novamente. Nossas línguas batalhavam, mas a minha acabou vencendo por ser mais urgente. Senti sua mão deslizar pela minha coxa nua, o que me fez deixar outro gemido escapar dos meus lábios.

Emily... – Tentou dizer, mas eu a impedi voltando a beijá-la com necessidade e urgência. Meus pensamentos eram incoerentes. Eu só conseguia pensar em fazer amor com Samara. De várias formas. Eu me sentia tão quente e fervendo por dentro que a única forma que parecia me fazer esfriar era eu ter seu corpo nu em cima do meu.

Eu preciso de você. – Sussurrei contra seu ouvido, tentando conter um gemido com todos os pensamentos inapropriados que eu estava tendo.

Emily, você está com febre. – Samara tentou me conter, colocando a mão no meu rosto para ter certeza do que acabara de dizer.

Eu preciso de você sem roupa. – Ignorei o que ela dissera. Eu engrolava algumas palavras contra seu pescoço, sugando a pele exposta e aromática. As palavras pareciam vazar da minha boca como se eu não pudesse controlá-las. Tudo o que eu pensava e sentia saía dos meus lábios imediatamente. Não havia tempo de contê-las. Samara pareceu começar a ceder. Peguei sua mão para fazê-la deslizar sob minha camisa, descendo lentamente pela minha barriga arrepiada. Seus olhos não estavam mais claros como minutos atrás, mas sim escuros e dilatados. Eu adorava quando seus olhos mudavam de cor repentinamente. Ela me puxou contra seu corpo, me abraçando fortemente enquanto me beijava na boca. Senti suas mãos deslizarem pelas minhas costas, pairando sobre a coluna vertebral. Seus lábios desceram para o meu pescoço, sugando-o suavemente. Parei todos os movimentos e a afastei de mim.

O que foi? – Samara perguntou, sua voz penetrou surdamente no reino das palavras. Elas se refugiaram na noite, as palavras. Fitei seus olhos azul-índigo e enxerguei o que a força do medo tanto me impedia de ver. Minha visão anuviou e senti uma tontura me embalar aos poucos, levando-me ao delírio de ilusões. Senti seus braços alicerçar minha cintura antes da escuridão me envolver ternamente, abrangendo todos os meus sentidos. Depois da escuridão, me vi rolando num rio difícil, e o vento que soprava contra minhas costas apenas me fazia perceber que eu estava caindo, paralisada, mas não havia desespero. Eu percebi que o chão me atraía muito mais que o céu. Eu enxerguei; aquele céu era apenas uma ilusão, me trazendo a visão das notas melódicas que eram apenas as memórias e nada mais. E o oceano me engoliu. Meu corpo escorregou para o fundo do oceano, achando um lugar para descansar minha cabeça. E é pacífico lá no fundo... A água fria me cobria. O silêncio me aquietou e a vontade que eu tinha de ir embora se transformou na calma e na paz crescente que eu tanto ansiava. A tensão que me corroía foi, enfim, recomposta e sepultada.

Notas finais
E aí, o que acharam? Eu viajei no final, não? Haha' Digam-me o que acharam desse capítulo nas reviews, porque adoro saber o que vocês estão achando. :D

Vou começar a escrever o próximo capítulo amanhã e espero não demorar para postar, mas provavelmente não postarei antes do fim de ano. Então, desejo a vocês uma boa virada de ano e que 2013 seja melhor que 2012! Boas festas. xx :** ♥